Joaquim José Rodrigues Torres
O Visconde de Itaboraí | |
|---|---|
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| 6º e 19º Presidente do Conselho de Ministros do Brasil | |
| Período | 16 de julho de 1868 a 29 de setembro de 1870 |
| Monarca | Pedro II |
| Antecessor(a) | Zacarias de Góis |
| Sucessor(a) | O Visconde de São Vicente |
| Período | 11 de maio de 1852 a 6 de setembro de 1853 |
| Monarca | Pedro II |
| Antecessor(a) | O Visconde de Monte Alegre |
| Sucessor(a) | O Marquês do Paraná |
| Ministro da Fazenda do Brasil | |
| Período | 16 de julho de 1868 a 29 de setembro de 1870 |
| Antecessor(a) | Zacarias de Góis |
| Sucessor(a) | O Visconde de Inhomirim |
| Período | 13 de janeiro de 1851 a 12 de fevereiro de 1853 |
| Antecessor(a) | Paulino José Soares de Sousa |
| Sucessor(a) | Manuel Felizardo de Sousa e Melo |
| Presidente da Província do Rio de Janeiro | |
| Período | 30 de abril de 1834 a 22 de agosto de 1836 |
| Antecessor(a) | Antônio Pinto Chichorro da Gama |
| Sucessor(a) | Paulino José Soares de Sousa |
| 3.° Presidente do Banco do Brasil | |
| Período | 9 de setembro de 1855 a 8 de julho de 1857 |
| Antecessor(a) | João Pereira Darrigue de Faro |
| Sucessor(a) | Dias de Carvalho |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Joaquim José Rodrigues Torres |
| Nascimento | 13 de dezembro de 1802 Freguesia de São João de Itaborahy, Vila de Santo Antônio de Sá, Rio de Janeiro, |
| Morte | 8 de janeiro de 1872 (69 anos) Rio de Janeiro, Município Neutro, |
| Progenitores | Mãe: Emerenciana Matilde Torres Pai: Manuel José Rodrigues Torres |
| Alma mater | Universidade de Coimbra |
| Prêmio(s) | Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul |
| Partido | Liberal Conservador |
| Profissão | Professor, jornalista e senador |
| Títulos nobiliárquicos | |
| Visconde de Itaboraí | 11 de dezembro de 1854 |
Joaquim José Rodrigues Torres, Visconde de Itaboraí (Freguesia de São João de Itaborahy, Vila de Santo Antônio de Sá, 13 de dezembro de 1802 — Rio de Janeiro, 8 de janeiro de 1872), foi um jornalista e político brasileiro. Ao lado de Paulino José Soares de Sousa e Eusébio de Queirós, formou a chamada "Trindade Saquarema" do Partido Conservador, responsável por centralizar o poder político e dar estabilidade ao Império do Brasil entre as décadas de 1830 e 1850.
Biografia
Filho de Manuel José Rodrigues Torres e de Emerenciana Matilde Torres, fez seu estudo básico no Rio de Janeiro e depois partiu para Portugal, onde se formou em matemática na Universidade de Coimbra, em 1825. Ao retornar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte foi logo contratado como lente substituto da Real Academia Militar. Retornou à Europa em 1827, aperfeiçoou seus estudos em Paris até 1829, retornou ao Brasil e permaneceu no magistério até 1833.
Filiado ao Partido Liberal, fundou o jornal Independente, que teve curta duração. Iniciou na vida pública como ministro da Marinha, em 16 de julho de 1831. Posteriormente, já ligado ao Partido Conservador, ao lado de Eusébio de Queirós e do Paulino José Soares de Sousa, compôs a tríade de importantes políticos, apelidada de "Trindade Saquarema".[1]
Se uniu a família Cotrim do Rio de Janeiro e teve como neto o Dr. Eduardo Augusto Torres Cotrim que foi engenheiro, agricultor, pecuarista e político.
Foi deputado geral na 3ª legislatura pela corte e pelo Rio de Janeiro, primeiro presidente da província do Rio de Janeiro, cargo no qual, entre outras realizações, instalou a capital fluminense na Vila Real da Praia Grande, no ano seguinte renomeada Niterói, e criou sua Guarda Policial, atual Polícia Militar. Em 1837 transfere-se para o Partido Conservador.
Foi também presidente do Banco do Brasil em dois períodos,[2] ministro da Fazenda (ver gabinetes Gabinete Olinda I e Monte Alegre), conselheiro de Estado e senador do Império do Brasil de 1844 a 1872.
Em 11 de dezembro de 1854 foi agraciado visconde, oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Foi contrário a lei do ventre livre antes de sua promulgação.
Gabinete de 11 de maio de 1852
Ver artigo principal: Gabinete Itaboraí I
Foi Presidente do Conselho de Ministros e simultaneamente ministro da Fazenda
- Ministro do Império: Francisco Gonçalves Martins
- Ministro dos Estrangeiros: Paulino José Soares de Sousa
- Ministro da Justiça: José Ildefonso de Sousa Ramos, Luís Antônio Barbosa
- Ministro da Marinha: Zacarias de Góis
- Ministro da Guerra: Manuel Felizardo de Sousa e Melo
Gabinete de 16 de julho de 1868
Ver artigo principal: Gabinete Itaboraí II
Foi Presidente do Conselho de Ministros e simultaneamente ministro da Fazenda
- Ministro dos Negócios do Império: Paulino José Soares de Sousa
- Ministro da Justiça: José de Alencar, Joaquim Otávio Nébias, Manuel Vieira Tosta
- Ministro dos Estrangeiros: José Maria da Silva Paranhos
- Ministro da Marinha: João Maurício Wanderley
- Ministro da Guerra: Manuel Vieira Tosta
- Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas: Joaquim Antão Fernandes Leão, Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque
Oposição à Lei do Ventre Livre
A Lei do Ventre Livre, promulgada em 1871, enfrentou resistência de setores escravocratas preocupados com os possíveis impactos sociais e econômicos da medida. Entre os opositores, destacou-se o Visconde de Itaboraí, que argumentou contra a proposta ao longo de sessões de votação no senado sob três principais perspectivas.[3]
Primeiramente, ele apontou o risco de possíveis conflitos sociais decorrentes da convivência de negros livres e escravizados nas mesmas fazendas, o que poderia estimular rebeliões e desordens. Em segundo lugar, criticou a liberdade parcial concedida aos filhos das escravizadas, que deveriam trabalhar até os 21 anos, considerando essa condição contraditória e insuficiente para garantir a verdadeira liberdade. Por fim, argumentou que a oposição dos fazendeiros não derivava de crueldade, mas sim de receios sobre os impactos da lei na estabilidade do trabalho rural e na segurança das propriedades.[4]
A oposição do senador exemplifica as tensões entre as pressões por mudanças abolicionistas e os interesses escravocratas, ilustrando a resistência institucional e cultural ao processo de emancipação no Brasil.[5]
Ver também
- Conservadorismo brasileiro
Bibliografia
- MACEDO, Joaquim Manuel de, Anno biographico brazileiro (v.1), Typographia e litographia do imperial instituto artístico, Rio de Janeiro, 1876.
Referências
- ↑ Vignoli, Silênio (9 de maio de 2013). «Raízes do Tempo Saquarema dão frutos até hoje». O SAQUÁ. Consultado em 21 de fevereiro de 2023
- ↑ «Banco do Brasil – Relação dos presidentes (desde 1853)». Banco do Brasil. Consultado em 6 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 6 de fevereiro de 2015
- ↑ «Fazendeiros tentaram impedir aprovação da Lei do Ventre Livre». Senado Federal. Consultado em 25 de dezembro de 2024
- ↑ «Fazendeiros tentaram impedir aprovação da Lei do Ventre Livre». Senado Federal. Consultado em 25 de dezembro de 2024
- ↑ «Fazendeiros tentaram impedir aprovação da Lei do Ventre Livre». Senado Federal. Consultado em 25 de dezembro de 2024
Ligações externas
- Biografia no sítio do Ministério da Fazenda do Brasil
- Fala com que o presidente da província do Rio de Janeiro, o conselheiro Joaquim José Rodrigues Torres, abriu a 1ª sessão da 1ª legislatura da Assembleia Legislativa da mesma província, no dia 1 de fevereiro de 1835
- Fala do presidente da província do Rio de Janeiro, em 1 de março de 1836
- Proposta e Relatórios apresentados à Assembleia Geral Legislativa na 3ª sessão da 8ª legislatura pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda Joaquim José Rodrigues Torres, em 8 de maio de 1851
| Precedido por José Manuel de Almeida |
Ministro da Marinha do Brasil 1831 — 1832 |
Sucedido por Bento Barroso Pereira |
| Precedido por Antero José Ferreira de Brito |
Ministro da Marinha do Brasil 1832 — 1834 |
Sucedido por Antero José Ferreira de Brito |
| Precedido por Bernardo Pereira de Vasconcelos |
Ministro da Fazenda do Brasil 1832 |
Sucedido por Antônio Francisco de Paula Holanda Cavalcanti de Albuquerque |
| Precedido por Antônio Pinto Chichorro da Gama (Ministro do Reino) |
Presidente da Província do Rio de Janeiro 1834 — 1836 |
Sucedido por Paulino José Soares de Sousa |
| Precedido por Tristão Pio dos Santos |
Ministro da Marinha do Brasil 1837 — 1839 |
Sucedido por Jacinto Roque de Sena Pereira |
| Precedido por Sebastião do Rego Barros |
Ministro da Guerra do Brasil 1839 |
Sucedido por Jacinto Roque de Sena Pereira |
| Precedido por Jacinto Roque de Sena Pereira |
Ministro da Marinha do Brasil 1840 |
Sucedido por Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque |
| Precedido por Francisco Vilela Barbosa |
Ministro da Marinha do Brasil 1843 |
Sucedido por Salvador José Maciel |
| Precedido por Salvador José Maciel |
Ministro da Marinha do Brasil 1843 — 1844 |
Sucedido por Jerônimo Francisco Coelho |
| Precedido por Pedro de Araújo Lima |
Ministro da Fazenda do Brasil 1848 — 1853 |
Sucedido por Paulino José Soares de Sousa |
| Precedido por Marquês de Monte Alegre |
Presidente do Conselho de Ministros 11 de maio de 1852 — 5 de setembro de 1853 |
Sucedido por Marquês de Paraná |
| Precedido por João Pereira Darrigue de Faro Dias de Carvalho |
Presidente do Banco do Brasil 1855–1857 1859 |
Sucedido por Dias de Carvalho Cândido Batista de Oliveira |
| Precedido por Zacarias de Góis |
Presidente do Conselho de Ministros 16 de julho de 1868 — 29 de setembro de 1870 |
Sucedido por José Antônio Pimenta Bueno |
| Precedido por Zacarias de Góis |
Ministro da Fazenda do Brasil 1868 — 1870 |
Sucedido por Francisco de Sales Torres Homem |

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