Edward Teller em 1958, diretor do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore
Nascimento
15 de janeiro de 1908 Budapeste
Morte
9 de setembro de 2003 (95 anos) Stanford (Califórnia)
Cidadania
Hungria, Estados Unidos
Progenitores
Max Teller
Cônjuge
Augusta H. Teller
Alma mater
Universidade de Karlsruhe, Universidade de Leipzig
Ocupação
físico nuclear, escritor de não ficção, professor universitário, físico teórico, inventor, físico
Distinções
Prêmio Albert Einstein (1958), Prêmio Remsen (1959), Prêmio Enrico Fermi (1962), Prêmio Harvey (1975), Medalha Nacional de Ciências (1982), Medalha Presidencial da Liberdade (2003)
Empregador(a)
Universidade da Califórnia em Berkeley, Universidade de Chicago, Universidade de Göttingen
Universidade de Göttingen, Instituto Niels Bohr, University College London, Universidade George Washington, Projeto Manhattan, Universidade de Chicago, Universidade da Califórnia em Berkeley, Laboratório Nacional de Lawrence Livermore
Edward Teller (Budapeste, 15 de janeiro de 1908 — Stanford, 9 de setembro de 2003) foi um físico teórico americano de origem húngara que, embora tenha alegado que não se importava com o título, é popularmente conhecido como "o pai da bomba de hidrogênio". Fez inúmeras contribuições para a física nuclear e molecular, espectroscopia (em particular, os efeitos Jahn-Teller e Renner-Teller) e a física de superfície. Sua extensão da teoria de decaimento beta de Enrico Fermi, sob a forma das chamadas transições Gamow-Teller, forneceram um passo importante na sua aplicação, enquanto o efeito Jahn-Teller e a teoria Brunauer-Emmett-Teller (BET) têm mantido sua formulação original e ainda são pilares da física e da química. Também fez contribuições à teoria de Thomas-Fermi, o precursor da teoria do funcional da densidade, uma ferramenta padrão moderna no tratamento da mecânica quântica de moléculas complexas. Em 1953, juntamente com Nicholas Metropolis e Marshall Rosenbluth, foi co-autor de um artigo que é um ponto de partida padrão para as aplicações do Método de Monte Carlo na mecânica estatística.
Teller imigrou para os Estados Unidos na década de 1930, e foi um dos primeiros membros do Projeto Manhattan encarregados de desenvolver as primeiras bombas atômicas. Durante este tempo fez um esforço sério para desenvolver as primeiras armas baseadas em fusão, mas estes foram adiados até depois da Segunda Guerra Mundial. Após seu depoimento controverso na audiência de habilitação de segurança do seu ex-colega de Los AlamosRobert Oppenheimer, Teller foi condenado ao ostracismo por grande parte da comunidade científica. Ele continuou a receber apoio do governo dos Estados Unidos e estabelecimento de pesquisa militar, particularmente por sua defesa para o desenvolvimento de energia nuclear, um arsenal nuclear forte, e um vigoroso programa de testes nucleares. Foi co-fundador do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore (LLNL), e foi ao mesmo tempo o seu diretor titular e diretor associado por muitos anos.
Em seus últimos anos, tornou-se especialmente conhecido por sua defesa de soluções tecnológicas controversas para ambos os problemas militar e civil, incluindo um plano para escavar um porto artificial no Alasca utilizando explosivos termonucleares no que foi chamado Projeto Chariot. Ele era um defensor vigoroso da Iniciativa Estratégica de Defesa de Reagan. Ao longo de sua vida, era conhecido tanto por sua capacidade científica e suas relações interpessoais difíceis e personalidade volátil, e é considerado uma das inspirações para o personagem Dr. Strangelove no filme de mesmo nome de 1964.
Juventude e educação
Teller nasceu em Budapeste, Hungria (então Áustria–Hungria), em uma família judia, em 1908. Seus pais eram Ilona (nascida Deutsch), uma pianista, e Max Teller, um advogado.[1] Apesar de ter sido criado em uma família judaica, mais tarde tornou-se um agnóstico.[2] Ele desenvolveu a capacidade de falar mais tarde do que a maioria das crianças, mas tornou-se muito interessado em números, e gostava de calcular grandes números mentalmente para se divertir.
Deixou a Hungria em 1926 (em parte devido à regra discriminatória em número fixo sob o regime de Miklós Horthy). O clima político e revoluções na Hungria durante a sua juventude incutiram-lhe uma animosidade persistente tanto para o comunismo como para o fascismo.[3] Quando era um jovem estudante, seu pé direito foi cortado em um acidente de bonde em Munique, que o obrigou a usar um pé protético, o deixando marcado ao longo da vida. Werner Heisenberg disse que era a resistência de seu espírito, ao invés do estoicismo, que lhe permitiu lidar tão bem com o acidente.[4] Formou-se em engenharia química na Universidade de Karlsruhe e recebeu seu Ph.D. em física sob a orientação de Werner Heisenberg na Universidade de Leipzig.[1] Sua tese de doutorado lidava com um dos primeiros tratamentos precisos da mecânica quântica do íon molecular de hidrogênio. Em 1930, fez amizade com os físicos russos George Gamow e Lev Landau. Sua amizade ao longo da vida com um físico tcheco, George Placzek, foi muito importante para o seu desenvolvimento científico e filosófico. Foi Placzek que arranjou uma estadia de verão em Roma, com Enrico Fermi para o jovem Teller, orientando, assim, sua carreira científica em física nuclear.[5]
Teller em sua juventude.
Teller passou dois anos na Universidade de Göttingen, e a deixou em 1933 com a ajuda do Comitê Internacional de Resgate. Ele foi brevemente para a Inglaterra, e mudou-se por um ano para Copenhague, onde trabalhou como assistente de Niels Bohr. Em fevereiro de 1934, ele se casou com Augusta Maria "Mici" (pronuncia-se "Mitzi") Harkanyi, a irmã de um amigo de longa data.[6]
Em 1935, graças ao incentivo de George Gamow, Teller foi convidado para os Estados Unidos para se tornar um professor de física na Universidade George Washington (GWU), onde trabalhou com ele até 1941. Antes da descoberta da fissão em 1939, Teller foi contratado como um físico teórico, trabalhando nos campos da física quântica, molecular e nuclear. Em 1941, depois de se tornar um cidadão naturalizado dos Estados Unidos, o seu interesse virou-se para o uso da energia nuclear, tanto de fusão como de fissão.[7][6]
Na GWU, Teller previu o efeito Jahn-Teller (1937), que distorce moléculas em determinadas situações; isto afeta as reações químicas de metais, e em particular a coloração de certos corantes metálicos. Ele e Hermann Arthur Jahn analisaram-no como um pedaço de física puramente matemática. Em colaboração com Brunauer e Emmet, Teller também deu uma contribuição importante para a física e química de superfície, a chamada isotérmica Brunauer-Emmett-Teller (BET).[8]
Quando a Segunda Guerra Mundial começou, queria contribuir para o esforço do conflito militar. A conselho do bem conhecido especialista em aerodinâmica da Caltech e companheiro emigrante húngaro Theodore von Kármán, Teller colaborou com seu amigo Hans Bethe no desenvolvimento de uma teoria da propagação de ondas de choque. Nos últimos anos, sua explicação do comportamento do gás por trás dessa onda foi valiosa para os cientistas que estudavam misseis de reentrada.[9]
Esteve entre os primeiros cientistas a serem recrutados para o chamado Projecto Manhattan, no Laboratório Nacional de Los Alamos, onde trabalhou até regressar à Universidade de Chicago em 1946. Voltou a Los Alamos em 1950 mas não foi escolhido para dirigir o programa de teste da bomba de hidrogénio, ou bomba H, estabelecido pelo presidente Harry Truman. Assim, abandonou o projecto em 1952 para se tornar co-fundador e director de um novo e rival laboratório de pesquisa de armas nucleares designado Laboratório Nacional Lawrence Livermore, em Livermore, Califórnia.
Sendo um anticomunista feroz, Teller testemunhou contra J. Robert Oppenheimer em 1954, seu antigo colega em Los Alamos, durante a chamada "caça às bruxas" movida pelo senador Joseph MacCarthy. Este posicionamento levou-o a ser ostracizado pela maioria da comunidade científica mas, no entanto, Teller continuou a contar com apoio dos aparelhos políticos e militares dos Estados Unidos. Lutou incessantemente para manter os Estados Unidos na liderança da corrida armamentista durante a Guerra Fria, apelando ao desenvolvimento de avançado armamento termonuclear e á manutenção de testes nucleares. Na década de 80 do Século XX, Teller tornou-se o grande impulsionador do Programa de Defesa Estratégica, mais conhecido por "Guerra das Estrelas", defendido pelo Presidente Ronald Reagan. Este programa previa o desenvolvimento do uso de raios laser abastecidos por bombas de fissão com o objectivo de destruir mísseis nucleares soviéticos. Foi também sua ideia o projecto de criação de um porto artificial no Alasca, usando explosivos termonucleares.
Ao longo da sua vida, Teller era conhecido pelo seu brilhantismo científico mas possuindo enormes dificuldades nas relações interpessoais. A sua intensa apologia do uso de armas nucleares levou-o a ser considerado como um dos cientistas que se encaixam plenamente no estereótipo do cientista louco, sendo que o seu sotaque e as sobrancelhas cerradas que possuía aumentavam o efeito. É também da opinião popular que o personagem Dr. Strangelove, no filme satírico que Stanley Kubrick realizou em 1964 intitulado Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, teria sido inspirado em Teller. Em 1991 foi premiado com o primeiro Prémio IgNobel da Paz em reconhecimento pelos seus "esforços de uma vida inteira para alterar o significado da paz tal como a conhecemos".
Entre outras honrarias, recebeu o Prémio Albert Einstein, o Prémio Enrico Fermi e a Medalha Nacional de Ciência. Foi membro da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, e da American Nuclear Society (Sociedade Nuclear Americana). Foi também nomeado como parte do grupo dos Cientistas dos Estados Unidos a serem escolhidos para Pessoa do Ano da revista americana Time. Menos de dois meses antes do seu falecimento foi agraciado com a Medalha Presidencial da Liberdade, pelo Presidente George W. Bush.
Apesar de ter saído da Hungria há várias décadas, Teller nunca esqueceu a sua herança cultural nem a sua língua. Após a queda do comunismo, ele visitou várias vezes o seu país natal e acompanhou com atenção as mudanças políticas em andamento.
Referências
↑ abMagill, Frank N. (2013). The 20th Century O-Z: Dictionary of World Biography. Abingdon, Oxford: Routledge. p. 3631. ISBN 1136593624
↑Teller, Edward (2002). Memoirs: A Twentieth Century Journey In Science And Politics (em inglês). [S.l.]: Basic Books. p. 32. ISBN 978-0-7382-0778-0
↑ abLibby, Stephen B. (2010). Edward Teller Centennial Symposium: Modern Physics and the Scientific Legacy of Edward Teller (em inglês). Hackensack, NJ: World Scientific. p. 83. ISBN 9812838007
↑Orr, Tamra (2004). The Atom Bomb: Creating and Exploding the First Nuclear Weapon. Nova Iorque: The Rosen Publishing Group. p. 32. ISBN 1404202927
↑Journal of the American Chemical Society,
60 (2), pp. 309–319 (1938).
↑Para a carreira acadêmica de Teller até o fim de 1941, veja Goodchild 2005, capítulos 3 a 5, ou Blumberg e Panos 1990, capítulos 3 a 5; também ANBGeorge Gamow. (O ANB não foi atualizado desde sua morte.) Para o seu próprio relato, veja Teller, Memoirs, capítulos 6 to 14.
1986: Herbert Simon·1987: Anne Anastasi e George Joseph Stigler·1988: Milton Friedman
Década de 1990
1990: Leonid Hurwicz e Patrick Suppes·1991: George A. Miller·1992: Eleanor J. Gibson·1994: Robert Merton·1995: Roger Shepard·1996: Paul Samuelson·1997: William Estes·1998: William Julius Wilson·1999: Robert Solow
Década de 2000
2000: Gary Becker·2003: R. Duncan Luce·2004: Kenneth Arrow·2005: Gordon Bower·2008: Michael Posner·2009: Mortimer Mishkin
Década de 2010
2011: Anne Treisman·2012: Robert Axelrod·2014: Albert Bandura
Ciências Biológicas
Década de 1960
1963: Cornelis Bernardus van Niel·1964: Theodosius Dobzhansky e Marshall Nirenberg·1965: Francis Rous, George Gaylord Simpson e Donald Van Slyke·1966: Edward Fred Knipling, Fritz Albert Lipmann, William Cumming Rose e Sewall Wright·1967: Kenneth Cole, Harry Harlow, Michael Heidelberger e Alfred Sturtevant·1968: Horace Barker, Bernard Brodie, Detlev Bronk, Jay Laurence Lush e B. F. Skinner·1969: Robert Hübner, Ernst Mayr
Década de 1970
1970: Barbara McClintock e Albert Sabin·1973: Daniel Arnon e Earl Sutherland·1974: Britton Chance, Erwin Chargaff, James Neel e James Hannon·1975: Hallowell Davis, Paul Gyorgy, Sterling Hendricks e Orville Vogel·1976: Roger Guillemin, Keith Roberts Porter, Efraim Racker e Edward Osborne Wilson·1979: Robert H. Burris, Elizabeth C. Crosby, Arthur Kornberg, Severo Ochoa, Earl Stadtman, George Ledyard Stebbins e Paul Weiss
Década de 1980
1981: Philip Handler·1982:Seymour Benzer, Glenn Burton e Mildred Cohn·1983: Howard Bachrach, Paul Berg, Wendell Lee Roelofs e Berta Scharrer·1986: Stanley Cohen, Donald Henderson, Vernon Mountcastle, George Palade e Joan A. Steitz·1987: Michael DeBakey, Theodor Otto Diener, Harry Eagle, Har Khorana e Rita Levi-Montalcini·1988: Michael Stuart Brown, Stanley Norman Cohen, Joseph Goldstein, Maurice Hilleman, Eric Kandel e Rosalyn Yalow·1989: Katherine Esau, Viktor Hamburger, Philip Leder, Joshua Lederberg, Roger Sperry e Harland Goff Wood
Década de 1990
1990: Baruj Benacerraf, Herbert Boyer, Daniel Koshland, Edward Lewis, David Nathan e Edward Donnall Thomas·1991: Mary Ellen Avery, George Evelyn Hutchinson, Elvin Kabat, Robert Kates, Salvador Luria, Paul Marks, Folke Skoog e Paul Zamecnik·1992: Maxine Singer e Howard Martin Temin·1993: Daniel Nathans e Salome G. Waelsch·1994: Thomas Eisner e Elizabeth Neufeld·1995:Alexander Rich·1996: Ruth Patrick·1997:James Watson e Robert Allan Weinberg·1998: Bruce Ames e Janet Rowley·1999: David Baltimore, Jared Diamond e Lynn Margulis
Década de 2000
2000: Nancy Coover Andreasen, Peter H. Raven e Carl Woese·2001: Francisco José Ayala, George Bass, Mario Capecchi, Ann Graybiel, Gene Likens, Victor A. McKusick e Harold Varmus·2002: James E. Darnell e Evelyn M. Witkin·2003: John Michael Bishop, Solomon Halbert Snyder e Charles Yanofsky·2004: Norman Borlaug, Phillip Allen Sharp e Thomas Starzl·2005: Anthony Fauci e Torsten Wiesel·2006: Rita Colwell, Nina Fedoroff e Lubert Stryer·2007: Robert Lefkowitz e Bert William O’Malley·2008: Francis Collins, Elaine Fuchs, Craig Venter·2009: Susan Lindquist, Stanley Prusiner
Década de 2010
2010: Ralph Lawrence Brinster, Rudolf Jaenisch·2011: Lucy Shapiro, Leroy Hood, Sallie Chisholm·2012: May Berenbaum, Bruce Alberts·2013: Rakesh Jain·2014: Stanley Falkow, Mary-Claire King, Simon Levin
Química
Década de 1960
1964: Roger Adams
Década de 1980
1982: Frank Albert Cotton e Gilbert Stork·1983: Roald Hoffmann, George Claude Pimentel e Richard Zare·1986: Harry Barkus Gray, Yuan Lee, Carl Shipp Marvel e Frank Westheimer·1987: William Summer Johnson, Walter Hugo Stockmayer e Max Tishler·1988: William Oliver Baker, Konrad Bloch e Elias James Corey·1989: Richard Barry Bernstein, Melvin Calvin, Rudolph Arthur Marcus e Harden McConnell
Década de 1990
1990: Elkan Blout, Karl August Folkers e John Dombrowski Roberts·1991: Ronald Breslow, Gertrude Elion, Dudley Robert Herschbach e Glenn Theodore Seaborg·1992: Howard Ensign Simmons·1993: Donald James Cram e Norman Hackerman·1994: George Simms Hammond·1995: Thomas Cech e Isabella Karle·1996: Norman Davidson·1997: Darleane Hoffman e Harold S. Johnston·1998: John Werner Cahn e George Whitesides·1999: Stuart Alan Rice, John Ross e Susan Solomon
Década de 2000
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Década de 2010
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1982: Edward Heinemann e Donald Katz·1983: Bill Hewlett, George Low e John George Trump·1986:Hans Wolfgang Liepmann, Tung-Yen Lin e Bernard Oliver·1987: Robert Byron Bird, Harry Bolton Seed e Ernst Weber·1988: Daniel Drucker, Willis Hawkins e George W. Housner·1989: Harry George Drickamer e Herbert Earl Grier
Década de 1990
1990:Mildred Dresselhaus e Nick Holonyak·1991: George Heilmeier, Luna Leopold e Guyford Stever·1992: Calvin Quate e John Roy Whinnery·1993: Alfred Yi Cho·1994: Ray Clough·1995: Hermann Anton Haus·1996: James Flanagan e Chandra Kumar Patel·1998: Eli Ruckenstein·1999: Kenneth N. Stevens
Década de 2000
2000: Yuan-Cheng Fung·2001:Andreas Acrivos·2002: Leo Beranek·2003: John Prausnitz·2004: Edwin Lightfoot·2005:Jan Achenbach e Tobin Marks·2006: Robert Langer·2007:David Wineland·2008: Rudolf Kalman·2009: Amnon Yariv
Década de 2010
2010: Shu Chien·2011: John Bannister Goodenough·2014: Thomas Kailath
Ciências Matemáticas, Estatísticas e Computacionais
Década de 1960
1963: Norbert Wiener·1964: Solomon Lefschetz e Marston Morse·1965: Oscar Zariski·1966: John Milnor·1967: Paul Cohen·1968: Jerzy Neyman·1969: William Feller
Década de 1970
1970: Richard Brauer·1973: John Tukey·1974: Kurt Gödel·1975: John Backus, Shiing-Shen Chern e George Dantzig·1976: Kurt Otto Friedrichs e Hassler Whitney·1979: Joseph Leo Doob e Donald Knuth
Década de 1980
1982: Marshall Harvey Stone·1983: Herman Goldstine e Isadore Singer·1986:Peter Lax e Antoni Zygmund·1987: Raoul Bott e Michael Freedman·1988: Ralph Gomory e Joseph Keller·1989: Samuel Karlin, Saunders Mac Lane e Donald Spencer
Década de 1990
1990:George Carrier, Stephen Kleene e John McCarthy·1991: Alberto Calderón·1992: Allen Newell·1993:Martin Kruskal·1994: John Cocke·1995: Louis Nirenberg·1996: Richard Karp e Stephen Smale·1997:Shing-Tung Yau·1998: Cathleen Synge Morawetz·1999: Felix Browder e Ronald Coifman
Década de 2000
2000: John Griggs Thompson e Karen Uhlenbeck·2001: Calyampudi Radhakrishna Rao e Elias Stein·2002:James Glimm·2003: Carl de Boor·2004: Dennis Sullivan·2005: Bradley Efron·2006: Hyman Bass·2007: Leonard Kleinrock e Andrew Viterbi·2009: David Mumford
Década de 2010
2010: Richard Alfred Tapia e S. R. Srinivasa Varadhan·2011: Solomon Wolf Golomb e Barry Mazur·2014:Alexandre Chorin, David Blackwell (póstuma)·2015: Michael Artin
1927: Charles Lindbergh
1928: Walter Chrysler
1929: Owen Young
1930: Mahatma Gandhi
1931: Pierre Laval
1932: Franklin D. Roosevelt
1933: Hugh Samuel Johnson
1934: Franklin D. Roosevelt
1935: Haile Selassie
1936: Wallis Simpson
1937: Chiang Kai-shek / Soong May-ling
1938: Adolf Hitler
1939: Josef Stalin
1940: Winston Churchill
1941: Franklin D. Roosevelt
1942: Josef Stalin
1943: George Marshall
1944: Dwight D. Eisenhower
1945: Harry S. Truman
1946: James F. Byrnes
1947: George Marshall
1948: Harry S. Truman
1949: Winston Churchill
1950: Forças Armadas dos Estados Unidos
1951–75
1951: Mohammed Mossadegh
1952: Isabel II do Reino Unido
1953: Konrad Adenauer
1954: John Foster Dulles
1955: Harlow Curtice
1956: Guerreiros Húngaros pela Liberdade
1957: Nikita Khrushchov
1958: Charles de Gaulle
1959: Dwight D. Eisenhower
1960: Cientistas Americanos: George Beadle / Charles Draper / John Enders / Donald A. Glaser / Joshua Lederberg / Willard Libby / Linus Pauling / Edward Purcell / Isidor Rabi / Emilio Segrè / William Bradford Shockley / Edward Teller / Charles Townes / James Van Allen / Robert Woodward
1961: John F. Kennedy
1962: Papa João XXIII
1963: Martin Luther King Jr.
1964: Lyndon B. Johnson
1965: William Westmoreland
1966: A Geração Abaixo dos Vinte e Cinco
1967: Lyndon B. Johnson
1968: Os Astronautas da Apollo 8: William Anders / Frank Borman / Jim Lovell
1969: A Classe Média Americana
1970: Willy Brandt
1971: Richard Nixon
1972: Henry Kissinger / Richard Nixon
1973: John Sirica
1974: Faisal da Arábia Saudita
1975: Mulheres Americanas: Susan Brownmiller / Kathleen Byerly / Alison Cheek / Jill Conway / Betty Ford / Ella Grasso / Carla Hills / Barbara Jordan / Billie Jean King / Carol Sutton / Susie Sharp / Addie Wyatt
1976–2000
1976: Jimmy Carter
1977: Anwar Al Sadat
1978: Deng Xiaoping
1979: Aiatolá Khomeini
1980: Ronald Reagan
1981: Lech Wałęsa
1982: O Computador
1983: Ronald Reagan / Iúri Andropov
1984: Peter Ueberroth
1985: Deng Xiaoping
1986: Corazón Aquino
1987: Mikhail Gorbatchov
1989: Mikhail Gorbatchov
1990: George H. W. Bush
1991: Ted Turner
1992: Bill Clinton
1993: Os Pacificadores: Yasser Arafat / Frederik Willem de Klerk / Nelson Mandela / Yitzhak Rabin
1994: Papa João Paulo II
1995: Newt Gingrich
1996: David Ho
1997: Andrew Grove
1998: Bill Clinton / Ken Starr
1999: Jeff Bezos
2000: George W. Bush
2001–presente
2001: Rudy Giuliani
2002: As Delatoras: Cynthia Cooper / Coleen Rowley / Sherron Watkins
2003: O Soldado Americano
2004: George W. Bush
2005: Os Bons Samaritanos: Bono / Bill Gates / Melinda Gates
2006: Você
2007: Vladimir Putin
2008: Barack Obama
2009: Ben Bernanke
2010: Mark Zuckerberg
2011: O Manifestante
2012: Barack Obama
2013: Papa Francisco
2014: Combatentes do vírus ebola: Jerry Brown / Kent Brantly / Ella Watson-Stryker / Foday Gollah / Salome Karmah
2015: Angela Merkel
2016: Donald Trump
2017: Aqueles que Quebraram o Silêncio
2018: Os Guardiões e a Guerra da Verdade: Jamal Khashoggi / Maria Ressa / Wa Lone e Kyaw Soe Oo / Funcionários do The Capital
2019: Greta Thunberg
2020: Joe Biden / Kamala Harris
2021: Elon Musk
2022: Volodymyr Zelensky / Espírito da Ucrânia
2023: Taylor Swift
2024: Donald Trump
2025: Os Arquitetos da IA: Sam Altman / Dario Amodei / Demis Hassabis / Jensen Huang / Fei-Fei Li / Elon Musk / Lisa Su / Mark Zuckerberg