União Liberal Republicana
União Liberal Republicana | |
|---|---|
| Fundação | 8 de março de 1926[1] |
| Dissolução | 1930 |
| Antecessor | Partido Republicano Nacionalista |
A União Liberal Republicana (1926–1930) foi um partido político português do tempo da Primeira República, fundado numa reunião realizada no Teatro Nacional, em Lisboa, a 8 de março de 1926. A liderança da nova formação partidária coube a Francisco da Cunha Leal[2][3][1].
Origem
O novo partido resultou da cisão operada dentro do Partido Republicano Nacionalista pela facção política chefiada por Francisco Cunha Leal, que se manifestou durante o IV Congresso do Partido Republicano Nacionalista, realizado em Lisboa de 6 a 8 de março de 1926[1].
A União Liberal Republicana, que contou com o apoio de António José de Almeida, que fora Presidente da República de 1919 a 1923, foi apresentada no Parlamento na sessão de 10 de Março daquele ano. À data de apresentação no parlamento o grupo já integrava políticos experientes como Vasconcelos e Sá, Mendes Cabeçadas, Vicente Ferreira, Fernando Bissaya Barreto, Carlos Pereira, Artur Brandão, João Henriques Pinheiro e José Carvalho dos Santos, que foi o redator principal d’A Noite, órgão da União Liberal Republicana em Lisboa e o organizador do cadastro partidário da União Liberal Republicana em Coimbra e Viseu[4][5][6][7].
Nos meses que se seguiram o grupo recebeu a adesão de vários sidonistas, entre os quais Teófilo Duarte, Eurico Cameira, Jorge Botelho Moniz e António Bernardino Ferreira.
Evolução
No 1.º de dezembro de 1927 Cunha Leal preparou um discurso, de carácter nacionalista adequado à data histórica em causa (comemoração da "Restauração da Independência" a 1 de dezembro de 1640), em que se declarava contra o governo e que chegou a ser proibido pelo presidente da república[8][1].
Em 1928, já depois de consolidada a Ditadura Nacional e à qual se opunha, em reunião da comissão executiva da União Liberal Republicana, ainda presidida por Francisco da Cunha Leal, foram escolhidos para a direcção do partido Fernando Bissaya Barreto e Alberto da Cunha Rocha Saraiva, tendo o partido deliberado concorrer às eleições então previstas[1].
Referências
- ↑ a b c d e LEAL, Ernesto Castro] (2008). Partidos e programas O campo partidário republicano português, 1910-1926. [S.l.]: Imprensa da Universidade de Coimbra. p. 107-110. ISBN 9789898074485. Consultado em 23 de setembro de 2025
- ↑ PINTO, Ricardo Leite (1995). «União Liberal Republicana (ULR) 1926-1930: um partido político na transição de I República para o Salazarismo». Revista de Estudos Jurídico-Políticos. Polis. pp. 131–260. ISSN 0872-8208. Consultado em 22 de setembro de 2025
- ↑ ««28 de maio de 1926: Como o republicanismo liberal cedeu lugar à ditadura nacional», por Luís Farinha». Esquerda. 28 de maio de 2021. Consultado em 22 de setembro de 2025
- ↑ BORGES, Augusto Moutinho [et.al.] (2023). Joaquim Carvalho dos Santos, sua vida e sua obra, 1867-1934: descendência 🔗. Carviçais: Lema d' Origem. p. 93 e 94. ISBN 978989-9114-48-7. Consultado em 21 de setembro de 2025
- ↑ BAIÔA, Manuel (2015). O Partido Republicano Nacionalista (1923-1935): «uma república para todos os portugueses» (PDF). Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais. pp. 103, 160, 226 e 264. ISBN 978-972-671-347-0. Consultado em 21 de setembro de 2025
- ↑ FARINHA, Luís Manuel do Carmo (2003). Francisco Pinto Cunha Leal - intelectual e político - estudo biográfico (1888-1970) - volume I - tese de doutoramento em História política e institucional (séc. XX) (PDF). Lisboa: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. pp. 354 e 355. Consultado em 21 de setembro de 2025
- ↑ BAIÔA, Manuel Pimenta Morgado (2012). Elites e Organizações Políticas na I República Portuguesa: O caso do Partido Republicano Nacionalista (1923-1935) (tese de doutoramento em História Contemporânea) (PDF). Évora: Universidade de Évora - Instituto de Investigação e Formação Avançada. p. 292. Consultado em 22 de setembro de 2025
- ↑ «NACIONALISMO», DISCURSO DE CUNHA LEAL, fonte: Cunha Leal, As Minhas Memórias: Coisas de Tempos Idos, Vol. III: Arrastado pela fúria do tufão, de 28 de Maio de 1926 a 4 de Dezembro de 1930, Lisboa, 1968, págs. 93-114.