Agência de Comunicações da Casa Branca

Agência de Comunicações da Casa Branca
White House Communications Agency
Resumo da agência
Formação25 de março de 1942
JurisdiçãoEstados Unidos, Agência de Sistemas de Informação de Defesa
SedeWashington, D.C.
Empregados501–1,000
Agência mãeAgência de Sistemas de Informação de Defesa
Sala de telégrafo, Casa Branca, 1923

A Agência de Comunicações da Casa Branca (em inglês: White House Communications Agency, WHCA), originalmente conhecida como White House Signal Corps (WHSC) e depois White House Signal Detachment (WHSD), foi oficialmente criada pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos em 25 de março de 1942, durante a presidência de Franklin D. Roosevelt. A organização foi criada para fornecer comunicações seguras, normais, secretas e de emergência, em apoio ao presidente. A organização disponibilizava rádio móvel, teletipo, telégrafo, telefone e apoio criptográfico na Casa Branca e em “Shangri-La” (atualmente conhecido como Camp David). Sua missão organizacional era prover um sistema de comunicações de excelência que permitisse ao presidente liderar a nação de forma eficaz.

Reorganização

Em 1954, durante a administração Eisenhower, o WHSD foi reorganizado sob o Office of the Chief Signal Officer, Army Signal Corps como uma unidade de Classe II e renomeado White House Army Signal Agency (WHASA). Em 1962, a WHASA foi descontinuada por ordem do Secretário de Defesa dos Estados Unidos, sob o presidente John F. Kennedy. Suas atribuições foram transferidas para a Agência de Comunicações de Defesa, sob o controle operacional do Gabinete Militar da Casa Branca, sendo então restabelecida como a Agência de Comunicações da Casa Branca.[1]

Função

A WHCA desempenhou um papel discreto, porém significativo, em muitos eventos históricos, incluindo: a Segunda Guerra Mundial, a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã, operações no Panamá e na Guatemala, a Operação Just Cause, as Operações Desert Shield e Desert Storm, e a Operação Restore Hope na Somália. A WHCA também foi uma peça-chave na documentação do assassinato do presidente John F. Kennedy e das tentativas de assassinato dos presidentes Gerald Ford e Ronald Reagan. Richard Nixon concedeu à agência a Citação Presidencial de Unidade em reconhecimento ao seu desempenho durante sua visita à China em 1972.[2][3][4][5][6][7][8]

Organização

A Agência de Comunicações da Casa Branca é composta por militares do Exército, Força Aérea, Marinha, Guarda Costeira e Corpo de Fuzileiros Navais. Ao longo dos últimos 60 anos, a agência evoluiu de uma pequena equipe de 32 pessoas, que trabalhava no subsolo da Casa Branca, para um comando conjunto autossuficiente com cerca de mil integrantes. O quartel-general da WHCA está localizado na Joint Base Anacostia–Bolling e é composto por seis elementos de estado-maior e sete unidades organizacionais. A WHCA também mantém destacamentos de apoio em Washington, D.C., e em diversas localidades por todo os Estados Unidos. A agência é organizada em áreas funcionais, cada uma com sua própria missão em apoio à missão geral da WHCA de suporte presidencial.[9]

Membros

Insígnia de ombro do elemento do Exército da Agência de Comunicações da Casa Branca
Selos dos ramos das Forças Armadas dos Estados Unidos

A Agência de Comunicações da Casa Branca é uma unidade militar conjunta. Ela conta com integrantes de todos os ramos das Forças Armadas: Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), Exército dos Estados Unidos (USA), Guarda Costeira dos Estados Unidos (USCG), Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) e Marinha dos Estados Unidos (USN). Os candidatos passam por um processo rigoroso de seleção antes de serem admitidos. Após serviço meritório de 365 dias, em geral, seus membros uniformizados recebem a Insígnia de Serviço Presidencial.[10]

A WHCA também mantém numerosos funcionários civis em toda a agência e em suas localizações satélites.

Referências

  1. Defense Information Systems Agency, about the WHCA
  2. «Final Report of the Assassination Records Review Board, September, 1998». fas.org. Consultado em 12 de junho de 2018 
  3. Praise from a Future Generation: The Assassination of John F. Kennedy, page 555, By John Kelin
  4. Dallas '63: The First Deep State Revolt Against the White House, By Peter D Scott
  5. Hunting the President: Threats, Plots and Assassination Attempts, By Mel Ayton
  6. «Reagan Library, WHITE HOUSE COMMUNICATIONS AGENCY: NEWS SUMMARY VIDEOTAPE COLLECTION, 1985-86». reaganlibrary.gov. Consultado em 12 de junho de 2018 
  7. «White House Communications Agency Sound Recordings Collection». www.nixonlibrary.gov. Consultado em 12 de junho de 2018 
  8. Illinois, Lynnita Jean Brown of Tuscola. «Korean War Educator: Branch Accounts - Army». www.koreanwar-educator.org. Consultado em 12 de junho de 2018 
  9. «linkedin.com, White House Communications Agency». linkedin.com. Consultado em 12 de junho de 2018 
  10. «White House Communications Agency». www.disa.mil (em inglês). Consultado em 27 de fevereiro de 2017