Zacarias Kamwenho

Zacarias Kamwenho
Arcebispo da Igreja Católica
Arcebispo emérito de Lubango
Info/Prelado da Igreja Católica
Hierarquia
Papa Leão XIV
Atividade eclesiástica
Diocese Arquidiocese de Lubango
Entrada solene 15 de janeiro de 1997
Predecessor Manuel Franklin da Costa
Sucessor Gabriel Mbilingi, C.S.Sp.
Mandato 1997 - 2009
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 9 de julho de 1961
Nomeação episcopal 26 de agosto de 1974
Ordenação episcopal 23 de novembro de 1974
por Américo Henriques
Nomeado arcebispo 3 de março de 1995
Dados pessoais
Nascimento Chimbundo
5 de setembro de 1934 (91 anos)
Nacionalidade angolano
Funções exercidas -Bispo auxiliar de Luanda (1974-1975)
-Bispo de Sumbe (1975-1995)
-Arcebispo coadjutor de Lubango (1995-1997)
Títulos anteriores -Bispo titular de Tabla (1974-1975)
Arcebispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Zacarias Kamwenho (Chimbundo, Bailundo, 5 de setembro de 1934) é um religioso católico romano angolano, arcebispo-emérito de Lubango e ativista da Paz. Ele teve um papel relevante no processo de paz que conduziu ao fim da guerra civil de Angola,[1] sendo Presidente da Comissão Episcopal de Justiça e Paz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST).[2]

Biografia

Foi ordenado sacerdote em 1961 e, posteriormente, nomeado professor na Missão Bela Vista, em Nova Lisboa (atual Huambo), onde trabalhou durante oito anos, sendo nomeado vice-reitor em 1970. Mais tarde, foi nomeado reitor do Seminário Maior Cristo Rei, em Nova Lisboa. Em 26 de agosto de 1974 foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Luanda, e consagrado bispo em 23 de novembro de 1974. Tornou-se bispo da Diocese de Novo Redondo (atual Sumbe) em 10 de agosto de 1975. Foi nomeado bispo coadjutor, com direito à sucessão, do arcebispo de Lubango em 3 de março de 1995, tornando-se arcebispo em 15 de janeiro de 1997 e assumindo o cargo em 2 de fevereiro de 1997. Aposentou-se aos 75 anos de idade, em 5 de setembro de 2009.

Kamwenho presidiu a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) e o Comité Ecuménico para a Paz em Angola (COIEPA), que foi criado em abril de 2000 e reúne a CEAST católica, a Aliança Evangélica Angolana (AEA) e o Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA).

Em 2001, atuou como mediador na Guerra Civil Angolana entre o MPLA e a UNITA. Pelo seu papel no processo de paz, foi nomeado co-vencedor do Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento pelo Parlamento Europeu em 2001.

Prémios

Em 2001 foi um dos laureados com o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído também a Nurit Peled-Elhanan (Israel) e a Izzat Ghazzawi (Palestina). Foi o primeiro eclesiástico, o segundo laureado de expressão portuguesa, depois de Xanana Gusmão, e o segundo africano, depois de Nelson Mandela, a receber o Prêmio Sakharov.[3]

Referências

Ligações externas