Candelária (Rio Grande do Sul)

Candelária
Município do Brasil
Hino
Lema Construindo uma vida melhor
Gentílico candelariense
Localização
Localização de Candelária no Rio Grande do Sul
Localização de Candelária no Rio Grande do Sul
Localização de Candelária no Rio Grande do Sul
Candelária está localizado em: Brasil
Candelária
Localização de Candelária no Brasil
Mapa de Candelária
Coordenadas 🌍
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Municípios limítrofes Vale do Sol, Vera Cruz, Cachoeira do Sul, Rio Pardo, Passa-Sete, Cerro Branco, Novo Cabrais
Distância até a capital 180 km
História
Fundação 7 de julho de 1925 (100 anos)
Administração
Prefeito(a) Nestor Ellwanger (PP, 2025–2028)
Características geográficas
Área total [1] 944,058 km²
População total (2021) [2] 28 932 hab.
 • Posição RS: 71º BR: 1131º
Densidade 30,6 hab./km²
Clima subtropical (Cfa)
Altitude 57 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 96930-000
Indicadores
IDH (2010) [3] 0,674 médio
 • Posição RS: 401º BR: 2573º
Gini (2010) 0.46
 • Posição RS: 212º BR: 1555º
PIB (2020) [4] R$ 837 819,00 mil
 • Posição RS: 98º BR: 1051º
PIB per capita (2020) R$ 26 664,3

Candelária é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, localizado na região do Vale do Rio Pardo. Situado a aproximadamente 180 quilômetros da capital, Porto Alegre, sua população foi estimada em 28.932 habitantes em 2021, distribuída por uma área de 934,9 km².[5]

Colonizada predominantemente por imigrantes alemães, Candelária possui uma forte herança cultural germânica, visível nos costumes, na arquitetura e na forte presença do dialeto Riograndenser Hunsrückisch. Economicamente, o município se destaca pela produção agrícola, com ênfase no cultivo de soja, milho e fumo, além de uma crescente industrialização, especialmente no setor calçadista.[5]

Candelária também é um dos mais importantes sítios paleontológicos do Brasil para o Período Triássico, sendo nacionalmente conhecida como a "Terra dos Dinossauros". A descoberta de fósseis de relevância mundial, como o Guaibasaurus candelariensis, confere ao município destaque no cenário científico e turístico.[6][7]

História

Redução Jesus Maria (1633-1636)

Remonta a novembro de 1633 a fundação da Redução Jesus Maria pelo jesuíta espanhol Pedro Mola, no local que hoje é conhecido como Trincheira, na localidade de Linha Curitiba, a cerca de 3,5 km da cidade. Esta povoação de índios é uma das 18 fundadas na primeira fase das reduções, tendo elas surgido em virtude de um acordo entre o governador da Província do Rio da Prata e a Companhia de Jesus em 4 de julho de 1626.[8]

A mais próspera das 18 reduções era a de Jesus Maria, na qual viviam cerca de 10 mil índios da nação Tupi-Guarani em uma espécie de cidade que apresentava condições de vida favoráveis em termos de subsistência. Dedicavam-se a agricultura, produzindo milho, trigo e mandioca, além de possuírem significativos rebanhos de bovinos, ovinos e suínos.[8]

Justamente pela pujança e grandeza da redução candelariense, bandeirantes paulistas foram atraídos na intenção de aprisionar índios e escravizá-los. Porém a redução contava com um ferrenho sistema de defesa formado por trincheiras, paliçadas e armamentos, além de índios adestrados militarmente por especialistas em operações de guerra. Uma boa explicação para a resistência de seis horas (das 8h as 14h) frente a bandeira poderosa comandada por Antônio Raposo Tavares. Na batalha de 3 de dezembro de 1636 caiu, com ares de heroísmo, a resistência da Redução de Jesus Maria, pondo fim ao primeiro capítulo da história candelariense.[8]

Colonização até hoje (1862-Hoje)

A colonização do território que viria a ser Candelária iniciou-se em 1862, quando os pioneiros João Kochenborger e Jacob Welsch, ambos descendentes de imigrantes alemães, migraram da região de Rio Pardo em busca de novas terras. Kochenborger estabeleceu-se na localidade hoje conhecida como Linha Curitiba. Anos mais tarde, ele foi responsável pela construção do Aqueduto de Candelária, uma notável obra de engenharia destinada a canalizar a água do arroio Molha Grande para mover um engenho de serra e um moinho de milho e trigo em sua propriedade.[9] Jacob Welsch, após um período residindo na atual Rua Dr. Middendorf, fixou-se permanentemente na área que hoje corresponde à Linha Passa Sete.[9]

O povoado, inicialmente conhecido como "Germânia", experimentou um crescimento significativo com base na agricultura e na pecuária, o que gradualmente impulsionou o desenvolvimento do comércio e de pequenas manufaturas locais.[5] Em reconhecimento à sua expansão, o distrito foi elevado à categoria de freguesia em 9 de maio de 1876, pela Lei Provincial nº 1029, passando a se denominar Freguesia de Nossa Senhora de Candelária.[5]

No início do século XX, o núcleo urbano contava com aproximadamente 150 moradores, concentrados majoritariamente ao longo da Rua do Comércio, hoje Avenida Pereira Rego.[9] O desejo de autonomia política começou a se consolidar a partir de 1924, sob a liderança do Coronel José Antônio Pereira Rego, chefe político republicano de Rio Pardo. Ele organizou reuniões no Clube Rio Branco para articular o movimento pela emancipação de Candelária.[9]

O movimento obteve o apoio crucial do então Presidente do Estado, o também republicano Dr. Borges de Medeiros. Como resultado, a emancipação política de Candelária foi decretada em 7 de julho de 1925, através do Decreto Estadual nº 3.597. O Sr. Albino Lenz foi nomeado para o cargo de primeiro Intendente (cargo correspondente ao de prefeito na época), e a instalação oficial do novo município ocorreu em 28 de dezembro do mesmo ano.[5]

Política

Prédio da prefeitura de candelária

A administração do município é exercida pelo Poder Executivo, liderado pelo Prefeito, e pelo Poder Legislativo, composto pela Câmara Municipal de Vereadores. As decisões do Executivo e a fiscalização dos atos públicos são de responsabilidade dessas duas esferas de poder. A sede da prefeitura é o Palácio Municipal Albino Lenz, localizado na Avenida Pereira Rego.[10]

O Poder Legislativo de Candelária foi instalado em 7 de janeiro de 1926 e, atualmente, é composto por 11 vereadores.[11] A sede do Legislativo localiza-se na Rua Dr. Middendorff, 991, no centro da cidade.[12] O presidente da Câmara é eleito anualmente entre seus pares para um mandato de um ano.

Lista de prefeitos e Presidentes da câmara[13][14][15]
Prefeito Partido Presidente da Câmara (Partido) Mandato Observações
1 Albino Lenz PRR 07/07/1925 - 15/11/1929 Intendente nomeado

(Era Vargas)

2 Arnaldo Schilling PRR 15/11/1929 - 27/12/1932 Intendente nomeado

(Era Vargas)

3 Carlos Antônio Graeff 27/12/1932 - 01/12/1934 Prefeito nomeado

(Era Vargas)

4 Felisberto Muniz Reis 01/12/1934 - 21/12/1935 Prefeito nomeado

(Era Vargas)

5 Albino Lenz 21/12/1935 - 14/11/1945 Prefeito nomeado

(Estado Novo)

6 Sylvio Fonseca Pires 17/11/1945 - 10/12/1945 Prefeito nomeado (interino)
7 Antônio Lorenzone 07/01/1946 - 02/03/1946 Prefeito nomeado (interino)
8 Albino Lenz PSD 02/03/1946 - 31/12/1951 Primeiro prefeito eleito pelo voto popular
9 Balduino Leo Ellwanger PSD 31/12/1951 - 31/12/1955 Prefeito eleito
10 Estácio Pessoa de Oliveira UDN 01/01/1956 - 31/03/1959 Prefeito eleito; renunciou ao cargo
11 Christiano Affonso Graeff UDN 31/03/1959 - 31/12/1959 Vice-prefeito que assumiu a titularidade
12 Ewaldo Eugênio Prass PTB 31/12/1959 - 31/12/1963 Prefeito eleito
13 Albino Lenz PDS 31/12/1963 - 31/01/1969 Prefeito eleito

(Ditadura Militar)

14 Elcy Simões de Oliveira ARENA 31/01/1969 - 31/01/1973 Prefeito eleito

(Ditadura Militar)

15 Sebaldo Wöhlenberg ARENA 31/01/1973 - 31/01/1977 Prefeito eleito

(Ditadura Militar)

16 Elcy Simões de Oliveira ARENA 31/01/1977 - 31/01/1983 Prefeito eleito

(Ditadura Militar)

17 Ronildo Gehres PDS 31/01/1983 - 31/12/1988 Prefeito eleito (transição para a Nova República)
18 Elcy Simões de Oliveira PDS 1989: Darci Escobar de Siqueira (PDS)

1990: Paulo Roberto Butzge (PMDB)

1991: Valdir da Silva (PDS)

1992: Jorge Willi Karsburg (PDS)

01/01/1989 - 31/12/1992 Prefeito eleito
19 Moacir Rodolfo Thomé PMDB 1993: Marco Aurélio da Silva (PMDB)

1994: Juarez Cândido da Silva (PDT) 1995: João Francisco Rodrigues da Luz (PMDB)

1996: Carlos Alberto Rizzi (PMDB)

01/01/1993 - 31/12/1996 Prefeito eleito
20 René Hübner PDT 1997: Paulo Roberto Butzge (PMDB)

1998: Moacir Rodolfo Thomé (PMDB)

1999: Fermino Fernando de Oliveira (PPB)

2000: João Francisco Rodrigues da Luz (PMDB)

01/01/1997 - 31/12/2000 Prefeito eleito
21 Elcy Simões de Oliveira PPB 2001: Adão da Silva (PPB)

2002: Juarez Cândido da Silva (PDT) 2003: Ione Teresinha Pfüller Karsburg (PPB)

2004: Valdir da Silva (PPB)

01/01/2001 - 31/12/2004 Prefeito eleito
22 Lauro Mainardi PMDB 2005-2008: Valdir da Silva (PP)

2009-2012: Marco Aurélio da Silva (PTB)

01/01/2005 - 31/12/2012 Prefeito eleito
23 Paulo Roberto Butzge PMDB / MDB 2013: Alberto Borges de Oliveira (PP)

2014: Gilvan Moura (PP) 2015: Jaira Diehl (PSB)

2016: Valdir da Silva (PP) 2017: Luciane Schoenfeld (PDT)

2018: Jorge Willi Karsburg (PP) 2019: Gicele Odete Kniess Raddatz (PTB)

2020: Ginevra da Silveira (PSB)

01/01/2013 - 31/12/2020 Prefeito eleito
24 Nestor Ellwanger, "Rim" PSB / MDB 2021: Alan Wagner (PSB)

2022: Gicele Odete Kniess Raddatz (PTB) 2023: Cristiano Becker (MDB)

2024: Ginevra da Silveira (MDB) 2025: Pedro Moraes (MDB)

01/01/2021 - Atual Prefeito eleito

Geografia

O município de Candelária está localizado na região central do Rio Grande do Sul, a uma latitude 29º40'09" sul e uma longitude 52º47'20" oeste, com uma altitude de 57 metros acima do nível do mar.[5] A cidade está a cerca de 187 km da capital do estado, Porto Alegre, com uma viagem de carro que dura aproximadamente 2 horas e 40 minutos.[16] O principal acesso rodoviário é feito pela BR-287, que leva à BR-386, a qual dá acesso direto à capital. O município é subdividido em três distritos: Candelária (Sede), Pinheiro e Botucaraí.[5]

Relevo, bioma e hidrografia

Candelária encontra-se na bacia do rio Pardo, que é o principal curso d'água da região e contribui para a bacia do rio Jacuí. O município é banhado por diversos arroios e riachos que formam a rede hidrográfica local.[17] A água é utilizada tanto para o consumo urbano quanto para as atividades agrícolas, que são predominantes no município.[18] O relevo do município é uma área de transição, caracterizada por formações distintas. O norte é marcado por um relevo montanhoso, com a presença de coxilhas, enquanto a região sul possui planícies e chapadas. Essa configuração geomorfológica faz parte do Escudo Rio-Grandense.[19] Candelária está inserida em uma zona de transição entre dois biomas brasileiros: a Mata Atlântica e o Pampa.[19] A vegetação local reflete essa diversidade, com a presença de florestas estacionais e formações campestres.[20]

Fauna e Flora

A fauna de Candelária é diversificada e reflete a transição entre os biomas. Na área de mata, é possível encontrar mamíferos como o tatu-galinha e o graxaim-do-campo, além de uma rica avifauna com espécies como o joão-de-barro e a coruja-buraqueira.[21] Na flora, predominam espécies nativas dos biomas. No Pampa, destacam-se as gramíneas e as formações de capões, enquanto na Mata Atlântica predominam árvores de maior porte, como o cedro, a corticeira e a aroeira-vermelha.[22]

Cultura e turismo

Aqueduto de Candelária com o Cerro do Botucaraí ao fundo, ambos principais pontos turísticos e culturais da cidade

A identidade cultural de Candelária é profundamente marcada pela herança de seus colonizadores, majoritariamente imigrantes alemães. Essa influência é visível em diversos aspectos do cotidiano, como na arquitetura de algumas edificações, na gastronomia local, em festas comunitárias e, notadamente, no idioma. Nas áreas rurais do município, não é raro encontrar famílias onde o dialeto alemão Riograndenser Hunsrückisch é a primeira língua, passada de geração em geração, um traço cultural que resiste e se mantém vivo.[23]

Candelária é reconhecida nacionalmente como a "Terra dos Dinossauros" devido à extraordinária riqueza de fósseis do período Triássico encontrados em seu território, com cerca de 230 milhões de anos. Essa identidade paleontológica é celebrada no Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, que possui um acervo importante de fósseis, e em monumentos espalhados pela cidade, como a estátua do Prestosuchus chiniquensis no trevo principal de acesso.[24]

Aqueduto de Candelária

Além do acervo paleontológico, o município preserva construções históricas, com destaque para o Aqueduto de Candelária, uma obra de 1862 construída por um dos pioneiros da colonização, João Kochenborger. A estrutura é um símbolo da engenhosidade dos primeiros imigrantes e um importante ponto turístico.[25]

Turismo e Eventos

Candelária apresenta um roteiro turístico diversificado, que mescla belezas naturais, patrimônio histórico e um calendário de eventos consolidado. Entre seus principais atrativos está o Aqueduto de Candelária, um símbolo da colonização construído em 1862. A estrutura, hoje tombada como patrimônio, foi erguida por um dos pioneiros para mover um moinho e serve como um dos principais cartões-postais da cidade.[25]

Cerro Botucaraí, o maior pico isolado do Rio Grande do Sul.

Outro ponto de grande relevância é o Cerro do Botucaraí, com 570 metros de altitude, conhecido como "Santo Cerro". O local é um importante destino de peregrinação religiosa, especialmente durante a Sexta-feira Santa, quando milhares de fiéis visitam sua Via Sacra para orações.[26] O patrimônio histórico é complementado pela Ponte do Império, uma construção de pedra que integrava a antiga Estrada do Botucaraí, via de comunicação essencial durante o Brasil Império.[27]

Estátua de agricultores alemães homenageia a relação da imigração e da agricultura com o progesso da cidade

Para o lazer, a Praia Carlos Larger, conhecida como Prainha, é o principal balneário da cidade às margens do Rio Pardo. No verão, o local atrai grande público e sedia o Musa do Sol, um dos maiores concursos de beleza de verão do estado.[28] O município conta ainda com belezas naturais como a Cascata da Ferradura, uma queda d'água procurada para banho e contato com a natureza.[29]

O calendário anual de Candelária é marcado por importantes eventos. A Expocande (Exposição Industrial, Comercial, de Serviços e Agronegócios), realizada bienalmente no Parque de Eventos Itamar Vezentini, é a maior feira do município, destacando as potencialidades econômicas locais com uma vasta programação de shows.[30] A herança germânica é celebrada na Festa da Colônia (Koloniefest), com danças, música e gastronomia típicas. Outros eventos relevantes incluem a Chocande, uma feira de chocolate e artesanato na época da Páscoa, e o Natal das Candeias, que promove as celebrações de fim de ano no centro da cidade.[31][32]

Paleontologia

Réplica do Guaibassauro no Museu Aristides Carlos Rodrigues.
Estauricossauro e rincossauro.

Candelária é um dos mais importantes sítios paleontológicos do Brasil para o Período Triássico, sendo reconhecida como a "Terra dos Dinossauros". Sua rica geologia, pertencente à Formação Candelária, preservou um notável acervo de fósseis com aproximadamente 230 milhões de anos, cruciais para o estudo da origem dos dinossauros e mamíferos.[33]

O histórico da pesquisa paleontológica no município iniciou-se na década de 1930, quando o paleontólogo Llewellyn Ivor Price, em uma expedição conjunta de Harvard e do antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), realizou as primeiras coletas científicas na região. Nessa expedição, foi encontrado o holótipo do Candelaria barbouri, um pequeno réptil pararéptil que deu nome à Formação Candelária e projetou o município no cenário científico mundial.[33]

Um novo marco ocorreu na década de 1970, com o padre e paleontólogo amador Daniel Cargnin, que identificou diversos novos afloramentos fossilíferos, como os da localidade de Bom Retiro. Muitos dos fósseis coletados por ele hoje integram acervos de importantes instituições, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Museu Vincente Pallotti.[34] Na mesma década, o professor Mário Costa Barberena, da UFRGS, consolidou a pesquisa na região, descobrindo em 1979, às margens da rodovia RSC-287, o dicinodonte Jachaleria candelariensis, um herbívoro robusto cujo parente mais próximo havia sido encontrado apenas na Argentina.[35]

Na década de 1990, durante trabalhos de campo do projeto Pró-Guaíba, equipes da então Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB) descobriram um dos mais emblemáticos fósseis locais: o dinossauro Guaibasaurus candelariensis, um dos mais antigos do mundo, cujo nome homenageia o município e a Bacia do Rio Guaíba.[36]

Desde 2002, uma parceria entre a UFRGS, sob a coordenação do professor César Schultz, e o Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues intensificou as pesquisas. O museu tornou-se o guardião do patrimônio paleontológico local e um centro de referência, abrigando um importante acervo de fósseis da região. Essa colaboração elevou o número de afloramentos conhecidos e de novas espécies descritas, como o cinodonte traversodontídeo Aleodon cromptoni e o probainognátio Candelariodon barberenai, cujas descobertas reforçam as evidências da deriva continental, ao apresentarem semelhanças com espécies encontradas na África.[37][38] A forte identidade da cidade com seu passado pré-histórico se reflete também na cultura popular, com a criação do mascote "Candino".

Personalidades

Ver também

Referências

  1. «Cidades e Estados». IBGE. 2021. Consultado em 12 de maio de 2023 
  2. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2021» (PDF). IBGE. 2021. Consultado em 12 de maio de 2023 
  3. «Ranking». IBGE. 2010. Consultado em 12 de maio de 2023 
  4. «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 a 2020». IBGE. 2020. Consultado em 12 de maio de 2023 
  5. a b c d e f g «Candelária - História & Fotos». IBGE Cidades. Consultado em 31 de agosto de 2025 
  6. «Paleontologia: a pequena região gaúcha que virou um dos locais mais importantes do mundo para estudar dinossauros». BBC News Brasil. 5 de setembro de 2023. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  7. «A pequena região gaúcha que virou um dos locais mais importantes do mundo para estudar dinossauros». G1. 6 de setembro de 2023. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  8. a b c [1]
  9. a b c d «História de Candelária». Prefeitura Municipal de Candelária. 11 de dezembro de 2018. Consultado em 31 de agosto de 2025 
  10. «Prefeitura Municipal de Candelária». www.candelaria.rs.gov.br. Consultado em 31 de agosto de 2025 
  11. «História do Poder Legislativo de Candelária». Câmara de Vereadores de Candelária. Consultado em 31 de agosto de 2025 
  12. «Página Inicial». Câmara de Vereadores de Candelária. Consultado em 31 de agosto de 2025. Endereço: Rua Dr. Middendorff, 991 - Centro 
  13. «Galeria de Ex-prefeitos». Prefeitura Municipal de Candelária. Consultado em 31 de agosto de 2025 
  14. «Repositório de Dados Eleitorais». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 31 de agosto de 2025 
  15. «Galeria de Ex-Presidentes». Câmara de Vereadores de Candelária. Consultado em 31 de agosto de 2025 
  16. «De Candelária para Porto Alegre». Rome2Rio. Consultado em 30 de agosto de 2025 
  17. «Bacia Hidrográfica do Rio Pardo». Prefeitura Municipal de Rio Pardo. Consultado em 30 de agosto de 2025 
  18. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas :12
  19. a b Hasenack, Heiko; Weber, Elisabete (2010). Os biomas da Região Central do Rio Grande do Sul. Santa Cruz do Sul: EDUNISC. pp. 125–128 
  20. «Bioma Pampa». Ministério do Meio Ambiente (MMA). Consultado em 30 de agosto de 2025 
  21. «Meio Ambiente». Prefeitura Municipal de Candelária. Consultado em 30 de agosto de 2025 
  22. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas :32
  23. «Hunsrückisch no Rio Grande do Sul». IPOL - Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística. Consultado em 3 de setembro de 2025. Candelária é um dos muitos municípios do Rio Grande do Sul onde o Hunsrückisch é falado por uma parcela significativa da população, especialmente nas zonas rurais. 
  24. «Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues». Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul. Consultado em 3 de setembro de 2025. O Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues detém em suas exposições (...) o patrimônio geológico, paleontológico, arqueológico e histórico do Município de Candelária. Podem ser vistos fósseis de mais de trinta animais pré-históricos... 
  25. a b «Aqueduto». Prefeitura Municipal de Candelária. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  26. «Cerro do Botucaraí». Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul. Consultado em 3 de setembro de 2025. É o cerro-testemunho mais alto da região central, com 570 metros de altitude. (...) A montanha é considerada sagrada e atrai peregrinos... 
  27. «Ponte do Império». Prefeitura Municipal de Candelária. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  28. «Musa do Sol 2025 já tem data para acontecer em Candelária». Portal Gaz. 14 de agosto de 2024. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  29. «Belezas naturais de Candelária». Jornal de Candelária. 28 de janeiro de 2022. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  30. «A Expocande 2024 é lançada oficialmente». Prefeitura Municipal de Candelária. 29 de novembro de 2023. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  31. «Chocande vai reunir 26 expositores no centro de Candelária». Portal Gaz. 21 de março de 2024. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  32. «Natal das Candeias é lançado oficialmente». Jornal de Candelária. 18 de outubro de 2023. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  33. a b Barberena, M.C.; et al. (1985). Candelária, um município com tesouros do passado. Candelária, RS: Prefeitura Municipal de Candelária 
  34. «Padre Daniel Cargnin». UFRGS - Laboratório de Paleontologia. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  35. «Jachaleria candelariensis». UFRGS - Laboratório de Paleontologia. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  36. Bonaparte, J. F.; Ferigolo, J.; Ribeiro, A. M. (1999). «A new early Late Triassic saurischian dinosaur from Rio Grande do Sul State, Brazil». Tóquio. Proceedings of the Second Gondwanan Dinosaur Symposium, National Science Museum Monographs. 15: 89-109 
  37. Martinelli, A. G.; et al. (2017). «The African cynodont Aleodon (Cynodontia, Probainognathia) in the Triassic of southern Brazil and its biostratigraphic significance». PLoS ONE. 12 (6) 
  38. Martinelli, A. G.; et al. (2016). «Two new cynodonts (Therapsida) from the Middle–Early Late Triassic of Brazil and comments on South American probainognathians». PLoS ONE. 11 (10) 
  39. «Senador Luis Carlos Heinze». Senado Federal. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  40. «Verbete: JOST, Nestor» (PDF). CPDOC - FGV. Consultado em 3 de setembro de 2025 
  41. «STF nega recurso de Siegfried Ellwanger Castan». Supremo Tribunal Federal. 17 de setembro de 2003. Consultado em 3 de setembro de 2025 

Bibliografia

  • Marli Marlene Hintz (2006). Retalhos de Candelária, RS - da pré-história à colonização européia. 1. Candelária: Gráfica ALS Schmachtenberg 

Ligações externas