William Westmoreland
| William Westmoreland | |
|---|---|
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| Nome completo | William Childs Westmoreland |
| Apelido | "Westy" |
| Nascimento | 26 de março de 1914 |
| Morte | 18 de julho de 2005 (91 anos) |
| Progenitores | Mãe: Eugenia Childs Pai: James Westmoreland |
| Cônjuge | Katherine Van Deusen |
| Filho(a)(s) | Katherine Stevens James Westmoreland II Margaret Childs |
| Alma mater | Academia Militar dos Estados Unidos em West Point |
| Serviço militar | |
| País | |
| Serviço | Exército dos Estados Unidos |
| Anos de serviço | 1936–1972 |
| Patente | General |
| Conflitos | Segunda Guerra Mundial Guerra da Coreia Guerra do Vietnã |
| Condecorações | Medalha de Serviço Distinto (4) Legião do Mérito (3) Estrela de Bronze (2) Medalha do Ar (10) Citação Presidencial de Unidade e outras |
William Childs Westmoreland (Saxon, 26 de março de 1914 – Charleston, 18 de julho de 2005) foi um general do exército dos Estados Unidos, comandante das tropas norte-americanas na Guerra do Vietnã, entre 1964 e 1968. Ele também serviu como Chefe do Estado-Maior do Exército americano de 1968 a 1972.[1]
Mais conhecido por seu envolvimento no Vietnã, Westmoreland comandou as tropas americanas e adotou uma estratégia de atrito contra os Viet Congs e o Exército do Vietnã do Norte, buscando esgotar seus recursos e efetivos, e empregou a superioridade americana em artilharia e poder aéreo em confrontos táticos e no bombardeio estratégico contínuo ao Vietnã do Norte. Com o tempo, a falta de sucesso, somada aos altos números de baixas americanas e ao recrutamento forçado, erodiu o apoio interno à guerra nos Estados Unidos, situação agravada após a Batalha de Khe Sahn e a Ofensiva do Tet em 1968. Quando foi realocado como Chefe do Estado-Maior do Exército, as tropas americanas no país haviam atingido o pico de 535 000 militares. Sua estratégia mostrou-se, no fim, um fracasso político e militar, também por causar muitas baixas civis, o que minou o apoio sul-vietnamita. Se aposentou em 1972 e passou os anos seguintes defendendo seu legado, afirmando que a Guerra do Vietnã foi perdida no campo político e não militar.[1]
Biografia
Filho de James Ripley Westmoreland e Eugenia Childs, Westy cresceu em uma família de classe média na Carolina do Sul. Demonstrando interesse por uma carreira militar desde cedo, ingressou na Academia Militar de West Point, onde se formou em 1936, após se destacar como cadete. Seu desempenho em West Point refletia sua disciplina e habilidades de liderança, como foi descrito por seus superiores na época, preparando-o para uma carreira longa e complexa no exército dos Estados Unidos.[2]
No início de sua carreira militar, Westmoreland participou de diversas campanhas e missões importantes. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele serviu como oficial de artilharia, passando a comandar regimentos em missões no Norte da África e na Europa (lutando na Sicília, Normandia, Ardenas e Alemanha). Após a guerra, ele continuou a ascender nas fileiras militares, desempenhando papéis de liderança no pós-guerra, como parte do comando de unidades de infantaria e em operações táticas no exterior. Antes do conflito no Vietnã, ele já havia construído uma reputação de ser um comandante estratégico e meticuloso.[2]

Westmoreland é mais conhecido por seu papel como comandante das forças americanas durante a Guerra do Vietnã, servindo de 1964 a 1968. Ele foi o responsável por implementar a estratégia de "procurar e destruir", com o objetivo de desgastar as forças do Vietnã do Norte e os Viet Cong, através de um grande volume de tropas e recursos. Sob seu comando, o envolvimento dos Estados Unidos na guerra aumentou significativamente, passando de uma força de apoio para um envolvimento direto e massivo. Para medir o progresso da guerra, Westy se referia ao chamado "body count", onde determinava seu sucesso contra os vietnamitas a partir do número de perdas em vidas que infligia a eles, já que não havia métricas claras para medir o progresso nos campos de batalha. No entanto, apesar das tentativas de enfraquecer o inimigo, a guerra se arrastou por anos e tornou-se impopular entre o público americano, especialmente após a Ofensiva do Tet em 1968, que expôs a vulnerabilidade das tropas americanas.[3] A gestão de Westy foi amplamente criticada por sua incapacidade de assegurar uma vitória clara, apesar dos recursos e do número de soldados mobilizados (chegou a comandar 535 000 soldados no Vietnã).[4]
Após a Guerra do Vietnã, Westmoreland retornou aos Estados Unidos e serviu como Chefe do Estado-Maior do Exército até sua aposentadoria em 1972. Em seus últimos anos, ele defendeu seu legado, alegando que sua estratégia no Vietnã foi comprometida por decisões políticas que limitaram o escopo militar. Ele chegou a concorrer, sem sucesso, ao cargo de governador da Carolina do Sul em 1974. Ele faleceu em 2005, deixando um legado controverso. Enquanto alguns o reconhecem como um líder que seguiu ordens sob circunstâncias difíceis, outros o culpam pelo prolongamento de um conflito desgastante e malsucedido.[5]
Referências
- ↑ a b «William Westmoreland». Biography.com (em inglês). Consultado em 7 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2017
- ↑ a b «William Childs Westmoreland Papers—General William Childs Westmoreland Timeline». University of South Carolina Collection. Consultado em 6 de novembro de 2021
- ↑ Thompson, Mark (30 de setembro de 2011). «The General Who Lost Vietnam». Time – via Time.com
- ↑ Karnow, Stanley (1991), Vietnam: A History, ISBN 978-0140265477, New York: Penguin
- ↑ «Today's list: The top ten reasons Gen. Westmoreland lost the war in Vietnam» (em inglês). Foreignpolicy.com. 11 de outubro de 2011. Consultado em 24 de outubro de 2024
Bibliografia
- Westmoreland, William C. (1976), A Soldier Reports, ISBN 978-0385004343, Garden City, New York: Doubleday



