Zezé Gomes

Zezé Gomes
6° Prefeito de Hortolândia
Período1) 01 de abril de 2021
até 31 de dezembro de 2024
2) 01 de janeiro de 2025
até a atualidade
ViceCafu Cesar
Antecessor(a)1) Angelo Perugini
( m. 01 de abril de 2021)
2) Ele Mesmo
7° Vice-Prefeito de Hortolândia
Período1) 01 de janeiro de 2017
até 01 de abril de 2021
Antecessor(a)Renata Belufe (PT)
Vereador de Hortolândia
Período2009-2016
Legislaturas[1]
  • 5ª Legislatura (2009-2012)
  • 6ª Legislatura (2013-2016)
Dados pessoais
Nome completoJosé Nazareno Gomes
Nascimento10 de outubro de 1959 (66 anos)
Cornélio Procópio, PR, Estados Unidos do Brasil
Partido
  • PT (1988 a 2016)
  • PTB (2016 a 2020)
  • PL (2020 a Out/2023)
  • REP (Out/2023 à atualidade)

José Nazareno Gomes (Cornélio Procópio, 10 de outubro de 1959), mais conhecido como Zezé Gomes, é um tecnólogo em gestão ambiental, ex-metalúrgico e político brasileiro filiado ao partido Republicanos. [2]

Biografia

Nascido em 10 de outubro de 1959, na cidade de Cornélio Procópio, no interior do estado do Paraná, Morador de Hortolândia há mais de cinco décadas, em 1972.[2]

Sua experiência com a política tem como marco inicial a época em que trabalhava como metalúrgico, na fábrica da Mercedes-Benz em Campinas, que funcionou até o fim de 2024, e onde Zezé, durante cerca de 11 anos, participou ativamente das lutas da categoria.[1]

Como pequeno comerciante, mobilizou a categoria para reivindicar melhores condições de trabalho, levando à fundação da Associação do Comércio Varejista de Peças Usadas de Campinas e Região (ACOPECAMP), da qual foi eleito Presidente.[1]

Sua carreira como político iniciou no início da década de 2000. Foi candidato a vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 1992 e 2004, sendo que neste último atuou como suplente.

Em janeiro de 2005, passou a integrar a equipe de governo do prefeito Ângelo Perugini, como gerente de transporte interno da prefeitura.[1]

Em 2008, foi eleito para seu primeiro cargo eletivo, mandato eleito vereador, em 2008 foi eleito vereador , com 1.924 votos.[1]

Em 2009 Zezé foi eleito Presidente do PT em Hortolândia, e em dezembro de 2010, Presidente da Câmara Municipal de Hortolândia, para o Biênio 2011/2012.[1]

Nas eleições de 2012, Zezé foi reeleito para seu segundo mandato consecutivo.[1]

Eleito vice-prefeito nas eleições de 2020, na chapa de Ângelo Perugini, veio a assumir interinamente o cargo de prefeito em 15 de fevereiro de 2021, após o agravamento do estado de saúde de Perugini, que estava internado desde do dia 01° do mesmo mês, vítima de infecção por Covid-19. Apesar das medidas tomadas pelos médicos, Perugini veio a falecer em 01° de abril do mesmo ano.

Em 06 de abril, foi formalizada a extinção do mandato de Perugini, e Zezé foi empossado como Prefeito titular, continuando a exercer o cargo de Prefeito até dezembro de 2024.[3]

Nas eleições de 2024, foi reeleito para o cargo de Prefeito, contando com Cafu Cesar (PSB) como seu vice.

Cassação do vice

Em dezembro de 2024, houve repercussão na mídia local sobre o pedido de cassação dos mandatos de Zezé Gomes e do vice-prefeito Cafu Cesar.[4]

O pedido foi apresentado à Justiça Eleitoral, em16 de dezembro de 2024, pela Promotoria de Justiça de Hortolândia, órgão do Ministério Público de São Paulo. Segundo o parecer da promotora responsável pelo caso, Renata Brandão Lazzarini, haveria indícios que levantam suspeitas de que Cafu Cesar teria agido com abuso de poder político durante as eleições de 2024.[4]

Sobre o caso

Segundo a Promotoria, em 23 de setembro de 2024, Léo da LM (PSB), então candidato a vereador, e Cafú, que então compunha a chapa de Zezé para a Prefeitura, teriam coagido a candidata de uma chapa adversária para que ela desistisse da disputa eleitoral.[4]

De acordo com a promotora Renata Brandão, os dois políticos, que seriam aliados, ameaçaram fechar o trailer de lanches da candidata opositora, caso ela não desistisse da disputa eleitoral, e apoiasse o candidato a vereador Léo da LM, também investigado no mesmo caso. [4]

Alguns dias depois da ameaça, foi noticiado pela imprensa que alguém teria rompido os cabos de fornecimento de energia elétrica da barraca de lanches, tornando impossível o funcionamento. Além disso, bandeiras de propaganda eleitoral da candidata haviam sido colocadas ao redor da barraca foram arrancadas e destruídas.Após o ocorrido, a candidata requereu uma medida protetiva, o que foi deferido pela Justiça. Ela relatou também ter sido ameaçada por mensagens, vindas de um número desconhecido. [5]

A promotora responsável pelo caso afirmou que a candidata se recusou a se sujeitar às ameaças, o que motivou o candidato Léo da LM e Cafú Cesar a tentarem persuadir a política oferecendo R$3.000 (três mil reais), se ela desistisse da corrida eleitoral. Segundo a promotora, R$2.000,00 (dois mil reais) seriam pagos por Léo da LM, enquanto os R$1.000 (mil reais) restantes seriam pagos por Cafu Cesar. A proposta teria sido registrada por escrito.[4]

Segundo a candidata, ela não se submeteu às ameaças e não aceitou o dinheiro oferecido, não desistindo de sua campanha. Afirmou ter registrado um boletim de ocorrência contra Léo da LM, apresentado áudios e fotos à polícia que, segundo a candidata, comprovariam a ameaça que sofreu.[4]

Segundo o Ministério Público, o candidato Léo da LM inicialmente negou que conhecesse a candidata. Mais tarde, ele mesmo pediu para prestar um novo depoimento, embora não tenha comparecido na data marcada.[4]

Com relação a Zezé, o pedido de cassação ameaçou seu mandato, devido ao regramento da legislação eleitoral, que considera a chapa para o Executivo "indivisível". O Ministério Público chegou a apontar Zezé como mandante das ameaças à candidata.[4][5]

O advogado Cristiano Vilella, que representa Zezé Gomes e Cafu Cesar no caso, afirma que não há irregularidade alguma, e que o pedido de cassação será, ao final do processo, negado pelo juiz. Além disso, o advogado alegou que áudios anexados ao processo não poderiam ser aceitos como prova, devido ao fato de terem sido gravados de modo anônimo. Também foram anexadas no processo capturas de tela (printscreen, prints) e fotografias. Quanto às imagens, a defesa dos políticos afirmou ser impossível assegurar sua autenticidade, o que faria com que elas, também, não pudessem ser aceitas como prova.[4]

Justiça determina cassação de Cafu Cesar e Léo da LM

Em janeiro de 2025, a Justiça Eleitoral determinou a cassação dos mandatos do vice-prefeito Cafu Cesar e do vereador Léo da LM, além de impor-lhes a sanção de inelegibilidade pelo período de oito anos.[5]

Com relação à acusação contra Zezé, o juiz eleitoral julgou-a improcedente, afirmando que não há qualquer menção a Zezé nas evidências apresentadas pela Promotoria. [5]

Referências

  1. a b c d e f g «Vereador José Nazareno Gomes - Zezé». Câmara Municipal de Hortolândia. Consultado em 13 de novembro de 2025 
  2. a b «Zezé Gomes é empossado prefeito de Hortolândia após morte de Perugini por Covid-19». G1 Campinas e Região. 6 de abril de 2021. Consultado em 13 de novembro de 2025 
  3. «"Perdemos a locomotiva", diz vice-prefeito de Hortolândia após morte de Angelo Perugini | Campinas e Região». G1. 1 de abril de 2021. Consultado em 13 de novembro de 2025 
  4. a b c d e f g h i ALVARENGA, João Gabriel; GASPARELO, Bárbara (16 de dezembro de 2024). «MPE pede a cassação de Zezé Gomes e Cafu César em Hortolândia por suspeita de ameaça a candidata». G1 Campinas e Região. Consultado em 13 de novembro de 2025 
  5. a b c d «Justiça determina cassação de mandatos de vice-prefeito e vereador de Hortolândia por suspeita de ameaça a candidata». G1. 5 de janeiro de 2025. Consultado em 13 de novembro de 2025