Mapa (matemática)

Uma aplicação (ou mapa) é uma função, como na associação de qualquer uma das quatro formas coloridas em X à sua respectiva cor em Y

Na matemática, um mapa, mapeamento ou aplicação é uma função em seu sentido geral.[1] Esses termos podem ter se originado do processo de fazer um mapa geográfico: mapear a superfície da Terra para uma folha de papel.[2]

O termo aplicação ou mapa pode ser usado para distinguir alguns tipos especiais de funções, como os homomorfismos. Por exemplo, uma transformação linear (ou aplicação linear) é um homomorfismo de espaços vetoriais, enquanto o termo função linear pode ter esse significado ou pode significar um polinômio linear.[3][4] Na teoria das categorias, um mapa pode referir-se a um morfismo.[2] O termo transformação pode ser usado de forma intercambiável,[2] mas transformação geralmente se refere a uma função de um conjunto para si mesmo. Existem também alguns usos menos comuns na lógica e na teoria dos grafos.

Mapas como funções

Em muitos ramos da matemática, o termo mapa ou aplicação é usado para significar uma função,[5][6][7] às vezes com uma propriedade específica de particular importância para aquele ramo. Por exemplo, uma "aplicação" é uma "função contínua" na topologia, uma "transformação linear" na álgebra linear, etc.

Alguns autores, como Serge Lang,[8] usam "função" apenas para se referir a aplicações nas quais o contradomínio é um conjunto de números (ou seja, um subconjunto dos reais R ou dos complexos C), e reservam o termo aplicação ou mapeamento para funções mais gerais.

Aplicações de certos tipos receberam nomes específicos. Estes incluem homomorfismos na álgebra, isometrias na geometria, operadores na análise e representações na teoria dos grupos.[2]

Na teoria dos sistemas dinâmicos, um mapa denota uma função de evolução usada para criar sistemas dinâmicos discretos.

Um mapa parcial é uma função parcial. Terminologias relacionadas, como domínio, contradomínio, injetiva e contínua, podem ser aplicadas igualmente a mapas e funções, com o mesmo significado. Todos esses usos podem ser aplicados a "mapas" como funções gerais ou como funções com propriedades especiais.

Como morfismos

Na teoria das categorias, "mapa" é frequentemente usado como sinônimo de "morfismo" ou "seta", que é uma função que respeita a estrutura e, portanto, pode implicar mais estrutura do que uma simples "função".[9] Por exemplo, um morfismo em uma categoria concreta (isto é, um morfismo que pode ser visto como uma função) carrega consigo a informação de seu domínio (a origem do morfismo) e de seu contradomínio (o destino ). Na definição amplamente utilizada de uma função , é um subconjunto de consistindo de todos os pares para . Neste sentido, a função não captura o conjunto que é usado como o contradomínio; apenas a imagem é determinada pela função.

Ver também

  • Aplicação de função
  • Notação de seta – ex., , também conhecido como mapa
  • Bijeção, injeção e sobrejeção
  • Homeomorfismo
  • Lista de mapas caóticos
  • Seta de mapeamento (↦) – comumente pronunciada como "mapeia em" ou "leva a"
  • Grupo de classes de mapeamento
  • Grupo de permutações
  • Aplicação regular (geometria algébrica)

Referências

  1. As palavras mapa, mapeamento, aplicação, correspondência e operador são frequentemente usadas como sinônimos. Halmos 1970, p. 30. Alguns autores usam o termo função com um significado mais restrito, nomeadamente como uma aplicação que se restringe apenas a números.
  2. 1 2 3 4 «Mapping (mathematics)». Encyclopædia Britannica (em inglês). Consultado em 6 de dezembro de 2019
  3. Apostol, T. M. (1981). Mathematical Analysis. [S.l.]: Addison-Wesley. p. 35. ISBN 0-201-00288-4 Parâmetro desconhecido |linkautor= ignorado (ajuda)
  4. Stacho, Juraj (31 de outubro de 2007). «Function, one-to-one, onto» (PDF). cs.toronto.edu. Consultado em 6 de dezembro de 2019
  5. «Functions or Mapping». Math Only Math. Consultado em 6 de dezembro de 2019
  6. Weisstein, Eric W. «Map». mathworld.wolfram.com (em inglês). Consultado em 6 de dezembro de 2019
  7. «Mapping, Mathematical». Encyclopedia.com. Consultado em 6 de dezembro de 2019
  8. Lang, Serge (1971). Linear Algebra 2ª ed. [S.l.]: Addison-Wesley. p. 83. ISBN 0-201-04211-8
  9. Simmons, H. (2011). An Introduction to Category Theory. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 2. ISBN 978-1-139-50332-7

Obras citadas

  • Halmos, Paul R. (1970). Naive Set Theory. [S.l.]: Springer-Verlag. ISBN 978-0-387-90092-6  Parâmetro desconhecido |linkautor= ignorado (ajuda)

Ligações externas