Papa Estêvão VI
| 113.° Papa da Igreja Católica | |
|---|---|
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| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Diocese de Roma |
| Eleição | 22 de maio de 896 |
| Fim do pontificado | c. 14 de agosto de 897 (1 ano) |
| Predecessor | Bonifácio VI |
| Sucessor | Romano |
| Ordenação e nomeação | |
| Cardinalato | |
| Criação | 891 por Papa Estêvão V |
| Ordem | Cardeal-diácono |
| Dados pessoais | |
| Nome de nascimento | Stephanus ou Stefano |
| Nascimento | Gallese, Estados Papais c. 850 |
| Nacionalidade | italiano |
| Morte | Roma, Estados Papais c. 14 de agosto de 897 (47 anos) |
| Sepultura | Basílica de São Pedro |
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Estêvão VI (em latim: Stephanus VI); (Gallese, c. 850 - Roma, c. 14 de agosto de 897) foi o 113.º Papa da Igreja Católica de 22 de maio de 896 até a data de sua morte. Sucedeu ao Papa Bonifácio VI. Morto Bonifácio VI, o partido dos duques de Espoleto elevou ao trono pontifício o romano Estêvão, filho de João. Com ele entrou em Roma o poder de Lamberto de Espoleto. A mãe deste, a terrível Ageltrudes, fez com que Estêvão reconhecesse como único imperador a Lamberto e reprovasse os atos do finado Papa Formoso, que coroara Arnolfo da Alemanha.
Os partidários de Lamberto instituíram um tribunal que passou à História com o nome de "Sínodo do Cadáver". À presença de Lamberto e da imperatriz-mãe, rodeados de eclesiásticos, foi trazido o cadáver mumificado de Formoso, retirado sacrílegamente de seu ataúde. Foi o corpo assentado num trono e acusado do grande crime de haver aceito ser Papa (os Papas são Bispos de Roma), quando já era Bispo de Porto. Intimado a se defender, e logicamente nada respondendo, foi o morto julgado criminoso, despojado das insígnias pontificais; cortaram-lhe os dedos da destra que abençoara as multidões; o corpo foi depois atirado ao rio Tibre.
Estêvão VI, aliás, acabou seus dias aprisionado por seus ex-amigos e estrangulado. O Papa Sérgio III erigiu-lhe um mausoléu, com uma inscrição em que se conta seu trágico fim devido exclusivamente à ingerência de partidos políticos civis. Quanto a Formoso, seu maltratado corpo foi sepultado entre papas, por Teodoro II, e sua memória foi defendida plenamente por João IX.
Ver também
- Papa eleito Estêvão (que deixou de ser considerado Papa, daí a dupla numeração dos posteriores Papas que adotaram o nome Estevão).
Referências
Woodrow, Ralph. Babilônia: a Religião dos Mistérios. Cap. 13, p. 106.
| Precedido por Bonifácio VI |
Papa 113.º |
Sucedido por Romano |
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