Will Success Spoil Rock Hunter?
Will Success Spoil Rock Hunter?
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| No Brasil | O Grande Sucesso de Rock Hunter |
| Estados Unidos 1957 • cor • 89 min | |
| Gênero | comédia satírica |
| Direção | Frank Tashlin |
| Produção | Frank Tashlin |
| Roteiro | Frank Tashlin |
| Baseado em | Rita Marlowe 1955 peça, de George Axelrod |
| Elenco | Jayne Mansfield Tony Randall |
| Música | Cyril J. Mockridge |
| Cinematografia | Joseph MacDonald |
| Edição | Hugh S. Fowler |
| Distribuição | 20th Century Fox |
| Lançamento | 29 de Julho de 1957 |
| Idioma | inglês |
| Orçamento | US$ 1 milhão[1] |
| Receita | US$ 4.9 milhões[2] |
Will Success Spoil Rock Hunter? (bra: O Grande Sucesso de Rock Hunter)[3] é um filme de comédia satírica americano de 1957 estrelado por Jayne Mansfield e Tony Randall com Betsy Drake, Joan Blondell, John Williams, Henry Jones, Lili Gentle e Mickey Hargitay e com uma participação especial de Groucho Marx.[4][5] O longa-metragem é uma sátira à cultura popular dos fãs, à propaganda exagerada de Hollywood e à indústria da publicidade, que lucrava com comerciais na então relativamente nova mídia que era a televisão. Também critica a redução que a televisão causou ao público dos cinemas na década de 1950. No Reino Unido foi lançado sob o título "Oh! For a Man!".
Will Success Spoil Rock Hunter? foi produzido e dirigido por Frank Tashlin, que também escreveu o roteiro em grande parte original, usando pouco mais do que o título e a personagem de Rita Marlowe da peça de sucesso da Broadway Will Success Spoil Rock Hunter? de George Axelrod.[6]
Em 2000, o filme foi selecionado para preservação no National Film Registry dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso por ser "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo".[7]
Enredo

O escritor em dificuldades Rockwell P. Hunter (Tony Randall) ocupa um dos cargos mais baixos na hierarquia da agência de publicidade La Salle. Com a agência prestes a perder sua maior conta — o batom Stay-Put —, ele tem a ideia de conseguir a modelo e porta-voz perfeita para a nova linha do produto: a famosa atriz Rita Marlowe (Jayne Mansfield). Felizmente, sua sobrinha adolescente April (Lili Gentle) — uma grande fã de Rita — sabe onde a atriz está hospedada em Nova Iorque.
Para que Rita endosse o batom, no entanto, Rock precisa fingir ser seu namorado para provocar ciúmes no verdadeiro companheiro da atriz, o ator de televisão Bobo Branigansky (Mickey Hargitay). Bobo divulga a notícia do novo romance de Rita em uma entrevista na TV, e Rock torna-se subitamente famoso como seu “amante de fachada”.
O chefe de Rock decide explorar a fama recém-adquirida de seu funcionário, mas, quando Rock consegue que Rita concorde em participar de um especial televisivo patrocinado pela Stay-Put, ele passa a ser o empregado mais valorizado da agência. Os dois concordam em manter essa relação mutuamente benéfica, atraindo atenção da mídia para Rita e negócios para Rock. Enquanto isso, Rita sente-se infeliz, pois não superou seu único e verdadeiro amor, George Schmidlap (Groucho Marx), o homem que a descobriu. Incapaz de encontrá-lo, ela passa a se aproximar de Rock, apesar dos alertas de sua secretária Vi, que a adverte de que ela está jogando um jogo perigoso. Paralelamente, a noiva irritada de Rock, Jenny (Betsy Drake), sente-se tomada pelo ciúme e, na tentativa de recuperar sua atenção, começa a se vestir e a falar como Rita, para grande frustração de Rock.
Logo, Rock percebe que a fama é uma faca de dois gumes: ela lhe traz aquilo que deseja, mas a um alto custo. Embora seja admirado pelas mulheres, ele tem dificuldade em encontrar tranquilidade. No fim, ele ascende na hierarquia corporativa e torna-se presidente da empresa, apenas para perceber que isso não era o que realmente queria. Rock confessa a Jenny que alcançar esse sucesso o deixou vazio, e ela decide reatar o relacionamento.
Quando Rita abre seu especial televisivo para a Stay-Put, ela é surpreendida pela aparição da estrela convidada do programa — seu único e verdadeiro amor, George Schmidlap. Os dois se beijam e se reconciliam.
Livre da pressão da publicidade, Rock e Jenny se retiram para o campo para cuidar de uma granja de galinhas, anunciando que ele finalmente encontrou o verdadeiro “final feliz”.
Elenco
| Ator | Papel |
|---|---|
| Jayne Mansfield[8] | Rita Marlowe |
| Tony Randall[9] | Rockwell P. Hunter |
| Betsy Drake[10][11] | Jenny Wells |
| Joan Blondell | Violet |
| John Williams | Irving La Salle Jr. |
| Henry Jones | Henry Rufus |
| Lili Gentle | April Hunter |
| Mickey Hargitay | Bobo Branigansky |
| Groucho Marx | George Schmidlap |
| Ann McCrea | Gladys |
| Barbara Eden | Miss Carstairs |
| Dick Whittinghill | Entrevistador de TV |
| Louis Mercier | Francês |
| Alberto Morin | Francês |
| Minta Durfee | faxineira (não-creditado) |
Produção
Inicialmente, Frank Tashlin imaginou Ed Sullivan para o papel de Rockwell P. Hunter. Sullivan recusou o papel, então Tony Randall foi escolhido para interpretá-lo.[12]
O longa-metragem contém referências jocosas a vários outros papéis de Jayne Mansfield, incluindo The Girl Can't Help It (1956; também dirigido por Tashlin), Kiss Them for Me (1957) e The Wayward Bus (1957). O livro que Rita Marlowe lê na cena da banheira é Peyton Place (1956), de Grace Metalious que se tornou um longa-metragem e uma popular série de TV. Alega-se que as personagens voluptuosas do livro foram inspiradas em Mansfield.[13] Joan Blondell, que foi um grande símbolo sexual do cinema cerca de 30 anos antes (sua sexualidade foi um dos primeiros alvos do Código Hays), foi escalada como a secretária desleixada, de meia-idade e totalmente focada nos negócios de Mansfield.
A antiga estrela do cinema mudo Minta Durfee tem um papel não creditado como faxineira.[14] Enquanto a cantora Georgia Carr aparece interpretando uma cantora calipso não creditada cantando ao lado do grupo Bobby Troup um cover de "You Got It Made".[15]
Tony Randall aparece no início de Will Success Spoil Rock Hunter? tocando bateria, trompete e violoncelo durante a sequência do logotipo e fanfarra da 20th Century-Fox. No final, o intérprete comenta: "Ah, as letras miúdas que colocam no contrato de um ator hoje em dia!", ele também realiza um intervalo cômico no meio do filme, que ele diz ser para o público acostumado com intervalos comerciais na televisão.[16]
Recepção
James Powers, do The Hollywood Reporter, elogiou o filme como uma “sátira social em seu ponto mais penetrante”, com foco “nas inanidades da televisão” e na própria noção dominante de sucesso. Powers escreveu: “A graça da parábola de Tashlin é tão divertida que você não sente o golpe até ver o hematoma. Você está rindo de pessoas muito tolas sem perceber que, muito tempo depois, elas se parecem bastante com você”.[17] Powers também afirmou que os créditos iniciais não convencionais “poderiam, por si só, figurar entre as sequências mais engraçadas já filmadas”.[17] A revista Picturegoer o classificou como “a mais feroz demolição” da televisão até então, afirmando que Hollywood “colocou seu rival da tela doméstica em seu devido lugar”.[18] A revista Variety também admirou a produção, chamando-o de um dos mais engraçados do ano, e destacou a eficácia da abordagem de “homem-orquestra” de Frank Tashlin na produção: “O produtor Tashlin estava claramente determinado a ir até o fim para o diretor Tashlin, que, por sua vez, sabia exatamente como lidar com o roteirista Tashlin”. A publicação observou ainda de forma favorável que Mansfield fez “um trabalho e tanto” no papel principal.[19]
O crítico Bosley Crowther, do The New York Times, criticou o roteiro de Tashlin por carecer de “substância e coesão”, alegando que a sátira não conseguiu demonstrar o entretenimento cinematográfico como superior à televisão. Em sua resenha, Crowther escreveu: “Pessoas que vivem em casas de vidro não deveriam atirar pedras em seus aparelhos de televisão, por mais desdenhosas e superiores que se sintam em relação ao vídeo. As pedras podem errar os alvos irritantes e atravessar suas próprias paredes frágeis. Esse axioma é claramente demonstrado no filme frágil que foi feito a partir da peça teatral igualmente frágil Will Success Spoil Rock Hunter?”. Ele também criticou a interpretação de Mansfield como Rita Marlowe, personagem concebida para imitar Marilyn Monroe, chamando a atuação de uma “caricatura grotesca”.[20] No Cahiers du cinéma, Will Success Spoil Rock Hunter? ocupa o segundo lugar na lista dos 10 melhores filmes para o ano de 1957.[21]
Ethan de Seife escreveu em seu livro Tashlinesque: The Hollywood Comedies of Frank Tashlin que, em filmes como Son of Paleface, Marry Me Again, Artists and Models, Will Success Spoil Rock Hunter?, The Man from the Diners' Club, The Private Navy of Sergeant O'Farrell, entre muitos outros, é possível observar que a animação norte-americana e a comédia de ação ao vivo dos Estados Unidos derivam da mesma tradição.[22] Peter Lev escreveu em seu livro Twentieth Century-Fox: The Zanuck–Skouras Years, 1935–1965: “Will Success Spoil Rock Hunter? é mais fragmentado do que The Girl Can't Help It e, paradoxalmente, isso o torna um filme melhor”.[10] No website agregador de críticas Rotten Tomatoes, o longa-metragem tem uma aprovação de 88% com base em 24 avaliações da crítica especializada.[23]
Prêmios e indicações
| Prêmio | Categoria | Indicado(a) | Resultado |
|---|---|---|---|
| Cahiers du Cinéma | Melhor filme | Frank Tashlin | 2nd Place |
| Globo de ouro[24] | Melhor Ator - Comédia ou Musical | Tony Randall | Indicado |
| National Film Preservation Board | National Film Registry | Inducted | |
| Writers Guild of America Awards[25] | Best Written American Comedy | Frank Tashlin | Indicado |
Na cultura popular
Will Success Spoil Rock Hunter? é frequentemente citado como o “filme-assinatura” de Frank. Em 1966, Frank Tashlin afirmou que esse foi o filme de sua autoria com o qual ficou “mais satisfeito… não houve concessões naquele caso. Buddy Adler me deixou fazê-lo do meu próprio jeito”.[26]
Nada menos que dez programas de televisão exibiram episódios que parodiavam o título do filme, geralmente substituindo o nome Rock Hunter pelo nome de um personagem da própria série. Entre as produções que fizeram esse tipo de paródia estão The Munsters, My Three Sons e The Bullwinkle Show.
Há também uma referência a esse filme na adaptação cinematográfica de 1964 do romance de espionagem Funeral in Berlin, estrelada por Michael Caine no papel de Harry Palmer. Quando o agente secreto Palmer recebe documentos falsificados com uma nova identidade, ele se mostra insatisfeito com o nome atribuído e reclama: “Rock Hunter! Por que eu não posso ser Rock Hunter?”.
Bibliografia
- Solomon, Aubrey (1988). Twentieth Century Fox: A Corporate and Financial History (The Scarecrow Filmmakers Series) 1st ed. Lanham, Maryland: Scarecrow Press. ISBN 978-0810842441
- de Seife, Ethan (2012). Tashlinesque: The Hollywood Comedies of Frank Tashlin 1st ed. Middletown, Connecticut: Wesleyan University Press. ISBN 978-0819572400
- Faris, Jocelyn (1994). Jayne Mansfield: A Bio-Bibliography. Col: Bio-Bibliographies in the Performing Arts Annotated ed. Santa Barbara, California: Greenwood Publishing Group. ISBN 978-0313285448
- Lev, Peter (2013). Twentieth Century-Fox: The Zanuck-Skouras Years, 1935–1965. Austin, Texas: University of Texas Press. ISBN 978-0292744479
- Toth, Emily (1981). Inside Peyton Place: The Life of Grace Metalious. New York City: Doubleday. ISBN 978-0385159500
- Monaco, James (1992). Movie Guide. New York City: TarcherPerigee. ISBN 978-0399517808
- Eagan, Daniel (2009). America's Film Legacy: The Authoritative Guide to the Landmark Movies in the National Film Registry. New York City: Continuum International Publishing Group. ISBN 978-0826418494
- Doherty, Thomas (2003). Cold War, Cool Medium: Television, McCarthyism, and American Culture. Col: Film and Culture 1st ed. New York City: Columbia University Press. ISBN 978-0231129527
Referências
- ↑ Solomon 1988, p. 251.
- ↑ Solomon 1988, p. 227.
- ↑ «Grande Sucesso de Rock Hunter, O (1957)». Cineplayers. 27 de novembro de 2018. Consultado em 24 de dezembro de 2025
- ↑ Monaco 1992, p. 1065.
- ↑ Eagan 2009, p. 533.
- ↑ Doherty 2003, p. 788.
- ↑ News, A. B. C. «'Goodfellas' On National Film Registry». ABC News (em inglês). Consultado em 24 de dezembro de 2025
- ↑ Faris 1994, p. 154.
- ↑ Sands, Zach (2017). Film Comedy and the American Dream. Abingdon-on-Thames: Routledge. ISBN 978-1138096875
- ↑ a b Lev 2013, p. 202.
- ↑ Matelski, Elizabeth M. (2017). Reducing Bodies: Mass Culture and the Female Figure in Postwar America 1st ed. Abingdon-on-Thames: Routledge. ISBN 978-1138681644
- ↑ Connolly, Mike (30 de Janeiro de 1957). «Rambling Reporter». The Hollywood Reporter. 143 (19). 2 páginas. ProQuest 2338125822. Consultado em 23 de Dezembro de 2025
- ↑ Toth 1981, p. 144.
- ↑ «"Minta Durfee Filmography"». Turner Classic Movies. Consultado em 23 de Dezembro de 2025. Arquivado do original em 19 de Outubro de 2015
- ↑ Garcia, Roger; Eisenschitz, Bernard (1994). Frank Tashlin (em inglês). [S.l.]: Bloomsbury Publishing Plc. p. 218. ISBN 978-0-85170-462-3. Consultado em 30 de dezembro de 2025
- ↑ Courant, Frank Rizzo,The Hartford. «Tony Randall was always ready with a quip or a quotation». Portsmouth Herald (em inglês). Consultado em 23 de dezembro de 2025
- ↑ a b Powers, James (29 de Julho de 1957). «Entertaining: Tashlin Production Packed with Laughs». The Hollywood Reporter (145). 45 páginas. ProQuest 2338240035. Consultado em 23 de Dezembro de 2025
- ↑ S, S. (28 de Setembro de 1957). «Parade: The Funniest Blast at TV: Oh! For a man!». Picturegoer. 34 (1169). 18 páginas. ProQuest 1771184562. Consultado em 23 de Dezembro de 2025
- ↑ «Will Success Spoil Rock Hunter?». Variety. Janeiro de 1957. Consultado em 23 de Dezembro de 2025
- ↑ Crowther, Bosley (12 de Setembro de 1957). «Screen: Farce From Fox; 'Will Success Spoil Rock Hunter?' Here». The New York Times. Nova Iorque. Consultado em 23 de Dezembro de 2025
- ↑ «Cahiers du Cinema: Top Ten Lists 1951-2009». www.mistdriven.com. Consultado em 24 de dezembro de 2025
- ↑ de Seife 2012, p. 55.
- ↑ «Will Success Spoil Rock Hunter?». Rotten Tomatoes (em inglês). Consultado em 23 de dezembro de 2025
- ↑ «Will Success Spoil Rock Hunter? – Golden Globes». HFPA. Consultado em July 5, 2021 Verifique data em:
|acessodata=(ajuda) - ↑ «Awards Winners». wga.org. Writers Guild of America. Consultado em 6 de junho de 2010. Cópia arquivada em 5 de dezembro de 2012
- ↑ Scheuer, Philip K. (20 de Setembro de 1966). «Paris Film at 3rd and Broadway». Los Angeles Times. p. C1
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