Alcântara (Maranhão)
Alcântara | |
|---|---|
| Município do Brasil | |
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![]() Bandeira | |
| Hino | |
| Gentílico | alcantarense |
| Localização | |
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![]() Alcântara |
|
| Mapa de Alcântara | |
| Coordenadas | 🌍 |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Maranhão |
| Região metropolitana | São Luís |
| Municípios limítrofes | Guimarães, Bequimão, Bacurituba e São Luís |
| Distância até a capital | 30 km |
| História | |
| Fundação | 22 de dezembro de 1648 (377 anos) |
| Administração | |
| Prefeito(a) | Nivaldo Araujo[1] (PSB, 2025–2028) |
| Características geográficas | |
| Área total [3] | 1 457,916 km² |
| População total (IBGE/2010[4]) | 21 652 hab. |
| Densidade | 14,9 hab./km² |
| Clima | Não disponível |
| Altitude | 32 m |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 65250-000 a 65254-999[2] |
| Indicadores | |
| IDH (PNUD/2000[5]) | 0,6 — médio |
| PIB (IBGE/2008[6]) | R$ 62 130,241 mil |
| PIB per capita (IBGE/2008[6]) | R$ 2 828,09 |
| Sítio | www.alcantara.ma.gov.br (Prefeitura) www.alcantara.ma.leg.br (Câmara) |
Alcântara é um município da região metropolitana de São Luís, no estado do Maranhão, no Brasil. Sua população estimada em 2021 era de 21.126 habitantes e possui uma área de 1457,96 km² quilômetros quadrados.
A cidade é, desde 1948, considerada Patrimônio Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), sendo após 2004 considerada como de valor cultural, histórico, artístico, paisagístico, urbano e arqueológico. Alcântara reúne um conjunto arquitetônico e urbanístico que consiste em uma série de igrejas antigas, as ruínas do Forte de Vera Cruz de Itapecuru ( também conhecido como Forte do Calvário ) e uma série de palacetes arruinados que lembram o passado pujante do município, outrora sede da elite agroexportadora do Maranhão.[7]
História
Até 1612, a região era habitada por um aglomerado de aldeias de indígenas tupinambás, sendo a principal delas conhecida pelo nome de Tapuitapera. Quando os franceses que chegaram ao Maranhão, liderados por Daniel de La Touche, estabeleceram relações com essas aldeias, construindo a primeira capela.[8]
Entre 1616 e 1618, com a expulsão dos franceses, os portugueses começaram o processo de ocupação da região. Com a divisão de capitanias naquele território, Tapuitapera se tornou sede da capitania de Cumã.[9] A capitania teve como primeiros donatários o desembargador Antonio Coelho de Carvalho e seu neto Francisco de Albuquerque Coelho de Carvalho[8]
Criação da vila
Durante a invasão holandesa de 1641, os portugueses perderam as posses das terras. Com a retomada do território, houve a elevação de Tapuitapera à Vila de Santo Antônio de Alcântara, em 1648, voltando a ter alguma atividade com engenhos de açúcar e produção de algodão. Na vila, foi estabelecida a Câmara, um pelourinho e uma igreja Matriz.[8]
Sede de capitania
No século XVIII, houve uma política de de reincorporação das capitanias donatárias à Coroa, sendo a capitania de Cumã extinta por carta régia, por volta de 1754.[8] A capitania ocupava a região compreendida entre a foz do rio Mearim, rio Pindaré e o rio Turiaçu.[10]
Incorporação ao Maranhão
Posteriormente, Alcântara se tornou o maior centro produtor do Maranhão, chegando a rivalizar com São Luís, no período em que a economia maranhense se baseava no algodão e na mão-de-obra escrava. Em 1836, Alcântara foi elevada à categoria de cidade, atingindo seu apogeu econômico. Os filhos dos grandes proprietários eram enviados para estudar na Europa, o que trouxe grande influência europeia para a região.[11]
Decadência
Na segunda metade do século XIX, ocorre grande decadência econômica na região, com a queda acentuada pela Abolição da Escravatura e o povoamento de outras regiões do Maranhão, entretanto restou como testemunho do período áureo o acervo arquitetônico de valor inconteste, tombado pelo IPHAN em 1948.[12]
Geografia
Relevo
O município faz parte do litoral em forma de rias na faixa que corresponde ao golfão maranhense. Seu relevo é formado planícies fluviais e fluvio-marinhas, áreas planas e baixas, com altitudes predominantes entre 5 e 15 metros, recortadas por canais de circulação de águas salobras.[13]
Clima
O clima de Alcântara é o tropical úmido, o qual se divide em dois períodos: chuvoso de janeiro a junho e estiagem de julho a dezembro. Sua temperatura media anual é de 27°, com umidade relativa do ar superior a 82% e índice pluviométrico entre 2000 e 2400 milímetros anuais.[14]
Hidrografia
As principais bacias hidrográficas são as dos rios Aurá (que deságua na Baía de São Marcos), Peri Açu (que deságua na Baía de Cumã), Salgado e os igarapés do Brito, do Alegre, do Pepital, do Peru, Caiuana, Baiado Grande, Imbuaçu, Itauaú, do Outeiro, do Castelo, Peri-Mirim, da Fontinha, da Esperança, dentre outros.[13]
Vegetação e biodiversidade
A vegetação característica da região são os manguezais na faixa litorânea e a mata aberta com babaçu no interior do município.[14]
A vegetação original do município é a Floresta Amazônica, mas em razão do desmatamento, as árvores da floresta são espaçadas e intercaladas por espécies secundárias, de pequeno porte.[13]
Todo o território de Alcântara está inserido na Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses.[14]
Ilhas
Pertencem ao município de Alcântara as ilhas do Cajual, do Livramento, dos Guarás, das Pacas.[14]
A ilha do Cajual é um importante sítio arqueológico do Maranhão. A presença de fósseis de espécies que também viveram na África comprovam que a África e a América do Sul já foram um só continente.[14]
Demografia
A população de Alcântara, conforme dados do IBGE, em 2022, era de 18.467 habitantes e a densidade demográfica era de 15,81 habitantes por quilômetro quadrado. Comparando-se com outros municípios do estado, ficava nas posições 97 e 134 de 217. Já levando-se em comparação todos os municípios do Brasil, ficava nas posições 1831 e 3685 de 5570.[15]
De acordo com o Censo Demográfico de 2010, 57,92% da população do município é católica e 19,44% evangélica.[16]
Em 2010, 70,77% da população vivia na zona rural e 29,28% na zona urbana.
| População no último censo [2022] | 18.467 pessoas |
| População estimada [2024] | 18.774 pessoas |
| Densidade demográfica [2022] | 15,81 habitante por quilômetro quadrado |
Fonte: IBGE[15]

Comunidades quilombolas
A primeira definição de quilombo surgiu em resposta ao Rei de Portugal à consulta do Conselho Ultramarino, em 1740. Desse modo, no Brasil, como também em outras partes da América onde existiu a escravidão, esses ajuntamentos se espalharam como forma de protesto dos negros escravos às condições desumanas e alienadas a que estavam submetidos. No Brasil, o quilombo marcou sua presença durante todo o período escravista e existiu praticamente em toda a extensão do território brasileiro.[17]
A Constituição Federal de 1988 coloca os remanescentes de quilombos como sujeitos de direitos sociais, econômicos, civis e políticos como forma de reativar a memória ligada ao motivo dessa vergonha e como maneira de resgate da tão negada dignidade do povo negro escravizado.[17]
Para além, o estado do Maranhão reúne os traços mais tradicionais e as raízes do Brasil; seja devido à sangrenta disputa pela terra ou pela mistura de raças, credos e ritmos. Por ter sido um dos primeiros estados a receber escravos negros oriundos da África, os quilombos se multiplicaram no Maranhão, destacando-se o Século XIX. Logo, com a queda do preço do açúcar e as pressões pela abolição da escravatura, vários quilombos se formaram pelo Brasil, destacando-se o estado do Maranhão.[17]
Com o declínio econômico, a queda das exportações e o deslocamento da produção para os vales dos Rios Itapecuru, Mearim e Pindaré, ocorreu o o abandono de terras pelos proprietários das grandes fazendas, e pelas ordens religiosas Ordem do Carmo, dos Jesuítas, das Carmelitas, e dos Mercedários, que também possuíam terras em Alcântara. levando a população negra a promover outras formas de organização e ocupação do território.[18]
Na contemporaneidade, tendo por base o Censo Quilombola de 2022, existiam 8.441 localidades quilombolas no território brasileiro, associadas a 7.666 comunidades quilombolas declaradas. A Região Nordeste possui o maior quantitativo de localidades identificadas, com 5.386 (63,81%) ocorrências, enquanto o Maranhão é o estado com o maior número, com 2.025 localidades (23,99%).[19] O estado da Bahia aparece em segundo lugar com 1.814 localidades, em seguida, Minas Gerais com 979 localidades, correspondendo, respectivamente, a 21,49% e 11,60% do total.[19]
Ademais, dentre os municípios brasileiros, Alcântara é o com o maior número de comunidades quilombolas do Brasil, com mais de 200 comunidades, seguido por Itapecuru Mirim (MA), com 121, e Januária (MG), com 101.[18][19]
Tendo por base o levantamento de comunidades quilombolas realizado pelo IBGE, o município de Alcântara conta com as seguintes comunidades:[20] Água Preta de Cima; Águas Belas; Apicum Grande; Arenhengaua; Arenhenguaua; Bacanga; Bacurijaba; Bacurijuba; Bacurituba; Baiacuana; Baixa Grande I; Baixa Grande II; Baixo Do Grilo; Baracatutiua; Barbosa; Barreiros; Barreto; Bebedouro; Beju-acu; Belem; Bituba Portugal; Boa Vista; Boa Vista I; Boa Vista II; Boa Vista III; Boca de Salina; Boca do Rio; Bom de Viver; Bom Jardim; Bom Ver; Bom Viver (Bom de Ver); Bordao; Brito I; Cacador; Caicaua I; Caicaua II; Caicauia II; Caja II; Cajaba; Cajapari; Cajatiua; Cajiba; Cajueiro; Cajueiro dos Pretos; Cajueiro II; Cajueiro II; Cajuiba; Camajo; Camarim; Camirim; Canavieira; Canelatiua; Capijuba; Capim Acu; Capoteiro; Caratatiua; Castelo; Caveiro; Cavem II; Centro Alegre; Centro da Eulalia; Centro de Vovo; Centro do Banana; Centro do Goiabal; Codo; Conceicao; Coqueiro; Corre Fresco; Cujupe I; Cujupe II; Curuca I; Engenho I; Espera; Esperanca; Esteio; Florida; Folhal; Fora Cativeiro; Forquilha; Goaiabal; Goiabal; Guanda I; Guanda II; Iguaiba; Ilha da Camboa; Ilha Do Cajual; Iririzal; Iscoito; Itamatatiua; Itapera; Itaperai; Itapiranga; Itapuaua; Itauau; Jacare; Jacare I; Jacroa; Jana; Japeu; Jarucaia; Joao Costa; Jordoa; Ladeira; Ladeira II; Lago; Macaco; Macacos; Macajubal I; Macajubal II; Mae Eugenia; Mamona I; Mamona II; Mamuna; Mamunilha; Mangueiral; Manival; Manuna; Maracati; Maria Preta; Marinheiro; Marmorana; Maruda; Matinha; Mato Grosso; Mocajituba I; Mocajituba II; Mocajituba III; Mocajubal; Mumuna; Murari; Muricizal; Mutiti; Nova Belem; Nova Espera; Nova Ponta Seca; Novo Belem; Novo Cajueiro; Novo Maruda; Novo Peipital; Novo Peru; Novo so Assim; Oitiua; Pacatiua (paquativa); Pacoval; Pacuri; Palmeiras; Paquativa; Paraiso; Pavao; Pepital; Peri Acu; Perizinho; Peroba; Peroba de Baixo; Peroba de Cima; Peru; Piquia; Pirapema; Ponta D'areia; Ponta Seca; Porto da Cinza; Porto de Baixo; Porto de Cabloco; Porto do Boi; Porto do Boi I; Porto do Meio; Porto Novo; Praia de Baixo; Prainha; Primirim; Quiriritiua; Raimundo Sul; Raposa; Rasgado; Retiro; Rio Grande I; Rio Grande II; Rio Verde; Salina; Samucangaua; Santa Barbara; Santa Helena; Santa Luzia; Santa Maria; Santa Rita; Santa Rita I; Santa Rita II; Santana; Santana dos Cablocos; Santo Inacio; Santo Inacio e Castelo; Sao Benedito I; Sao Benedito II; Sao Benedito III; Sao Francisco I; Sao Francisco II; Sao Joao De Cortes; Sao Jose; Sao Lourenco; Sao Mauricio; Sao Paulo; Sao Raimundo; Sao Raimundo II; Sao Raimundo III; Segurado; So Assim; Tacaua I; Tapicuem (itapecuem); Tapiranga; Tapolo; Tapuio; Tatuoca; Taturoca; Terra Mole; Terra Nova; Tijuca; Timbotuba; Tiquaras II; Trajano; Trapucara; Traquai; Tubarao; Tumbotuba; Vai com Deus; Vila Itaperai; Vila Maranhense; Vila Nova Ilha do Cajual; Vila Nova I (vila do Meio); Vila Nova II; Vista Alegre; Itamatatiua.
Economia
O PIB do município ficou, em 2019, em R$ 125.751.640, correspondendo ao 126º maior PIB do estado.[21] Em 2021, o PIB capita era de R$ 6.725. Em comparação com outros munícipios do estado do Maranhão, ficava nas posições 192 de 217, e na 5542 de 5570 entre todos os municípios do Brasil. Já o percentual de receitas externas em 2023 era de 94,33%, o que o colocava na posição 94 de 217 municípios do estado do Maranhão.[15]
A distribuição setorial do PIB em 2019 ficou: Agropecuária (10,79%), Indústria (5,92%), Serviços- Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social (57,74%) e Serviços- Demais setores (25,54%).[21]
| Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2022] | 2,0 salários mínimos |
| Pessoal ocupado [2022] | 1.567 pessoas |
| População ocupada [2022] | 8,49% |
| Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010] | 56,4% |
Fonte: IBGE[15]
Infraestrutura
Centro de Lançamento de Alcântara
Em Alcântara, há um centro espacial do qual são lançados os veículos lançadores de satélites no âmbito da Missão espacial completa brasileira. É o CLA - Centro de Lançamento de Alcântara. Na América Latina, o CLA é o único concorrente do Centro Espacial de Kourou situado na Guiana Francesa, mas, ao contrário deste, o centro espacial brasileiro não opera lançamentos constantes em razão de atrasos logísticos e tecnológicos.[14]

Travessia São Luís-Alcântara
Um sistema de ferry-boats realiza a Travessia São Luís-Alcântara, cruzando a Baía de São Marcos, ligando a cidade de São Luís até o porto de Cujupe, em Alcântara, e encurtando a distância entre a capital e a Baixada Maranhense, transportando mais de 1,8 milhão de passageiros por ano.[22]
Também é possível fazer a travessia em barcos menores e catamarãs, através do Cais da Praia Grande, na Rampa Campos Melo, no Centro de São Luís (próximo ao Palácio dos Leões), até o Porto de Jacaré–Terminal Hidroviário de Alcântara, em viagens em torno de 1 hora e 20 minutos, com partida conforme a variação da maré.[23]
Rodovias
O acesso ao município se dá pela MA-106.[14]
Educação
Há um campus do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) em Alcântara.[14]
A rede de ensino municipal é dotada de 60 escolas e a rede estadual é composta por duas escolas.[14]
Em 2010, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade era de 96,8%. Comparando-se com outros municípios do estado, ficava na posição 105 de 217. Já na comparação nacional, ficava na posição 3870 de 5570.[15]
| Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010] | 96,8% |
| IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental (Rede pública) [2023] | 4,7 |
| IDEB – Anos finais do ensino fundamental (Rede pública) [2023] | 4,0 |
| Matrículas no ensino fundamental [2023] | 2.873 matrículas |
| Matrículas no ensino médio [2023] | 619 matrículas |
| Docentes no ensino fundamental [2023] | 239 docentes |
| Docentes no ensino médio [2023] | 65 docentes |
| Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2023] | 39 escolas |
| Número de estabelecimentos de ensino médio [2023] | 3 escolas |
Fonte: IBGE[15]
Saúde
A principal unidade de saúde é o Hospital Municipal Dr. Neto Guterres, além de unidades de saúde da família e postos de saúde.[14]
Em 2022, tem-se que a taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 34,88 para 1.000 nascidos vivos. As internações devido a diarreias são de 75,8 para cada 1.000 habitantes. Comparando-se com todos os municípios do estado do Maranhão, ficava nas posições 8 de 217 e 99 de 217.[15]
Política
O Poder Legislativo de Alcântara é exercido pela Câmara Municipal, composta de 11 vereadores.[24]
O Poder Executivo é exercido pela Prefeitura de Alcântara, e é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais.[25]
O munícipio faz parte da Comarca de Alcântara, além de contar com representantes do Ministério Público do Maranhão e da Defensoria Pública do Estado.[26]
Últimos Prefeitos Eleitos
| Ano | Prefeito | Partido | Votos | % | Ref |
|---|---|---|---|---|---|
| 2012 | Araken | PT | 8.112 | 62,15 | [27] |
| 2016 | Anderson | PCdoB | 8.518 | 63,71 | [28] |
| 2020 | Padre William | PL | 7.874 | 60,29 | [29] |
| 2024 | Nivaldo Araújo | PSB | 7.950 | 54,41 | [30] |
Cultura e turismo
Escolhida como Patrimônio Histórico Cultural Nacional, a cidade representa uma das principais riquezas culturais do estado. Apesar da decadência econômica do município a partir do final do século XIX, foi conservada parte de sua arquitetura colonial representada pelos inúmeros sobradões, casas mais baixas, igrejas, ruas estreitas e tortuosas e, principalmente, pelas inúmeras ruínas que demonstram o que foi essa cidade, o que possibilita aos visitantes transportarem-se para uma época distante.[14]
Patrimônio histórico

O Conjunto Arquitetônico de Alcântara é um dos mais notáveis testemunhos fase colonial brasileira. Em 1948, esse foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A composição arquitetônica de Alcântara é homogênea e original com aspectos bem definidos. Essa pode ser dividida em arquitetura religiosa, arquitetura militar, arquitetura civil, arquitetura vernacular e ruínas.[32]
Entre as principais construções da cidade estãoː a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, a igreja e as ruínas do Convento do Carmo, Ruínas da Igreja Matriz de São Matias, a Ladeira do Jacaré (feita em pedras), a capela de Nossa Senhora do Desterro (atual Igreja de São José), a Fonte de Pedra (edificada pelos franceses), o Museu Casa Histórica de Alcântara, o Museu Histórico de Alcântara, ruínas do Forte de São Sebastião, Casa de Câmara e Cadeia, a Casa do Divino, o Solar Cavalo de Troia (o mais alto da cidade), dentre outros.[33]
Festa do Divino
A Festa do Divino Espírito Santo é realizada no mês de maio ou junho, terminando no Domingo de Pentecostes, sendo que desde o Sábado de Aleluia, os festeiros começam a se preparar para o grande dia em que o imperador recepciona seus convidados com um almoço e farta mesa de doce. A cidade também é muito conhecida pelos seus doces de espécie.[34]
Galeria
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Antigo campanário da igreja de Nossa Senhora do Desterro. -
Ruínas da construção da igreja Matriz de São Matias. -
Pelourinho de Alcântara. -
Igreja de Nossa Senhora do Carmo. -
Interior da igreja de Nossa Senhora do Carmo. -
Fachada do Museu Casa Histórica de Alcântara. -
Prefeitura e Câmara Municipal de Alcântara. -
Ruínas da construção da igreja Matriz de São Matias. -
Praça da Matriz e ruínas da igreja de São Matias. -
Ruas de Alcântara. -
Casa de Cultura Aerospacial do Centro de Lançamento de Alcântara. -
Ferry-boat, no porto de Cujupe. -
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. -
Ruínas do Palacete do Barão de Pindaré. -
Casa do Divino. -
Capela de Nossa Senhora das Mercês, Alcântara, Maranhão. -
Ruínas da Igreja Matriz de São Matias, Alcântara, Maranhão -
Passos da Paixão de Cristo -
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-
Largo do Carmo, Alcântara -
Ruínas do Barão do Mearim -
Ruínas da Rua da Amargura -
Ruína da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis -
Residências ao Longo da Ladeira do Jacaré
Referências
- ↑ «Eleições 2024: Nivaldo Araújo, do PSB, é eleito prefeito de Alcântara no 1º turno». G1. 7 de outubro de 2024. Consultado em 1 de janeiro de 2025. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2024
- ↑ Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2015
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 29 de setembro de 2004
- ↑ «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 2 de dezembro de 2010
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2003
- ↑ a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2010
- ↑ IPHAN (2014). «Alcântara, MA». IPHAN. Consultado em 18 de abril de 2025. Cópia arquivada em 17 de outubro de 2015
- ↑ a b c d «Capitania de Cumã - Atlas Digital da América Lusa». lhs.unb.br. Consultado em 14 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 14 de janeiro de 2019
- ↑ «Capitania de Cumã - Atlas Digital da América Lusa». lhs.unb.br. Consultado em 14 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 14 de janeiro de 2019
- ↑ «provedorias». www.receita.fazenda.gov.br. Consultado em 14 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 21 de abril de 2004
- ↑ «Página - IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional». portal.iphan.gov.br. Consultado em 14 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 14 de janeiro de 2019
- ↑ IPHAN. «Alcântara, MA: conjunto arquitetônico e urbanístico (Alcântara, MA)». Portal IPHAN. Consultado em 20 de janeiro de 2019. Arquivado do original em 8 de outubro de 2019
- ↑ a b c PROJETO CADASTRO DE FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUA SUBTERRÂNEA, Ministério de Minas e Energia (2011). «RELATÓRIO DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO DE ALCÂNTARA» (PDF). Cópia arquivada (PDF) em 14 de fevereiro de 2022
- ↑ a b c d e f g h i j k INSTITUTO MARANHENSE DE ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS E CARTOGRÁFICOS – IMESC (2012). «ENCICLOPÉDIA DOS MUNICÍPIOS MARANHENSES» (PDF). Cópia arquivada (PDF) em 14 de fevereiro de 2022
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- ↑ a b c Saule Jr, Nelson (2003). A SITUAÇÃO DOS A SITUAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS D OS HUMANOS DAS COMUNID COMUNIDADES NEGRAS ADES NEGRAS E TRADICIONAIS DE TRADICIONAIS DE ALCÂNTARA (PDF). São Paulo: Instituto Pólis. 56 páginas
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- ↑ «Levantamento de Comunidades Quilombolas» (PDF). IBGE (104): 104. Cópia arquivada (PDF) em 9 de fevereiro de 2025
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- ↑ «Em 2017 passaram pela Ponta da Espera e Cujupe 1,8 milhão de...». Maranhão de Todos Nós. 8 de janeiro de 2018. Cópia arquivada em 5 de novembro de 2018
- ↑ «Cais da Praia Grande recebe serviços de sinalização e organização...». Maranhão de Todos Nós. 10 de abril de 2017. Arquivado do original em 30 de junho de 2018
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- ↑ «Resultado das Eleições e Apuração Alcântara-MA no 1º Turno - G1 Eleições». G1. Consultado em 27 de abril de 2025. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2023
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