Residência da família Almeida Prado

Residência da família Almeida Prado
Tipo edifício histórico
Geografia
Coordenadas 23° 15' 51.415" S 47° 17' 56.386" O
Localização Itu - Brasil
Patrimônio Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional

A antiga residência da família Almeida Prado é um sobrado histórico onde está instalado o Museu Republicano de Itu, além de ter sido sede da Convenção Republicana de Itu no dia 18 de abril de 1873.[1]

História

O sobrado foi construído nas décadas iniciais do século XIX (por volta de 1850) a fim de ser a residência da Família Almeida Prado, pelo fazendeiro Francisco de Almeida Prado. Ao falecer, a propriedade passou para sua segunda esposa, Ana Joaquina Vasconcelos Noronha que por sua vez, em seu inventário destinou a casa ao seu filho Carlos Vasconcelos de Almeida Prado.

Logo que tomou posse do imóvel, realizou uma grande reforma em 1867, datando dessa época sua fachada azulejada.[1] Poucos anos depois, o local serviu de sede para a Convenção Republicana de Itu, mais precisamente no dia 18 de abril de 1873[1], reunindo os cento e trinta e três republicanos com o intuito de organizar o movimento republicano na então província de São Paulo. Compareceram à reunião, mais tarde chamada convenção, observadores do Rio de Janeiro e representantes de dezesseis municípios, entre eles Jaú, Campinas, São Paulo, Botucatu, Sorocaba, entre outros.

Américo Brasiliense desempenhou a função de secretário nesta reunião, tendo mais tarde, em 1891, manifestado a importância histórica dela, quando então ocupava o cargo de presidente do Estado de São Paulo. Os republicanos paulistas passaram a demonstrar interesse na preservação da casa e para comemorar o cinquentenário da Convenção, decidiram criar o Museu Republicano nesta residência. O governo estadual investiu quarenta contos de réis na incorporação do imóvel, além de oitenta contos de réis[nota 1] na reforma e adaptação da residência.[2] O historiador Afonso d'Escragnolle Taunay ficou encarregado de supervisionar a intervenção de adaptação dos espaços internos do sobrado ao programa do museu.

A abertura do museu foi realizada na data do cinquentenário da convenção apesar da exposição do museu não estar completa. O acervo começou a ser ampliado após a inauguração, através de compras e doações dos familiares dos convencionais de 1873. Uma das primeiras aquisições foi o mobiliário indicado por Olímpia Augusta da Fonseca Almeida Prado, viúva de Carlos Vasconcelos de Almeida Prado.

A azulejaria interna foi criada e instalada no Saguão de Entrada do Museu na década de 1940, contendo cenas representadas em seus painéis formando uma narrativa da história de Itu entrelaçada a momentos-chave da história nacional.[1]

Notas

  1. "Conto(s) de réis" foi uma expressão adotada no Brasil e em Portugal para indicar a quantia de um milhão de réis (Rs 1:000$000). A palavra "conto" deriva da palavra em latim "computus", significando "a conta dez vezes cem mil". Um conto de réis correspondia a mil vezes a importância de um mil-réis (Rs 1$000), sendo assim o real 1/1 000.000 de um conto de réis em representação matemática decimal atual.

Referências

  1. a b c d «Museu Republicano de Itu | Museu Paulista». mp.usp.br. Consultado em 13 de setembro de 2018 
  2. Souza, Jonas Soares de (1 de janeiro de 2003). «De casa a museu: 80 anos do Museu Republicano "Convenção de Itu"». Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material. 10 (1): 213–225. ISSN 1982-0267. doi:10.1590/S0101-47142003000100012