Gráfico da função seno[1], em função do ângulo em radianosEm um círculo trigonométrico unitário, o seno do ângulo α é a medida do segmento de reta em vermelho.O seno é a onda formada pela oscilação em y conforme o círculo trigonométrico é percorrido. Nota-se que a função apresentada é diferente de sen(x) pois esta está se movendo ao longo do eixo x por motivos didáticos, enquanto sen(x) é fixa em ambos eixos e se estende ao infinito em x.
Exemplo: Um triângulo retângulo cuja hipotenusa é de valor 10 e seus catetos são de valores 6 e 8. O seno do ângulo oposto ao lado de valor 6 é 6/10 , ou seja, 0,6.
Definição analítica
Pode-se definir função seno pela série de Taylor[2]:
[3]
Esta série possui raio de convergência infinito e as bem conhecidas propriedades da função seno podem ser demonstradas diretamente através dela.
Tal definição tem sentido tanto no conjunto dos números reais como no conjunto dos números complexos, e desta maneira pode-se definir o seno de um número complexo como:
Onde é a unidade imaginária, é a função seno hiperbólico e é a função cosseno hiperbólico.
Além disso, o seno pode ser expresso como uma soma de exponenciais complexas, devido à relação de Euler.
A recíproca do seno é a cossecante, e sua inversa é arco seno.
Aproximações
Uma lista de aproximações, das mais simples às mais complexas.
Todas as aproximações abaixo podem ser facilmente verificadas, por exemplo, no Wolfram Alpha[1]
Os árabes haviam traduzido textos de trigonometria do sânscrito. Os hindus tinham dado o nome de jiva à metade da corda, e os árabes a transformaram em jiba. Na língua árabe é comum escrever apenas as consoantes de uma palavra, deixando que o leitor acrescente mentalmente as vogais. Desse modo, os tradutores árabes registraram jb. Na sua tradução do árabe para o latim, Robert de Chester interpretou jb como as consoantes da palavra jaib, que significa "baía" ou "enseada", e escreveu sinus, que é o equivalente em latim.[4] A partir daí, a jiba, ou meia corda hindu passou a ser chamada de sinus, e, em português, seno.
↑Lars Ahlfors, Complex Analysis: an introduction to the theory of analytic functions of one complex variable, second edition, McGraw-Hill Book Company, New York, 1966.