Wei Liaozi
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| Chinês tradicional: | 尉繚子 | ||||||||||||||
| Chinês simplificado: | 尉缭子 | ||||||||||||||
| Significado literal | Mestre Wei Liao | ||||||||||||||
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Wei Liaozi é um texto sobre estratégia militar, um dos Sete Clássicos Militares da antiga China.[1] Foi escrito durante o Período dos Reinos Combatentes.[2]
História e autoria
A obra é supostamente nomeada em referência a Wei Liao,[3] que se diz ter sido discípulo de Lord Shang ou um importante conselheiro durante a Dinastia Qin. Contudo, há poucas evidências para apoiar qualquer uma dessas hipóteses. A única menção a Wei Liao fora do Wei Liaozi está nos Registros do Grande Historiador (Shiji), onde ele aparece como conselheiro de Qin Shi Huang, o jovem rei do estado de Qin. Como o Wei Liaozi quase não apresenta estratégia prática, acredita-se que Wei Liao tenha sido mais um teórico. Questões sobre autoria tornam-se ainda mais obscuras pelo fato de dois trabalhos diferentes com o mesmo nome aparentemente serem conhecidos durante a Dinastia Han. A obra assumiu sua forma atual em torno do final do século 4 a.C. Uma nova versão do Wei Liaozi foi descoberta em 1972 em um túmulo da dinastia Han em Linyi. Ela apresenta tom mais filosófico que o texto recebido, porém difere significativamente apenas em alguns trechos.[4]
Conteúdo
O Wei Liaozi frequentemente defende abordagens tanto civis quanto militares para os assuntos de Estado. Segundo o texto, a agricultura e o povo são os dois maiores recursos do Estado, e ambos devem ser nutridos e providos. Embora o Wei Liaozi não mencione especificamente o Confucionismo, a obra advoga um governo baseado em valores humanísticos, em consonância com essa escola de pensamento. O governante deve ser o paradigma de virtude no Estado. Entretanto, a heterodoxia e outros valores que não favoreçam o Estado devem ser punidos com medidas draconianas.[5]
Referências
- ↑ Sawyer, Ralph D.; Mei Mei-chün Sawyer (1993). The Seven Military Classics of Ancient China. [S.l.]: Westview Press. ISBN 0813312280
- ↑ Van de Ven, Hans J. (2000). Warfare in Chinese History. [S.l.]: Brill. p. 7. ISBN 9004117741
- ↑ “Zi” (子; “Tzu” na transliteração Wade-Giles) era usado como sufixo ao sobrenome de um homem respeitável na cultura chinesa antiga. É aproximadamente equivalente a “Senhor”, sendo comumente traduzido como “Mestre” para o inglês.
- ↑ Sawyer (1993) pp. 229–232
- ↑ Sawyer (1993) pp. 232–238