Associação Atlética Anapolina
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| Nome | Associação Atlética Anapolina | |||
| Alcunhas | Rubra[1] Xata[2] Time Do Povo[3] | |||
| Torcedor(a)/Adepto(a) | Colorado | |||
| Mascote | Pit bull[4] Fênix[5] Vovózinha[6] | |||
| Principal rival | Anápolis[7] Grêmio Anápolis[8] Goiás[9] | |||
| Fundação | 1 de janeiro de 1948 (78 anos)[10] | |||
| Estádio | Jonas Duarte | |||
| Capacidade | 21.170 espectadores | |||
| Localização | Anápolis, Goiás, Brasil | |||
| Proprietário(a) | Fernando Corrêa Fernando Aguiar SAF [11] | |||
| Material (d)esportivo | Tolledo Sports | |||
| Competição | ||||
| Ranking nacional | ||||
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A Associação Atlética Anapolina SAF,[12][11] ou simplesmente conhecida como Anapolina, é um clube de futebol brasileiro sediado em Anápolis com 420.300 habitantes[13], em Goiás. Fundada em 1 de janeiro de 1948,[10] manda seus jogos no Estádio Jonas Duarte e suas cores são o vermelho e o branco.
A Anapolina é um dos times mais tradicionais do Estado de Goiás, foi Vice-campeã do Campeonato Brasileiro Série B em 1981, perdendo na final para o Guarani Futebol Clube.
História
A Anapolina foi fundada no dia 1º de janeiro de 1948. É carinhosamente denominada Rubra[14] ou Xata.[15]
Rubra é a denominação originada pelo uniforme do time, nas cores vermelho e branco, em homenagem ao extinto Anápolis Sport Club.[16]
Xata é uma denominação que vem desde a época do amadorismo, quando o clube montava equipes fracas, que sofriam frequentes derrotas, porém se reabilitava com vitórias surpreendentes contra adversários mais bem preparados. Na Copa do Mundo de 1966, a Seleção Brasileira fazia uma de suas piores campanhas de sua história, porém uma faixa no meio da torcida acabou chamando a atenção dos cronistas esportivos brasileiros: "A Rubra é Xata!", escrita de forma proposital com a letra "x".[17][18]
1981 - Atualmente
Em 1981 o clube conquista o vice-campeonato do Brasileirão - Série B, perdendo na final para o Guarani. A Anapolina conquista o título goiano dentro de campo, mas perde para o Goiás no "tapetão".[19][20] Na conquista do primeiro turno, a Anapolina consegue um feito inédito, ficando dez jogos invicta, com nove vitórias consecutivas e um empate.
Em 1982, participou brilhantemente do Campeonato Brasileiro de 1982, ficando na 11ª colocação, sendo desclassificada nas oitavas de final pelo São Paulo. Durante a campanha, a Anapolina obteve vitórias expressivas contra grandes clubes do futebol nacional, como o Cruzeiro por 1 a 0 e o Fluminense por 3 a 1. No primeiro jogo do play-off decisivo, a Anapolina venceu o São Paulo, em Anápolis, por 3 a 1.[21][22][23]
Em 1983 a Anapolina conquista pela segunda vez o vice-campeonato goiano, perdendo novamente na final para o Goiás. Os anapolinos reclamam muito de Antonio Pereira da Silva, que estreou como árbitro nos jogos finais. Anos mais tarde, ele se tornaria um dos melhores árbitros do Brasil.[24]
A Anapolina participou do Campeonato Brasileiro de 1984, realizando uma fraca campanha. Esta foi a última participação do clube no campeonato brasileiro da primeira divisão.[carece de fontes]
No campeonato goiano de 1988, o clube inicia uma fase de ostracismo, e termina na penúltima colocação.[carece de fontes]
Em 1989, a Anapolina consegue chegar até a terceira fase do Série B, sendo eliminada pelo Remo.[carece de fontes]
Em 1999, novamente a Anapolina disputou a Série C, participando do grupo do Fluminense. A equipe realizou uma campanha destacada, que incluiu uma vitória no Maracanã, ao derrotar o Fluminense por 1 a 0, além de um triunfo em Anápolis por 3 a 2 contra o mesmo adversário no confronto entre as equipes naquele ano.[25] Infelizmente, uma irregularidade na documentação do jogador Tupã acaba eliminando a Anapolina do campeonato.
No Campeonato Goiano, a Anapolina obtém uma belíssima campanha, ficando no final com a terceira colocação.
Em 2000 pelo Módulo Branco a Anapolina consegue uma brilhante classificação para a segunda fase, e é eliminada pelo Paraná Clube.[26] No Campeonato Goiano, também consegue uma bela campanha, ficando novamente na terceira colocação. Porém, o time acaba beneficiado pela punição imposta ao Vila Nova, que se recusou a disputar a final contra o Goiás, e consegue pela terceira vez o vice-campeonato goiano, além de conquistar pela primeira vez uma vaga na Copa do Brasil.[24]
Em 2001, a Anapolina terminou em oitavo lugar na primeira fase da Série B, Grupo Norte–Nordeste. Além da colocação final, outro destaque da campanha foi o desempenho ofensivo da equipe, que obteve o segundo melhor ataque da competição, com 45 gols, e a vitória por 3 a 2 sobre o Paysandu, em Anápolis, que encerrou uma invencibilidade de 12 partidas do adversário. Pela primeira vez, a Anapolina disputou a Copa do Brasil, sendo eliminada no segundo jogo pelo Santos.[27]
Em 2002 o Juventude elimina a Anapolina no primeiro jogo da Copa do Brasil, vencendo em Anápolis por 3 a 1.[28] No Campeonato Goiano, a Anapolina conquista a 1ª Fase do Campeonato (que não teve a participação do Goiás e do Vila Nova), e fica com o troféu Clomar Vieira. Na classificação final, fica novamente com o terceiro lugar. Na Copa Centro-Oeste, a Anapolina é eliminada pelo CENE no torneio de qualificação. Na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, o grande destaque da Anapolina é o atacante Espíndola, que termina como terceiro maior artilheiro do torneio, marcando 14 gols.
Em sua terceira participação na Copa do Brasil em 2003, a Anapolina é eliminada pelo Náutico. no segundo jogo, em Recife. No Campeonato Goiano, a Anapolina faz uma boa campanha na primeira fase, e termina em terceiro lugar. Porém, no "play-off" da segunda fase é surpreendentemente eliminada pelo Real de Itumbiara, que derrota a Rubra dentro do Jonas Duarte, quando a Anapolina precisava apenas do empate para se classificar. No Campeonato Brasileiro da Série B, a Anapolina enfrenta o Palmeiras. (1 a 2)[29] e o Botafogo. (0 a 4),[30] que haviam sido rebaixados no ano anterior, e conseguem retornar à primeira divisão, respectivamente como campeão e vice. Em 2004, a Anapolina chegou à semifinal do Campeonato Goiano, sendo eliminada pelo CRAC após derrota por 3 a 0 no jogo decisivo. Apesar da eliminação, o grande destaque da temporada foi a goleada histórica por 6 a 0 sobre o Anápolis, seu principal rival, resultado que marcou o clássico e ficou entre os mais expressivos da história do confronto.[31]
Na Série B de 2005 o time realiza uma péssima campanha, sendo rebaixado para a Série C de 2006. Durante o torneio, o maior destaque foi a vitória sobre o Grêmio, em Anápolis, por 4 a 0.[32] Em 2006, depois de vários anos, finalmente a Anapolina consegue disputar a fase final do campeonato goiano, depois de realizar uma excelente campanha na primeira fase. Na semifinal, o clube é eliminada pelo Atlético, e fica na terceira colocação. Na Série C, o clube consegue atingir até a terceira fase do torneio, realizando uma campanha muito irregular, e fica de fora do octogonal final do torneio.[33]
Em 2011 no Brasileirão - Série D, a Anapolina protagonizou um confronto marcado por polêmicas contra o Tocantinópolis. No jogo de ida, disputado fora de casa, a Anapolina foi derrotada por 4 a 0. Na partida de volta, em Anápolis, a equipe venceu por 4 a 1; no entanto, o resultado ainda classificava o Tocantinópolis
no placar agregado, o que levou o adversário a adotar uma postura de excessiva demora e paralisações constantes, gerando confusão e forte contestação por parte da Anapolina. Diante dos acontecimentos ocorridos durante a partida, o confronto acabou sendo anulado pelas instâncias competentes. O jogo foi então remarcado, e, no novo duelo, a Anapolina venceu de forma contundente, aplicando uma goleada por 6 a 1 sobre o Tocantinópolis, confirmando a classificação e encerrando um dos episódios mais polêmicos da história recente do clube.[34] Em 2012 a Anapolina foi rebaixada para a Segunda Divisão do Campeonato Goiano.[35] Em 2013 foi a campeã da Divisão de Acesso.[36]
Em 2025, a Anapolina é Bicampeã do Campeonato Goiano - Divisão de Acesso[37]
Em 2026, a Anapolina é Bicampeã do Campeonato Goiano do Interior e conquista vaga no Brasileirão - Série D e Copa do Brasil de 2027
Presidentes Históricos e Administrações Notáveis
A trajetória da Associação Atlética Anapolina é marcada por gestões que elevaram o patamar técnico do clube no cenário nacional e por administrações recentes focadas na recuperação financeira e modernização institucional.
Edmilson Torquato (Década de 1980)
Considerada a "Era de Ouro" do clube, a gestão de Edmilson Torquato foi responsável pelas maiores glórias esportivas da Rubra. Sob seu comando, a Anapolina alcançou projeção nacional:
1981: Vice-campeã da Taça de Prata (Campeonato Brasileiro Série B) e Vice-campeã do Campeonato Goiano.
1982: Campanha histórica na elite do futebol nacional Taça de Ouro (Campeonato Brasileiro Série A), alcançando as oitavas de final após eliminar clubes tradicionais.
1983: Novamente Vice-campeã do Campeonato Goiano, consolidando a força do interior frente à capital.
Pedro Canedo (Anos 2000)
A administração de Pedro Canedo foi marcada pelo resgate da competitividade no início do milênio.
Em 2000, o clube conquistou o Vice-Campeonato Goiano.
Liderou o clube em campanhas de destaque no Campeonato Brasileiro Série B e Campeonato Brasileiro Série C, mantendo a Anapolina como um dos clubes mais respeitados da Região Centro-Oeste do Brasil no período.
Leandro Ribeiro (Construção do CT 2013–2017)
Gestão focada no patrimônio e infraestrutura. Sua principal marca foi a construção do Centro de Treinamentos (CT) do clube, dotando a instituição de uma estrutura profissional para treinamentos e categorias de base, essencial para a sustentabilidade do futebol a longo prazo.
Fernando Corrêa e Fernando Aguiar (Era SAF e Reconstrução)
O período recente marca a transição da Anapolina para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Fernando Corrêa (Presidente do Clube): Assumiu a instituição em um dos momentos mais críticos de sua história, com dívidas acumuladas que ameaçavam o fechamento das portas. Sua gestão foi pautada pela responsabilidade fiscal e pela busca de parcerias para salvar o clube.
Fernando Aguiar (Presidente da SAF): Com a implementação da SAF, trouxe o investimento necessário para a recuperação técnica.
Resultados da Parceria (2025-2026):
2025: Campeã do Campeonato Goiano - Divisão de Acesso, garantindo o retorno à elite estadual.
2026: Em seu retorno à primeira divisão, a equipe conquistou o título de Campeã do Campeonato Goiano do Interior, reafirmando sua posição como a maior força do interior e do futebol Anapolino.
Ídolos
Goleiros
Assis: Um dos pilares da defesa na era de ouro.
Brasília: O nome de confiança sob as traves em grandes batalhas.
Defensores (Zagueiros e Laterais)
Dilon: Zagueiro central de muita força física.
Esquerdinha: Lateral-esquerdo lendário, ídolo absoluto da torcida.
Osmar Lima: Lateral versátil e seguro defensivamente.
Ribas: Defensor técnico que dava equilíbrio à área.
Sidney: Outro nome de peso no miolo de zaga.
Meio-campistas e Volantes
Mateus: Meia de ligação com boa visão de jogo.
Mário: Peça importante na transição para o ataque.
Nei Ladeira: Meio-campista dinâmico e muito trabalhador.
Nilton: O volante clássico, responsável pela proteção à frente da zaga.
Paulo Nelli: Um dos maiores craques da história do clube; o cérebro do time.
Paulo Sérgio: Meia habilidoso que ajudava na construção das jogadas.
Atacantes
Sávio Guerreiro: Considerado o maior ídolo da história da Rubra, conhecido por sua eficiência artilheira nos anos 80.
Jorge Cruz: O grande goleador e símbolo de raça da Rubra.
Osmário: Atacante agudo que levava muito perigo aos adversários.
Rodrigues: Finalizador importante para o elenco.
Vinícius: Peça fundamental no setor ofensivo durante as campanhas nacionais.
Feitos:
- Campeonato Brasileiro - Série B
- Vice-campeão (1): 1981
- Campeonato Goiano de Futebol
- Vice-campeão (2): 1981 e 1983
Estrutura


A Associação Atlética Anapolina possui como principal centro de treinamentos o Centro de Treinamentos Associação Atlética Anapolina, localizado na cidade de Anápolis, no estado de Goiás. O complexo é considerado um dos maiores centros de treinamento da Região Centro-Oeste do Brasil e é utilizado para as atividades do futebol profissional e das categorias de base do clube.
O CT Associação Atlética Anapolina conta com diversos campos de treinamento, estrutura para preparação física, departamentos médicos e áreas administrativas destinadas ao funcionamento do futebol profissional e das divisões de base. O local também dispõe de alojamentos para atletas em formação e espaços de apoio utilizados durante a preparação das equipes.
Além do centro de treinamento, o clube manda suas partidas oficiais no Estádio Jonas Duarte, estádio municipal localizado em Anápolis, com capacidade aproximada para 21 mil espectadores. O estádio é administrado pelo município e tradicionalmente recebe os jogos da equipe colorada em competições estaduais e nacionais.
A estrutura do clube é utilizada tanto pelo futebol profissional quanto pelas categorias de base que disputam competições organizadas pela Federação Goiana de Futebol.
Torcida

Torcida Organizada Rubra (Anapolina)
A Torcida Organizada Rubra (T.O.R.) é a principal torcida organizada da Associação Atlética Anapolina, fundada em 1979. Reconhecida como uma das torcidas mais tradicionais de Goiás, a T.O.R. é considerada a maior torcida do interior goiano, destacando-se pelo apoio massivo ao clube em jogos no Estádio Jonas Duarte e em caravanas pelo estado.
História
A T.O.R. surgiu no final da década de 1970, em um período em que a Anapolina já possuía grande identificação com a população de Anápolis. Criada por um grupo de torcedores apaixonados, a organizada tinha como objetivo fortalecer a presença rubra nos estádios, unificando cânticos, faixas e bandeiras. Nos anos 1980 e 1990, a torcida se consolidou como uma das mais fiéis do estado. A Anapolina, conhecida como "Xata", conta com um dos maiores públicos do Campeonato Goiano, superando inclusive equipes da capital em diversas partidas. Jogos no Jonas Duarte, como contra Goiás, Vila Nova e Atlético, reune multidões rubras, consolidando a fama da T.O.R. como à mais vibrante do interior.
Identidade e características
A Torcida Organizada Rubra sempre se destaca por:
Produzir grandes bandeirões e faixas que cobrem setores inteiros do Jonas Duarte;
Organizar cânticos que se tornaram parte da cultura popular de Anápolis;
Realizar caravanas para acompanhar a Anapolina em jogos decisivos fora de casa;
Estar presente em campanhas sociais e eventos da comunidade rubra.
A T.O.R. também marca presença em um dos maiores clássicos do interior brasileiro, o Clássico Anapolino, contra o Anápolis Futebol Clube. Nessas partidas, o estádio tradicionalmente recebe públicos expressivos, reforçando a força da torcida rubra.
Reconhecimento como maior torcida do interior
A tradição da T.O.R. e a ligação da cidade de Anápolis com a Anapolina renderam à organizada o título de maior torcida do interior goiano. Desde sua fundação, a presença de milhares de torcedores em jogos da Xata se tornou referência no futebol do estado, sendo lembrada como símbolo de paixão e fidelidade mesmo em momentos de crise esportiva.
Legado
Com mais de quatro décadas de história, a Torcida Organizada Rubra permanece como um dos maiores patrimônios culturais e esportivos de Anápolis. Reconhecida pela sua fidelidade e grandeza, é parte essencial da identidade da Anapolina e do futebol goiano.
A pesquisa Pop List 2025 confirmou à torcida da Anapolina como a maior torcida de Anápolis, consolidando sua força histórica na cidade.
Públicos Recorde
Anapolina 0 x 0 Corinthians (1978)[38]
Este jogo detém o recorde histórico de público do Jonas Duarte. Com um total de 19.640 presentes:
Torcida da Anapolina: 16.694 torcedores.
Torcida do Corinthians: 2.946 torcedores.
Anapolina 3 x 1 Fluminense (1982)[39]
Pela segunda fase da Taça de Ouro, o Jonas Duarte recebeu 15.624 pessoas:
Torcida da Anapolina: 13.280 torcedores.
Torcida do Fluminense: 2.344 torcedores.
Anapolina 3 x 1 São Paulo (1982)[40]
Nas oitavas de final do Brasileirão, o público pagante registrado no Jonas Duarte foi de 14.288 pessoas:
Torcida da Anapolina: 12.145 torcedores.
Torcida do São Paulo: 2.143 torcedores.
Anapolina 1 x 0 Cruzeiro (1982)[41]
O Jonas Duarte recebeu 13.370 torcedores para este confronto decisivo:
Torcida da Anapolina: 11.815 torcedores.
Torcida do Cruzeiro: 1.555 torcedores.
Rivalidades
(Anapolina vs Anápolis FC)
Diferente de outras rivalidades do interior de Goiás, o confronto entre a Associação Atlética Anapolina (Xata) e o Anápolis Futebol Clube (Galo) é considerado um dos maiores clássicos do Estado devido à sua capacidade de paralisar e dividir a cidade de Anápolis de forma absoluta.
Hostilidade e Divisão: A rivalidade não se limita às quatro linhas, manifestando-se em uma disputa ferrenha por espaço urbano, torcedores e influência política na cidade. O clima nos dias de jogo é de alta tensão, frequentemente exigindo esquemas especiais de segurança devido ao histórico de confrontos entre organizadas.
(Anapolina vs Goiás)
Enquanto o clássico local é uma disputa de território, a rivalidade com o Goiás é uma insurgência contra o sistema futebolístico da capital. É o confronto em que a Anapolina assume o papel de "adversária mais xata" do estado.
O "Tapetão" de 1981 e o Sentimento de Injustiça
O ponto de ruptura na relação entre os clubes ocorreu no Campeonato Goiano de 1981. A Anapolina, que detinha o melhor time técnico da competição, foi impedida de conquistar o título nos tribunais.[42]
O episódio do jogador Caxias resultou em uma manobra jurídica que retirou pontos cruciais da Rubra.
Para a torcida colorada, o Goiás utilizou de sua influência política na Federação Goiana de Futebol para "roubar" o troféu que deveria ter ido para o interior.
Finais Controversas (1983 e 2000)
A história do confronto é pontuada por finais decididas sob forte contestação da arbitragem:
1983: Uma final marcada por erros grosseiros que impediram a vitória da Anapolina.
2000: No auge do Goiás na elite nacional, a Anapolina fez finais heróicas, mas acabou derrotada em jogos onde a arbitragem foi o centro das atenções, solidificando o ódio esportivo entre as agremiações.
Títulos
| TÍTULOS ESTADUAIS | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Copa Leonino Caiado | 1 | 1976 | |
| Copa Goiás | 1 | 1995 | |
| Campeonato Goiano do Interior | 2 | 2011 e 2026 | |
| Campeonato Goiano - Divisão de Acesso | 2 | 2013 e 2025 | |
| OUTRAS CONQUISTAS | |||
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Seletiva para o campeonato Brasileiro | 2 | 1978 e 1979 | |
| Torneio Antônio Aleixo Junqueira | 1 | 1975 | |
- Notas
Campeão invicto
Campanhas de Destaque
| Competição | Resultado | Ano | Observação |
|---|---|---|---|
| Série A do Brasileirão | Oitavas de Final | 1982 | Superada pelo São Paulo (Venceu por 3 a 1 no Jonas Duarte mas perdeu por 4 a 0 no Morumbi). |
| Série B do Brasileirão | Vice-campeã | 1981 | Perdeu a final para o Guarani. |
| Campeonato Goiano | Vice-campeã | 1981 | Título conquistado em campo, mas revertido judicialmente favoravelmente ao Goiás. |
| Campeonato Goiano | Vice-campeã | 1983 | Superada pelo Goiás. |
| Campeonato Goiano | Vice-campeã | 2000 | Superada pelo Goiás. |
Estatísticas
Participações
| Participações em 2026 |
| Competição | Temporadas | Melhor campanha | Estreia | Última | P |
R | |
| Campeonato Goiano | 57 | Vice-campeã (3 vezes) | 1948 | 2026 | 3 | ||
| 2ª Divisão | 7 | Campeã (2013 e 2025) | 2013 | 2025 | 3 | – | |
| Campeonato Brasileiro | 4 | Oitavas de final (1982) | 1978 | 1984 | – | ||
| Série B | 13 | Vice-campeã (1981) | 1980 | 2005 | 1 | 1 | |
| Série C | 3 | 3ª colocada (1998) | 1998 | 2006 | 1 | – | |
| Série D | 5 | 7ª colocada (2011) | 2009 | 2027 | – | ||
| Copa do Brasil | 5 | 1ª fase (4 vezes) | 2001 | 2027 | |||
Referências
- ↑ Anapolina anuncia diretor de futebol ex-Goiás, visando a disputa da Divisão de Acesso
- ↑ Xata bate o Galo e encerra jejum
- ↑
- ↑ https://fgf.esp.br/pt/clubes/view.php?q=226/
- ↑ https://museudofutebol.org.br/crfb/instituicoes/473891/
- ↑ https://www.futeboldegoyaz.com.br/acervo/463/clube
- ↑ Anápolis e Anapolina não saem do empate em clássico válido pela 5ª rodada do Goianão
- ↑ Grêmio Anápolis vence clássico contra lanterna Anapolina
- ↑
- 1 2 «AA Anapolina». Federação Goiana de Futebol. Consultado em 31 de janeiro de 2025
- 1 2 «Anapolina é oficialmente Sociedade Anônima do Futebol e já tem um novo estatuto». 3 de setembro de 2024. Consultado em 25 de março de 2025
- ↑ Federação Goiana de Futebol https://fgf.esp.br
- ↑ «Panorama do município de Anápolis». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 17 de agosto de 2024
- ↑ Em alusão ao time de 1981, Anapolina realiza pedidos de camisas comemorativas
- ↑ INSTITUI O "DIA DO TORCEDOR DA ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA ANAPOLINA” NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS
- ↑ Ídolo da Anapolina valoriza "casa", relembra melhor fase e quer Rubra na final
- ↑ A Anapolina de 1982: quando o brilho goiano no Brasileirão veio de fora da capital
- ↑ Torcedor da Anapolina poderá ganhar Dia Municipal
- ↑ Ferrari, Alexandre (7 de janeiro de 2023). «Conheça a história do Goianão em 80 fatos sobre o Estadual». O Popular. Consultado em 2 de setembro de 2024
- ↑ Polêmica e Tapetão: o Campeonato Goiano de futebol no período 1979-1985
- ↑ Na memória: Em tarde inspirada de Sávio, Anapolina vence São Paulo, no Brasileirão de 1982
- ↑ [https://www.futeboldegoyaz.com.br Anapolina-GO 1 x 0 Cruzeiro-MG - Campeonato Brasileiro - Série A]
- ↑ [fluzao.xyz https://fluzao.xyz Anapolina 3 X 1 Fluminense]
- 1 2 «Os bons tempos da Xata». sagresonline.com.br. 17 de janeiro de 2010. Consultado em 26 de agosto de 2023
- ↑ Em 1999, Anapolina vence Fluminense por 1 a 0 pela Série C do Campeonato Brasileiro
- ↑ Paraná Clube joga pelo empate contra o Anapolina
- ↑ Anapolina vira esperança de reabilitação do Santos
- ↑ Furacão busca a reação contra o Juventude
- ↑ Anapolina 1x2 Palmeiras - Campeonato Brasileiro B 2003
- ↑ Campanha marcada pela regularidade
- ↑ Futebol de Goyaz https://www.futeboldegoyaz.com.br Anápolis 0 x 6 Anapolina - Campeonato Goiano
- ↑ Fora de casa, Grêmio é goleado pela Anapolina
- ↑ Atlético-GO goleia Anapolina e vai à final do Goiano
- ↑ Futebol de Goyaz https://www.futeboldegoyaz.com.br Anapolina-GO 6 x 1 Tocantinópolis-TO - Campeonato Brasileiro - Série D
- ↑ «Atlético vence e rebaixa a Anapolina para segunda divisão». sagresonline.com.br. 8 de abril de 2012. Consultado em 26 de agosto de 2023
- ↑ «Trindade vence por 3 a 2, mas título da Divisão de Acesso é da Anapolina». ge.globo.com. 25 de agosto de 2013. Consultado em 26 de agosto de 2023
- ↑ https://esportegoiano.com.br Texto "títuloAnapolina segura empate contra o Centro-Oeste e é bicampeã da Divisão de Acesso" ignorado (ajuda); Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ [https://www.meutimao.com.br Ficha técnica de Anapolina 0 x 0 Corinthians - Brasileirão 1978]
- ↑ A Anapolina de 1982: quando o brilho goiano no Brasileirão veio de fora da capital
- ↑ A Anapolina de 1982: quando o brilho goiano no Brasileirão veio de fora da capital
- ↑ A Anapolina de 1982: quando o brilho goiano no Brasileirão veio de fora da capital
- ↑ Polêmica e Tapetão: o Campeonato Goiano de futebol no período 1979-1985


