Violante Saramago Matos
| Violante Saramago Matos | |
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| Nascimento | 11 de agosto de 1947 (78 anos) Lisboa |
| Cidadania | Portugal |
| Progenitores | |
| Cônjuge | Danilo Matos |
| Ocupação | política, bióloga, escritora, técnica, professora de secundária |
Violante Saramago Matos (Lisboa, 1947) é bióloga, militante antifascista, ativista e política portuguesa que foi presa política durante o Estado Novo.[1][2]
Biografia
Violante Saramago Matos nasce em Lisboa em 1943, filha única da artista plástica Ilda Reis e do escritor José Saramago. Em 1970, sai de casa dos pais e casa com Danilo Matos. Em 1980, Violante muda-se para o Funchal.[1][2][3][4][5][6]
Violante é mãe de dois filhos, Ana Matos engenheira informática, fundadora da Galeria das Salgadeiras, no Bairro Alto, em Lisboa e curadora da Fundação José Saramago e Tiago Matos, biólogo.[6][7][8]
Percurso Académico e Profissional
Violante licencia-se em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e desempenhou ao longo da sua vida adulta diversas profissões. Foi professora do ensino secundário, entre 1975 e 1988, no Cacém e no Funchal. Foi também técnica de controlo laboratorial de alimentos, analista e gestora de recursos humanos da Secretaria do Ambiente, na região autónoma da Madeira.[1][6][9]
Escreve periodicamento, na coluna "Opinião" no Diário de Notícias do Funchal, integra o painel "Mulheres com Palavra" programa da TSF Madeira, participa em conferências e seminários sobre ambiente e desenvolvimento sustentável e é curadora da Fundação José Saramago.[2][9]
Percurso Ativista e Político
Violante inicia o seu percurso como ativista participando nas manifestações e lutas estudantis contra a ditadura do Estado Novo, a guerra colonial e a guerra do Vietnam. Foi membro do Movimento Associativo dos Estudantes do Ensino Secundário de Lisboa, nos anos 1960 e dirigente da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, entre 1969 e 1974. Também trabalhou com os Comités de Luta Anti-Colonial.[1][5][8][9]
Na sequência da manifestação do 1.º de Maio de 1973, no Rossio, em Lisboa, Violante foi presa. Cumpriu 3 meses na prisão de Caxias e saiu sem culpa formada. Durante o período em que esteve presa foi acompanhada pela sua filha, Ana Matos, à data com um ano e meio de idade, após a sua mãe, Ilda Reis, a ter entregue na prisão, a pedido o PCTP - MRPP.[1][5][8][9][10][11]
Enquanto ativista fez parte de diversos movimentos cívicos nomeadamente os de apoio a Timor-Leste, em 1999, contra a guerra do Iraque, em 2003, e pela despenalização da IVG, tendo sido mandatária regional do Movimento "Voto Sim", em 1997-1998 e 2007.[1][9]
Violante foi militante do PCTP - MRPP e deputada da Assembleia Legislativa da Madeira. Foi vereadora da Câmara Municipal do Funchal entre 1997 e 2001 e deputada à Assembleia Legislativa da Madeira, entre 1996 e 2000, eleita como independente nas listas do Partido Socialista. Foi dirigente regional do Bloco de Esquerda tendo sido eleita para a Assembleia Legislativa da Madeira, nas listas desse partido, entre dezembro de 2005 e dezembro de 2006. Foi mandatária regional de dois candidatos à Presidência da República, Manuel Alegre (2010) e António Sampaio da Nóvoa (2015) e mandatária de Miguel Gouveia, candidato à Câmara Municipal do Funchal, em 2021.[1][2][5][9][11]
Obra
Violante é pintora, tendo feito várias exposições em Portugal e no estrangeiro, e também escritora, tendo publicado diversos livros infantis, crónicas, entre outros livros.[1][2][3][11]
Livros infantis e juvenis
- 2011 - "Quinas Ganha Uma Casa"
- 2015 - “Quinas à Descoberta”
- 2017 - "Quinas e Uma Companheira de Brincadeiras” e “Quinas e Uma Rainha Sem Coroa
- 2018 - "Quinas, pelo Mar Fora...""
- 2019 - "Quinas, uma Viagem à Ria
- 2019 - "Tixa a Presidente!"
- 2020 - "Pintas e Pirata – Detetives de Pata Cheia"
Outras publicações
- 2010 - “Na Primeira Pessoa”
- 2012 - “A História Num Instante – Madeira, 20 de Fevereiro de 2010”
- 2020 - “Quando o Verão Amadurece” (crónicas)
- 2021 - “Escritas da Pandemia com caneta e pincel” (crónicas)
- 2022 - “De Memórias Nos Fazemos”
- 2024 - "70 Dias à Margem da Democracia"
Referências
- ↑ a b c d e f g h «Violante Saramago Matos | Wook». www.wook.pt. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ a b c d e «Violante Saramago Matos». revistamar.com (em inglês). 16 de novembro de 2022. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ a b Ralha, Leonardo (7 de maio de 2024). «Violante Saramago Matos: "Não digo que o Presidente está a gozar. Mas imita bem"». Diário de Notícias. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ «Centenário de Saramago: "Contrariamente ao que se dizia, o meu pai era extremamente reservado." Violante, a filha, numa grande entrevista». Expresso. 16 de novembro de 2022. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ a b c d DN, Redacao (8 de março de 2008). «'A MINHA MÃE ERA UMA MULHER DOCE E DETERMINADA'». Diário de Notícias. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ a b c «Caras | Violante Saramago Matos: filha de José Saramago fala com emoção das suas heranças: "É um imenso orgulho ser filha dele"». Caras. 19 de junho de 2010. Consultado em 4 de maio de 2025
- ↑ «Caras | Ana Saramago Matos: "É com alegria que vejo a obra do meu avô ser interpretada"». Caras. 1 de junho de 2014. Consultado em 4 de maio de 2025
- ↑ a b c «Ana Saramago Matos: "A luta das mulheres tem que ser a luta dos homens"». Universidade de Lisboa. 7 de março de 2025. Consultado em 4 de maio de 2025
- ↑ a b c d e f «Região Autónoma da Madeira - Violante Saramago». Manuel Alegre. Consultado em 4 de maio de 2025
- ↑ DN, Redacao (14 de maio de 2010). «Violante Saramago Matos». Diário de Notícias. Consultado em 4 de maio de 2025
- ↑ a b c «Violante Saramago Matos desafiada a refletir sobre a sua obra de eleição de José Saramago». A Pátria. 22 de julho de 2022. Consultado em 4 de maio de 2025
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