Valêncio Xavier

Valêncio Xavier
Nome completoValêncio Xavier Niculitcheff
Nascimento
Morte
5 de dezembro de 2008 (75 anos)

Nacionalidadebrasileiros
Ocupaçãoescritor, cineasta, roteirista e diretor de televisão
PrémiosPrêmio Jabuti de Literatura (1999)
Movimento literárioLiteratura experimental
Magnum opusO mez da grippe (1981)

Valêncio Xavier Niculitcheff (São Paulo, 21 de março de 1933Curitiba, 5 de dezembro de 2008) foi um escritor, cineasta, roteirista e diretor de TV brasileiro. Recebeu o Prêmio Jabuti de melhor produção editorial em 1999.

Biografia

Paulistano de nascimento, Valêncio mudou-se para a cidade de Curitiba aos 21 anos de idade. Ali trabalhou na TV Paranaense (atual RPC TV) e na afiliada da Rede Tupi, a TV Paraná (atual CNT). Neste meio, escreveu dramas e chegou a dirigir episódios do Globo Repórter.

Atrás das câmeras, agora voltado ao cinema, atuou como diretor, assistente de direção, montador, roteirista e consultor. Dirigiu vídeos como: "O Pão Negro – Um Episódio da Colônia Cecília", de 1993 e "Os 11 de Curitiba, Todos Nós", entre outros. Recebeu o prêmio de Melhor Filme de Ficção na IX Jornada Brasileira de Curta-metragem, por Caro Signore Feline, de 1980.

Em 1975, com Francisco Alves dos Santos, criou a Cinemateca de Curitiba, ligada à Fundação Cultural de Curitiba. Também exerceu a função de diretor em museus e espaços culturais da capital.

Nas letras, Valêncio Xavier escreveu narrativas em jornais e revistas como Nicolau, Revista USP e o caderno Mais! da Folha de S. Paulo. Foi colunista do jornal Gazeta do Povo de 1995 a 2003.

Xavier traduziu "Conversa na Sicília" em 2002, de Elio Vittorini, com Maria Helena Arrigucci. Algumas de suas obras inspiraram peças de teatros e o livro "O Mez da Grippe" virou filme, dirigido por Beto Carminati.

Em sua homenagem, foi criado em 2007 pelo Governo do Paraná e por proposta da atriz Ittala Nandi, o Prêmio Valêncio Xavier, dado a àqueles que se destacaram no meio cultural nacional brasileiro.[1]

Morreu aos 75 anos e 8 meses na manhã de 5 de dezembro de 2008[2], devido a complicações de uma pneumonia.

Bibliografia

Como representante da literatura experimental, escreveu livros como:

  • 7 de Amor e Violência (antologia com outros autores) – 1964
  • Desembrulhando as Balas Zequinha – 1973
  • Curitiba, de Nós (em parceria com Poty Lazzarotto) – 1975
  • O Mez da Grippe – 1981
  • Maciste no Inferno – 1983
  • O Minotauro – 1985
  • O Mistério da Prostituta Japonesa & Mimi-Nashi-Oichi – 1986
  • A Propósito de Figurinhas (em parceria com Poty Lazzarotto) – 1986
  • Poty, Trilhas e Traços (uma biografia de Poty Lazzarotto) – 1994
  • Meu 7º dia – 1998
  • Minha Mãe Morrendo e o Menino Mentido (uma espécie de autobiografia literária) – 2001
  • Crimes à Moda Antiga – 2004

Referências

  1. Paraná, Jornal Bem. «Festival competitivo começa, no Mon - Bem Paraná». www.bemparana.com.br. Consultado em 13 de fevereiro de 2021 
  2. «Escritor Valêncio Xavier morre aos 75 anos em Curitiba - 05/12/2008 - Ilustrada - Folha de S.Paulo». m.folha.uol.com.br. Consultado em 28 de março de 2025 

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