Voz e Suor

Voz e Suor
Álbum de estúdio de Nana Caymmi
Lançamento1983
Gravação1983
Gênero(s)MPB
Duração40:18
Idioma(s)Português
Formato(s)LP, CD
Gravadora(s)EMI-Odeon
ProduçãoRenato Côrrea
Cronologia de Nana Caymmi
E a Gente Nem Deu Nome
(1981)
Cronologia de César Camargo Mariano
Todas as Teclas (1984)
Prisma (1985)

Voz e Suor é um álbum fruto da parceria dos músicos brasileiros Nana Caymmi e César Camargo Mariano lançado no ano de 1983 pela gravadora EMI-Odeon.[1][2]

Contexto

Renato Côrrea, produtor da gravadora Odeon Records, afirmou em entrevista ao jornalista musical, Irlam Rocha Lima, no jornal Correio Braziliense, que a gravação desse disco era "uma vontade antiga" de Nana Caymmi e César Camargo Mariano. Afirmou também, que, a escolha do repertório foi feita por Nana e os arranjos ficaram por conta de Mariano.[3] Em entrevista para Elisabeth Orsini, do jornal carioca Jornal do Brasil, Nana declarou que o tempo de escolha do repertório três meses e o processo de gravação, apenas cinco dias.[4]

A canção Neste Mesmo Lugar ganhou um videoclipe.[5]

Faixas

N.º TítuloCompositor(es) Duração
1. "Voz e Suor"  Sueli Costa, Abel Silva 03:54
2. "Velho Piano"  Dori Caymmi, Paulo César Pinheiro 03:40
3. "Doce Presença"  Ivan Lins, Vítor Martins 04:05
4. "Clara Paixão"  Rosinha de Valença, Sarah Benchimol, Nonato Buzar 03:29
5. "Neste Mesmo Lugar"  Klécius Caldas, Armando Cavalcanti 02:37
6. "Valerá a Pena"  Dorival Caymmi 01:51
7. "Fruta Boa"  Milton Nascimento, Fernando Brant 03:33
8. "Isso e Aquilo"  Guilherme Rondon, Iso Fischer 02:00
9. "Não Diga Não"  Tito Madi, Georges Henry 03:38
10. "Sede"  Moraes Moreira 02:51
11. "Por Toda A Minha Vida"  Tom Jobim, Vinicius de Moraes 03:17
12. "Nosso Tempo"  Danilo Caymmi, Cláudio Nucci, Luiz Fernando Gonçalves 02:43
Duração total:
40:18

Recepção

A TV Bandeirantes, gravou um especial do show de Cesar Camargo Mariano e de Nana Caymmi, no Maksoud Plaza, no bairro do Jardim Paulista com o repertório do disco, que teve como direção de espetáculo Roberto de Oliveira.[6] O álbum passou a barreira de cinquenta mil disco vendidos.[7]

Crítica

O jornal Diario de Pernambuco, classificou o disco como "o melhor disco de 1984".[8] O jornalista e crítico musical Matias José Ribeiro, classificou o disco como "excepcional" e disse que "Nana confirmou mais uma vez que é uma das maiores cantoras que já tivemos".[9] Arnaldo de Souteiro, da Tribuna da Imprensa, elogiou Nana "como uma das maiores cantoras da história do país" e comparou o álbum com Elis & Tom de Antônio Carlos Jobim e Elis Regina, de 1974.[10]

A revista Manchete, classificou o álbum como o melhor álbum do ano na categoria de MPB e POP, superando álbuns como Simples Carinho de Angela Ro Ro e Thriller de Michael Jackson.[11]

Legado

Na votação da lista dos 500 maiores discos da música brasileira realizada pelo podcast Discoteca Básica que contou com mais de 160 especialistas em música, elencou o álbum na posição de 387 álbum mais importante da música brasileira.[12] É o único disco presente de Nana Caymmi na lista e o único da carreira solo de Cesar Camargo Mariano, que também foi listado pelo seu trabalho São Paulo - Brasil fruto do trabalho com Cesar Mariano & Cia.[12][13]

Em entrevista ao telejornal SBT News, em 2025, o jornalista e crítico musical Regis Tadeu, classificou o álbum como "completamente brilhante, com uma sensibilidade harmônica e melódica incrível", além de afirmar que é uma "obra-prima".[14] O jornalista musical Sérgio Martins, da TV Cultura Litoral, no programa Opinião Litoral, adicionou que o álbum é "um dos melhores discos de voz e piano de todos os tempos".[15]

Referências

  1. «Voz e Suor - Nana Caymmi e César Camargo Mariano». Instituto Memória Musical Brasileira. Consultado em 7 de junho de 2025. Cópia arquivada em 8 de julho de 2022 
  2. «Voz e Suor». Discos do Brasil. Consultado em 7 de junho de 2025. Cópia arquivada em 16 de fevereiro de 2025 
  3. Lima, Irlam (19 de outubro de 1983). «Voz e Suor: Nana Caymmi e César Camargo Mariano». Correio Braziliense (7563): 25. Consultado em 11 de junho de 2025 
  4. Orisini, Elisabeth (27 de outubro de 1983). «Nana Caymmi: sempre amando intensamente e transformando o amor em canção». Jornal do Brasil. 93 (202): 26. Consultado em 13 de junho de 2025 
  5. «Sonoras». Correio Braziliense (7502): 25. 15 de setembro de 1983. Consultado em 11 de junho de 2025 
  6. «Destaque da Semana». Cidade de Santos. 18 (6145). 29 de abril de 1985. Consultado em 13 de junho de 2025 
  7. «Para Nana só importa cantar o que gosta». A Tribuna. 92 (127): 13. 30 de julho de 1985. Consultado em 13 de junho de 2025 
  8. «César Camargo e Nana Caymmi unem seus talentos». Diario de Pernambuco. 43 (160): 22. Consultado em 13 de junho de 2025 
  9. Ribeiro, Matis (19 de novembro de 1983). «Nana: repertório abrangente, voz uterina e grutesca». Jornal Pioneiro. 36 (11): 23. Consultado em 13 de junho de 2025 
  10. Souteiro, Arnaldo. «Nana Caymmi e César Camargo Mariano». Tribuna da Imprensa. 32 (10491): 11. Consultado em 13 de junho de 2025 
  11. Cunha, Wilson (7 de janeiro de 1984). «Leitura Dinâmica». Manchete (1165): 132. Consultado em 13 de junho de 2025 
  12. a b Alexandre, Ricardo; et al. (2022). Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos. Porto Alegre: Jambô. ISBN 9786588634332 
  13. «SÃO PAULO - BRASIL - César Mariano & Cia.». IMMuB. Consultado em 7 de junho de 2025. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2022 
  14. “Pseudocantoras”: Regis Tadeu diz que Nana Caymmi não terá sucessora no Brasil | SBT News 🔗, SBT, 2 de maio de 2025, consultado em 7 de junho de 2025 
  15. Opinião Litoral (16 de maio de 2025), A DESPEDIDA DA GRANDE NANA CAYMMI | JANJA CAUSA INCIDENTE DIPLOMÁTICO | DOCUMENTÁRIO DA RITA LEE, TV Cultura Litoral, consultado em 7 de junho de 2025