Uma Nação de Pauline Hanson

Uma Nação de Pauline Hanson
Pauline Hanson's One Nation
PresidentePauline Hanson
Fundação11 de abril de 1997 (28 anos)
Registro27 de junho de 1997 (28 anos)
SedeBrisbane, Austrália
IdeologiaHansonismo,
Conservadorismo nacional,
Nacional-populismo
Espectro políticoExtrema-direita[a]
Senadores
4 / 76
Deputados
0 / 151
Cores     Laranja
     Azul
Página oficial
onenation.org.au

  1. Apesar da maior afinidade com a terceira posição, o partido é descrito como sendo de extrema-direita na dicotomia esquerda-direita.

O Uma Nação de Pauline Hanson (em inglês: Pauline Hanson's One Nation), também conhecido como Uma Nação (One Nation) ou Partido Uma Nação (One Nation Party), é um partido político nacional-populista australiano liderado por Pauline Hanson.[1]

O Uma Nação foi fundado em 1997 por Hanson e seus conselheiros, David Ettridge e David Oldfield, depois que ela perdeu o endosso do Partido Liberal como candidata nas eleições federais de 1996. A perda do endosso veio antes das eleições, após Hanson defender o fim da assistência governamental aos aborígenes australianos.[2] Oldfield, um conselheiro do Conselho Manly no subúrbio de Sydney e funcionário do ministro Liberal Tony Abbott, foi o arquiteto organizativo do partido.[3] Hanson atuou como independente por um ano antes de formar o Uma Nação.

O Uma Nação teve sucesso eleitoral no final da década de 1990, antes de sofrer um declínio prolongado após 2001. No entanto, o partido teve um profundo impacto nos debates sobre multiculturalismo e imigração na Austrália.[4] Após o retorno de Hanson como líder e as eleições federais 2016, o partido ganhou quatro assentos no Senado, incluindo um para a própria Hanson, em Queensland. Desde 2022, o partido tem dois assentos no Senado.

A plataforma do partido é nacional-conservadora,[5] nega a existência das mudanças climáticas causadas por ação humana e denuncia o neoliberalismo e a globalização. As políticas e a plataforma do Uma Nação foram caracterizadas de extrema-direita,[6][7][8] bem como racistas e xenofóbicas pelos críticos.[4]

Referências

  1. «Enter an abbreviation – Pauline Hanson's One Nation» (PDF). aec.gov.au (em inglês). Australian Electoral Commission (AEC). Consultado em 1 de junho de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 27 de setembro de 2022 
  2. Uma Patel (11 de julho de 2016). «Pauline Hanson: One Nation party's resurgence after 20 years of controversy» (em inglês). ABC News (Australian Broadcasting Corporation). Consultado em 1 de junho de 2025. Cópia arquivada em 12 de agosto de 2016 
  3. Patel, Uma (10 de julho de 2016). «Pauline Hanson: One Nation party's resurgence after 20 years of controversy». ABC NEWS (em inglês). Australian Broadcasting Corporation. Consultado em 1 de junho de 2025. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2020 
  4. a b Sengul, Kurt (22 de junho de 2020). «Mick Tsikas/AAP Pauline Hanson built a political career on white victimhood and brought far-right rhetoric to the mainstream». The Conversation (em inglês). Consultado em 1 de junho de 2025. Cópia arquivada em 8 de novembro de 2020 
  5. Grant, Bligh; Moore, Tod; Lynch, Tony, eds. (2018). The Rise of Right-Populism: Pauline Hanson's One Nation and Australian Politics (em inglês). [S.l.]: Springer. ISBN 978-98113-2669-1. doi:10.1007/978-981-13-2670-7. Consultado em 1 de junho de 2025. Cópia arquivada em 18 de outubro de 2023 
  6. McSwiney, Jordan (2022). «Organising Australian far-right parties: Pauline Hanson's One Nation and Fraser Anning's Conservative National Party»Subscrição paga é requerida. Australian Journal of Political Science (em inglês). 58: 37–52. doi:10.1080/10361146.2022.2121681. Consultado em 1 de junho de 2025. Cópia arquivada em 5 de março de 2023 
  7. Sheftalovich, Zoya (3 de maio de 2025). «How Trump lost conservatives the Australian election» (em inglês). EU: Politico Europe. Consultado em 22 de maio de 2025 
  8. Gultasli, Selcuk (20 de maio de 2025). «Dr. Roose: Election Results Were a Rejection of Trumpist-Style Populism in Australia». populismstudies.org (em inglês). EU: European Center For Populism Studies. Consultado em 22 de maio de 2025