Candelária (Rio Grande do Sul)
Candelária | |
|---|---|
| Município do Brasil | |
![]() Bandeira | |
| Hino | |
| Lema | Construindo uma vida melhor |
| Gentílico | candelariense |
| Localização | |
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![]() Candelária |
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| Mapa de Candelária | |
| Coordenadas | 🌍 |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Rio Grande do Sul |
| Municípios limítrofes | Vale do Sol, Vera Cruz, Cachoeira do Sul, Rio Pardo, Passa-Sete, Cerro Branco, Novo Cabrais |
| Distância até a capital | 180 km |
| História | |
| Fundação | 7 de julho de 1925 (100 anos) |
| Administração | |
| Prefeito(a) | Nestor Ellwanger (PP, 2025–2028) |
| Características geográficas | |
| Área total [1] | 944,058 km² |
| População total (2021) [2] | 28 932 hab. |
| • Posição | RS: 71º BR: 1131º |
| Densidade | 30,6 hab./km² |
| Clima | subtropical (Cfa) |
| Altitude | 57 m |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 96930-000 |
| Indicadores | |
| IDH (2010) [3] | 0,674 — médio |
| • Posição | RS: 401º BR: 2573º |
| Gini (2010) | 0.46 |
| • Posição | RS: 212º BR: 1555º |
| PIB (2020) [4] | R$ 837 819,00 mil |
| • Posição | RS: 98º BR: 1051º |
| PIB per capita (2020) | R$ 26 664,3 |
Candelária é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, localizado na região do Vale do Rio Pardo. Situado a aproximadamente 180 quilômetros da capital, Porto Alegre, sua população foi estimada em 28.932 habitantes em 2021, distribuída por uma área de 934,9 km².[5]
Colonizada predominantemente por imigrantes alemães, Candelária possui uma forte herança cultural germânica, visível nos costumes, na arquitetura e na forte presença do dialeto Riograndenser Hunsrückisch. Economicamente, o município se destaca pela produção agrícola, com ênfase no cultivo de soja, milho e fumo, além de uma crescente industrialização, especialmente no setor calçadista.[5]
Candelária também é um dos mais importantes sítios paleontológicos do Brasil para o Período Triássico, sendo nacionalmente conhecida como a "Terra dos Dinossauros". A descoberta de fósseis de relevância mundial, como o Guaibasaurus candelariensis, confere ao município destaque no cenário científico e turístico.[6][7]
História
Redução Jesus Maria (1633-1636)
Remonta a novembro de 1633 a fundação da Redução Jesus Maria pelo jesuíta espanhol Pedro Mola, no local que hoje é conhecido como Trincheira, na localidade de Linha Curitiba, a cerca de 3,5 km da cidade. Esta povoação de índios é uma das 18 fundadas na primeira fase das reduções, tendo elas surgido em virtude de um acordo entre o governador da Província do Rio da Prata e a Companhia de Jesus em 4 de julho de 1626.[8]
A mais próspera das 18 reduções era a de Jesus Maria, na qual viviam cerca de 10 mil índios da nação Tupi-Guarani em uma espécie de cidade que apresentava condições de vida favoráveis em termos de subsistência. Dedicavam-se a agricultura, produzindo milho, trigo e mandioca, além de possuírem significativos rebanhos de bovinos, ovinos e suínos.[8]
Justamente pela pujança e grandeza da redução candelariense, bandeirantes paulistas foram atraídos na intenção de aprisionar índios e escravizá-los. Porém a redução contava com um ferrenho sistema de defesa formado por trincheiras, paliçadas e armamentos, além de índios adestrados militarmente por especialistas em operações de guerra. Uma boa explicação para a resistência de seis horas (das 8h as 14h) frente a bandeira poderosa comandada por Antônio Raposo Tavares. Na batalha de 3 de dezembro de 1636 caiu, com ares de heroísmo, a resistência da Redução de Jesus Maria, pondo fim ao primeiro capítulo da história candelariense.[8]
Colonização até hoje (1862-Hoje)
A colonização do território que viria a ser Candelária iniciou-se em 1862, quando os pioneiros João Kochenborger e Jacob Welsch, ambos descendentes de imigrantes alemães, migraram da região de Rio Pardo em busca de novas terras. Kochenborger estabeleceu-se na localidade hoje conhecida como Linha Curitiba. Anos mais tarde, ele foi responsável pela construção do Aqueduto de Candelária, uma notável obra de engenharia destinada a canalizar a água do arroio Molha Grande para mover um engenho de serra e um moinho de milho e trigo em sua propriedade.[9] Jacob Welsch, após um período residindo na atual Rua Dr. Middendorf, fixou-se permanentemente na área que hoje corresponde à Linha Passa Sete.[9]
O povoado, inicialmente conhecido como "Germânia", experimentou um crescimento significativo com base na agricultura e na pecuária, o que gradualmente impulsionou o desenvolvimento do comércio e de pequenas manufaturas locais.[5] Em reconhecimento à sua expansão, o distrito foi elevado à categoria de freguesia em 9 de maio de 1876, pela Lei Provincial nº 1029, passando a se denominar Freguesia de Nossa Senhora de Candelária.[5]
No início do século XX, o núcleo urbano contava com aproximadamente 150 moradores, concentrados majoritariamente ao longo da Rua do Comércio, hoje Avenida Pereira Rego.[9] O desejo de autonomia política começou a se consolidar a partir de 1924, sob a liderança do Coronel José Antônio Pereira Rego, chefe político republicano de Rio Pardo. Ele organizou reuniões no Clube Rio Branco para articular o movimento pela emancipação de Candelária.[9]
O movimento obteve o apoio crucial do então Presidente do Estado, o também republicano Dr. Borges de Medeiros. Como resultado, a emancipação política de Candelária foi decretada em 7 de julho de 1925, através do Decreto Estadual nº 3.597. O Sr. Albino Lenz foi nomeado para o cargo de primeiro Intendente (cargo correspondente ao de prefeito na época), e a instalação oficial do novo município ocorreu em 28 de dezembro do mesmo ano.[5]
Política

A administração do município é exercida pelo Poder Executivo, liderado pelo Prefeito, e pelo Poder Legislativo, composto pela Câmara Municipal de Vereadores. As decisões do Executivo e a fiscalização dos atos públicos são de responsabilidade dessas duas esferas de poder. A sede da prefeitura é o Palácio Municipal Albino Lenz, localizado na Avenida Pereira Rego.[10]
O Poder Legislativo de Candelária foi instalado em 7 de janeiro de 1926 e, atualmente, é composto por 11 vereadores.[11] A sede do Legislativo localiza-se na Rua Dr. Middendorff, 991, no centro da cidade.[12] O presidente da Câmara é eleito anualmente entre seus pares para um mandato de um ano.
| Nº | Prefeito | Partido | Presidente da Câmara (Partido) | Mandato | Observações |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Albino Lenz | PRR | — | 07/07/1925 - 15/11/1929 | Intendente nomeado |
| 2 | Arnaldo Schilling | PRR | — | 15/11/1929 - 27/12/1932 | Intendente nomeado |
| 3 | Carlos Antônio Graeff | — | — | 27/12/1932 - 01/12/1934 | Prefeito nomeado |
| 4 | Felisberto Muniz Reis | — | — | 01/12/1934 - 21/12/1935 | Prefeito nomeado |
| 5 | Albino Lenz | — | — | 21/12/1935 - 14/11/1945 | Prefeito nomeado |
| 6 | Sylvio Fonseca Pires | — | — | 17/11/1945 - 10/12/1945 | Prefeito nomeado (interino) |
| 7 | Antônio Lorenzone | — | — | 07/01/1946 - 02/03/1946 | Prefeito nomeado (interino) |
| 8 | Albino Lenz | PSD | — | 02/03/1946 - 31/12/1951 | Primeiro prefeito eleito pelo voto popular |
| 9 | Balduino Leo Ellwanger | PSD | — | 31/12/1951 - 31/12/1955 | Prefeito eleito |
| 10 | Estácio Pessoa de Oliveira | UDN | — | 01/01/1956 - 31/03/1959 | Prefeito eleito; renunciou ao cargo |
| 11 | Christiano Affonso Graeff | UDN | — | 31/03/1959 - 31/12/1959 | Vice-prefeito que assumiu a titularidade |
| 12 | Ewaldo Eugênio Prass | PTB | — | 31/12/1959 - 31/12/1963 | Prefeito eleito |
| 13 | Albino Lenz | PDS | — | 31/12/1963 - 31/01/1969 | Prefeito eleito |
| 14 | Elcy Simões de Oliveira | ARENA | — | 31/01/1969 - 31/01/1973 | Prefeito eleito |
| 15 | Sebaldo Wöhlenberg | ARENA | — | 31/01/1973 - 31/01/1977 | Prefeito eleito |
| 16 | Elcy Simões de Oliveira | ARENA | — | 31/01/1977 - 31/01/1983 | Prefeito eleito |
| 17 | Ronildo Gehres | PDS | — | 31/01/1983 - 31/12/1988 | Prefeito eleito (transição para a Nova República) |
| 18 | Elcy Simões de Oliveira | PDS | 1989: Darci Escobar de Siqueira (PDS)
1990: Paulo Roberto Butzge (PMDB) 1991: Valdir da Silva (PDS) 1992: Jorge Willi Karsburg (PDS) |
01/01/1989 - 31/12/1992 | Prefeito eleito |
| 19 | Moacir Rodolfo Thomé | PMDB | 1993: Marco Aurélio da Silva (PMDB)
1994: Juarez Cândido da Silva (PDT) 1995: João Francisco Rodrigues da Luz (PMDB) 1996: Carlos Alberto Rizzi (PMDB) |
01/01/1993 - 31/12/1996 | Prefeito eleito |
| 20 | René Hübner | PDT | 1997: Paulo Roberto Butzge (PMDB)
1998: Moacir Rodolfo Thomé (PMDB) 1999: Fermino Fernando de Oliveira (PPB) 2000: João Francisco Rodrigues da Luz (PMDB) |
01/01/1997 - 31/12/2000 | Prefeito eleito |
| 21 | Elcy Simões de Oliveira | PPB | 2001: Adão da Silva (PPB)
2002: Juarez Cândido da Silva (PDT) 2003: Ione Teresinha Pfüller Karsburg (PPB) 2004: Valdir da Silva (PPB) |
01/01/2001 - 31/12/2004 | Prefeito eleito |
| 22 | Lauro Mainardi | PMDB | 2005-2008: Valdir da Silva (PP)
2009-2012: Marco Aurélio da Silva (PTB) |
01/01/2005 - 31/12/2012 | Prefeito eleito |
| 23 | Paulo Roberto Butzge | PMDB / MDB | 2013: Alberto Borges de Oliveira (PP)
2014: Gilvan Moura (PP) 2015: Jaira Diehl (PSB) 2016: Valdir da Silva (PP) 2017: Luciane Schoenfeld (PDT) 2018: Jorge Willi Karsburg (PP) 2019: Gicele Odete Kniess Raddatz (PTB) 2020: Ginevra da Silveira (PSB) |
01/01/2013 - 31/12/2020 | Prefeito eleito |
| 24 | Nestor Ellwanger, "Rim" | PSB / MDB | 2021: Alan Wagner (PSB)
2022: Gicele Odete Kniess Raddatz (PTB) 2023: Cristiano Becker (MDB) |
01/01/2021 - Atual | Prefeito eleito |
Geografia
O município de Candelária está localizado na região central do Rio Grande do Sul, a uma latitude 29º40'09" sul e uma longitude 52º47'20" oeste, com uma altitude de 57 metros acima do nível do mar.[5] A cidade está a cerca de 187 km da capital do estado, Porto Alegre, com uma viagem de carro que dura aproximadamente 2 horas e 40 minutos.[16] O principal acesso rodoviário é feito pela BR-287, que leva à BR-386, a qual dá acesso direto à capital. O município é subdividido em três distritos: Candelária (Sede), Pinheiro e Botucaraí.[5]
Relevo, bioma e hidrografia
Candelária encontra-se na bacia do rio Pardo, que é o principal curso d'água da região e contribui para a bacia do rio Jacuí. O município é banhado por diversos arroios e riachos que formam a rede hidrográfica local.[17] A água é utilizada tanto para o consumo urbano quanto para as atividades agrícolas, que são predominantes no município.[18] O relevo do município é uma área de transição, caracterizada por formações distintas. O norte é marcado por um relevo montanhoso, com a presença de coxilhas, enquanto a região sul possui planícies e chapadas. Essa configuração geomorfológica faz parte do Escudo Rio-Grandense.[19] Candelária está inserida em uma zona de transição entre dois biomas brasileiros: a Mata Atlântica e o Pampa.[19] A vegetação local reflete essa diversidade, com a presença de florestas estacionais e formações campestres.[20]
Fauna e Flora
A fauna de Candelária é diversificada e reflete a transição entre os biomas. Na área de mata, é possível encontrar mamíferos como o tatu-galinha e o graxaim-do-campo, além de uma rica avifauna com espécies como o joão-de-barro e a coruja-buraqueira.[21] Na flora, predominam espécies nativas dos biomas. No Pampa, destacam-se as gramíneas e as formações de capões, enquanto na Mata Atlântica predominam árvores de maior porte, como o cedro, a corticeira e a aroeira-vermelha.[22]
Cultura e turismo

A identidade cultural de Candelária é profundamente marcada pela herança de seus colonizadores, majoritariamente imigrantes alemães. Essa influência é visível em diversos aspectos do cotidiano, como na arquitetura de algumas edificações, na gastronomia local, em festas comunitárias e, notadamente, no idioma. Nas áreas rurais do município, não é raro encontrar famílias onde o dialeto alemão Riograndenser Hunsrückisch é a primeira língua, passada de geração em geração, um traço cultural que resiste e se mantém vivo.[23]
Candelária é reconhecida nacionalmente como a "Terra dos Dinossauros" devido à extraordinária riqueza de fósseis do período Triássico encontrados em seu território, com cerca de 230 milhões de anos. Essa identidade paleontológica é celebrada no Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, que possui um acervo importante de fósseis, e em monumentos espalhados pela cidade, como a estátua do Prestosuchus chiniquensis no trevo principal de acesso.[24]

Além do acervo paleontológico, o município preserva construções históricas, com destaque para o Aqueduto de Candelária, uma obra de 1862 construída por um dos pioneiros da colonização, João Kochenborger. A estrutura é um símbolo da engenhosidade dos primeiros imigrantes e um importante ponto turístico.[25]
Turismo e Eventos
Candelária apresenta um roteiro turístico diversificado, que mescla belezas naturais, patrimônio histórico e um calendário de eventos consolidado. Entre seus principais atrativos está o Aqueduto de Candelária, um símbolo da colonização construído em 1862. A estrutura, hoje tombada como patrimônio, foi erguida por um dos pioneiros para mover um moinho e serve como um dos principais cartões-postais da cidade.[25]

Outro ponto de grande relevância é o Cerro do Botucaraí, com 570 metros de altitude, conhecido como "Santo Cerro". O local é um importante destino de peregrinação religiosa, especialmente durante a Sexta-feira Santa, quando milhares de fiéis visitam sua Via Sacra para orações.[26] O patrimônio histórico é complementado pela Ponte do Império, uma construção de pedra que integrava a antiga Estrada do Botucaraí, via de comunicação essencial durante o Brasil Império.[27]

Para o lazer, a Praia Carlos Larger, conhecida como Prainha, é o principal balneário da cidade às margens do Rio Pardo. No verão, o local atrai grande público e sedia o Musa do Sol, um dos maiores concursos de beleza de verão do estado.[28] O município conta ainda com belezas naturais como a Cascata da Ferradura, uma queda d'água procurada para banho e contato com a natureza.[29]
O calendário anual de Candelária é marcado por importantes eventos. A Expocande (Exposição Industrial, Comercial, de Serviços e Agronegócios), realizada bienalmente no Parque de Eventos Itamar Vezentini, é a maior feira do município, destacando as potencialidades econômicas locais com uma vasta programação de shows.[30] A herança germânica é celebrada na Festa da Colônia (Koloniefest), com danças, música e gastronomia típicas. Outros eventos relevantes incluem a Chocande, uma feira de chocolate e artesanato na época da Páscoa, e o Natal das Candeias, que promove as celebrações de fim de ano no centro da cidade.[31][32]
Paleontologia

Candelária é um dos mais importantes sítios paleontológicos do Brasil para o Período Triássico, sendo reconhecida como a "Terra dos Dinossauros". Sua rica geologia, pertencente à Formação Candelária, preservou um notável acervo de fósseis com aproximadamente 230 milhões de anos, cruciais para o estudo da origem dos dinossauros e mamíferos.[33]
O histórico da pesquisa paleontológica no município iniciou-se na década de 1930, quando o paleontólogo Llewellyn Ivor Price, em uma expedição conjunta de Harvard e do antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), realizou as primeiras coletas científicas na região. Nessa expedição, foi encontrado o holótipo do Candelaria barbouri, um pequeno réptil pararéptil que deu nome à Formação Candelária e projetou o município no cenário científico mundial.[33]
Um novo marco ocorreu na década de 1970, com o padre e paleontólogo amador Daniel Cargnin, que identificou diversos novos afloramentos fossilíferos, como os da localidade de Bom Retiro. Muitos dos fósseis coletados por ele hoje integram acervos de importantes instituições, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Museu Vincente Pallotti.[34] Na mesma década, o professor Mário Costa Barberena, da UFRGS, consolidou a pesquisa na região, descobrindo em 1979, às margens da rodovia RSC-287, o dicinodonte Jachaleria candelariensis, um herbívoro robusto cujo parente mais próximo havia sido encontrado apenas na Argentina.[35]
Na década de 1990, durante trabalhos de campo do projeto Pró-Guaíba, equipes da então Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB) descobriram um dos mais emblemáticos fósseis locais: o dinossauro Guaibasaurus candelariensis, um dos mais antigos do mundo, cujo nome homenageia o município e a Bacia do Rio Guaíba.[36]
Desde 2002, uma parceria entre a UFRGS, sob a coordenação do professor César Schultz, e o Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues intensificou as pesquisas. O museu tornou-se o guardião do patrimônio paleontológico local e um centro de referência, abrigando um importante acervo de fósseis da região. Essa colaboração elevou o número de afloramentos conhecidos e de novas espécies descritas, como o cinodonte traversodontídeo Aleodon cromptoni e o probainognátio Candelariodon barberenai, cujas descobertas reforçam as evidências da deriva continental, ao apresentarem semelhanças com espécies encontradas na África.[37][38] A forte identidade da cidade com seu passado pré-histórico se reflete também na cultura popular, com a criação do mascote "Candino".
Personalidades
- Douglas Friedrich - Goleiro profissional de futebol. Com passagens por clubes como Corinthians e Grêmio, destacou-se no Avaí e no Bahia, clube pelo qual foi campeão da Copa do Nordeste.
- Luis Carlos Heinze - Político e produtor rural. Foi prefeito de São Borja, deputado federal por vários mandatos e eleito Senador da República pelo Rio Grande do Sul em 2018.[39]
- Nestor Jost - Empresário e político. Foi Ministro da Agricultura no governo de João Goulart e Senador pelo Rio Grande do Sul.[40]
- Siegfried Ellwanger Castan - Empresário, escritor e notório negacionista do Holocausto no Brasil. Foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de racismo.[41]
Ver também
- Paleontologia do Rio Grande do Sul
- Vale do Rio Pardo
- Colonização alemã no Rio Grande do Sul
- Lista de municípios do Rio Grande do Sul
- Lista de municípios do Rio Grande do Sul por população
- Lista de municípios do Rio Grande do Sul por data de criação
- Secretaria do Turismo do Rio Grande do Sul
- Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul
- Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais
Referências
- ↑ «Cidades e Estados». IBGE. 2021. Consultado em 12 de maio de 2023
- ↑ «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2021» (PDF). IBGE. 2021. Consultado em 12 de maio de 2023
- ↑ «Ranking». IBGE. 2010. Consultado em 12 de maio de 2023
- ↑ «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 a 2020». IBGE. 2020. Consultado em 12 de maio de 2023
- ↑ a b c d e f g «Candelária - História & Fotos». IBGE Cidades. Consultado em 31 de agosto de 2025
- ↑ «Paleontologia: a pequena região gaúcha que virou um dos locais mais importantes do mundo para estudar dinossauros». BBC News Brasil. 5 de setembro de 2023. Consultado em 3 de setembro de 2025
- ↑ «A pequena região gaúcha que virou um dos locais mais importantes do mundo para estudar dinossauros». G1. 6 de setembro de 2023. Consultado em 3 de setembro de 2025
- ↑ a b c [1]
- ↑ a b c d «História de Candelária». Prefeitura Municipal de Candelária. 11 de dezembro de 2018. Consultado em 31 de agosto de 2025
- ↑ «Prefeitura Municipal de Candelária». www.candelaria.rs.gov.br. Consultado em 31 de agosto de 2025
- ↑ «História do Poder Legislativo de Candelária». Câmara de Vereadores de Candelária. Consultado em 31 de agosto de 2025
- ↑ «Página Inicial». Câmara de Vereadores de Candelária. Consultado em 31 de agosto de 2025.
Endereço: Rua Dr. Middendorff, 991 - Centro
- ↑ «Galeria de Ex-prefeitos». Prefeitura Municipal de Candelária. Consultado em 31 de agosto de 2025
- ↑ «Repositório de Dados Eleitorais». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 31 de agosto de 2025
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- ↑ «De Candelária para Porto Alegre». Rome2Rio. Consultado em 30 de agosto de 2025
- ↑ «Bacia Hidrográfica do Rio Pardo». Prefeitura Municipal de Rio Pardo. Consultado em 30 de agosto de 2025
- ↑ Erro de citação: Etiqueta
<ref>inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas:12 - ↑ a b Hasenack, Heiko; Weber, Elisabete (2010). Os biomas da Região Central do Rio Grande do Sul. Santa Cruz do Sul: EDUNISC. pp. 125–128
- ↑ «Bioma Pampa». Ministério do Meio Ambiente (MMA). Consultado em 30 de agosto de 2025
- ↑ «Meio Ambiente». Prefeitura Municipal de Candelária. Consultado em 30 de agosto de 2025
- ↑ Erro de citação: Etiqueta
<ref>inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas:32 - ↑ «Hunsrückisch no Rio Grande do Sul». IPOL - Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística. Consultado em 3 de setembro de 2025.
Candelária é um dos muitos municípios do Rio Grande do Sul onde o Hunsrückisch é falado por uma parcela significativa da população, especialmente nas zonas rurais.
- ↑ «Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues». Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul. Consultado em 3 de setembro de 2025.
O Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues detém em suas exposições (...) o patrimônio geológico, paleontológico, arqueológico e histórico do Município de Candelária. Podem ser vistos fósseis de mais de trinta animais pré-históricos...
- ↑ a b «Aqueduto». Prefeitura Municipal de Candelária. Consultado em 3 de setembro de 2025
- ↑ «Cerro do Botucaraí». Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul. Consultado em 3 de setembro de 2025.
É o cerro-testemunho mais alto da região central, com 570 metros de altitude. (...) A montanha é considerada sagrada e atrai peregrinos...
- ↑ «Ponte do Império». Prefeitura Municipal de Candelária. Consultado em 3 de setembro de 2025
- ↑ «Musa do Sol 2025 já tem data para acontecer em Candelária». Portal Gaz. 14 de agosto de 2024. Consultado em 3 de setembro de 2025
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- ↑ «Natal das Candeias é lançado oficialmente». Jornal de Candelária. 18 de outubro de 2023. Consultado em 3 de setembro de 2025
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- ↑ «Jachaleria candelariensis». UFRGS - Laboratório de Paleontologia. Consultado em 3 de setembro de 2025
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- ↑ Martinelli, A. G.; et al. (2016). «Two new cynodonts (Therapsida) from the Middle–Early Late Triassic of Brazil and comments on South American probainognathians». PLoS ONE. 11 (10)
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- ↑ «Verbete: JOST, Nestor» (PDF). CPDOC - FGV. Consultado em 3 de setembro de 2025
- ↑ «STF nega recurso de Siegfried Ellwanger Castan». Supremo Tribunal Federal. 17 de setembro de 2003. Consultado em 3 de setembro de 2025
Bibliografia
- Marli Marlene Hintz (2006). Retalhos de Candelária, RS - da pré-história à colonização européia. 1. Candelária: Gráfica ALS Schmachtenberg




