Valquírias

As valquírias ou valkirias (nórdico antigo: valkyrja, lit. "a que escolhe os mortos"), na mitologia nórdica, são dísir, deidades femininas menores que serviam Odin sob as ordens de Freya. O seu propósito era eleger os mais heróicos guerreiros mortos em batalha e conduzi-los ao salão dos mortos, Valhalla, regido por Odin, onde se convertiriam em einherjar. A escolha servia metade daqueles que morriam em batalha (a outra metade seguia para o campo de Freyja, na vida após a morte, denominado Fólkvangr). Odín precisava de guerreiros para que lutassem a seu lado na batalha do fim do mundo, Ragnarök. A sua residência habitual era Vingólf, situado próximo de Valhalla. O dito salão contava com quinhentas e quarenta portas por onde entravam os heróis derrotados para que as guerreiras os curassem, deleitando-se com a sua beleza e onde também "serviam hidromel e cuidavam da louça de barro e vasilhas para beber".[1] Estas surgem também como amantes de heróis e outros mortais, em que, por vezes, são descritas como filhas da realeza, ocasionalmente acompanhadas por corvos, e de vez em quando incorporadas a cisnes ou cavalos.
Parece, no entanto, que não existia uma distinção muito clara entre as valquírias e nornas. De fato, Skuld é tanto uma valquíria como uma norna e em Darraðarljóð (líneas 1-52), as valquírias tecem as redes da guerra.
As valquírias são mencionadas em Edda em verso, um livro de poemas compilado no século XIII a partir de fontes históricas; a Edda em prosa e Heimskringla (de Snorri Sturluson), e na saga de Njáls, uma saga islandesa, todas escritas no século XIII. As valquírias surgem em toda a poesia escáldica, no encanto do século XIV, e em várias inscrições rúnicas. Segundo a Edda em prosa (Gylfaginning 35), "Odin nomeia valquírias para todas as batalhas. Estas atribuem a morte aos homens e comandam a vitória. Gunnr e Róta [duas valquírias] e a norna mais jovem, chamada Skuld, sempre cavalgavam para eleger quem deveria morrer e para chefiar as matanças.
Outrossim, a liberdade poética permitiu que o termo 'valquíria' se aplicasse também a mulheres mortais na poesia nórdica antiga, ou transcrevendo Skáldskaparmál de Snorri Sturluson no que diz respeito à utilização de vários termos empregues para caracterizar as mulheres, 'as mulheres são também chamadas metafóricamente pelos nomes das Ásynjur ou das valquírias, ou ainda das nornas.'[2]
Os cognatos do inglês antigo wælcyrge e wælcyrie surgem em vários manuscritos antigos ingleses, e estudiosos têm explorado a possibilidade de os termos aparecerem a inglês antigo por influência nórdica, ou por refletir uma tradição também nativa entre os pagãos anglo-saxões. Teorias académicas têm sido elaboradas propondo uma relação entre as valquírias, as nornas, as dísir, as seiðkona e as donzelas escudeiras, no qual todas menos as últimas são descritas como figuras sobrenaturais associadas com o destino. Escavações arqueológicas por toda a Escandinávia revelaram amuletos de teoricamente representam as valquírias. Na cultura moderna, valquírias têm sido objeto de obras de arte, obras musicais, videojogos e poesia.
| “ | (...) a figura da Valquíria: ela é matadora de homens – em qualidade de mensageira de Odin, é bem verdade, e de executante das suas sentenças – mas é, ao mesmo tempo, uma sedutora: não há quem resista aos seus encantos propriamente mágicos | ” |
— Régis Boyer, Mulheres viris, 1997b..
|
Etimologia

A palavra valquíria deriva do nórdico antigo valkyrja (plural valkyrjur), que é composta por duas palavras; o substantivo valr (que se refere aos mortos em batalha) e o verbo kjósa (que significa "escolher"). Juntos, significam "escolher os mortos". O nórdico antigo valkyrja é um cognato do inglês antigo wælcyrge.[3] Outros termos para valquírias incluem óskmey (nórdico antigo "serva desejada"), surgem no poema Oddrúnargrátr e Óðins meyjar (nórdico antigo "serva de Odin"), aparece em Nafnaþulur. Óskmey talvez esteja relacionado com o nome de Odin Óski (nórdico antigo, que significa aprox. "desejo do ocumpridor"), referindo-se ao facto de Odin acolher guerreiros mortos em Valhalla.[4]
Manuscritos
As valquírias são mencionadas ou descritas em várias fontes mitológicas da Escandinávia Medieval, especialmente em poemas éddicos como Hárbarðsljóð, Helgakviða I, II e III, e Grotassöngr; poemas escáldicos como Hákonarmál; poemas éddico-escáldicos como Darraðarljóð; e sagas lendárias como são exemplo Völsunga saga e Hjálmþés saga ok Ölvis, dos quais os historiadores das religiões germânicas ou eslavas dispõem e cujo vasto referencial culturalista permite o atual entendimento das motivações sociais e históricas na formação destes modelos míticos marciais — as valquírias.
Edda em verso
As valquírias são mencionadas nos poemas da Edda poética: Völuspá, Grímnismál, Völundarkviða, Helgakviða Hjörvarðssonar, Helgakviða Hundingsbana I, Helgakviða Hundingsbana II e Sigrdrífumál.
Völuspá e Grímnismál
_by_H._W._Bissen.jpg)

Na trigésima estrofe do poema Völuspá, é descrito que uma völva (uma viandante profetisa da sociedade germânica) informa a Odin ter visto valquírias vindo dos mais longínquos lugares prontas para cavalgar com os seus fogosos corceis "as fileiras dos deuses" em direção ao povo dos Godos. A völva adianta-se com a enumeração de um elenco de seis valquírias, cujos nomes são Skuld (nórdico antigo, termo que possivelmente significa "débito" ou "futuro") que segura um escudo, Skögul ("shaker") outro, Gunnr ("guerra"), Hildr ("batalha"), Göndul ("bastão mágico") e Geirskögul ("lança-Skögul"). A völva revela a Odin que tem já listadas as donzelas de Herjan, "valquírias prontas para cavalgar sobre a terra.".[5]
Völundarkviða

Uma introdução em prosa no poema Völundarkviða relata que os irmãos Slagfiðr, Egil e Völund viviam numa casa situada num local chamado Úlfdalir ("vales dos lobos"). Aí, numa manhã bem cedo, os irmãos encontram três mulheres a fiar linho na margem do lago Úlfsjár ("lago dos lobos"), e "perto delas estavam as suas vestimentas de cisne; eram valquírias". Duas filhas do Rei Hlödvér são chamadas Hlaðguðr svanhvít ("branco-cisne") e Hervör alvitr (possivelmente significando "omnisciente" ou "criatura estranha"[6]); a terceira, filha de Kjárr de Valland, é chamada Ölrún (possivelmente significando a "runa de cerveja"[7]). Os irmãos levam as três mulheres de volta para o seu salão com eles: Egil leva Ölrún, Slagfiðr leva Hlaðguðr svanhvít e Völund leva Hervör alvitr. Vivem juntos durante sete invernos, até que as mulheres voam para uma batalha e não regressam. Egil sai com raquetes de neve para procurar Ölrún, Slagfiðr vai procurar Hlaðguðr svanhvít e Völund fica em Úlfdalir. [8]
Helgakviða Hjörvarðssonar

No poema Helgakviða Hjörvarðssonar, a narrativa em prosa conta que um jovem sem nome e calado, filho do rei norueguês Hjörvarðr e de Sigrlinn de Sváfaland, testemunha nove valquírias a cavalgar enquanto estava sentado num túmulo. Considera uma delas particularmente marcante; Esta valquíria é posteriormente detalhada numa narrativa em prosa como Sváva, filha do Rei Eylimi, que "uma vez o protegeu em batalha". A Valquíria fala com o homem sem nome e dá-lhe o nome de Helgi (que significa "o sagrado"[9]). O outrora calado Helgi fala; e refere-se à valquíria como "senhora de rosto brilhante" e pergunta-lhe que presente receberá com o nome que ela lhe concedeu, mas não aceitará se não a puder ter também. A valquíria conta-lhe que conhece um poço de espadas em Sigarsholm, e que um deles é de particular importância, descrevendo-o pormenorizadamente. [10] Mais tarde no poema, Atli voa com a mulher jötunn Hrímgerðr. Enquanto voava com Atli, Hrímgerðr diz que viu 27 valquírias a rodear Helgi, mas uma valquíria em particular liderou o bando com justiça:
Três vezes nove raparigas, mas uma rapariga vira-se para a frente,
de pele branca sob o capacete;
os cavalos tremiam, das suas crinas
orvalho caiu nos vales profundos,
granizo nas florestas altas;
a boa fortuna chega aos homens de lá;
tudo o que via era odioso para mim.[11]
Depois de Hrímgerðr regressar à pedra ao amanhecer, continua uma narrativa em prosa em que Helgi, que é agora rei, vai ter com o pai de Sváva, o rei Eylimi, e pergunta pela sua filha. Helgi e Sváva estão noivos e amam-se profundamente. Sváva fica em casa com o Rei Eylimi, e Helgi começa, e a narrativa acrescenta que Sváva "era uma valquíria como antes". [12] O poema continua e, entre vários outros acontecimentos, Helgi morre devido a um ferimento recebido em batalha. Uma narrativa no final do poema diz que Helgi e a sua mulher valquíria Sváva "são considerados reencarnações".[13]
Helgakviða Hundingsbana I

No poema Helgakviða Hundingsbana I, o herói Helgi Hundingsbane senta-se no campo de batalha de Logafjöll, repleto de cadáveres. Uma luz brilha a partir do monte e dessa luz irrompem relâmpagos. Voando pelo céu, surgem valquírias de elmo posto. As suas cotas de malha, que lhes chegavam à cintura, estão ensanguentadas; as suas lanças brilham intensamente:
Então a luz brilhou de Logafell, e dessa radiância vieram relâmpagos; usando elmos em Himingvani [vieram as valquírias]. As suas brenhas estavam encharcadas de sangue; e raios brilhavam das suas lanças.[14]
Na estrofe seguinte, Helgi pergunta às valquírias (a quem se refere como "deusas do sul") se gostariam de regressar a casa com os guerreiros ao cair da noite (enquanto as setas ainda voavam). Terminada a batalha, a valquíria Sigrún ("runa da vitória"[15]) informa-o, do alto do seu cavalo, que o seu pai Högni a prometeu a Höðbroddr, filho do rei Granmar do clã Hniflung, a quem Sigrún considera indigno. Helgi reúne uma hoste imensa para cavalgar e travar batalha em Frekastein contra o clã Hniflung, de modo a auxiliar Sigrún no seu esforço para evitar o noivado.[16] Mais adiante no poema, o herói Sinfjötli trava um flyting (duelo de insultos) com Guðmundr. Sinfjötli acusa Guðmundr de outrora ter sido mulher e mofa que Guðmundr era "uma bruxa, horrível, antinatural, entre as valquírias de Odin", acrescentando que todos os einherjar "tiveram de lutar, mulher obstinada, por tua causa".[17] Ainda no poema, a expressão "o mar aéreo da valquíria" é utilizada como metáfora para "nevoeiro".[18]
Perto do final do poema, as valquírias descendem novamente do céu, desta vez para proteger Helgi no decurso da batalha em Frekastein. Após o combate, todas as valquírias partem em voo, exceto Sigrún, e lobos (referidos como "a montada da mulher-troll") consomem os cadáveres:
Valquírias de elmo desceram do céu —o ruído das lanças tornou-se alto—elas protegeram o príncipe; disse então Sigrun — as valquírias que dão feridas voaram, a montada da mulher-troll banqueteava-se no pasto dos corvos:[19]
Vencida a batalha, Sigrún diz a Helgi que ele se tornará um grande governante e compromete-se com ele.[20]
Helgakviða Hundingsbana II

No início do poema Helgakviða Hundingsbana II, uma narrativa em prosa diz que o Rei Sigmund (filho de Völsung) e a sua esposa Borghild (de Brálund) têm um filho chamado Helgi, a quem deram o nome em honra de Helgi Hjörvarðsson (o protagonista da anterior Helgakviða Hjörvarðssonar).[21] Após Helgi ter morto o Rei Hunding na estrofe 4, uma narrativa em prosa refere que Helgi escapa, consome a carne crua de gado que abateu numa praia e encontra Sigrún. Sigrún, filha do Rei Högni, é "uma valquíria e cavalgava pelo ar e pelo mar", sendo a reencarnação da valquíria Sváva.[22] Na estrofe 7, Sigrún utiliza a expressão "alimentou o ganso das irmãs de Gunn". Gunnr e as suas irmãs são valquírias, e estes "gansos" são corvos, que se alimentam dos cadáveres deixados no campo de batalha pelos guerreiros.[23]
Após a estrofe 18, uma narrativa em prosa relata que Helgi e a sua imensa frota de navios se dirigem a Frekastein, mas enfrentam uma grande tempestade. Um raio atinge um dos navios. A frota vê nove valquírias a voar pelo ar, entre as quais reconhecem Sigrún. A tempestade amaina e as frotas chegam em segurança a terra.[24] Helgi morre em batalha, contudo regressa de Valhalla para visitar Sigrún uma vez num monte funerário e, no final do poema, um epílogo em prosa explica que Sigrún morre mais tarde de desgosto. O epílogo detalha que "havia uma crença na religião pagã, que agora consideramos [ser] uma história de carochinha, de que as pessoas podiam reencarnar" e que "pensava-se que Helgi e Sigrun tinham renascido" como outro casal de herói e valquíria; Helgi como Helgi Haddingjaskaði e Sigrún como a filha de Halfdan, a valquíria Kára. O epílogo esclarece que informações adicionais sobre ambos podem ser encontradas na obra (agora perdida) Káruljóð.[25]
Sigrdrífumál

Na introdução em prosa do poema Sigrdrífumál, o herói Sigurd cavalga até Hindarfell e segue para sul em direção à "terra dos Francos". Na montanha, Sigurd vê uma grande luz, "como se um fogo estivesse a arder, que flamejava até ao céu". Sigurd aproxima-se e vê uma skjaldborg (parede de escudos) com um estandarte a flutuar por cima. Sigurd entra na skjaldborg e vê um guerreiro ali deitado — a dormir e totalmente armado. Sigurd remove o elmo do guerreiro e vê o rosto de uma mulher. O cosselete da mulher está tão justo que parece ter crescido no seu próprio corpo. Sigurd utiliza a sua espada Gram para cortar o cosselete, começando pelo pescoço para baixo, continuando a cortar pelas mangas e retirando-lhe a armadura.[26]
A mulher acorda, senta-se, olha para Sigurd e os dois conversam em duas estrofes de verso. Na segunda estrofe, a mulher explica que Odin lhe lançou um feitiço de sono que ela não conseguia quebrar e, devido a esse feitiço, esteve a dormir durante muito tempo. Sigurd pergunta-lhe o nome e a mulher entrega a Sigurd um corno de hidromel para o ajudar a reter as suas palavras na memória. A mulher recita uma oração pagã em duas estrofes. Uma narrativa em prosa explica que a mulher se chama Sigrdrífa e que é uma valquíria.[27]
Uma narrativa relata que Sigrdrífa explica a Sigurd que existiam dois reis a lutar um contra o outro. Odin tinha prometido a um deles — Hjalmgunnar — a vitória na batalha, contudo ela tinha "derrubado" Hjalmgunnar no combate. Em consequência, Odin picou-a com um espinho de sono, disse-lhe que ela nunca mais "lutaria vitoriosamente em batalha" e condenou-a ao matrimónio. Em resposta, Sigrdrífa disse a Odin que tinha prestado um grande juramento de que nunca se casaria com um homem que conhecesse o medo. Sigurd pede a Sigrdrífa que partilhe com ele a sua sabedoria de todos os mundos. O poema continua em verso, onde Sigrdrífa fornece a Sigurd conhecimentos sobre a inscrição de runas, sabedoria mística e profecia.[28]
Edda em Prosa
Na Edda em Prosa, escrita no século XIII por Snorri Sturluson, as valquírias são mencionadas pela primeira vez no capítulo 36 do livro Gylfaginning, onde a figura entronizada de Hár (Alto) informa Gangleri (o Rei Gylfi disfarçado) sobre as atividades das valquírias e menciona algumas deusas. Hár diz que "existem ainda outras cujo dever é servir em Valhalla. Elas trazem a bebida e cuidam da mesa e das taças de cerveja." Em seguida, Hár cita uma estrofe do poema Grímnismál que contém uma lista de valquírias e acrescenta: "estas mulheres são chamadas valquírias, e são enviadas por Odin a todas as batalhas, onde escolhem quais os homens que devem morrer e determinam quem obtém a vitória". Hár refere ainda que Gunnr ("guerra"[15]), Róta e Skuld — esta última a quem ele se refere como "a norna mais jovem" — "cavalgam sempre para escolher os mortos e decidir o desfecho da batalha".[29] No capítulo 49, Hár descreve que quando Odin e a sua esposa Frigg chegaram ao funeral do seu filho assassinado, Baldr, foram acompanhados pelas valquírias e também pelos corvos de Odin.[30]
Referências às valquírias aparecem ao longo do livro Skáldskaparmál, que fornece informações sobre a poesia escáldica. No capítulo 2, é apresentada uma citação da obra Húsdrápa, do escaldo do século X Úlfr Uggason. No poema, Úlfr descreve cenas mitológicas representadas num salão recém-construído, incluindo valquírias e corvos que acompanham Odin no banquete fúnebre de Baldr:
Ali percebo valquírias e corvos, acompanhando a sábia árvore-da-vitória [Odin] para a bebida da oferenda sagrada [o banquete fúnebre de Baldr] No interior apareceram estes motivos.[31]
Ainda no capítulo 2, é fornecida uma citação do poema anónimo do século X Eiríksmál (ver a secção Fagrskinna abaixo para mais detalhes sobre o poema e outra tradução):
Que tipo de sonho é esse, Odin? Sonhei que me levantava antes do amanhecer para preparar Val-hall para os mortos. Despertei os Einherjar, ordenei-lhes que se levantassem para juncar os bancos, limpar as taças de cerveja, as valquírias para servirem vinho para a chegada de um príncipe.[32]
No capítulo 31, são apresentados termos poéticos para referir uma mulher, incluindo: "[uma] mulher é também referida em termos de todas as Asyniur ou valquírias ou nornas ou dísir".[33] No capítulo 41, enquanto o herói Sigurd cavalga o seu cavalo Grani, encontra um edifício numa montanha. Dentro deste edifício, Sigurd encontra uma mulher adormecida, usando um elmo e uma cota de malha. Sigurd corta a malha para lha retirar e ela acorda. Ela diz-lhe que o seu nome é Hildr e que "é conhecida como Brynhildr, e era uma valquíria".[34]
No capítulo 48, os termos poéticos para "batalha" incluem "clima de armas ou escudos, ou de Odin ou valquíria ou reis guerreiros ou o seu embate ou ruído", seguidos de exemplos de composições de vários escaldos que usaram os nomes de valquírias dessa forma (Þorbjörn Hornklofi usa "o estrondo de Skögul" para "campo de batalha", Bersi Skáldtorfuson usa "o fogo de Gunnr" para "espada" e "a neve de Hlökk" para "batalha", Einarr Skúlason usa "a vela de Hildr" para "escudo" e "o vento esmagador de Göndul" para "batalha" e Einarr skálaglamm usa "o estrondo de Göndul"). O capítulo 49 fornece informações semelhantes ao referir-se a armas e armaduras (embora o termo "donzelas-da-morte" — em nórdico antigo valmeyjar — seja usado aqui em vez de "valquírias"), com exemplos adicionais.[35] No capítulo 57, dentro de uma lista de nomes de ásynjur (e após serem fornecidos nomes alternativos para a deusa Freyja), uma secção posterior contém uma lista das "servas de Odin", as valquírias: Hildr, Göndul, Hlökk, Mist, Skögul. E depois mais quatro nomes: Hrund, Eir, Hrist e Skuld. A secção acrescenta que "são chamadas nornas aquelas que moldam a necessidade".[36]
Alguns manuscritos da secção Nafnaþulur do Skáldskaparmál contêm uma lista estendida de 29 nomes de valquírias (listadas como as "valquírias de Viðrir" — um nome de Odin). A primeira estrofe lista: Hrist, Mist, Herja, Hlökk, Geiravör, Göll, Hjörþrimul, Guðr, Herfjötra, Skuld, Geirönul, Skögul e Randgníð. A segunda estrofe lista: Ráðgríðr, Göndul, Svipul, Geirskögul, Hildr, Skeggöld, Hrund, Geirdriful, Randgríðr, Þrúðr, Reginleif, Sveið, Þögn, Hjalmþrimul, Þrima e Skalmöld.[37]
Ver também
Referências
- ↑ Edda em prosa, Gylfaginning 35
- ↑ Skáldskaparmál Arquivado em 30 de setembro de 2007, no Wayback Machine. traduzido por Arthur Gilchrist Brodeur (1916), em Northvegr.
- ↑ Byock (2005:142–143).
- ↑ Simek (2007:254 and 349).
- ↑ Dronke (1997:15). Valkyrie name etymologies from Orchard (1995:193–195).
- ↑ Orchard (1997:83).
- ↑ Simek (2007:251).
- ↑ Larrington (1999:102).
- ↑ Orchard (1997:81).
- ↑ Larrington (1999:125).
- ↑ Larrington (1999:128).
- ↑ Larrington (1999:129).
- ↑ Larrington (1999:130–131).
- ↑ Larrington (1999:116).
- ↑ a b Orchard (1997:194).
- ↑ Larrington (1999:116–117).
- ↑ Larrington (1999:119).
- ↑ Larrington (1999:120).
- ↑ Larrington (1999:121).
- ↑ Larrington (1999:122).
- ↑ Larrington (1999:132).
- ↑ Larrington (1999:133).
- ↑ Larrington (1999:133 and 281).
- ↑ Larrington (1999:135).
- ↑ Larrington (1999:141).
- ↑ Thorpe (1907:180).
- ↑ Larrington (1999:166–167).
- ↑ Larrington (1999:167).
- ↑ Byock (2005:44–45).
- ↑ Byock (2005:67).
- ↑ Faulkes (1995:68).
- ↑ Faulkes (1995:69).
- ↑ Faulkes (1994:94).
- ↑ Faulkes (1995:102).
- ↑ Faulkes (1995:117–119).
- ↑ Faulkes (1995:157).
- ↑ Jónsson (1973:678).
Bibliografia
- Larrington, Carolyne (Trans.) (1999). The Poetic Edda. Oxford World's Classics. ISBN 0-19-283946-2
- Hollander, Lee Milton (1980). Old Norse Poems: The Most Important Nonskaldic Verse Not Included in the Poetic Edda. Forgotten Books. ISBN 1-60506-715-6
- Hollander, Lee Milton (Trans.) (2007). Heimskringla: History of the Kings of Norway. University of Texas Press. ISBN 978-0-292-73061-8
- Simek, Rudolf (2007) translated by Angela Hall. Dictionary of Northern Mythology. D.S. Brewer ISBN 0-85991-513-1
- Grimm, Jacob (1882) traduzido por James Steven Stallybrass. Teutonic Mythology: Translated from the Fourth Edition with Notes and Appendix by James Stallybrass. Volume I. London: George Bell and Sons.
