Barita
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| Classificação Strunz | 07.AD.35 |
| Fórmula química | BaSO4 |
| Propriedades ópticas | |
| Índice refrativo | nα = 1.634–1.637 nβ = 1.636–1.638 nγ = 1.646–1.648 |
| Propriedades físicas | |
| Densidade | 4.48 g/cm3 |
| Dureza | 3-3,5 |
| Fusibilidade | 4, verde amarelado chama de bário |
| Solubilidade | baixa |
| Tenacidade | frágil |
| Risca | branco |
| Referências | [1][2][3][4] |
Barita é um mineral de sulfato de bário com fórmula química BaSO4. O seu nome tem origem no grego barus (pesado). Apesar de conter bário, um metal pesado, não é considerada tóxica devido à sua elevada insolubilidade.
Nomes e história

A forma radiada, por vezes referida como Pedra de Bolonha,[5] alcançou alguma notoriedade entre os alquimistas devido a espécimes encontrados no século XVII, perto de Bolonha, por Vincenzo Casciarolo. Estes tornavam-se fosforescentes após serem calcinados.[6][7] Carl Scheele determinou que a barite continha um novo elemento em 1774, mas não conseguiu isolar o bário, apenas o óxido de bário. Johan Gottlieb Gahn também isolou o óxido de bário dois anos depois em estudos semelhantes. O bário foi isolado pela primeira vez através da eletrólise de sais de bário fundidos em 1808, por Sir Humphry Davy, em Inglaterra.[8]
A especificação API 13/ISO 13500 do American Petroleum Institute, que rege a barite para fins de perfuração, não se refere a nenhum mineral específico, mas sim a um material que cumpra essa especificação.[9] Na prática, contudo, trata-se geralmente do mineral barite.[10]
O termo "barites primárias" refere-se ao primeiro produto comercializável, que inclui a barite em bruto (direta da mina) e os produtos de métodos simples de beneficiação, tais como lavagem, jigagem, separação por meios densos, concentração em mesas e flotação. A maior parte da barite em bruto requer algum processamento de purificação para atingir a pureza ou densidade mínima. A barite utilizada como agregado num betão "pesado" é britada e crivada para um tamanho uniforme. A maior parte da barite é moída até um tamanho pequeno e uniforme antes de ser utilizada como carga ou extensor, como aditivo em produtos industriais, na produção de químicos de bário ou como agente de pesagem em lamas de perfuração de poços de petróleo.[11]
Nome
O nome barite deriva do em grego clássico: βαρύς , que significa 'pesado'. A grafia americana é barite, enquanto no Reino Unido e em contextos científicos internacionais é frequente o uso de baryte.[1][12] A Associação Internacional de Mineralogia (IMA) adotou inicialmente "barite" como a grafia oficial, mas recomendou posteriormente a adoção da grafia mais antiga "baryte". Esta mudança foi controversa e foi notavelmente ignorada pelos mineralogistas americanos.[13] Outros nomes têm sido utilizados para a barite, incluindo barytine,[14] barytite,[14] barytes,[15] espato pesado,[1] tiff,[2] e blanc fixe.[16]
Tipos de ocorrência
Comum em veios de chumbo e zinco em calcários, em depósitos hidrotermais e associada a minérios de hematita. Muitas vezes ocorre associada à celestita e à anglesita.
Usos e aplicações

Cerca de 90% da produção de barita é utilizada para aumentar a densidade das lamas de perfuração na indústria petrolífera. Também é utilizada no fabrico de tintas e de papel. Os maiores produtores mundiais são os Estados Unidos, a Índia e a China.
Em Portugal
Pode ser encontrada em Segura, concelho de Idanha-a-Nova, onde em tempos se procedeu à sua extração.
No Brasil
O Brasil possui 0,3 % das reservas mundiais e sua produção atinge 1% da produção mundial. O estado da Bahia contribui com 95% da produção nacional.[17]
Produção mundial
| 1. | 2,80 | |
| 2. | 2,00 | |
| 3. | 1,10 | |
| 4. | 0,59 | |
| 5. | 0,44 | |
| 6. | 0,41 | |
| 7. | 0,38 | |
| 8. | 0,25 | |
| 9. | 0,20 | |
| 10. | 0,16 | |
| 11. | 0,11 |
Fonte: USGS.
Ver também
- Sulfato de bário
Referências
- 1 2 3 Dana, James Dwight; Ford, William Ebenezer (1915). Dana's Manual of Mineralogy for the Student of Elementary Mineralogy, the Mining Engineer, the Geologist, the Prospector, the Collector, Etc. 13 ed. [S.l.]: John Wiley & Sons, Inc. pp. 299–300
- 1 2 Barite at Mindat
- ↑ Webmineral data for barite
- ↑ Baryte, Handbook of Mineralogy
- ↑ Jackson, Julia A., ed. (1997). «Bologna stone». Glossary of geology. Fourth ed. Alexandria, Virginia: American Geological Institute. ISBN 0922152349
- ↑ History of the Bologna stone Arquivado em 2006-12-02 no Wayback Machine
- ↑ Lastusaari, Mika; Laamanen, Taneli; Malkamäki, Marja; Eskola, Kari O.; Kotlov, Aleksei; Carlson, Stefan; Welter, Edmund; Brito, Hermi F.; Bettinelli, Marco; Jungner, Högne; Hölsä, Jorma (26 de Setembro de 2012). «The Bologna Stone: history's first persistent luminescent material» (PDF). European Journal of Mineralogy. 24 (5): 885–890. Bibcode:2012EJMin..24..885L. doi:10.1127/0935-1221/2012/0024-2224
- ↑ Krebs, Robert E. (2006). The history and use of our earth's chemical elements: a reference guide. [S.l.]: Greenwood Publishing Group. p. 80. ISBN 978-0-313-33438-2
- ↑ «ISO 13500:2008 Petroleum and natural gas industries — Drilling fluid materials — Specifications and tests». ISO. 2008. Consultado em 2 de fevereiro de 2022
- ↑ Nesse, William D. (2000). Introduction to mineralogy. New York: Oxford University Press. pp. 345–346. ISBN 9780195106916
- ↑ National Minerals Information Center. Barite Statistics and Information. [S.l.]: U.S. Geological Survey. Consultado em 1 de fevereiro de 2022
- ↑ M. Michael Miller Barite Arquivado em 2019-01-11 no Wayback Machine, 2009 Minerals Yearbook
- ↑ «Barite: The mineral Barite information and pictures». www.minerals.net. Consultado em 14 de dezembro de 2017
- 1 2 «International Mineralogical Association: Commission on New Minerals and Mineral Names». Mineralogical Magazine. 38 (293): 102–5. Março 1971. Bibcode:1971MinM...38..102.. doi:10.1180/minmag.1971.038.293.14
- ↑ «Monograph on Barytes». Indian Bureau of Mines. 1995. Consultado em 14 de julho de 2017
- ↑ «Definition of blanc fixe». Merriam-Webster Dictionary. Merriam-Webster. Consultado em 14 de julho de 2017
- ↑ DNPM. «Barita». DNPM. Consultado em 30 de setembro de 2016
