Tajammu al-Arabi
| Tajammu al-Arabi | |
|---|---|
| Datas das operações | 1987 – 8 de julho de 1989 |
| Líder(es) | desconhecido |
| Área de atividade | Sudão (principalmente Darfur) Chade |
| Aliados | Líbia Conselho Revolucionário Democrático |
| Inimigos | Exército Federal de Darfur Milícias tribais furis Governo sudanês Chade |
Tajammu al-Arabi (em árabe: تجمع العربي), traduzido como Agrupamento Árabe ou Aliança Árabe, foi uma milícia tribal árabe e organização política sudanesa que operou no oeste do Sudão e no leste do Chade no final dos anos 1980 sob o patrocínio da Líbia.[1] A organização foi organizada por líderes tribais e militantes da Legião Islâmica no contexto dos conflitos étnico-tribais que estavam ocorrendo em Darfur entre os árabes bagaras e os furis naqueles anos. Embora alegasse que seu objetivo era apenas representar e defender os interesses das tribos árabes,[2] a organização foi descrita por Gérard Prunier como "uma organização militantemente racista e pan-arabista que enfatizava o caráter 'árabe' da província".[3] Os estudiosos concordam que Tajammu al-Arabi desempenhou um papel importante na criação dos Janjaweed, que operam na região até hoje.[4]
Histórico
Sua composição tinha antecedentes em milícias tribais locais e nas forças mercenárias de Muammar Gaddafi que operaram no Sahel durante as décadas de 1970 e 1980, especialmente no Chade. Embora as origens remotas desse grupo sejam incertas, a organização possuía estreita ligação a Legião Islâmica da Líbia e em sua da'wa missionária, que se inspiraram em uma ideologia racista e reduziram as causas do caos saheliano das décadas de 1970 e 1980 a "árabes versus africanos".[1][5]
Referências
- ↑ a b Kim Searcy. «Tribal Militias in Sudan». Origins - The Ohio State University
- ↑ Daly, M. W. (2007). Darfur's Sorrow: A History of Destruction and Genocide. [S.l.: s.n.] 246 páginas
- ↑ Prunier, G. (2005). Darfur: The Ambiguous Genocide. [S.l.: s.n.] 45 páginas
- ↑ Daly, M. W. (2007). Darfur's Sorrow: A History of Destruction and Genocide. [S.l.: s.n.] 245 páginas
- ↑ Andrew McGregor (23 de fevereiro de 2011). «Special Commentary: Can African Mercenaries Save the Libyan Regime?». jamestown.org