1641

SÉCULOS: Século XVISéculo XVIISéculo XVIII
DÉCADAS: 1590 • 1600 • 1610 • 1620 • 1630 1640 • 1650 • 1660 • 1670 • 1680 • 1690
ANOS: 16361637163816391640 164116421643164416451646

1641 em outros calendários
Calendário gregoriano 1641
MDCXLI
Ab urbe condita 2394
Calendário arménio 1090 1091
Calendário bahá'í -203 -202
Calendário budista 2185
Calendário chinês 4337 4338
Início a 10 de fevereiro
Calendário copta 1357 1358
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1696 1697
1562 1563
4741 4742
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Calendário islâmico 1051 1052
Calendário judaico 5401 5402
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Calendário rúnico 1891
Calendário solar tailandês 2184

1641 (MDCXLI, na numeração romana) foi um ano comum do século XVII do actual Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, a sua letra dominical foi F (52 semanas), teve início a uma terça-feira e terminou também a uma terça-feira.

Eventos

  • Portugal e a República Holandesa firmam um Tratado de Aliança Defensiva e Ofensiva. O tratado não é cumprido por ambas as partes e em consequência não tem efeito nas colônias portuguesas sob domínio neerlandês.
  • Aclamação de Amador Bueno, Movimento Nativista Brasileiro;
  • Construção de um forte na vila das Velas que em 1644 foi substituído por outro de mais dimensão[1][2].
  • No contexto da Restauração da Independência, às vésperas do movimento que conduziria à expulsão dos espanhóis da Terceira, o Mestre de Campo Álvaro de Viveiros formulou e propôs um plano de destruição do Forte de São Sebastião, rejeitado pelo Senado de Angra.
  • Batalha de M'Bororé, guaranis que habitavam em reduções dirigidas pelos jesuítas derrotaram os bandeirantes paulistas. Foi um importante episódio na história dos trinta Pueblos (Reduções) do Paraguai e da história da Argentina, pois evitou que a região compreendida entre os Rios Uruguai e Paraná, que atualmente pertence à Argentina, se tornasse território brasileiro.

Em andamento

Março

  • 24 de Março - Em cumprimento às instruções recebidas, Francisco Ornelas da Câmara, Capitão-mor da Vila da Praia, é encarregado por D. João IV de Portugal de aclamá-lo na Terceira, reduzindo à obediência o Castelo de São Filipe no Monte Brasil. Ornelas promove a aclamação na Praia e logo após, em Angra.
  • 26 de Março - Eclode, em Angra do Heroísmo a rebelião popular dos Minhas Terras.
  • 27 de Março - Início do cerco ao Castelo de São João Baptista da Ilha Terceira; Angra é ocupada militarmente pelo seu Capitão-mor, João Bettencourt de Vasconcelos, que pede auxílio militar ao Capitão-mor da Praia, Francisco Ornelas da Câmara.
  • 28 de Março - Manuel Jaques de Oliveira, com uma companhia da freguesia da Ribeirinha que incluía mulheres, conquista o Forte de São Sebastião, de onde os espanhóis fogem por mar para a Fortaleza de São João Baptista.[3]
  • 31 de Março - Domingo de Páscoa, D. João IV foi aclamado rei em Angra, sob o fogo cerrado das baterias espanholas, foi um dos acontecimentos mais “impressionantes” da Restauração segundo o Historiador José Manjardino: "a aclamação fez-se num ambiente dramático que já aqui em tempos se apontou como a mais espectacular e genuína restauração da independência havida em terras de Portugal. Uma procissão cívica percorria as ruas até à Praça, convergindo para a Sé, onde se cantou um Te Deum, tudo ao ritmo e sob a fumarada da artilharia castelhana que, do castelo de São Filipe, disparava sem cessar sobre a cidade."

Maio

  • 13 de Maio - D. João IV decretou a criação da Aula de Artilharia e Esquadria, remota antecessora do Comando da Instrução e Doutrina e da própria Academia Militar.

Junho

  • 20 de Junho - D. Luís Peres de Viveiros, com os trezentos soldados que trazia para socorrer a guarnição espanhola cercada no Castelo de São João Baptista, rende-se a Francisco de Ornelas junto aos ilhéus da Mina;

Agosto

Novembro

  • Editado o primeiro periódico em Portugal, com o nome Gazeta, em que se relatam as novas todas, que ouve nesta corte, e que vieram de várias partes no mês de novembro de 1641[4].

Dezembro

Nascimentos

  • 7 de Abril - Antónia Sibila de Barby-Mühlingen, princesa-consorte de Schwarzburg-Sondershausen (m. 1684).
  • 14 de Outubro - Henriqueta Doroteia de Hesse-Darmstadt, condessa de Waldeck-Pyrmont (m. 1672).

Mortes

Referências

  1. BASTOS, Barão de. Relação dos fortes, Castelos e outros pontos fortificados, que se acham ao presente inteiramente abandonados, e que nenhuma utilidade tem para a defesa do Pais, com declaração daqueles que se podem desde já desprezar (Arquivo Histórico Militar). Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, Vol. LV, 1997.
  2. VIEIRA, Alberto. Da poliorcética à fortificação nos Açores: introdução ao estudo do sistema defensivo nos Açores nos séculos XVI-XIX. Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, Vol. XLV, Tomo II, 1987.
  3. O episódio é narrado pelo padre Manuel Luís Maldonado na Fenix Angrence (vol. 2, p. 170).
  4. media@gov. «IMPRENSA / Breve Retrospectiva Histórica». Gabinete para os Meios de Comunicação Social. Consultado em 28 de Outubro de 2012. Arquivado do original em 3 de abril de 2013