Colégio Médico de Goa

Colégio Médico de Goa
Goa Medical College
Fundação1691 (335 anos) Como Aula de Medicina
5 de novembro de 1842 (183 anos) Como Escola Médica
Tipo de instituiçãoPública
LocalizaçãoBambolim, Goa, ÍndiaÍndia
PresidentePradip G. Naik
AfiliaçõesUniversidade de Goa
Página oficialwww.gmcmec.gov.in
Prédio recuperado em Goa (Foto: Abril/2005)

O Colégio Médico de Goa[1] é uma escola superior pública de medicina mantida pelo governo de Goa, na Índia. É uma das faculdades médicas mais antigas da Ásia.[2][3][4] É atualmente uma instituição orgânica da Universidade de Goa (UG),[5] sendo sua mais antiga unidade.

Existente de maneira intermitente como "Aula de Medicina e Cirurgia" desde 1691, foi oficialmente transformada em Escola Médica em 1842, por meio da Portaria do Governador Francisco Pereira, Conde das Antas, de 5 de Novembro de 1842.

Desde a sua fundação até 1963, quando passou a ser administrada pela Universidade de Mumbai, formaram-se pela Escola Médico-Cirúrgica de Goa 1.327 médicos e 469 farmacêuticos. Desde 1986 é uma instituição orgânica da Universidade de Goa.

Os médicos formados pela Escola de Goa contribuíram, sobretudo no Ultramar, para a sanidade destas províncias, tanto no combate às epidemias como nas companhas coloniais, como no auxílio às populações locais. A Metrópole reconheceu e prestou as devidas honras aos pioneiros da ciência em terras portuguesas da África e de Ásia.

História

Desde as últimas décadas do século XVI Goa era conhecida como o "cemitério dos portugueses", na expressão do Vice–Rei Francisco de Távora, 1.º Conde de Alvor. A insalubridade de Goa Velha era manifesta, dada a densidade da população a que se juntavam a falta de higiene e de assistência médica. Até essa altura, eram raros os médicos na Índia Portuguesa.

O percurso do ensino de medicina em Goa, portanto, teve início em 1691[6], quando o físico-mor Manoel Roiz de Sousa iniciou uma Aula de Medicina de Nova Goa, vindo pela requisição feita pelo Vice-Rei da Índia Rodrigo da Costa[7], funcionando de maneira intermitente no século XVIII[6]; em 1801, a coroa portuguesa decidiu estabelecer a Aula de Medicina e Cirurgia, aos cuidados do físico-mor António José de Miranda e Almeida, formado em Coimbra. Esse curso funcionou até 1815, quando o médico abandonou Goa.[8][9]

No entanto, foi somente em 5 de novembro de 1842 que a Escola Médico-Cirúrgica de Goa deu seu arranque definitivo. A instituição manteve-se em operação inclusive após 11 de dezembro de 1851,[10] quando, por meio de um relatório ministerial e decreto anexo, o governo colonial extinguiu algumas escolas médicas sobrevivendo somente a de Goa.[11]

Quando da anexação militar de Goa, empreendida pela União Indiana em 1961, a Escola passou a ser administrada pela Universidade de Mumbai.

Em 1986 passou a estar sob a administração da Universidade de Goa (UG), mudando a denominação história "Escola Médico-Cirúrgica" para "Colégio Médico".

Originalmente localizada no centro de Pangim, em uma estrutura de origem portuguesa, foi transferida para o bairro mais afastado de Alto-Bambolim em 1993, fazendo parte do complexo de ensino médico-hospitalar da UG.

Estrutura

A Escola de Goa mantém, em sua estrutura orgânica, as seguintes instituições:

  • Hospital Universitário (Alto Bambolim)
  • Instituto de Psiquiatria e Comportamento Humano (Alto Bambolim)
  • Hospital de Doenças Pulmonares Bragança Cunha (Santa Inez)
  • Centro Rural de Saúde e Treinamento (Mandur-Goa Velha)
  • Centro de Saúde Urbana (Santa Cruz)

Cursos

São oferecidos cursos de bacharelado ao lado de vários cursos de mestrado e doutorado. Alguns cursos de especialização também são concedidos.

Referências

  1. Goa Medical College. Goa University. Acesso: 09/05/17
  2. Faridah Abdul Rashid. Research on the Early Malay Doctors 1900–1957 Malaya and Singapore. [S.l.]: Xlibris Corporation. pp. 27–. ISBN 978-1-4691-7243-9. Consultado em 6 de abril de 2013 
  3. Narendra K. Wagle; George Coehlo (1995). Goa: Continuity and Change. [S.l.]: University of Toronto, Centre for South Asian Studies. p. 33. ISBN 978-1-895214-12-3. Consultado em 6 de abril de 2013 
  4. The Hindu Weekly Review. [S.l.]: K. Gopalan. Janeiro de 1968. p. 19. Consultado em 6 de abril de 2013 
  5. «Home». GOA MEDICAL COLLEGE 
  6. a b Prôa, Miguel Pires. "Escolas Superiores" Portuguesas Antes de 1950 (esboço). Blog Gavetas Com Saber. 2008
  7. Digby, Anne; Ernst, Waltraud. Crossing Colonial Historiographies: Histories of Colonial and Indigenous Medicines In Trasnational Perspective. Cambridge Scholars Publishing. 2010
  8. Bastos, Cristiana.Hospitais e sociedade colonial: Esplendor, ruína, memória e mudança em Goa. Revista Ler História, 2010
  9. Rodrigues, Eugénia (2012). «Moçambique e o Índico: a circulação de saberes e práticas de cura» (PDF). Universidade de Lisboa 
  10. Taimo, Jamisse Uilson (2010). «Ensino Superior em Moçambique: História, Política e Gestão» (PDF). Piracicaba: Universidade Metodista de Piracicaba 
  11. «Os Portugueses no Congo: Lição 6 - Cultura, educação e ensino em Angola». ReoCities Athens. Consultado em 28 de abril de 2016. Arquivado do original em 4 de junho de 2014