Macedónia Antiga
Macedônia
Μακεδονία | |||||||||||||||||||||||||||||||||
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![]() Mapa da Macedônia em 200 a.C.
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| Forma de governo | Monarquia oligárquica | ||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Período histórico | Antiguidade Clássica | ||||||||||||||||||||||||||||||||
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Estados antecessores e sucessores
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A Macedónia (português europeu) ou Macedônia (português brasileiro) Antiga (em grego: Μακεδονία; romaniz.: Makedonía) tem sua história vinculada aos povos que habitavam a região da Grécia e Anatólia na Antiguidade.[2] Segundo estudos arqueológicos, os antepassados dos macedónios situam-se no começo da Idade do Bronze. A partir do ano 700 a.C., o povo denominado macedónio emigrou para o leste, a partir de sua terra natal às margens do rio Haliácmon. Com Amintas I, o reino estendeu-se desde o rio Áxio até à península de Calcídica. Egas foi a capital do reino até quase 400 a.C., quando o rei Arquelau I a transferiu para Pela.
Na Terceira Guerra Sagrada (356-346), o reino da Macedônia, governado então por Filipe II, o Caolho (r. 359–336 a.C.), apoiou a Liga Anfictiónica na guerra contra a Fócida, que era por sua vez aliada da cidade de Atenas e Esparta.[3] Atenas e a Fócida empenharam esforços diplomáticos para realizar a paz com Filipe II. Este, porém, estava decidido em conquistar a Fócida, pois ela lhe permitiria, além de considerável expansão de seu território — que já contava com as conquistas anteriores da Ilíria, da costa leste da Trácia e da Tessália — o ganho de uma posição confortável dentro da Liga Anfictiónica, que já lhe reconhecia a helenidade e também contribuiria para a construção de uma Imagem do rei macedônico como alguém zeloso nos assuntos religiosos gregos, já que conquistou aqueles que eram sacrílegos e causadores da guerra, os focídios.[3]
Assim, além de marchar contra a Fócida definitivamente no ano de 346, Filipe emprega uma estratagema diplomático ao se mostrar demasiado favorável a Atenas, impelindo-os a assinarem um acordo de paz consigo que incluía uma aliança formal, o que impediu os atenienses de virem ao auxílio dos seus antigos aliados, os fócídios, que agora eram formalmente seus inimigos. Esse tratado ficou conhecido como Paz de Filócrates, e parece que tanto os atenienses quando Filipe II sabiam que ele estaria logo fadado ao fracasso, porém, ele cumpriu muito bem o papel de que necessitava o rei macedônico.[3]
A partir dessa posição vantajosa, Filipe II levou a Macedónia a alcançar uma posição hegemônica dentro da Grécia ainda durante o seu reinado. Alexandre III, filho de Filipe e aluno do filósofo Aristóteles, levou os exércitos da Macedónia ao Egito, derrotou o Império Aquemênida e chegou até a Índia.
Construído num curto período de onze anos, o Império Macedónico contribuiu com a difusão da cultura grega no Oriente. Alexandre fundou uma grande quantidade de cidades e promoveu a fusão da cultura grega com a dos povos conquistados, dando origem ao que se conhece por helenismo.
Lista de reis da Macedônia
| Imagem | Rei | Reino (AC) | Comentários |
|---|---|---|---|
| Carano | 808–778 AC | Fundador da dinastia Argéada e primeiro Rei da Macedônia (Possivelmente lendário) | |
| Ceno | 778–750 AC | (Possivelmente lendário) | |
| Tirimas | 750–700 AC | (Possivelmente lendário) | |
| Pérdicas I | 700–678 AC | ||
| Argeu I | 678–640 AC | ||
| Felipe I | 640–602 AC | ||
| Aéropo I | 602–576 AC | ||
| Alcetas I | 576–547 AC | ||
| Amintas I | 547–498 AC | ||
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Alexandre I | 498–454 AC | |
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Pérdicas II | 454–413 AC | |
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Arquelau I | 413–399 AC | |
| Orestes e Aéropo II | 399–396 AC | ||
| Arquelau II | 396–393 AC | ||
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Amintas II | 393 AC | |
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Pausânias | 393 AC | |
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Amintas III | 393 AC | |
| Argeu II | 393–392 AC | Usurpou o trono de Amintas III por cerca de um ano com ajuda dos Ilírios | |
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Amintas III (segundo reinado) | 392–370 AC | Restaurado ao trono depois de um ano |
| Alexandre II | 370–368 AC | ||
| Ptolomeu I | 368–365 AC | ||
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Pérdicas III | 365–359 AC | |
| Amintas IV | 359 AC | ||
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Filipe II | 359–336 AC | Unificador da Grécia sob o domínio da Macedônia |
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Alexandre III, o Grande | 336–323 AC | Alexandre, o Grande. O mais notável Rei da Grécia antiga e um dos mais celebrados estrategistas e governantes de todos os tempos. Alexandre no topo do seu reinado foi simultaneamente Rei da Macedônia, Faraó do Egito, Rei da Pérsia e Rei da Ásia |
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Antípatro | 334–323 AC | Regente da Macedônia durante o reinado de Alexandre III |
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Felipe III Arrideu | 323–317 AC | Meio-irmão de Alexandre, o Grande, rei figurativo titular do Império Macedônio durante as primeiras Guerras dos Diádocos; possuía algum grau de deficiência mental. Foi executado por Olímpia. |
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Alexandre IV | 323–310 AC | Filho de Alexandre, o Grande e Roxana. Serviu apenas como um rei titular e foi assassinado em tenra idade antes de ter a chance de subir ao trono da Macedônia |
Galeria
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Mapa do Reino da Macedônia na época da morte de Filipe II em 336 a.C. (azul claro), com o território original existente em 431 a.C. (contorno vermelho) e os estados dependentes (amarelo). -
Mapa do império de Alexandre, o Grande, em 323 a.C.
Ver também
- Alexandre, o Grande
- Dinastia Ptolemaica
- Helenismo
- Lista de reis da Macedónia
- Macedónia (Grécia)
- Exército Real Macedônio
- Lista de civilizações e povos antigos
Referências
- ↑ a b Sprawski 2010, pp. 135–138; Olbrycht 2010, pp. 342–345.
- ↑ TEMPLAR, Marcus (2003). «Fallacies and facts on the Macedonian issue» (PDF) (em inglês). Consultado em 13 de abril de 2008. Arquivado do original (PDF) em 21 de dezembro de 2008
- ↑ a b c Cação, Elisabete (2016). «Relações diplomáticas na construção da "Paz de Filócrates"». Imprensa da Universidade de Coimbra: 79–84. ISBN 978-989-26-1280-5. doi:10.14195/978-989-26-1280-5_5. Consultado em 11 de dezembro de 2025




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