Zeca Mendes

Zeca Mendes
Nome completoJosé de Castro Mendes
Pseudônimo(s)Zék ou Zeca Mendes
Nascimento
Morte
26 de janeiro de 1970 (68 anos)

Nacionalidadebrasileira
OcupaçãoPintor, Historiador, Jornalista

José de Castro Mendes (Campinas, 27 de junho de 1901 — Campinas, 26 de janeiro de 1970), também conhecido como Zék ou Zeca Mendes, foi um artista, historiador, jornalista, músico e pesquisador brasileiro.[1]

Biografia

Jornalista, pintor, fotógrafo e poeta, foi um dos mais respeitados intelectuais campineiros, celebrando sua terra natal em livros, artigos, aquarelas e exposições. [1]

Seu amor pela cidade era notável e se refletia em sua intensa pesquisa sobre a história de Campinas, passando horas em arquivos consultando documentos históricos para resgatar fatos pouco conhecidos. Mesmo sem obter grandes benefícios financeiros, Mendes seguiu seu propósito de preservar a memória campineira, contribuindo para a identidade cultural da cidade.[1]

Na década de 1920, Mendes também atuou como cartunista, quadrinista e artista gráfico em revistas como "A Onda", "Nirvana" e "Mogyana", assinando com o nome "Zék".

Suas aquarelas sobre antigas fazendas da região foram elogiadas por Menotti Del Picchia como registros valiosos da era cafeeira. Também exerceu importante papel no Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas, onde criou e dirigiu os museus Carlos Gomes e Campos Salles, consolidando sua influência na preservação da história local.[2]

Foi capista, produzindo capas de livros.[3] Algumas de suas pinturas estão no acervo do Museu Paulista da USP, particularmente do ano de 1947.[4]

Publicou livros como o "Efemérides Campineiras", que fala sobre a história do município entre 1739 e 1960. Ainda produziu o documentário "Retratos da Velha Campinas", obra que conta com mais de 100 registros iconográficos da cidade.[5]

Em 1961, tornou-se presidente da Associação Campineira de Teatro Amador (ACATA).[5]

Além de seu trabalho jornalístico e artístico, Mendes teve uma carreira relevante no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), onde atuou como desenhista botânico e publicou seu primeiro grande trabalho, o álbum "Velhas Fazendas Paulistas" (1947), em parceria com José Estevão Teixeira Mendes Teixeira (J. E. Teixeira Mendes).[6]

Dedicou sua vida a registrar e enaltecer a cidade de Campinas, unindo sua paixão pela arte e pela história local. Contudo, no final de sua vida, sentindo-se desiludido, resolveu queimar todos os seus manuscritos.[1]

Homenagens

O teatro municipal de Campinas foi nomeado em sua homenagem, o Teatro Municipal Castro Mendes, por ter sido expositor na instituição, além de ter contribuído amplamente para o registro da história da cidade, principalmente no campo jornalístico, escrevendo para o jornal Correio Popular, na década de 1960, bem como para o jornal Diário do Povo.[3][7][5]

Teve uma rua batizada com seu nome no ano seguinte a sua morte, por meio do Decreto municipal n° 3.955, de 5 de novembro de 1971[8]

Ver também

Referências

  1. a b c d FANTINATTI, João Marcos (26 de julho de 2007). «Personagem: José de Castro Mendes». Pró-Memória de Campinas. Consultado em 19 de março de 2025 
  2. Da Agência Anhanguera de Notícias (14 de julho de 2015). «A Campinas de Castro Mendes em seu 241° aniversário». Correio Popular. Consultado em 19 de março de 2025 
  3. a b «Exposição em Campinas revela trabalhos gráficos de José de Castro Mendes». campinas.com.br. Consultado em 10 de março de 2020 
  4. Museu Paulista da USP: Relatório anual de atividades 2012 (PDF). São Paulo: [s.n.] 2012. 48 páginas. Consultado em 10 de março de 2020 
  5. a b c LOPES, Fátima Faleiros (2007). A cidade e a produção de conhecimentos histórico-educacionais: aproximações entre a Campinas moderna de José de Castro Mendes e a Barcelona “modelo” (PDF). Campinas: [s.n.] Consultado em 10 de março de 2020 
  6. FANTINATTI, João Marcos (29 de junho de 2010). «Livros x História de Campinas: Velhas Fazendas Paulista em 1947». Pró-memória de Campinas. Consultado em 17 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 17 de outubro de 2025 
  7. Cultural, Instituto Itaú. «Zek». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 10 de março de 2020 
  8. «Decreto n° 3.955, de 5 de novembro de 1971». Biblioteca Jurídica. Prefeitura Municipal de Campinas. 6 de novembro de 1971. Consultado em 17 de outubro de 2025