Transgênese
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Transgênese (português brasileiro) ou transgénese (português europeu) ou transgenia é o processo de introdução de material genético exógeno, como DNA ou RNA, em células hospedeiras.[1] A entrega do gene deve atingir o genoma da célula hospedeira para induzir a expressão genética.[2] A entrega bem-sucedida do gene requer que o gene estranho permaneça estável dentro da célula hospedeira e possa se integrar ao genoma ou se replicar independentemente dele.[3] Isso requer que o DNA estranho seja sintetizado como parte de um vetor, que é projetado para entrar na célula hospedeira desejada e entregar o transgene ao genoma dessa célula.[4]
O genoma dos organismos transgênicos contém parte do material genético outros organismos. Genes que codificam características desejadas, como níveis nutricionais aprimorados, tolerância à seca, resistências a pesticidas e herbicidas e a capacidade de produzir substâncias terapêuticas, são frequentemente extraídos e transferidos para os organismos-alvo, conferindo a eles maior capacidade de sobrevivência e produção.[5][6][7][8][9][10][11]
A transgênese tem vários usos potenciais, entre eles a pesquisa biológica e médica e a produção de alimentos.
História

A manipulação genética de alimentos dirigida pelos seres humanos começou com a domesticação de plantas e animais por meio da seleção artificial, por volta de 13.000–11.000 a.C.[12][13][14] O processo de reprodução seletiva, no qual organismos com características desejadas (e, portanto, com os genes desejados) são usados para gerar a próxima geração, enquanto os organismos sem essas características não são reproduzidos, é um precursor do conceito moderno de modificação genética.[14][15] Com a descoberta do DNA no início do século XX e, posteriormente, com a constatação em 1946 de que ele pode ser transferido entre organismos,[16] abriu-se caminho para que, a partir dos avanços em técnicas genéticas alcançados até a década de 1970,[17] se tornasse possível alterar diretamente o DNA e os genes presentes nos alimentos.
Vetores virais surgiram na década de 1980 como uma ferramenta para expressão de transgenes. Em 1983, Albert Siegel descreveu o uso de vetores virais na expressão de transgenes em plantas, embora a manipulação viral via clonagem de cDNA ainda não estivesse disponível.[18] O primeiro vírus a ser usado como vetor de vacina foi o vírus vaccinia em 1984 como forma de proteger chimpanzés contra a hepatite B.[19] A administração de genes não virais foi relatada pela primeira vez em 1943 por Avery et al., que demonstraram alteração do fenótipo celular por meio da exposição ao DNA exógeno.[20]
Em 2010, 29 países tinham plantado culturas transgênicas e outros 31 países tinham concedido aprovação regulamentar para a importação de culturas geneticamente modificadas.[21] Os EUA foram o país líder na produção de alimentos geneticamente modificados em 2011, com vinte e cinco culturas geneticamente modificadas a receberem aprovação regulamentar.[21] Em 2015, 92% do milho, 94% da soja e 94% do algodão produzidos nos EUA eram variedades geneticamente modificadas.[22] Na safra de 2014, o Brasil cultivou aproximadamente 42,2 milhões de hectares com culturas transgênicas de soja, milho e algodão, o que representou um aumento de 4,6% em relação ao ano anterior e correspondeu a 23% da área global. A soja transgênica foi a principal cultura, com um crescimento de 7,9% em relação a 2013. O milho transgênico foi a segunda cultura mais importante, com uma redução de 2,9% devido à diminuição da área total cultivada com milho. O algodão transgênico registrou um aumento de 25,1% em relação ao ano anterior. Com esses números, o Brasil manteve-se como o segundo maior produtor mundial de transgênicos, atrás apenas dos Estados Unidos, que cultivaram 73,1 milhões de hectares, correspondendo a 40% da área global.[23]
Aplicações
A engenharia genética revelou-se uma ferramenta valiosa para a ampliação do conhecimento sobre toda a biologia dos organismos, uma vez que os genes determinam a estrutura e funcionamento de suas moléculas formativas, e assim determinam amplamente também seu metabolismo, a fisiologia de suas células, órgãos ou tecidos e uma série de outras funções.[24] Sua importância é tanta que a Federação dos Cientistas Americanos declarou que "as técnicas de ADN recombinante mudaram toda a forma como é feita a ciência".[25] Com a possibilidade de alterar um único gene do genoma, isolando suas propriedades, torna-se mais fácil o estudo de sua expressão física.[24]
O uso das técnicas de engenharia genética para o intercâmbio de genes encontra seu valor médico na possibilidade de simular laboratorialmente uma variedade de doenças que têm origem na expressão aberrante do código genético, como por exemplo o câncer, síndromes metabólicas e doenças degenerativas do sistema nervoso, permitindo que se desenvolvam técnicas novas de cura ou alívio de sintomas. O conhecimento aprimorado sobre a biologia de agentes patogênicos infecciosos ou infestantes permite o desenvolvimento de compostos farmacêuticos com ação mais direcionada sobre esses agentes, minimizando a ocorrência de efeitos colaterais indesejáveis no organismo hospedeiro.[24][26] Segundo Alrefaei et al., a vasta maioria da informação científica disponível relacionada a agentes patogênicos foi conseguida através de técnicas de transgenia, um conhecimento que depois foi aproveitado em muitas outras áreas. No entanto, neste aspecto os agentes patogênicos mais estudados são os protozoários (organismos unicelulares), e para os demais, como os platelmintos, a pesquisa ainda está em seu início.[27] Mas não apenas os agentes das doenças podem ser combatidos com a transgenia, mas também os vetores dos patógenos, como os mosquitos transmissores da malária, fazendo com que se tornem resistentes à hospedagem dos plasmódios causadores da doença.[28] A técnica tem aplicações similares para o combate a doenças de animais e plantas, e pode ser usada para o controle de pragas diversas, à semelhança do exemplo do mosquito da malária.[29][30]
Terapia genética
Vários métodos utilizados na transgênese têm aplicações para fins terapêuticos. A terapia genética utiliza a transgênese para fornecer material genético com o objetivo de tratar uma doença ou condição na célula. A entrega de genes em ambientes terapêuticos utiliza vetores não imunogênicos com especificidade celular que podem fornecer uma quantidade adequada de expressão transgênica para causar o efeito desejado.[3]
Avanços na genômica permitiram que uma variedade de novos métodos e alvos genéticos fossem identificados para possíveis aplicações. Microarranjos de DNA usados em uma variedade de sequenciamento de próxima geração podem identificar milhares de genes simultaneamente, com software analítico observando padrões de expressão genética e genes ortólogos em espécies modelo para identificar a função.[31] Isso permite que uma variedade de vetores possíveis possam ser identificados para uso em terapia genética. Como um método para criar uma nova classe de vacina, a transgênese tem sido utilizada para gerar um vetor biossintético híbrido para entregar uma possível vacina. Este vetor supera as barreiras tradicionais para a entrega de genes combinando E. coli com um polímero sintético para criar um vetor que mantém o DNA plasmídico enquanto tem uma capacidade aumentada de evitar a degradação pelos lisossomos da célula alvo.[32]
Alimentos geneticamente modificados

Alimentos geneticamente modificados (alimentos GMs) são alimentos produzidos com base em organismos que, através das técnicas da engenharia genética, sofreram alterações específicas no DNA. Se esses alimentos provêm de organismos que receberam genes de outras espécies, são conhecidos como alimentos transgênicos.[33] Essa técnica tem permitido a introdução de culturas agrícolas de traços diferenciados, assim como um controle sobre a estrutura genética bastante superior em relação ao que proporciona o melhoramento por mutação e a seleção artificial.[34]

Controvérsias
Existe um consenso científico[35][36][37][38][39] de que os alimentos atualmente disponíveis derivados de culturas geneticamente modificadas não representam um risco maior para a saúde humana do que os alimentos convencionais,[40][41][42][43][44][45][46] mas que cada alimento geneticamente modificado precisa ser testado caso a caso antes da introdução.[47][48][49] No entanto, os membros do público são muito menos propensos do que os cientistas a perceber os alimentos geneticamente modificados como seguros.[50][51][52][53] O status legal e regulatório dos alimentos geneticamente modificados varia de país para país, com algumas nações proibindo-os ou restringindo-os, e outras permitindo-os com graus de regulamentação amplamente diferentes,[54][55][56][57][58] que variam devido a fatores geográficos, religiosos, sociais e outros.[59][60][61][62][63]
Referências
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Revisamos a literatura científica sobre a segurança de cultivos transgênicos dos últimos 10 anos, que reflete o consenso científico amadurecido desde que as plantas transgênicas passaram a ser amplamente cultivadas em todo o mundo, e podemos concluir que a pesquisa científica conduzida até o momento não detectou nenhum risco significativo diretamente relacionado ao uso de cultivos transgênicos. A literatura sobre biodiversidade e o consumo de alimentos/rações transgênicos tem, por vezes, resultado em debates acalorados sobre a adequação dos delineamentos experimentais, a escolha dos métodos estatísticos ou a acessibilidade pública dos dados. Tal debate, mesmo que positivo e parte do processo natural de revisão pela comunidade científica, tem sido frequentemente distorcido pela mídia e frequentemente utilizado de forma política e inadequada em campanhas anti-cultivos transgênicos.
- ↑ «State of Food and Agriculture 2003–2004. Agricultural Biotechnology: Meeting the Needs of the Poor. Health and environmental impacts of transgenic crops». FAO (em inglês). Consultado em 21 de agosto de 2025.
As culturas transgênicas atualmente disponíveis e os alimentos derivados delas foram considerados seguros para consumo, e os métodos utilizados para testar sua segurança foram considerados apropriados. Essas conclusões representam o consenso das evidências científicas levantadas pelo ICSU (2003) e são consistentes com as opiniões da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2002). Esses alimentos foram avaliados quanto ao aumento dos riscos à saúde humana por diversas autoridades regulatórias nacionais (entre outras, Argentina, Brasil, Canadá, China, Reino Unido e Estados Unidos), utilizando seus procedimentos nacionais de segurança alimentar (ICSU). Até o momento, nenhum efeito tóxico ou nutricionalmente deletério verificável, resultante do consumo de alimentos derivados de culturas geneticamente modificadas, foi descoberto em qualquer lugar do mundo (GM Science Review Panel). Milhões de pessoas consumiram alimentos derivados de plantas geneticamente modificadas — principalmente milho, soja e colza — sem quaisquer efeitos adversos observados (ICSU).
- ↑ Ronald, Pamela (1 de maio de 2011). «Plant Genetics, Sustainable Agriculture and Global Food Security». Genetics (em inglês) (1): 11–20. ISSN 1943-2631. PMC 3120150
. PMID 21546547. doi:10.1534/genetics.111.128553. Consultado em 21 de agosto de 2025. Há amplo consenso científico de que as culturas geneticamente modificadas atualmente no mercado são seguras para consumo. Após 14 anos de cultivo e um total acumulado de 2 bilhões de acres plantados, nenhum efeito adverso à saúde ou ao meio ambiente resultou da comercialização de culturas geneticamente modificadas (Board on Agriculture and Natural Resources, Committee on Environmental Impacts Associated with Commercialization of Transgenic Plants, National Research Council and Division on Earth and Life Studies 2002) Tanto o Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA quanto o Centro Conjunto de Pesquisa (laboratório de pesquisa científica e técnica da União Europeia e parte integrante da Comissão Europeia) concluíram que existe um conjunto abrangente de conhecimentos que aborda adequadamente a questão da segurança alimentar das culturas geneticamente modificadas (Committee on Identifying and Assessing Unintended Effects of Genetically Engineered Foods on Human Health and National Research Council 2004; European Commission Joint Research Centre 2008). Esses e outros relatórios recentes concluem que os processos de engenharia genética e melhoramento convencional não são diferentes em termos de consequências não intencionais para a saúde humana e o meio ambiente (European Commission Directorate-General for Research and Innovation 2010).
- ↑ Freedman, David H. (setembro de 2013). «Are engineered foods evil?». Scientific American (em inglês) (3): 80–85. ISSN 0036-8733. PMID 24003560. doi:10.1038/scientificamerican0913-80. Consultado em 21 de agosto de 2025
- ↑ Mas também veja:
Domingo, José L.; Giné Bordonaba, Jordi (1 de maio de 2011). «A literature review on the safety assessment of genetically modified plants». Environment International (4): 734–742. ISSN 0160-4120. doi:10.1016/j.envint.2011.01.003. Consultado em 21 de agosto de 2025 "Apesar disso, o número de estudos especificamente focados na avaliação de segurança de plantas GM ainda é limitado. No entanto, é importante observar que, pela primeira vez, foi observado um certo equilíbrio no número de grupos de pesquisa que sugerem, com base em seus estudos, que diversas variedades de produtos GM (principalmente milho e soja) são tão seguras e nutritivas quanto as respectivas plantas convencionais não-GM, e aqueles que ainda levantam sérias preocupações. Além disso, vale mencionar que a maioria dos estudos que demonstram que os alimentos GM são tão nutritivos e seguros quanto aqueles obtidos por melhoramento convencional foram realizados por empresas de biotecnologia ou associadas, que também são responsáveis pela comercialização dessas plantas GM. De qualquer forma, isso representa um avanço notável em comparação com a falta de estudos publicados nos últimos anos em periódicos científicos por essas empresas."
Krimsky, Sheldon (1 de novembro de 2015). «An Illusory Consensus behind GMO Health Assessment». Science, Technology, & Human Values (em inglês) (6): 883–914. ISSN 0162-2439. doi:10.1177/0162243915598381. Consultado em 22 de agosto de 2025 "Comecei este artigo com depoimentos de cientistas respeitados de que não há literalmente nenhuma controvérsia científica sobre os efeitos dos OGMs na saúde. Minha investigação na literatura científica conta outra história."
Hilbeck, Angelika; Binimelis, Rosa; Defarge, Nicolas; Steinbrecher, Ricarda; Székács, András; Wickson, Fern; Antoniou, Michael; Bereano, Philip L; Clark, Ethel Ann (dezembro de 2015). «No scientific consensus on GMO safety». Environmental Sciences Europe (em inglês) (1). ISSN 2190-4707. doi:10.1186/s12302-014-0034-1. Consultado em 22 de agosto de 2025 "Na declaração conjunta a seguir, o consenso alegado é demonstrado como uma construção artificial que tem sido falsamente perpetuada por diversos fóruns. Independentemente das evidências contraditórias na literatura arbitrada, conforme documentado abaixo, a alegação de que agora existe um consenso sobre a segurança dos OGM continua a ser amplamente e frequentemente divulgada de forma acrítica."
E contraste:
Panchin, Alexander Y.; Tuzhikov, Alexander I. (17 de fevereiro de 2017). «Published GMO studies find no evidence of harm when corrected for multiple comparisons». Critical Reviews in Biotechnology (2): 213–217. ISSN 0738-8551. PMID 26767435. doi:10.3109/07388551.2015.1130684. Consultado em 22 de agosto de 2025 "Aqui, demonstramos que diversos artigos, alguns dos quais influenciaram forte e negativamente a opinião pública sobre os cultivos transgênicos e até mesmo provocaram ações políticas, como o embargo aos transgênicos, compartilham falhas comuns na avaliação estatística dos dados. Considerando essas falhas, concluímos que os dados apresentados nesses artigos não fornecem nenhuma evidência substancial de danos causados pelos transgênicos.Os artigos apresentados, sugerindo possíveis danos causados pelos transgênicos, receberam grande atenção pública. No entanto, apesar de suas alegações, eles, na verdade, enfraquecem as evidências dos danos e a falta de equivalência substancial dos transgênicos estudados. Ressaltamos que, com mais de 1.783 artigos publicados sobre transgênicos nos últimos 10 anos, espera-se que alguns deles tenham relatado diferenças indesejadas entre transgênicos e cultivos convencionais, mesmo que tais diferenças não existam na realidade."
Yang, Y. Tony; Chen, Brian (abril de 2016). «Governing GMOs in the USA: science, law and public health». Journal of the Science of Food and Agriculture (em inglês) (6): 1851–1855. ISSN 0022-5142. doi:10.1002/jsfa.7523. Consultado em 22 de agosto de 2025 "Portanto, não é surpreendente que os esforços para exigir rotulagem e proibir OGMs tenham sido uma questão política crescente nos EUA (citando Domingo e Bordonaba, 2011). De modo geral, um amplo consenso científico sustenta que os alimentos transgênicos atualmente comercializados não apresentam riscos maiores do que os alimentos convencionais... As principais associações científicas e médicas nacionais e internacionais declararam que nenhum efeito adverso à saúde humana relacionado a alimentos transgênicos foi relatado ou comprovado na literatura revisada por pares até o momento.Apesar de várias preocupações, hoje, a Associação Americana para o Avanço da Ciência, a Organização Mundial da Saúde e muitas organizações científicas internacionais independentes concordam que os OGMs são tão seguros quanto outros alimentos. Comparada às técnicas convencionais de melhoramento genético, a engenharia genética é muito mais precisa e, na maioria dos casos, menos propensa a gerar um resultado inesperado." - ↑ «Statement by the AAAS Board of Directors On Labeling of Genetically Modified Foods» (PDF). American Association for the Advancement of Science (em inglês). 20 de outubro de 2012.
A UE, por exemplo, investiu mais de € 300 milhões em pesquisas sobre a biossegurança de OGM. Seu relatório recente afirma: "A principal conclusão a ser tirada dos esforços de mais de 130 projetos de pesquisa, abrangendo um período de mais de 25 anos de pesquisa e envolvendo mais de 500 grupos de pesquisa independentes, é que a biotecnologia, e em particular os OGM, não são, por si só, mais arriscados do que, por exemplo, as tecnologias convencionais de melhoramento genético de plantas." A Organização Mundial da Saúde, a Associação Médica Americana, a Academia Nacional de Ciências dos EUA, a Sociedade Real Britânica e todas as outras organizações respeitadas que examinaram as evidências chegaram à mesma conclusão: consumir alimentos que contêm ingredientes derivados de culturas geneticamente modificadas não é mais arriscado do que consumir os mesmos alimentos que contêm ingredientes de plantas cultivadas modificadas por técnicas convencionais de melhoramento genético.
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Um relatório emitido pelo conselho científico da Associação Médica Americana (AMA) diz que nenhum efeito de longo prazo na saúde foi detectado pelo uso de culturas transgênicas e alimentos geneticamente modificados, e que esses alimentos são substancialmente equivalentes aos seus equivalentes convencionais.
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Culturas e alimentos produzidos com técnicas de DNA recombinante estão disponíveis há menos de 10 anos e nenhum efeito a longo prazo foi detectado até o momento. Esses alimentos são substancialmente equivalentes aos seus equivalentes convencionais.
- ↑ «Report 2 of the Council on Science and Public Health (A-12): Labeling of Bioengineered Foods» (PDF). American Medical Association. 2012. Consultado em 25 de agosto de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 7 de setembro de 2012.
Alimentos bioengenheirados são consumidos há quase 20 anos e, durante esse tempo, nenhuma consequência evidente à saúde humana foi relatada e/ou comprovada na literatura revisada por pares.
- ↑ Committee on Genetically Engineered Crops: Past Experience and Future Prospects; Board on Agriculture and Natural Resources; Division on Earth and Life Studies; National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine (28 de dezembro de 2016). Genetically Engineered Crops: Experiences and Prospects (em inglês). Washington, D.C.: National Academies Press. p. 149. ISBN 978-0-309-43738-7. PMID 28230933. doi:10.17226/23395. Consultado em 22 de agosto de 2025.
Conclusão geral sobre os supostos efeitos adversos à saúde humana de alimentos derivados de culturas geneticamente modificadas: Com base no exame detalhado de comparações de alimentos geneticamente modificados atualmente comercializados com alimentos não geneticamente modificados em análises composicionais, testes de toxicidade aguda e crônica em animais, dados de longo prazo sobre a saúde de animais alimentados com alimentos geneticamente modificados e dados epidemiológicos humanos, o comitê não encontrou diferenças que impliquem em um risco maior à saúde humana dos alimentos geneticamente modificados do que de seus equivalentes não geneticamente modificados.
- ↑ «Food, genetically modified». World Health Organization (em inglês). Consultado em 22 de agosto de 2025.
Diferentes organismos geneticamente modificados incluem diferentes genes inseridos de diferentes maneiras. Isso significa que cada alimento geneticamente modificado e sua segurança devem ser avaliados caso a caso, e que não é possível fazer afirmações gerais sobre a segurança de todos os alimentos geneticamente modificados. Os alimentos geneticamente modificados atualmente disponíveis no mercado internacional foram aprovados em avaliações de segurança e provavelmente não apresentam riscos para a saúde humana. Além disso, não foram demonstrados efeitos sobre a saúde humana em decorrência do consumo desses alimentos pela população em geral nos países onde foram aprovados. A aplicação contínua de avaliações de segurança baseadas nos princípios do Codex Alimentarius e, quando apropriado, o monitoramento pós-comercialização adequado devem constituir a base para garantir a segurança dos alimentos geneticamente modificados.
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Esses princípios determinam uma avaliação pré-comercialização caso a caso, que inclui uma avaliação dos efeitos diretos e não intencionais.
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As maiores diferenças entre o público e os cientistas da AAAS estão nas crenças sobre a segurança do consumo de alimentos geneticamente modificados (GM). Quase nove em cada dez cientistas (88%) afirmam que é geralmente seguro consumir alimentos geneticamente modificados, em comparação com 37% do público em geral, uma diferença de 51 pontos percentuais.
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Ver também
- Engenharia genética
- Alimento geneticamente modificado
- Biologia Molecular
- Biotecnologia
- Controvérsia sobre alimentos geneticamente modificados
- Organismos geneticamente modificados
