Tetrâmetro anapéstico

Tetrâmetro anapéstico, em uma composição poética, é um verso cujo ritmo é produzido por 4 pés anapesto, que contém, cada um, duas sílabas breves e uma sílaba tônica.[1]

É um ritmo encontrado em alguns sonetos alexandrinos.

Exemplos

Este mundo mortal que me_ampara,_esta vida_
é meu bem mais divino,_é meu fel, é meu sal.
Nele_eu tenho guarida,_é meu bem natural,
entretanto_ele_es com passagem devida.

("Uma cruz enterrada no céu" - Paulo Camelo)[2]

Era_o céu de silêncio com brisas azuis
eram luas de fogo,_era_o fogo do dia_
eram_os sons das quermesses, a festa de luz
eram trêmulos beijos, quentura_e mão fria.

("Tempestado geminando o espaço do tempo" - Luciano Maia)[3]

Ver também

Referências

  1. CAMPOS, Geir. Pequeno Dicionário de Arte Poética - Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1960.
  2. CAMELO, Paulo. Outros sonetos. Recife: P. Camelo, 2021. ISBN 978-65-00-18755-7
  3. MAIA, Luciano. Dunas - Livro de sonetos. Fortaleza: Academia Cearense de Letras, 2021. ISBN 978-65-55556-181-4