Frank Gehry

Frank Gehry
Gehry em 2010
Nome completoFrank Owen Gehry
Nascimento
Morte
5 de dezembro de 2025 (96 anos)

Nacionalidadecanadense
norte-americano
Alma materUniversidade do Sul da Califórnia
Ocupaçãoarquiteto
Movimentopós-modernismo
desconstrutivismo
Obras notáveis
PrêmiosPrêmio Pritzker de 1989
(Walt Disney Concert Hall)

Frank Owen Gehry (nascido Ephraim Owen Goldberg; Toronto, 28 de fevereiro de 1929Santa Monica, 5 de dezembro de 2025) foi um arquiteto canadense naturalizado norte-americano. Reconhecido como um dos principais nomes da arquitetura contemporânea, recebeu o Prêmio Pritzker em 1989. Entre seus projetos mais notáveis está o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles.

Nascido em uma família judaica em Toronto, mudou-se para Los Angeles aos 17 anos, onde se formou em arquitetura pela Universidade do Sul da Califórnia. Posteriormente estudou planejamento urbano na Universidade Harvard e estabeleceu sua carreira em Los Angeles.

Em 2007, projetou para o Walt Disney Concert Hall um palco desmontável inspirado em uma taberna lisboeta, criado especialmente para a apresentação da cantora portuguesa Mariza. Foi a primeira colaboração de Gehry com uma artista musical.[1]

Estilo

Continuamente trabalhando entre circunstâncias determinadas e materializações imprevistas, Gehry foi avaliado pelo jornal australiano The Sydney Morning Herald como alguém que "nos faz produzir edifícios que são divertidos, esculturalmente emocionantes, boas experiências" apesar de sua abordagem poder tornar-se "menos relevante devido à pressão crescente de realizar mais com menos".[2]

Controvérsia

O historiador de arte Hal Foster compreende a arquitetura de Gehry como, primordialmente, a serviço de branding corporativo.[3] A crítica a seu trabalho inclui reclamações sobre falhas de projeto como a criação de formas disfuncionais nos edifícios o que leva ao desperdício de recursos estruturais, a inadequação dos volumes a seus arredores e como não melhoram o contexto público de suas locações, além de aparentemente serem desenhados sem considerar o clima local.[4][5][6]

A revista estadunidense Jacobin apontou que a obra de Gehry pode ser resumida como arquitetura para a classe alta, no sentido de que é cara, embaraçada, e não serve aos interesses da grande maioria. De fato, Gehry repudiava a arquitetura comum, que indivíduos ordinários tendem a utilizar como abrigo, ao declarar que "no mundo em que vivemos 98% do que é construído e projetado hoje é pura merda".[7]

Morte

Frank Gehry morreu no dia 5 de dezembro de 2025, aos 96 anos, em Santa Mônica, Califórnia, em decorrência de uma condição respiratória.[8]

Galeria

Ver também

  • Arquitetura contemporânea
  • Estrutura de concha fina

Referências

  1. Milliken, Mary (16 de julho de 2007). «Arquiteto Frank Gehry faz cenário para a fadista Mariza». O Globo 
  2. Power, Julie (6 de fevereiro de 2015). «Frank Gehry: the Mad Hatter who transformed Sydney's skyline» (em inglês). The Sydney Morning Herald. Consultado em 17 de setembro de 2019 
  3. Foster, Hal (23 de agosto de 2001). «Why all the hoopla?» 16 ed. London Review of Books (em inglês). 23. Consultado em 17 de setembro de 2019 
  4. Favermann, Mark (7 de novembro de 2007). «MIT Sues Architect Frank Gehry Over Flaws at Stata Center» (em inglês). Berkshire Fine Arts. Consultado em 17 de setembro de 2019 
  5. Speck, Jeff (2012). Walkable City: How Downtown Can Save America, One Step at a Time (em inglês). Nova Iorque: North Point Press. pp. 243–45. ISBN 978-0-86547-772-8 
  6. Vincent, Roger (17 de março de 2017). «There's another Frank Gehry building going up in town. It's under the radar in El Segundo» (em inglês). Los Angeles Times. Consultado em 17 de setembro de 2019 
  7. Cocotas, Alex (6 de junho de 2016). «Design for the one percent» (em inglês). Jacobin. Consultado em 17 de setembro de 2019 
  8. «Frank Gehry, ícone da arquitetura mundial, morre aos 96 anos». g1. 5 de dezembro de 2025 

Ligações externas

Precedido por
Gordon Bunshaft e Oscar Niemeyer
Prêmio Pritzker
1989
Sucedido por
Aldo Rossi