Valêncio Xavier
| Valêncio Xavier | |
|---|---|
| Nome completo | Valêncio Xavier Niculitcheff |
| Nascimento | 21 de março de 1933 |
| Morte | 5 de dezembro de 2008 (75 anos) |
| Nacionalidade | brasileiros |
| Ocupação | escritor, cineasta, roteirista e diretor de televisão |
| Prémios | Prêmio Jabuti de Literatura (1999) |
| Movimento literário | Literatura experimental |
| Magnum opus | O mez da grippe (1981) |
Valêncio Xavier Niculitcheff (São Paulo, 21 de março de 1933 – Curitiba, 5 de dezembro de 2008) foi um escritor, cineasta, roteirista e diretor de TV brasileiro. Recebeu o Prêmio Jabuti de melhor produção editorial em 1999.
Biografia
Paulistano de nascimento, Valêncio mudou-se para a cidade de Curitiba aos 21 anos de idade. Ali trabalhou na TV Paranaense (atual RPC TV) e na afiliada da Rede Tupi, a TV Paraná (atual CNT). Neste meio, escreveu dramas e chegou a dirigir episódios do Globo Repórter.
Atrás das câmeras, agora voltado ao cinema, atuou como diretor, assistente de direção, montador, roteirista e consultor. Dirigiu vídeos como: "O Pão Negro – Um Episódio da Colônia Cecília", de 1993 e "Os 11 de Curitiba, Todos Nós", entre outros. Recebeu o prêmio de Melhor Filme de Ficção na IX Jornada Brasileira de Curta-metragem, por Caro Signore Feline, de 1980.
Em 1975, com Francisco Alves dos Santos, criou a Cinemateca de Curitiba, ligada à Fundação Cultural de Curitiba. Também exerceu a função de diretor em museus e espaços culturais da capital.
Nas letras, Valêncio Xavier escreveu narrativas em jornais e revistas como Nicolau, Revista USP e o caderno Mais! da Folha de S. Paulo. Foi colunista do jornal Gazeta do Povo de 1995 a 2003.
Xavier traduziu "Conversa na Sicília" em 2002, de Elio Vittorini, com Maria Helena Arrigucci. Algumas de suas obras inspiraram peças de teatros e o livro "O Mez da Grippe" virou filme, dirigido por Beto Carminati.
Em sua homenagem, foi criado em 2007 pelo Governo do Paraná e por proposta da atriz Ittala Nandi, o Prêmio Valêncio Xavier, dado a àqueles que se destacaram no meio cultural nacional brasileiro.[1]
Morreu aos 75 anos e 8 meses na manhã de 5 de dezembro de 2008[2], devido a complicações de uma pneumonia.
Bibliografia
Como representante da literatura experimental, escreveu livros como:
- 7 de Amor e Violência (antologia com outros autores) – 1964
- Desembrulhando as Balas Zequinha – 1973
- Curitiba, de Nós (em parceria com Poty Lazzarotto) – 1975
- O Mez da Grippe – 1981
- Maciste no Inferno – 1983
- O Minotauro – 1985
- O Mistério da Prostituta Japonesa & Mimi-Nashi-Oichi – 1986
- A Propósito de Figurinhas (em parceria com Poty Lazzarotto) – 1986
- Poty, Trilhas e Traços (uma biografia de Poty Lazzarotto) – 1994
- Meu 7º dia – 1998
- Minha Mãe Morrendo e o Menino Mentido (uma espécie de autobiografia literária) – 2001
- Crimes à Moda Antiga – 2004
Referências
- ↑ Paraná, Jornal Bem. «Festival competitivo começa, no Mon - Bem Paraná». www.bemparana.com.br. Consultado em 13 de fevereiro de 2021
- ↑ «Escritor Valêncio Xavier morre aos 75 anos em Curitiba - 05/12/2008 - Ilustrada - Folha de S.Paulo». m.folha.uol.com.br. Consultado em 28 de março de 2025
Ligações externas
- «folha S. Paulo». Consultado em 20 de julho de 2009
- «Gazeta do Povo». Consultado em 20 de julho de 2009