Papa Melquíades

Papa Santo

Melquíades
32.° Papa da Igreja Católica
Atividade eclesiástica
Diocese Diocese de Roma
Eleição 2 de julho de 311
Fim do pontificado 10 de janeiro de 314 (2 anos)
Predecessor Eusébio
Sucessor Silvestre
Ordenação e nomeação
Santificação
Veneração por Igreja Católica
Igreja Ortodoxa
Comunhão Anglicana
Igreja Luterana
Festa litúrgica 10 de dezembro
Dados pessoais
Nome de nascimento Miltíades ou Melchiádis
Nascimento África do Norte, Império Romano
270
Morte Roma, Itália, Império Romano
10 de janeiro de 314 (44 anos)
Sepultura Catacumba de Calisto
dados em catholic-hierarchy.org
Categoria:Igreja Católica
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo
Lista de papas

Melquíades ou São Melquíades (em latim: Miltiades); (África do Norte, 270 - Roma, 10 de janeiro de 314) foi o 32.º Papa da Igreja Católica de 2 de julho de 311 até a data de sua morte.[1] Nascido na África Proconsular, foi o último Papa do período das perseguições e o primeiro a governar a Igreja após o Édito de Tolerância de Galério (311), que concedeu liberdade aos cristãos para professarem publicamente sua fé.[2]

Durante o seu breve, porém significativo pontificado, São Melquíades testemunhou o início da Paz na Igreja, que traria um novo tempo aos fiéis. Foi sob seu pontificado que o imperador Constantino I promulgou o histórico Édito de Milão (313), assegurando a plena liberdade religiosa em todo o Império Romano e restaurando aos cristãos seus bens confiscados.

Foi sepultado nas Catacumbas de São Calisto, em Roma, e é venerado como santo. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 10 de janeiro.[3]

Vida e obras

Sucessor de Santo Eusébio, Melquíades era natural de África - talvez um berbere - e assumiu o trono pontifício em Roma em 311, após o imperador Magêncio ter exilado Eusébio para a Sicília. Durante seu pontificado, em outubro de 312, Constantino derrotou Magêncio e assumiu o controle de Roma. Constantino presenteou o Papa com o Palácio Laterano, que se tornou a residência papal e sede do governo cristão. Logo no início de 313, Constantino e seu companheiro imperador Licínio chegaram a um acordo no Édito de Milão, indicando que eles iriam garantir a liberdade religiosa aos cristãos (e outras religiões) e restaurar as propriedades eclesiásticas.[4]

Morte

Também em 313, Melquíades convocou o premieiro Concílio de Latrão em Roma, que inocentou Cecílio e condenou Donato Magno como um cismático (veja Donatismo). Ele foi então convidado para o Concílio de Arles, mas morreu antes de poder participar.[4]

Legado

O Liber Pontificalis, compilado a partir do século V, atribuiu a introdução de diversos costumes posteriores à Melquíades, incluindo a abstenção do jejum às quintas e domingos, embora os estudiosos atualmente acreditem que estes costumes já existiam no tempo dele.[carece de fontes?]

No século XIII, a festa de São Melquíades (como ele então chamado) foi criada, com a classificação incorreta de mártir, no Calendário Romano para ser celebrada em 10 de dezembro. Em 1969, ela foi removida deste calendário de celebrações litúrgicas obrigatórias[5] e sua festa foi transferida para o dia de sua morte, 10 de janeiro, com seu nome modificado para Miltíades e sem a indicação de mártir.[6]

Referências

  1. Annuario Pontificio 2008 (Libreria Editrice Vaticana
  2. «Melquíades, o Papa da perseguição à libertação». Canção Nova. Consultado em 7 de outubro de 2025 
  3. «Os Papas do Século IV - sob o ataque de perseguições, intrigas e heresias». O Catequista. 11 de outubro de 2011. Consultado em 7 de outubro de 2025 
  4. a b Chisholm, Hugh, ed. (1911). «Melchiades». Encyclopædia Britannica (em inglês) 11.ª ed. Encyclopædia Britannica, Inc. (atualmente em domínio público) 
  5. Calendarium Romanum (em inglês). [S.l.]: Libreria Editrice Vaticana. 1969. 148 páginas 
  6. Martyrologium Romanum (em inglês). [S.l.]: Libreria Editrice Vaticana. 2001. ISBN 88-209-7210-7 

ligações externas


Precedido por
Eusébio

Papa

32.º
Sucedido por
Silvestre I