Nova Prata
Nova Prata | |
|---|---|
| Município do Brasil | |
| Hino | |
| Gentílico | nova-pratense |
| Localização | |
![]() | |
![]() Nova Prata |
|
| Mapa de Nova Prata | |
| Coordenadas | 🌍 |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Rio Grande do Sul |
| Municípios limítrofes | André da Rocha, Fagundes Varela, Guabiju, Nova Araçá, Nova Bassano, Protásio Alves, São Jorge, Vila Flores e Vista Alegre do Prata. |
| Distância até a capital | 180 km |
| História | |
| Fundação | 11 de agosto de 1924 (101 anos) |
| Administração | |
| Prefeito(a) | Umberto Luiz Carnevalli (Republicanos, 2025–2028) |
| Características geográficas | |
| Área total [2] | 259,941 km² |
| • Área urbana | 11,17 km² |
| População total (censo 2022) [3] | 25 692 hab. |
| • Posição | RS: 83º BR: 1310º |
| • Estimativa (est. 2024) | 26 587 hab. |
| Densidade | 98,84 hab./km² |
| Clima | Subtropical Úmido (Cfb)[1] |
| Altitude | 820 m |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 95320-000 |
| Indicadores | |
| IDH (2010) [4] | 0,766 — alto |
| • Posição | RS: 39º BR: 274º |
| PIB (2021) [5] | R$ 1 730 037 000,00 |
| • Posição | RS: 145º BR: 598º |
| PIB per capita (2021) | R$ 61 740,72 |
| Sítio | https://novaprata.rs.gov.br (Prefeitura) http://camaranovaprata.rs.gov.br (Câmara) |
Nova Prata é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul situado na Serra Gaúcha.
História
Inicialmente, o território de Nova Prata fazia parte do município de Alfredo Chaves, atualmente Veranópolis. Situado na microrregião colonial do Alto Taquari, na encosta superior do Nordeste, distante 186 km da capital Porto Alegre e a 820 metros de altitude, o município preserva características autênticas, como as propriedades coloniais, o linguajar e os costumes herdados principalmente das imigrações italiana, polonesa, alemã, portuguesa e de outros povos.
Primeiros habitantes da região
A região que hoje corresponde a Nova Prata era habitada pela tribo de índios Coroados, que tiveram o primeiro contato com pessoas brancas por volta de 1850. Esses brancos eram descendentes de espanhóis, e com eles os índios começaram a negociar exclusivamente por meio de escambo. Inicialmente, ocorreram desentendimentos e conflitos, nos quais morreram vários índios e espanhóis.[6]
Mais tarde, Silvério Antônio de Araújo, ao entrar em acordo com os Coroados, traçou a estrada que deveria dar acesso a Porto Alegre. Informado do fato, o governo da Província do Rio Grande do Sul concedeu a Silvério Antônio de Araújo o direito de escolher terras, tornando-o proprietário de quase toda a área da atual sede de Nova Prata.[6]
Em 1865, os Coroados venderam suas terras a Fidel Diogo Filho, por meio de uma simples troca por objetos de pouco valor econômico, mas de grande significado para os índios. Os Diogos passaram a administrar a região e iniciaram a construção das primeiras casas. Tempo depois, houve um conflito entre os índios e os Diogos, resultando na morte destes últimos; os Coroados, então, fugiram em direção ao Rio Carreiro, afluente do Rio das Antas.[6]
Atualmente, os descendentes dos índios Coroados vivem nas reservas indígenas de Cacique Doble e Nonoai. Em homenagem aos primeiros habitantes da região, um dos hotéis de Nova Prata recebeu o nome de Hotel Coroados.[6]
A colonização
Por volta de 1865, surgiram os primeiros colonizadores de origem portuguesa, como Joaquim Ribeiro e Manuel Joaquim da Silva, que construíram suas casas e deram início a um pequeno lugarejo, ainda sem comércio. Logo depois, chegaram os Martins, os Moreiras e os Telles.[6]
Em 1876, uma comissão de engenheiros veio à região para traçar a estrada de Montenegro a Lagoa Vermelha. Esse marco deu início à imigração italiana, que se tornou a maior população da região. A vida dos primeiros colonos foi árdua e difícil: quase nada possuíam, exceto sua força de vontade para o trabalho e o desejo de prosperar em sua nova pátria.[6]
O milho foi o primeiro produto cultivado e, após ser triturado por monjolos, transformava-se na tradicional e saborosa polenta.[6]
Por volta de 1895, chegaram os poloneses, oriundos das escarpas do Vale do Rio das Antas e, em muitos casos, diretamente da Polônia. Vinham não para trabalhar na lavoura, mas para atuar como tecelões na fábrica de tecidos de lã instalada na região. Entretanto, devido à falta de transporte adequado e à distância dos grandes centros, a fábrica não teve sucesso. As máquinas foram vendidas ao Lanifício São Pedro, em Galópolis, distrito de Caxias do Sul.[6]
Os poloneses que permaneceram na região adquiriram pequenas glebas de terra na Linha Sexta, a seis quilômetros da sede do município, e tornaram-se exímios agricultores e habilidosos na extração do basalto.[6]
Descendências
Nova Prata é constituída de descendentes dos seguintes povos imigrantes:[6]
| Povo | Porcentagem (%) |
|---|---|
| Italianos | 65% |
| Poloneses | 10% |
| Alemães | 5% |
| Portugueses e outros | 20% |
Nova Prata, município plural e diversificado, herdou riquezas culturais de imigrantes italianos, poloneses, alemães, árabes, portugueses, africanos e seus descendentes, apresentando grande potencial para destacar sua identidade cultural. A presença dos descendentes italianos é particularmente marcante, mas a cultura local reflete também outras origens.[6]
O colono italiano trouxe suas canções, costumes e jogos tradicionais, como a mora, a bocha e as cartas. Essas tradições ainda podem ser encontradas em Nova Prata em sua forma mais autêntica. Valorizar e desenvolver os traços culturais de cada etnia fortalece a identidade do município e promove o orgulho de seu povo.[6]
Nomes e emancipações
No início, o atual município foi denominado "Capoeiras". Esse nome se deve a um grande vendaval que, no ano de 1850, arrasou os pinheirais existentes nas terras pertencentes à sede do município, reduzindo essa mata de araucárias a um verdadeiro capoeiral. A grande riqueza das terras pratenses era justamente seu enorme lençol de pinheiros, que cobria uma vasta extensão de aproximadamente 500 quilômetros quadrados. A ganância pela riqueza atraiu madeireiros da capital e do interior do Estado, que, ao instalar inúmeras serrarias, transformaram o pinho em madeira aproveitada nas construções e indústrias.[6]
Todavia, deve-se ressaltar que o colonizador italiano também dizimou muitas araucárias através do fogo, a fim de dar lugar às plantações de milho, trigo e parreira. Na depressão ou vale de forma circular, nasceria o povoado que hoje é a bela Capital Nacional do Basalto.[6]
Com o rápido crescimento de Capoeiras, sua população passou a esperar intensamente pela emancipação política, que ocorreu em 11 de agosto de 1924, pelo Decreto nº 3.351, com o nome de "Prata". Esse nome foi dado devido à existência do rio que atravessa a cidade, o Rio da Prata. Como já havia um município denominado Prata em Minas Gerais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística resolveu denominar o município gaúcho de "Nova Prata".[6]
Em 24 de agosto de 1932, foram anexados a Nova Prata os distritos de Paraí, Nova Araçá e Protásio Alves, desmembrados do município de Lagoa Vermelha, que estiveram politicamente separados, mas sempre unidos por suas origens étnicas, culturais e históricas. Em 1948, foram criados os distritos de Guabiju e São Jorge, desmembrados do distrito de Paraí. Mais tarde, em 11 de agosto de 1961, foi criado o distrito de Rio Branco.[6]
Uma vez efetivadas todas as anexações e constituídos os novos distritos, Nova Prata, com área de 1.322 quilômetros quadrados, ficou administrativamente dividida da seguinte forma:[6]
- Nova Prata (sede do município)
- Nova Bassano
- Vista Alegre
- Paraí
- Nova Araçá
- Protásio Alves
- São Jorge
- Guabiju
- Rio Branco
Era o grande "Prata", na denominação da historiadora Zaira Galeazzi. A situação do Grande Prata, com seus 1.322 quilômetros quadrados, não durou muito tempo. De 1964 a 1965, três de seus distritos conquistaram autonomia, formando novos municípios: Nova Bassano, Nova Araçá e Paraí, reduzindo o território de Nova Prata para 875 quilômetros quadrados.[6]
Em 20 de setembro de 1987, mais dois distritos foram às urnas e, em plebiscito, São Jorge e Guabiju emanciparam-se. Em 10 de abril de 1988, Vista Alegre e Protásio Alves também se tornaram municípios autônomos.[6]
Os municípios emancipados tiveram as seguintes datas de criação:[6]
- Nova Bassano: 23 de maio de 1964, pela Lei Estadual nº 4.730
- Nova Araçá: 22 de dezembro de 1964, pela Lei Estadual nº 4.730
- Paraí: 9 de julho de 1965, pela Lei Estadual nº 4.977
- São Jorge e Guabiju: 20 de setembro de 1987
- Vista Alegre e Protásio Alves: 10 de abril de 1988
Em 14 de dezembro de 2006, o distrito de Rio Branco passou a ser bairro de Nova Prata, por meio da Lei Municipal nº 6.205/2006.[6]
Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população estimada em 2016 era de 25.315 habitantes, e o território de 258,865 km².[6]
Clima
Nova Prata apresenta um clima subtropical úmido (Cfa), com verões quentes e úmidos, invernos frios e precipitação bem distribuída ao longo do ano.
Demografia
Em 2010, a população era 85,29% branca, 11,63% parda, 2,86% preta, 0,13% amarela e 0,10 indígena, sendo que 36,96% da população preta e 27,63% da população parda vive em um bairro só, São João Bosco.[7]
Política
Prefeitos
Lista de intendentes e prefeitos municipais de Nova Prata: [8]
| Nº | Prefeito | Início do mandato | Fim do mandato |
|---|---|---|---|
| 1 | Félix Engel Filho | 18/08/1924 | 03/11/1928 |
| 2 | Coronel Virgílio Silva | 03/11/1928 | 18/08/1931 |
| 3 | Oscar da Costa Karnal | 15/08/1931 | 03/11/1932 |
| 4 | Mário Defini | 03/11/1932 | 01/10/1933 |
| 5 | Adolpho Schneider | 01/10/1933 | 24/08/1946 |
| 6 | Demétrio Lenzi | 25/08/1946 | 20/12/1946 |
| 7 | João Fabris Sobrinho | 21/12/1946 | 01/05/1947 |
| 8 | Ermindo Cherubini | 01/05/1947 | 31/12/1947 |
| 9 | Carlos Tarasconi | 01/01/1948 | 31/12/1951 |
| 10 | Alcides Tarasconi | 01/01/1952 | 31/12/1955 |
| 11 | Reinaldo Cherubini | 01/01/1956 | 31/12/1959 |
| 12 | Guerino Somavilla | 01/01/1960 | 31/12/1963 |
| 13 | Ulisses Ernesto Pandolfo | 01/01/1964 | 31/01/1969 |
| 14 | Guerino Somavilla | 31/01/1969 | 31/01/1973 |
| 15 | Nagib Stella Elias | 31/01/1973 | 31/01/1977 |
| 16 | João Carlos Schimitt | 31/01/1977 | 31/01/1983 |
| 17 | Vitor Antonio Pletsch | 01/02/1983 | 31/12/1988 |
| 18 | João Carlos Schmitt | 01/01/1989 | 21/12/1992 |
| 19 | Vitor Antonio Pletsch | 01/01/1993 | 31/12/1996 |
| 20 | Mário Minozzo | 01/01/1997 | 31/12/2000 |
| 21 | Mário Minozzo | 01/01/2001 | 31/12/2004 |
| 22 | Vitor Antonio Pletsch | 01/01/2005 | 31/12/2008 |
| 23 | Vitor Antonio Pletsch | 01/01/2009 | 31/12/2012 |
| 24 | Volnei Minozzo | 01/01/2013 | 31/12/2016 |
| 25 | Volnei Minozzo | 01/01/2017 | 31/12/2020 |
| 26 | Alcione Grazziotin | 01/01/2021 | 31/12/2024 |
| 27 | Umberto Luiz Carnevalli | 01/01/2025 | 31/12/2028 |
Cidades-irmãs
Filhos ilustres
- Ver Biografias de pratenses notórios
Referências
- ↑ «Variações estruturais entre grupos florísticos de um remanescente de floresta ombrófila mista montana em Nova Prata - RS». Ciência Florestal - Universidade Federal de Santa Maria. Consultado em 24 de junho de 2025
- ↑ «Cidades e Estados». IBGE. 2021. Consultado em 12 de maio de 2023
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Nova Prata (RS) - IBGE». Consultado em 27 de dezembro de 2025
- ↑ «Ranking». IBGE. 2010. Consultado em 12 de maio de 2023
- ↑ Fundação de Economia e Estatística (2021). «Perfil Socioeconômico de Nova Prata». Consultado em 27 de dezembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v «Município de Nova Prata». novaprata.rs.gov.br. Consultado em 27 de agosto de 2025
- ↑ «Tabela 3175: População residente, por cor ou raça, segundo a situação do domicílio, o sexo e a idade». sidra.ibge.gov.br. Consultado em 15 de fevereiro de 2021
- ↑ Soluções, Voope. «Município de Nova Prata». www.novaprata.rs.gov.br. Consultado em 30 de maio de 2022
- ↑ a b Livre, Jornal Correio. «Cidades Irmãs homenageadas na Câmara de Vereadores - Jornal Correio Livre». www.jornalcorreiolivre.com. Consultado em 30 de maio de 2022



