Palestina (região)

  Fronteiras da Síria Palestina romana, onde a linha verde tracejada mostra o limite entre a Palestina Prima bizantina (depois Junde de Filastine) e a Palestina Secunda (depois Junde de Urdune), assim como da Palestina Salutar (depois Jebel et-Tih e Jifar)
  Fronteiras do Mandato da Palestina
  Fronteiras do Estado da Palestina (Cisjordânia e Faixa de Gaza)

Palestina (em árabe: فلسطين, translit. Filasṭīn; em hebraico: פלשתינה; em grego: Παλαιστίνη, transl. Palaistinē, e em latim: Palæstina), também chamada de Palestina histórica, é a denominação dada a uma região do Levante no Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo, englobando os territórios da Jordânia e Israel, Líbano e os territórios da Faixa de Gaza e Cisjordânia.

A Palestina tem sido um ponto de encontro de religião, cultura, comércio e política. Sendo o berço do judaísmo e do cristianismo.

É habitada desde a Antiguidade e disputada por diversos impérios ao longo da historia, por se tratar de uma região de passagem importante entre África, Ásia e Europa. Já estando sobre o controle dos impérios; Egípcio, Hitita, Assírio, Neobabilônico, Persa Aquemênida, Macedônio (de Alexandre, o Grande), além dos impérios Ptolemaico e Selêucida. A breve dinastia Asmoneia terminou com sua incorporação ao Império Romano e, posteriormente, ao Império Bizantino, período em que a Palestina se tornou um centro do cristianismo. No século VII, a Palestina foi conquistada pelo Califado Ortodoxo, encerrando o domínio bizantino na região; o governo ortodoxo foi sucedido pelos califados Omíada, Abássida e Fatímida. A regiao mudou de mãos durante as Cruzadas com o estabelecimento do Reino de Jerusalém. Com o colapso deste ultimo, no século XIII, passou a integrar o Sultanato Mameluco do Cairo e, após 1516, permaneceu por quatro séculos como parte do Império Otomano.

Durante a Primeira Guerra Mundial, a Palestina foi ocupada pelo Reino Unido como parte da campanha do Sinai e Palestina. Entre 1919 e 1922, a Liga das Nações criou o Mandato Britânico da Palestina, que ficou sob administração britânica até 1948. Que terminou com o estabelecimento do moderno Estado de Israel na maior parte do território, enquanto os países vizinhos, Jordânia e Egito, passaram a controlar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, respectivamente.

A Guerra dos Seis Dias, em 1967, resultou na ocupação israelense de ambos os territórios, questão que permanece como um dos principais pontos do conflito entre Israelenses e Palestinos .

Etimologia

Um dos primeiros nomes recebidos pela região da Palestina foi Canaã, que podia englobar uma área maior do que a delimitação posteriormente dada à Palestina. Lá habitavam diversos povos semíticos com hábitos, tanto sedentários quanto de pastoralismo nômade, que receberam a denominação comum de Cananeus, provavelmente sendo originários da cultura ghassuliana no quarto milênio a.C.

Durante a Idade do Bronze, a região foi primeiramente colonizada e ocupada pelo Cananeus, Egípcios, Hititas e Hurritas que disputavam entre si e travaram importantes batalhas, entre elas a Batalha de Megido (séc. XIV a.C.) a Batalha de Cades (séc. XIII a.C.).

Eventualmente com o fim da Idade do Bronze a região passou por uma serie de invasões dos chamados Povos do Mar, que culminou no colapso do Império Hitita e em conflitos com o Antigo Egito. A origem dos Povos do Mar é incerta e fonte de grande debate acadêmico, sendo tratada como uma das maiores e mais importantes questões da etnografia e da história primitiva das nações clássicas.[1]

Sua provável origem é creto-miceniana, sendo possivelmente os ancestrais dos antigos gregos denominados Pelasgos (em grego: Πελασγοί, Pelasgoí, singular Πελασγός, Pelasgós), e estes se estabeleceram em várias partes do litoral sul do mar Mediterrâneo, incluindo a área hoje conhecida como Faixa de Gaza, região então dominada pelo Império Egípcio. Onde seriam enfrentados pelo faraó Ramessés III na Batalha do Delta que aconteceu em cerca de 1175 a.C.[2][3]

Uma parte ou a totalidade desses povos que enfrentaram o Egito, conseguiu ocupar e colonizar a região, sendo chamados pelos egípcios de Peleset (Antigo egípcio: pwrꜣsꜣtj) ou Pulasati, sendo posteriormente chamados de Palastu pelos assírios.[4] [5]

Com o contato com outras civilizações, como a grega e romana, o termo começou a ser transliterado de Peleset do Egípcio Antigo e Palastu do Acádio, para Philistiim (Φυλιστιείμ) no Grego Koiné, para Philistinoi no Grego Tardio, para Philistinus no Latim Clássico e eventualmente chegando ao termo português "Filisteu" e a outras línguas modernas através desse processo. Também sendo chamado de Pəlištī (פְּלִשְׁתִּי; plural Pəlištīm, פְּלִשְׁתִּים) no Hebraico e Filasṭīn (فلسطين) em Árabe.[6][7]

A região começou a ser chamada dessa forma por esses povos antigos, tendo como significado "A terra dos Peleset". Tendo portanto a palavra Palestina, o significado de "Terra dos Filisteus".[8] [9][10]

O termo foi amplamente utilizado da Antiguidade por historiadores como Heródoto (séc. V a.C.),[11] e Plínio, o Velho (séc. I).[12] Bem como por historiadores judeus da Antiguidade, como Flávio Josefo (séc. I)[13][14] e Fílon de Alexandria (séc. I).[15][16]

A região também foi citada por Aristóteles no séc. IV a.C. em sua celebre obra Meteorológicos, onde faz clara referência ao Mar Morto. [17]

"E se [de facto] existe na Palestina, como alguns contam, um lago tal que, se alguém atira nele um homem ou animal de carga amarrado, este flutua e não se afoga na agua, [tal] seria também algum testemunho do que dissemos" [17]

É importante ressaltar que o termo era usado pelos antigos autores para descrever uma região mais abrangente que a Judeia. Que viria a se tornar uma província romana, sendo posteriormente renomeada para Síria Palestina enquanto divisão territorial de Roma. Sendo falsa portanto a afirmação de que a região seria chamada de Palestina unicamente como forma de humilhar os judeus durante a reconquista da região pelo Imperador Adriano após a Revolta de Bar Kokhba em 135 a.C. Uma vez que, a região já era chamada Filisteia (Palestina) por autores anteriores a Adriano, como Heródoto e Aristóteles. Sendo chamada dessa forma por seus contemporâneos, como Flávio Josefo e Fílon de Alexandria, ambos judeus. E continuou a ser chamada dessa forma por autores em períodos posteriores como Epifânio de Salamina, já no século IV d.C., quase 200 anos após a morte do Imperador Adriano.[18]

Mapa da Palestina - Atlas Johnson - Publicado pela Johnson and Ward (1864).

O termo Palestina foi amplamente utilizado ao longo da historia, estando presentes em diversos mapas,[19][20] como os produzidos por autores islâmicos entre eles Cátibe Cheleb por volta do ano de 1640, em sua obra Cihannüma (ou Kitab-ı Cihannüma, que significa "O Espelho do Mundo" ou "Vista do Mundo").[21]

E por autores ocidentais, sendo publicados por diversos Atlas, como o Atlas Johnson em 1864 ou pelos produzidos pelo cartografo americano Samuel Augustus Mitchell em 1864.[22]

História

Resumo

Área geográfica da Palestina, conforme definida pelo Império Bizantino, no final do século IV, com as fronteiras das dioceses da Palestina Prima e Palestina Secunda

A Palestina, sendo um estreito trecho de passagem favorável entre a África e Ásia, foi palco de um grande número de conquistas pelos mais variados povos, por se constituir num corredor natural para os antigos exércitos. Em meados do século XV a.C., a região é conquistada pelo faraó Tutemés III, mas seria perdida antes do fim da XVIII dinastia, sendo posteriormente reconquistada por Seti I e por Ramessés II.

Com o enfraquecimento do poder egípcio em finais do século XIII a.C., a região foi invadida pelos Povos do Mar. Um desses povos, os filisteus, fixou-se junto à costa, onde construiu pequenas cidades. Contemporânea a esta invasão é a chegada das tribos hebraicas, lideradas por Josué, de acordo com a narrativa bíblica.[23] Sua instalação no interior gerou guerras com os filisteus, que se recusam a aceitar a presença hebraica.

As tribos hebraicas decidem então unir-se para formar uma monarquia, cujo primeiro rei é Saul. O seu sucessor, David (início do I milénio a.C.) derrota finalmente os filisteus e fixa a capital do reino em Jerusalém. Durante o reinado do seu filho, Salomão, o reino vive um período de prosperidade, mas com a sua morte é dividido em duas partes: a norte, surgirá o reino de Israel (com capital em Samaria) e a sul, o reino de Judá (com capital em Jerusalém).

Existe também a interpretação errônea, partindo da narrativa bíblica, de que todo o território da Palestina seria, desde o princípio, parte do Antigo Reino Unido de Israel e Judá, (1050 - 930 a.C.) e que posteriormente foi dividido em Reino de Israel (930–722 a.C.) e Reino de Judá (930–586 a.C.). Existem exageros nessa narrativa, tanto a nível territorial quanto dos feitos e riquezas, principalmente no que diz respeito ao reinado do Rei Salomão, cujo reino teria tido a maior extensão territorial obtida pelos israelitas (Livro de Reis - 1 Reis 4:20-7:12).[24] Porém, de acordo com os achados descobertos nos sítios arqueológicos de Khirbet Qeiyafa, Humayma, Nippur, dentre outros, a dimensão geográfica desses reinos bem como suas riquezas, seria bem reduzida durante o período dos acontecimentos descritos.[25][26][27][28] Não havendo menção do poder do Reino de Salomão, nos locais que o Livro de Reis (1 Reis 4:20-7:12) descreve, quer seja nos sítios arqueológicos presentes em Israel, Jordânia, Iraque ou Egito, ou nos relatos dos outros povos. O que seria atípico para um rei poderoso da época e favorecendo o entendimento que se trata de uma narrativa criada para servir de Mito Nacional.[29][30][31]

Batalha do Delta - Luta entre os Povos do Mar e o Antigo Egito, por volta de 1175 a.C - em Medinet Habu.
Peleset capturado pelos Egípcios - Batalha do Delta - cerca 1175 a.C - Medinet Habu.

Além disso, durante o período descrito na narrativa bíblica, existe a presença de diversos anacronismos. Os povos Filisteus aparecem no Livro de Genesis (20-21 e 26) onde são narradas as crônicas de Abraão, que teriam ocorrido por volta de 2000 a.C. a 1800 a.C. Contudo, diversas evidencias arqueológicas derivadas do antigos egípcios, povo que documentava com grande riqueza de detalhes os acontecimentos da época, sugerem que os Filisteus, seriam provenientes dos Povos do Mar (Peleset), que só apareceriam na região por volta do ano 1200 a.C. O que é corroborado com achados dos povos Hititas, que coexistiram e enfrentaram os egípcios na região. Havendo, portanto, uma diferença de mais de 600 anos entre a narrativa bíblica e as evidencias arqueológicas, presentes no sitio arqueológico de Medinet Habu, nos murais sobre o reinado de Remesses III, e seu enfrentamento com os Peleset na Batalha do Delta.[32]

Já no Livro de Josué, durante o período descrito na narrativa bíblica, a região também englobava o Reino da Filisteia, o Reino de Amom, o Reino de Moabe, o Reino Arameu, o Reino de Amaleque e o Reino de Edom.[33][34][35] Descrevendo os israelitas como um povo que chegou a região guiados por Moisés, e posteriormente comandados por Josué, e que teriam feito incursões na região e estabelecido seu domínio, lutando contra os reinos que ali estavam.[36] Contudo, as evidências arqueológicas sugerem que os diversos povos cananeus teriam se segmentado e formado diferentes reinos, como os descritos anteriormente. Sendo os israelitas também um desses povos, que, enfrentando a chegada dos Povos do Mar, e com o enfraquecimento do Antigo Egito, teriam então se unificado. Não havendo evidencias de uma incursão israelita vinda de fora, muito menos de uma conquista, mas sim de uma ramificação dos povos cananeus que criaram uma identidade própria a partir da adoração de um único deus, no caso Javé.[37]

O que também desmentiria a narrativa do Êxodo, uma vez que décadas de escavações no Egito e na Península do Sinai não revelaram nenhuma evidência de milhões de pessoas vagando por 40 anos no deserto. O Império Egípcio, controlava a região de Canaã, durante o final da Idade do Bronze (período em que o Êxodo é tipicamente situado), tornando uma fuga para aquela região ilógica.[38]

Evidências arqueológicas tem mostrado que os primeiros israelitas se desenvolveram nas terras altas centrais de Canaã, exibindo continuidade material com a cultura cananeia indígena, em vez de parecerem um grupo de migrantes estrangeiros[39].[40][41] A narrativa do Pentateuco foi escrita séculos após os supostos eventos, já no período Persa (aproximadamente no século V a.C.) frequentemente incorporando anacronismos.[42][43][44][45][46]

A origem dos hebreus, que posteriormente se tornariam os israelitas, tem como provável ponto de origem a antiga Ur, como também descrito na narrativa Bíblica, de onde Abraão teria vindo . Mas agora respaldado por diversas similaridades e empréstimos culturais feito pelos hebreus dos mitos sumérios,[47] como o Dilúvio, e Noé que aparece na Epopeia de Gilgamesh, como sendo Utnapistim. Também sendo respaldada pelos relatos dos antigos Egípcios, Sumérios e Hititas, a respeito dos Habiru ou Apiru, como encontrado em evidencias arqueológicas, sendo as Cartas de Amarna um exemplo.[48]

Existe debate acadêmico a respeito se os Hebreus seriam os próprios Habiru, um subgrupo desses, ou ainda se os Habiru seriam, na verdade, uma classe social que posteriormente, tendo se estabelecido em Canaã incorporou-se às outras culturas locais.[49][50][51] Os cananeus, incluindo os Habiru, cultuavam um panteão de divindades, como El, Ashera e Baal, como evidenciado nas explorações da antiga cidade de Ugarite. Porém, entre os hebreus, um grupo começou a concentrar as adorações em um único deus, adotando uma pratica monolátrica ao deus Javé ou Yahweh,[52][53] incorporando ao seu culto as características de outros deuses, como El e Baal [54][55]. Sendo essa distinção religiosa a origem historicamente atribuída ao surgimento dos israelitas.[56]

Essa contextualização com a Bíblia é importante, uma vez que a narrativa bíblica, por vezes, sugere que apenas um povo era nativo da região ou seu proprietário, ou que certos povos não existiam ali, quando, historicamente, havia muitos. Embora a Bíblia seja uma das fontes de conhecimento sobre a época, ela precisa ser compreendida como uma narrativa criada em um contexto de explicação de origem e de construção de um mito nacional, com fins de união política. Assim, representa principalmente a visão do povo que narra a história, ignorando outras perspectivas sobre a situação, como as dos demais povos da região, ou não se preocupando necessariamente em ser historicamente fiel aos fatos.[57]

A Palestina era um verdadeiro caldeirão cultural, onde haviam povos de diversas origens interagindo de forma pacifica e comercial, mas também de forma conflitante e militar. Há evidencias de aculturação entre os diferentes povos, e também de reprodução entre eles. Tendo cada um desses povos que passaram pela região, deixado sua marca no DNA dos povos que lá habitaram e habitam ainda hoje. Como evidenciado nos estudos de DNA sobre a região, principalmente no que tange a origem dos palestinos nativos. [58] [59][60]

Abrevie-se para afirmar que, salvo breves intervalos, a região foi dominada por outras potências tais como a Assíria (722 a.C.), os babilônicos (fins do século VII a.C.), os persas aquemênidas (539 a.C.), os greco/macedónios (331 a.C. permanecendo em poder dos ptolomaicos de 320 a 220 a.C. e dos Selêucidas de 220 a 142 a.C.) passando por uma retomada pelos locais Asmoneus que dominaram daí até o ano de 63 a.C. quando sobreveio o domínio romano.

No ano de 66 d.C. inicia-se uma rebelião dos judeus que foi fortemente reprimida pelos romanos, com a destruição do templo de Iavé, no ano de 70. Só no ano de 131 a pax romana seria novamente abalada por rebeliões ao fim das quais o imperador Adriano rebatizou Jerusalém de Colônia Élia Capitolina, e a Judeia foi incorporada à nova Síria Palestina.

Passando pela divisão do Império Romano, a região viveu entre 324 e 638, extrema prosperidade e crescimento demográfico, sendo de se considerar que a esta altura a população era de maioria cristã, aliás, religião oficial do Império Bizantino, além da presença judaica sempre presente na região. No ano de 614 a região acaba de ser ocupada pelos persas Sassânidas que mantém seu jugo até o ano de 628 e no ano de 638 toda a região está sob o domínio árabe muçulmano.

De 1517 a 1917 o Império Otomano controla toda região (incluindo Síria e Líbano). No século XIX (1850 em diante), judeus perseguidos nos territórios onde estavam refugiados, começam a voltar para a região juntando-se aos judeus que já estabelecidos ali, dando surgimento a novas cidades como rishon letzion e no crescimento de comunidades com as de Mea Shearim. Ao mesmo tempo, fortes movimentos migratórios oriundos dos territórios sírios e de países árabes vizinhos, forçados pela escassez em seus territórios, também fizeram a população árabe local dar saltos populacionais.

Mapa da Palestina Bíblica

Durante a Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano, que apoiava a Tríplice Aliança, foi derrotado e perdeu seus territórios na África e Oriente Médio pelas tropas da Tríplice Entente, com apoio dos povos árabes motivados pelas ações de Lawrence da Arábia, agente secreto do governo britânico que ajudou na Revolta Árabe. Por esse apoio, os árabes obtiveram a promessa, por parte da Tríplice Entente, de reconstituição de um estado árabe, totalmente independente da Turquia (Otomanos). Todavia, no final da guerra, foram instituídos mandatos britânicos e franceses, nos chamado Acordo Sykes-Picot [61] para as regiões que hoje correspondem a Palestina, Arábia Saudita, Síria, Iraque, Líbano e Jordânia, cujas fronteiras artificiais foram traçadas dois anos antes do fim da Primeira Guerra Mundial. Esse acordo foi visto pelos diversos povos da região como uma traição intencional da Tríplice Entente, uma vez que contradizia os acordos anteriormente estabelecidos na Correspondência Huceine-McMahon[62]

Em 1923 a Grã-Bretanha divide a sua zona em dois distritos administrativos, separados pelo rio Jordão, sendo que os Judeus apenas seriam permitidos na zona costeira, a oeste do rio (cerca de 25% da parte britânica). Os árabes rejeitam a divisão, receando tornar-se uma minoria e incitados pelo crescente nacionalismo árabe no médio oriente, assim como apoiando-se no acordo pós 1ª Guerra Mundial.

A Grã-Bretanha entrega a resolução do problema às Nações Unidas em 1947. A Assembleia Geral das Nações Unidas determina a partilha da parte ocidental da Palestina (os 25% em disputa) entre um Estado judeu e outro Estado palestino, através da resolução 181. Os palestinos recusam esta partilha. A 14 de maio de 1948, os israelitas declaram a constituição do estado de Israel levando à declaração de guerra por parte dos vizinhos árabes Egito, Jordânia, Síria, Líbano, Arábia Saudita, Iraque e Iêmen. Nos 19 meses seguintes, na chamada Guerra da Independência, Israel sairia vencedor, conquistando um território maior do que o inicialmente proposto pelas Nações Unidas, dois anos antes. Egito e Jordânia ocupam a parte restante do antigo território do Mandato Britânico da Palestina.

Em 1967, em meio ao crescimento das tensões entre os países árabes e Israel, a força aérea israelense lança uma grande ofensiva contra as bases da força aérea egípcia no Sinai, dando início à chamada Guerra dos seis dias. Além do Egito, Jordânia e Síria, juntamente com Líbano, Arábia Saudita e Iraque também mobilizam os seus exércitos para a guerra. Afinal, Israel derrota os exércitos árabes em outras tantas frentes, ocupando a península do Sinai (Egito), as Colinas de Golã (Síria) e a Cisjordânia (Jordânia), incluindo Jerusalém. A partir de então, Israel adota uma política de colonização das áreas ocupadas, construindo as casas para os seus cidadãos.

O presidente americano Jimmy Carter, em 1978, juntou o presidente egípcio Anwar Al Sadat e o primeiro-ministro israelita (Menachem Begin) em Camp David, a fim de estabelecer o primeiro tratado de paz entre israelenses e árabes. Foi então acordada a devolução da península do Sinai, retirada das colônias israelenses ali existentes. Em 1982, Israel devolve a península do Sinai ao Egito.

Domínio árabe e mameluco

Ao contrário de várias potências que por ali só estenderam seu domínio de passagem, às vezes legando a administração da região a potentados locais, os árabes, à semelhança dos judeus, estabeleceram-se na região, e o primeiro elemento cultural que introduziram foi a língua, que, aparentada com o aramaico, obteve fácil aceitação.

Desde o ano de 660 até 750, vigorou o Califado Omíada, cuja capital era Damasco datando daí a construção do Nobre Santuário na região dos templos judaicos (Har Hamoriah) e chamada pelos árabes de Esplanada das Mesquitas em Jerusalém (cidade fundada pelos judeus), substituída pela dinastia dos abássidas cuja capital era Bagdá que dominou até o ano de 974, seguindo-se a Califado Fatímida que perduraram até o ano 1071.

Ao fim do longo domínio árabe de mais de quatro séculos, a religião islâmica em sua campanha de massificação acabou amplamente majoritária, seguindo-se de uma pequena minoria de cristãos e judeus, até quando, no ano de 1072, sobreveio a conquista da região pelos turcos seldjúcidas que tinham capital em Bagdá.

No ano 1099 com a Primeira Cruzada europeus conquistaram Jerusalém e lá estabeleceram o seu domínio sob o nome de Reino Latino de Jerusalém cuja existência periclitante em meio à sociedade islâmica se demorou até o ano de 1187 quando a cidade foi reconquistada por Saladino.

Após a expulsão dos Cruzados, a Palestina tornou-se parte do Sultanato Mameluco do Cairo, integrada no distrito (vilaiete) de Damasco. Sob a administração mameluca a região viveu cerca de cem anos de prosperidade, Em torno de 1382 a expansão territorial dos Mamelucos leva-os a confrontarem os Mongóis, e posteriormente com os Otomanos. Estas campanhas vão estender-se até 1516, quando as forças do Sultão Selim I derrotam os Mamelucos na batalha de Marj Dabiq, e ocupam a totalidade da Palestina e do Levante.[63]

Império Otomano

A cultura e a organização social mameluca persistiram em nível regional, incluindo a contratação e a educação de soldados-escravos (onde jovens eram capturados, convertidos e submetidos a um treinamento rigoroso, tornando-se leais apenas ao sultão ou emir que os possuía). Porém, o governante do Egito era um governador otomano protegido por uma milícia otomana.[64][65]

A queda do Sultanato Mameluco pôs efetivamente fim à guerra naval entre Portugal e o Sultanato Mameluco[carece de fontes?], mas os Otomanos assumiram então as tentativas de impedir a expansão portuguesa no Oceano Índico. A conquista do Império Mameluco também abriu os territórios da África aos otomanos. Durante o século XVI, o poder otomano se expandiu mais a oeste do Cairo, ao longo das costas do norte da África. O corsário Hayreddin Barbarossa estabeleceu uma base na Argélia e mais tarde realizou a conquista de Túnis em 1534. [66]

Após sua captura no Cairo, o califa Al-Mutawakkil III foi levado para Constantinopla, onde a tradição posterior afirma que ele cedeu seu cargo de califa aos otomanos. [67] Isso estabeleceu o Califado Otomano, com o sultão como chefe, transferindo assim a autoridade religiosa do Cairo para o trono otomano.[68]

A conquista dos mamelucos foi o maior empreendimento militar que qualquer sultão otomano já tentou. Além disso, a conquista colocou os otomanos no controle de duas das maiores cidades do mundo na época: Constantinopla e Cairo. Desde o auge do Império Romano, os mares Negro, Vermelho, Cáspio e Mediterrâneo não eram governados por um único império.[69]

A conquista do Egito provou ser extremamente lucrativa para o império Otomano, pois produziu mais receita tributária do que qualquer outro território otomano e forneceu cerca de 100% de todos os alimentos consumidos. No entanto, Meca e Medina foram as mais importantes de todas as cidades conquistadas, pois fizeram oficialmente de Selim e seus descendentes os califas de todo o mundo muçulmano até o início do século XX.[70]

Em 1799, durante a Guerras Napoleónicas, e no âmbito da Campanha do Egito, as tropas napoleónicas invadem por pouco mais de um mês as cidades de Jafa, Haifa e Cesareia; é ainda nesta altura, durante o cerco a Acre. O Cairo permaneceu nas mãos dos otomanos até a conquista francesa do Egito em 1798, quando Napoleão afirmou eliminar os mamelucos.[71]

Extensão do Império Otomano

Entre 1832 e 1840 esteve sob administração do Quedivado do Egito de Maomé Ali, voltando à dependência direta do Império Otomano no fim desse período.

Em 1873 a região é reorganizada administrativamente, sendo dividida em três grandes áreas: a Norte, de Jafa a Jericó e o Rio Jordão a pertencer ao vilaiete de Beirute. De Jafa, ao longo da costa até ao Sinai, pertencia ao distrito de Jerusalém, enquanto o restante território Península do Sinai, Deserto de Negueve pertencia ao vilaiete de Hijaz, que se estendia até à parte ocidental da Arábia.

É também em torno desta data que os primeiros emigrantes judeus europeus, sionistas, começam a colonizar à região palestina.

O Império Otomano era um dos membros da Tríplice Aliança e, portanto, inimigo da Inglaterra na Primeira Guerra Mundial. Os ingleses, sobretudo a partir do Egito lançaram várias ofensivas contra os otomanos, nomeadamente através das ações de Lawrence da Arábia, o qual, à frente das forças árabes, conquista a região, chegando até Damasco a 1º de outubro de 1918. Contudo, um ano antes, a 2 de novembro de 1917, o então ministro britânico dos Assuntos Estrangeiros, Arthur James Balfour, havia enviado a Lord Rothschild a carta, conhecida como a Declaração Balfour, na qual comprometia a Inglaterra na criação de um estado judaico.

Com o Tratado de Versalhes a Palestina, no seu sentido lato, é dividida entre a França (que ocuparia os atuais Libano e Síria) e a Inglaterra. O enquadramento legal dessa situação será dado pelo Mandato Britânico na Palestina, por decisão da Sociedade das Nações, que, com base no Acordo Sykes-Picot previa que a Palestina seria colocada sob administração internacional. Tal situação manter-se-ia até ao final da Segunda Guerra Mundial.

Do Mandato Britânico a Israel

Mandato Britânico da Palestina

Apoiado no Mandato Britânico na Palestina, o Reino Unido estabelece uma administração semicolonial, que, apesar da Declaração Balfour, é reticente quanto à emigração judaica, no intuito de apaziguar a reação da população árabe. Esta já se considerava traída depois da quebra das promessas de reconhecimento da soberania da nação árabe - feitas por Lawrence da Arábia a Faiçal.

Isto porque, após a Primeira Guerra Mundial, os territórios árabes do antigo Império Otomano acabaram por ser divididos em mandatos da França (Síria e Líbano) e do Reino Unido (Palestina e Mesopotâmia). A esse sentimento, somava-se o receio de que a emigração de judeus, em massa, para a Palestina, resultasse afinal na formação de um estado judeu, com a consequente expulsão da população árabe.

A insatisfação era crescente entre os grupos de sionistas. Então, já em 1931, surge o primeiro grupo paramilitar conhecido como tal, o Irgun. Essa força paramilitar sionista buscava apressar a criação do estado de Israel pela imposição da força, e através de ações de cunho terrorista, como o Atentado do Hotel King David. Outros dois grupos paramilitares surgiram sendo estes, o Lehi e o Palmach. A união dos três grupos posteriormente daria origem as Forças de Defesa de Israel.

Acordo de transferência utilizado pela Palästina Treuhandstelle ("Escritório Fiduciário da Palestina"), criada especificamente para judeus que desejavam emigrar da Alemanha nazista sob o Acordo Haavara, para recuperarem bens quando chegassem à Palestina. [72]

A ascensão do Nazismo e as perseguições aos judeus na Europa, aumentaram a pressão migratória sobre a administração inglesa, que permitiu a assinatura dos Acordos de Haavara, entre sionistas e nazistas.[73] O acordo foi assinado em 25 de agosto de 1933, após três meses de discussões, entre a Federação Sionista da Alemanha, o Banco Anglo-Palestino (agindo sob ordens da Agência Judaica) e as autoridades econômicas da Alemanha Nazista. O acordo foi projetado para facilitar a emigração de judeus alemães para a Palestina. O emigrante pagava um certo montante de dinheiro a uma empresa de colonização sionista, a título de investimento, e recuperava os valores pagos na forma de exportações alemãs para a Palestina. Aproximadamente 60 000 judeus Alemães e austríacos beneficiaram-se dessa cooperação entre as organizações sionistas e autoridades alemãs. Ao emigrar, levaram consigo 100 milhões de dólares (em torno de $ 1,7 bilhões, em valores de 2009), recursos que serviram para lançar as bases da infraestrutura do futuro estado de Israel. [74]

Plano da ONU para a partição da Palestina de 1947

O Reino Unido, enfraquecido pela guerra e debilitado pela ação dos grupos militares - que, após uma trégua durante a guerra, regressam mais ativos e combativos no apoio à emigração clandestina e na luta armada (Lehi, Irgun e Palmach) entrega a administração da região palestina à recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU).

O aumento dos conflitos entre colonos, ingleses e nativos forçou a reunião da Assembleia Geral da ONU, realizada em 29 de novembro de 1947, que deliberou a partição da região Palestina em dois estados, um judeu europeu e outro palestino, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira.

A 14 de maio de 1948 David Ben-Gurion proclama a constituição do Estado de Israel, ao assinar a Declaração de Independência. A Liga Árabe recusa esta partilha.

Da Fundação de Israel à atualidade

Imagem de satélite da Palestina em 2003

Em 15 de maio de 1948, um dia depois da fundação do Estado de Israel, sete exércitos de países da Liga Árabe atacaram Israel.

Durante a Guerra árabe-israelense, a maioria da população nativa da região da palestina se vê na esperança de que destruíssem o estado sionista e fogem para os países vizinhos (Líbano, Jordânia, Síria e Egito) em busca de segurança, tornando-se refugiados, para só retornarem quando o território fosse controlado pelos países árabes. Porém, com o apoio militar e logístico dos EUA e Reino Unido, a vitória foi conquistada por Israel.

É na sequência do trabalho efetuado no apoio a estes refugiados que nasce o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Após um período inicial de estadia nos países árabes vizinhos, muitos destes refugiados traídos por seus próprios aliados, são expulsos desses países de acolhimento, dirigindo-se para o sul do Líbano, onde permanecem em campos de refugiados até hoje, não sendo integrados pelos países onde estão e passando o estatuto de refugiado de pais para filhos e de filhos para netos. Em 2009, os jornalistas Judith Miller e David Samuels, trabalhando para o The Independent, reportam a tragédia da diáspora palestiniana, que não é bem-vinda pelos seus vizinhos árabes, que, excetuando o melhor caso da Jordânia, lhes negam os direitos mais básicos e impedem a cidadania. "Marginalizados, privados de direitos políticos e económicos básicos, presos nos campos, desprovidos de perspectivas realistas, fortemente armados (...)", como observou um relatório do grupo internacional de crises (ICG), no Líbano, "a população de refugiados constitui uma bomba-relógio."[75]

Em 1964, o Alto Comissariado da Palestina solicitou à Liga Árabe a fundação de uma Organização para a Libertação da Palestina (OLP), cujo missão estatutária é a destruição do Estado de Israel. Em 1988, a OLP proclamou o estabelecimento de um estado palestino. O principal líder da organização foi o palestino Yasser Arafat, falecido em 2004. Arafat, após anos de luta contra Israel, resolveu abandonar a luta armada de resistência anticolonialista, uso da violência e de praticas terroristas e iniciou as negociações que levaram aos Acordos de Paz de Oslo.

Desde 1994 parte da Palestina está sob a administração da Autoridade Nacional Palestina, como resultado dos Acordos.

Atualmente a Faixa de Gaza é governada pelo primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, e a Cisjordânia (Judeia e Samaria) pelo presidente Mahmoud Abbas, do Fatah, tendo havido confrontos armados entre os dois grupos em Gaza em 2007.

Em 29 de novembro de 2012, 65 anos depois da Resolução 181, referente à partilha da Palestina, a Assembleia Geral das Nações Unidas, numa votação histórica, reconheceu os territórios ocupados pelos palestinos como Estado-não membro da ONU,[76] status político igual ao do Vaticano.[77] Na votação em que eram necessários apenas 97 votos a favor, com o apoio de 139 países, capitaneados na Europa pela França e tendo entre eles o Brasil, Angola e Portugal, o Estado Palestino teve seu reconhecimento feito para participar das reuniões da Organização como membro sem direito a voto. Além de Israel, os Estados Unidos, Canadá e a República Tcheca ficaram entre os nove votos contrários (e 41 abstenções) à resolução.[76]

Nos anos seguintes, a busca por reconhecimento internacional continuou a se expandir. Em setembro de 2025, durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Austrália, Canadá, Reino Unido e Portugal anunciaram formalmente o reconhecimento do Estado da Palestina, juntando-se a mais de 140 países que já o haviam feito.[78][79]

O Itamaraty ressaltou que essa decisão "evidencia o crescente consenso internacional sobre a necessidade de assegurar ao povo palestino o direito à autodeterminação" e reafirmou o compromisso histórico do Brasil, que desde 2010 reconhece a Palestina como Estado soberano, com base nas fronteiras de 1967 e Jerusalém Oriental como capital.[80]

Evolução do Mandato da Palestina e dos Territórios Palestinos modernos
Propostas de 1916-22: As três propostas para a administração da Palestina após a Primeira Guerra Mundial. A linha vermelha é a "Administração Internacional" proposta em 1916 no Acordo Sykes-Picot; a linha azul pontilhada foi proposta pela Organização Sionista Mundial durante a Conferência de Paz de Paris em 1919 e a linha azul se refere às fronteiras finais do Mandato Britânico da Palestina entre 1923-48.
Situação em 1947: Mandato da Palestina, mostrando em azul as áreas controladas por judeus na Palestina em 1947, que constituíam 6% da área territorial do mandato, das quais mais da metade eram controladas pelo Fundo Nacional Judaico (FNJ) e pela Associação da Colonização Judaica da Palestina. A população de judeus cresceu de 83 790 pessoas em 1922 para 608 000 em 1946.
Proposta de 1947: Proposta do plano da ONU para a partilha da Palestina de 1947 (Assembleia Geral das Nações Unidas - Resolução 181 (II), 1947), antes da Guerra árabe-israelense de 1948. A proposta incluía o corpus separatum de Jerusalém, estradas extraterritoriais entre as áreas não contíguas e a consolidação de Jafa como uma exclave árabe.
Situação entre 1948-67: Ocupação da Cisjordânia pela Jordânia e ocupação da Faixa de Gaza pelo Egito (observe a linha pontilhada entre os territórios palestinos e Jordânia/Egito) após a Guerra árabe-israelense de 1948, mostrando a linhas de armistício criadas em 1949 com Israel (linha azul).
Situação atual: Em verde, a região restante que ainda é administrada pela Autoridade Nacional Palestina (sob Oslo 2). A linha azul demarca as fronteiras dos territórios controlados pelo governo israelense.

Ver também

Referências

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