Tradição, Família e Propriedade

Tradição, Família e Propriedade
(TFP)
Brasão característico: Leão rompante de Judá em posição de ataque, com a cruz do tau referida na profecia de Ezequiel como a marca dos que se salvam em um extermínio enviado por Deus à terra, por causa das profanações dos sacerdotes no santuário (Cap.8 e 9)
Lema"Ipsa Conteret (Gn. 3:15) — "Ela esmagará" (Gn. 3:15)"
Fundação
Lista
  • Brasil (1960)
  • Argentina (1967)
  • Chile (1967)
  • Uruguai (1967)
  • Peru (1970)
  • Venezuela (1971)
  • Colômbia (1971)
  • Espanha (1971)
  • Bolívia (1973)
  • Equador (1973)
  • Portugal (1974)
  • EUA (1974)
  • Canadá (1975)
  • Itália (1976)
  • França (1977)
  • Reino Unido (1980)
  • Alemanha (1982)
  • África do Sul (1983)
  • Costa Rica (1983)
  • Nova Zelândia (1985)
  • Filipinas (1986)
  • Paraguai (1987)
  • Austrália (1988)
  • Índia (1992)
  • Polônia (1995)
  • Japão (1996)
  • Áustria (1999)
  • Irlanda (2004)
  • Bélgica (2008)[1][2]
ParalisaçãoOnde foram perdidos o nome e/ou os símbolos: Venezuela (1986), Espanha (1998), Argentina (1998), Chile (1998), Peru (1998), Uruguai (1999), Brasil (2004).[3]
PropósitoAtua na esfera civil para implantar a Civilização Cristã
SedeSede do Reino de Maria
Rua Maranhão, 341, Higienópolis, São Paulo (atual sede do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira)
MembrosBrasil: mais de 1500 até 1998.[4]
Líder e inspiradorPlinio Corrêa de Oliveira
FundadoresPlinio Corrêa de Oliveira
Luiz N. de Assunção Filho
Plinio V. Xavier da Silveira
Caio V. Xavier da Silveira
Eduardo de Barros Brotero
Paulo Corrêa de Brito Filho
Adolpho Lindenberg
José Fernando de Camargo
Celso da Costa C. Vidigal
Antigo nome- Grupo de Congregados Marianos de Santa Cecília, São Paulo (1928-1947)

- Grupo do Jornal "O Legionário" (1933-47)

- Grupo de "Catolicismo"(1951-hoje)[5]

A Tradição, Família e Propriedade (TFP), registrada no Brasil como Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, é uma organização civil e política internacional de inspiração católica tradicionalista leiga fundada primeiramente em 26 de Julho de 1960 por Plinio Corrêa de Oliveira (1908–1995), escritor, jornalista, professor catedrático, deputado federal constituinte em 1934, natural de São Paulo.

A entidade se baseia na tradição católica e em oposição a ideologias consideradas contrárias à doutrina cristã, como a maçonaria e o igualitarismo (socialismo e comunismo). A sua doutrina está estruturada na obra de seu fundador Revolução e Contra-Revolução, defendendo a ação contrarrevolucionária de leigos motivada pelo apego à ordem cristã e pela rejeição da desordem social[6].

História

Origens

A TFP resulta da trajetória de Plinio Corrêa de Oliveira, cuja atuação começou no final da década de 1920. A trajetória que antecede a fundação da TFP em 1960 pode ser dividida em três fases, todas sob a liderança de Plinio:

Desde o período do Legionário, o grupo precursor da TFP era conhecido como "Grupo do Plinio" e incluía membros destacados, como o engenheiro Adolpho Lindenberg e Bertrand de Orléans e Bragança.

Na fase inicial da organização, Plinio Corrêa de Oliveira se destacou como escritor, conferencista, advogado, professor catedrático de História na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), deputado mais votado na Constituinte de 1934, jornalista, líder dos Congregados Marianos, fundador da Ação Universitária Católica (AUC) na Faculdade de Direito de São Paulo, fundador do mensário Catolicismo, diretor do jornal O Legionário, presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica e Prior Carmelita Terceiro.

Cisão e legado

Após o falecimento de Plinio Corrêa de Oliveira, ocorreu uma cisão na TFP, resultando na formação de dois grupos principais. O primeiro grupo manteve a continuidade da TFP original sob a direção de membros fundadores, originando o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO). O segundo grupo se vinculou a João Scognamiglio Clá Dias, posteriormente fundador da Associação Religiosa Arautos do Evangelho. Os membros do primeiro grupo permaneceram como leigos, mantendo a atuação civil e o direcionamento ideológico da TFP original. O segundo grupo teve parte de seus membros ordenada como sacerdotes, com reconhecimento pontifício concedido em 2001 pelo Papa João Paulo II, mas atualmente se encontra sob investigação da Santa Sé desde 2017 em razão de acusações relacionadas a delitos canônicos, práticas de exorcismo irregulares e abusos de menores.

Segundo reportagem da revista Isto É (novembro de 2013), a TFP funcionava sob a liderança de oito fundadores com direito exclusivo a voto, que definiam as diretrizes da organização. Em 1997, um grupo dissidente contestou o estatuto da sociedade alegando que uma associação civil não pode ser administrada sem a consulta de seus membros, levando a disputa ao âmbito judicial. Embora tenham perdido a primeira instância, obtiveram, em 2004, a posse da sigla TFP, de seus bens e da diretoria, enquanto os membros da chamada "velha guarda" criaram a Associação dos Fundadores em 2004. Uma ação judicial posterior proibiu o uso do nome "Tradição, Família e Propriedade" pelos fundadores dissidentes, consolidando a denominação apenas como Associação dos Fundadores[7].

De acordo com a revista Veja, o grupo dissidente realizou alterações no estatuto e convocou assembleias para eleger nova diretoria, assumindo a sede da entidade em Higienópolis, São Paulo, em um contexto judicial conturbado, com a presença de força policial. Os antigos gestores perderam o direito à sigla, ao brasão e à sede, que posteriormente foi recuperada pela Associação dos Fundadores[8].

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira atua na esfera civil, com campanhas e comunicados sob orientação leiga, presidido por Adolpho Lindenberg. Sua prática litúrgica segue a missa tridentina, e suas posições incluem críticas à reforma agrária, ao ambientalismo, a determinadas políticas do Papa Francisco, a mudanças na estrutura familiar e ao Concílio Vaticano II. O pensamento e as atividades do grupo são divulgados por meio do site oficial do IPCO e pelo antigo mensário Revista Catolicismo. O instituto possui sedes em diversas cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília[9][10][11][12][13][14].

Os membros vinculados a João Scognamiglio Clá Dias, embora integrem a atual diretoria da TFP, concentraram suas atividades na Associação Religiosa Arautos do Evangelho. Grande parte desse grupo foi ordenada sacerdotalmente, incluindo o próprio líder. A orientação litúrgica adotada é a missa pós-conciliar (Missal do Vaticano II), com adesão ao Concílio Vaticano II e ao ecumenismo, em contraste com as posições de Plinio Corrêa de Oliveira. As atividades e posicionamentos são divulgados pelo site e pela Revista Arautos. Os membros podem ser identificados pelo uso do traje da TFP modificado por João Clá, com a Cruz de Santiago. A ordenação de novos sacerdotes está atualmente suspensa em razão da investigação conduzida pelo Vaticano[15][16][17][18].

Fundação e atuação internacional

A primeira TFP, sob a orientação de Plinio Corrêa de Oliveira, deu origem à criação de diversas TFPs e sociedades congêneres em âmbito internacional. Entre essas, se destacam as seguintes:

Argentina

Plínio Correa palestrando no Auditório São Miguel da TFP em São Paulo

A Sociedad Argentina de Defensa de la Tradición, Familia y Propiedad foi fundada em 3 de abril de 1967. Em julho de 1968, aproximadamente 266.512 cidadãos argentinos, por iniciativa da TFP, solicitaram ao papa Paulo VI a adoção de medidas contra a infiltração comunista em instituições católicas. A TFP Argentina desenvolveu atividades de mobilização pública, incluindo a publicação de manifestos em veículos de imprensa, abordando temas como a oposição ao divórcio, críticas ao governo de Salvador Allende, questionamentos sobre a apuração dos votos nas eleições de 1973 e a divulgação da mensagem de Fátima, além de realizar campanhas em colaboração com sociedades irmãs internacionais.[19]

Chile

A Sociedad Chilena de Defensa de la Tradición, Familia y Propiedad foi fundada em 28 de abril de 1967. Sua atuação mais conhecida inclui a publicação do livro Frei, o Kerensky Chileno, escrito pelo membro brasileiro da TFP Fábio Vidigal Xavier da Silveira. A obra teve 10 edições, foi traduzida para três idiomas e alcançou 129 mil exemplares. No livro, o governo do presidente Eduardo Frei Montalva (1964–1970) é criticado, sendo descrito como um período em que o poder político era exercido pela Democracia Cristã, enquanto o poder espiritual estaria concentrado em um episcopado majoritariamente identificado com posições de esquerda, ambos supostamente promovendo reformas e abrindo espaço para o comunismo.

A TFP chilena também publicou materiais argumentando que o apoio fornecido ao governo de Salvador Allende pelo Cardeal Raúl Silva Henríquez, pela maioria do episcopado e por parte do clero teria sido decisivo para a manutenção da coalizão social-comunista no poder. Entre essas publicações se destaca o livro La Iglesia del Silencio en Chile – La TFP proclama la verdad entera (1976), distribuído em cinco países e com 29,5 mil exemplares[20].

Em março de 1984, ocorreu um atentado a bomba na sede principal da TFP em Santiago, que foi noticiado por veículos de comunicação nacionais e internacionais. Um segundo atentado foi registrado no ano seguinte.[21][22]

Uruguai

A Sociedad Uruguaya de Defensa de la Tradición, Familia y Propiedad foi fundada em 13 de maio de 1970. Entre suas publicações, se destaca- o livro Esquerdismo na Igreja: "companheiro de viagem" do comunismo na longa aventura dos fracassos e das metamorfoses, de 384 páginas, baseado em mais de 300 documentos e ilustrado com fotografias. A obra teve duas edições nacionais e uma edição na Espanha, totalizando 11 mil exemplares. O livro analisa o que os autores identificam como uma crise religioso-ideológica no Uruguai nas últimas décadas, abordando as tensões sociais relacionadas ao comunismo. Conclui examinando o conflito percebido entre a conduta de certos membros do clero, se fundamentando- na Doutrina Católica e no Direito Canônico, e direciona recomendações a bispos e sacerdotes sobre a atuação e a postura eclesiástica.

A publicação alcançou destaque nas livrarias de Montevidéu e Punta del Este, permanecendo em primeiro lugar em vendas por dois meses, e a segunda edição foi comercializada também em trinta cidades do interior do país. Na seção Lo más leído do jornal El País, o livro alcançou a primeira posição.

Em 1984, a TFP publicou El Uruguay: el gran proscripto de los adalides de la desproscripción (Uruguai: o grande proscrito pelos próceres da anistia). A obra foi divulgada por meio de resumos em formato de carta e acompanhada de uma campanha de esclarecimento nacional, incluindo uma “caravana” que percorreu cerca de 5 mil quilômetros em três semanas, distribuindo 5 mil exemplares do livro e aproximadamente 100 mil exemplares das cartas..[23]

Peru

A Sociedad Peruana de Defensa de la Tradición, Familia y Propiedad se originou do grupo Tradición y Acción por un Perú Mayor e da revista homônima, no início da década de 1970. O grupo foi formado por estudantes universitários e do ensino médio em Lima, que se reuniam para estudar a realidade contemporânea à luz da doutrina católica. Durante esse período, tiveram contato com a obra Revolução e Contra-Revolução, de Plinio Corrêa de Oliveira, cuja edição incluía uma carta de louvor do Núncio Apostólico no Peru, Mons. Romolo Carboni. Motivados por essa obra, os membros passaram a difundir seus ideais em meios estudantis peruanos, consolidando o grupo Tradición y Acción por un Perú Mayor.

Entre suas atividades iniciais, o grupo realizou visitas com a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, que teria chorado em Nova Orleans na década de 1970. Uma campanha de destaque da TFP peruana ocorreu em 1987, em reação à proposta de estatização de bancos, companhias financeiras e seguradoras. A organização publicou uma carta aberta ao presidente Alan García nos jornais El Comercio e Expreso (Lima) e Correo (Arequipa), alertando para os riscos da medida. A ação do grupo incluiu divulgação pública do documento. Segundo registros da época, um arcebispo, um bispo e 99 sacerdotes assinaram em apoio, seguido por outros 30 sacerdotes, enquanto o bispo de Tacna, Mons. Óscar Alzamora, enviou uma carta crítica à estatização. Em resposta, o teólogo Gustavo Gutiérrez e cerca de 300 sacerdotes publicaram um manifesto em defesa da medida.[24]

Espanha

A Sociedad Española de Defensa de la Tradición, Familia y Propiedad Covadonga foi fundada originalmente como Sociedad Cultural Covadonga, em novembro de 1971. Em 1978, a organização iniciou uma campanha nacional contrária à implementação do divórcio na Espanha. Como parte dessa ação, seus membros realizaram uma manifestação junto ao Pilar da Virgem, em Saragoça, distribuindo o manifesto Como explicar o inexplicável? Eclesiásticos favorecem a implantação do divórcio. Apelo da Sociedad Cultural Covadonga às autoridades e ao público da Espanha. O documento foi amplamente divulgado em território espanhol, com tiragem total de 300 mil exemplares, e gerou notícias ou comentários em mais de 35 jornais nacionais.

Em 1983, a organização promoveu uma campanha informativa contra o aborto, incluindo a publicação do apelo Ante la matanza de los inocentes – Dentro de la orden y la ley: santa indignación no jornal ABC (5 de abril de 1983). Um resumo do apelo foi distribuído em 950 mil exemplares pelas "caravanas" da Sociedade e publicado em jornais como Diario de Cuenca, Las Provincias, Heraldo de Aragón e Gaceta del Norte.

Em 1988, a TFP espanhola publicou o livro España – anestesiada sin percibirlo, amordazada sin quererlo, extraviada sin saberlo – La obra del PSOE, que apresenta uma análise das transformações na opinião pública espanhola, an2teriormente dividida entre posições católicas militantes e movimentos anticlericais, e do que a obra descreve como uma crescente apatia social. O livro aborda também a evolução política do socialismo na Espanha e alterações na postura de parte da hierarquia católica nas últimas décadas, especialmente a partir do final da década de 1960. A publicação teve divulgação inicial em Madrid, com distribuição de 230 mil folhetos e duas edições especiais da revista Covadonga Informa, totalizando 15 mil exemplares. A primeira edição do livro, com 6,5 mil exemplares, esgotou rapidamente, sendo seguida por uma segunda edição de 5 mil exemplares.[25]

Venezuela

O Núcleo Venezolano de Defensa de la Tradición, Familia y Propiedad foi fundado em outubro de 1971, se originando de um grupo de universitários que haviam conhecido os ideais das TFPs por meio do livro Revolución y Contra-Revolución, formando o Grupo Tradicionalista de Jóvenes Cristianos Venezolanos. Os membros também participaram da Asociación Civil Resistencia, conhecida pela publicação da revista universitária Resistencia.

Em 1976, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, associada a relatos de lágrimas em Nova Orleans (Estados Unidos), visitou a Venezuela sob os auspícios da entidade, atraindo aproximadamente 150 mil fiéis. Em 1978, a organização distribuiu o opúsculo Diálogos Sociales, com 10 mil exemplares, em campanha nacional, apresentando, de forma acessível, a doutrina social católica sobre temas como propriedade privada, livre iniciativa e família.

Em 1984, a TFP venezuelana publicou manifestos em jornais, alertando sobre a situação socioeconômica do país e criticando a política de Custos, Preços e Salários. A publicação antecedeu ações de repercussão midiática contra a organização: 36 dias após a campanha, a polícia de Caracas realizou uma operação na sede da entidade, sem encontrar irregularidades. Durante o mês seguinte, veículos de comunicação publicaram cerca de 600 notícias sobre a organização e transmitiram aproximadamente 20 horas de programação televisiva relacionadas a ela. Entre as alegações estavam práticas ritualísticas e exercícios de tiro, incluindo críticas à representação de figuras religiosas.

Em 13 de novembro de 1984, o governo de Jaime Lusinchi suspendeu formalmente as atividades da Associação Resistencia e do Bureau TFP. A decisão foi precedida por manifestações de jornalistas, familiares e membros de partidos políticos locais, culminando na leitura do decreto pelo Ministro da Justiça, em nome do Presidente.

O caso foi levado ao Poder Judiciário. Em 30 de dezembro de 1985, o Juiz do 14° Juizado Criminal de Primeira Instância do Distrito Federal, Saúl Ron Braasch, concluiu a averiguação judicial, determinando que os fatos denunciados não possuíam caráter penal. Em 15 de maio de 1986, o Juiz do 10° Juizado Superior Criminal confirmou a decisão, extinguindo a ação penal por coisa julgada. Posteriormente, grande parte dos militantes da Resistencia deixou a Venezuela e passou a colaborar com TFPs em outros países.[26]

Estados Unidos

A American Society for the Defense of Tradition, Family and Property foi fundada em janeiro de 1974 em Nova York, com sede em New Rochelle, no estado de Nova York, e reconhecida legalmente em 1975. A organização surgiu a partir de um grupo ligado à revista Crusade for a Christian Civilization, cujo primeiro número foi publicado em 1971.

Em 1982, a TFP americana realizou encontros para associados e simpatizantes em Nova York, com a participação de aproximadamente 250 pessoas provenientes dos Estados Unidos e do Canadá. A programação incluiu discussões sobre o livro Revolução e Contra-Revolução e a Mensagem das TFPs sobre o socialismo autogestionário francês, ambos de autoria de Plinio Corrêa de Oliveira. Durante o evento, foi exibida a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, se relatando que teria vertido lágrimas em Nova Orleans.

Posteriormente, a TFP norte-americana passou a organizar diversos congressos, com a participação de figuras como o teólogo e padre espanhol Victorino Rodríguez, O.P., Robert Reilly, assistente especial do 40.º presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, e Earl Appleby, assistente do senador Jesse Helms. Em 1984, o presidente Reagan respondeu a uma correspondência da organização, expressando seus "melhores votos pelo crescimento contínuo da TFP e sua prosperidade".

No mesmo ano, a sociedade publicou o estudo Toda a verdade sobre a Swapo: cristãos idealistas e heróis da liberdade e da justiça? ou instrumentos da agressão comunista internacional?, no qual descreve a South West Africa People's Organization (SWAPO) como um instrumento do comunismo na Namíbia. A obra alcançou 11 edições, foi traduzida para quatro idiomas e totalizou 90 mil exemplares..[27]

A Société Française pour la Défense de la Tradition, de la Famille et de la Propriété foi fundada em 21 de janeiro de 1977, com origem na sociedade Jeunes Français pour une Civilisation Chrétienne, criada em meados de 1975. Esta última surgiu a partir do interesse pelos ideais da civilização cristã e pelos métodos de ação descritos na obra Revolução e Contra-Revolução, referência para os cooperadores da TFP.

No ano de sua fundação, a TFP francesa inaugurou a École Saint Benoît, localizada no município de Rosnay (Berry), próximo a Châteauroux, atendendo à demanda de pais interessados em uma educação inspirada nos princípios da TFP.

A TFP francesa participou de uma campanha internacional contra o socialismo autogestionário promovido pelo governo de François Mitterrand. O artigo O socialismo autogestionário: em vista do comunismo, barreira ou cabeça-de-ponte?, escrita por Plinio Corrêa de Oliveira, foi assinada pelas TFPs e entidades associadas de 13 países, alcançando 34,5 milhões de exemplares, 178 edições e distribuição em 53 países. Apesar de acordos preliminares com dois grandes jornais para a publicação do documento, todos os jornais parisienses de língua francesa com tiragem superior a 100 mil exemplares recusaram sua inserção. Como alternativa, a TFP francesa realizou o envio de 300 mil exemplares da mensagem por meio de correspondência direta.[28][29][30]

Ver também

Referências

  1. Zanotto, Gizele (2007), Tradição, família e propriedade (TFP): as idiossincrasias de um movimento católico (1960-1995), Tese de Doutorado, Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, pp. 282–284.
  2. De Mattei, Roberto (1997), "O Cruzado do Século XX: Plinio Corrêa de Oliveira", Editora Civilização, Porto, Cap.V, no.1
  3. Ação de Exclusão, Terceira Vara Cível do Foro Central da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, José Guilherme Beccari, OAB/SP 57.588
  4. Estimativa baseada nos dados de que a Associação dos Fundadores possui cerca de 300 associados, conforme "O Estado de S. Paulo", "Racha na TFP", Gabriel Manzano Filho, 05/12/2006 na edição 410 Estes compunham 20% da TFP no tempo da cisão, dado que 80% foram os que processaram a diretoria, ficando ao lado de João Clá, conforme "Folha de S.Paulo", Roberto Kasuo Takayanagi, "A realidade ultrapassa a fábula", 31 de mai de 2004, citado em Ribeiro, Michelly, "Príncipes Do Brasil", Clube de Autores, 2008, pg.129
  5. Ribeiro, Michelly, "Príncipes Do Brasil", Clube de Autores, 2008, pg.119
  6. Shepherd, Piers (1 de dezembro de 2024). «Remembering Plinio Corrêa de Oliveira - Chronicles» (em inglês). Consultado em 15 de janeiro de 2026 
  7. «Folha de S.Paulo - Sem nome, TFP tenta manter ação política - 13/12/2008». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  8. Revista "Conjur". 11 de março de 2013, 9h31. Elton Bezerra. Disponível em: http://www.conjur.com.br/2013-mar-11/disputa-controle-tfp-decidida-supremo
  9. Missa em homenagem ao falecimento de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira
  10. Artigos contra a reforma agrária no site do Instituto
  11. Artigos contra a psicose ambientalista no site do Instituto
  12. Palestra crítica da Encíclica Laudato Si' promovida pelo Instituto
  13. Artigos em defesa da família no site
  14. Palestra crítica sobre Concílio Vaticano II promovida pelo IPCO
  15. Do site oficial dos Arautos
  16. Do site oficial dos Arautos
  17. Diário de Pernambuco, "Instituição foi fundada por ex-militante da TFP", 03/04/2015.
  18. Sobre o Concílio: Revolução e Contra-Revolução, apêndice de 1976, Pt.III, Cap.II, item 4. "Dentro da perspectiva de Revolução e Contrarrevolução, o êxito dos êxitos alcançado pelo comunismo pós-staliniano sorridente foi o silêncio enigmático, desconcertante, espantoso e apocalipticamente trágico do Concílio Vaticano II a respeito do comunismo. Este Concílio se quis pastoral e não dogmático. Alcance dogmático ele realmente não o teve. Além disto, sua omissão sobre o comunismo pode fazê-lo passar para a História como o Concílio apastoral (...). É penoso dizê-lo. Mas a evidência dos fatos aponta, neste sentido, o Concílio Vaticano II como uma das maiores calamidades, se não a maior, da História da Igreja. A partir dele penetrou na Igreja, em proporções impensáveis, a “fumaça de Satanás”, que se vai dilatando dia a dia mais, com a terrível força de expansão dos gases. Para escândalo de incontáveis almas, o Corpo Místico de Cristo entrou no sinistro processo da como que autodemolição."Sobre o ecumenismo ver: "Em Defesa da Ação Católica" (1943), Parte IV, e o livro "Baldeação Ideológica Inadvertida e Diálogo" (1965).Sobre a missa nova de Paulo VI: ver De Mattei, Roberto (1997), "O Cruzado do Século XX: Plinio Corrêa de Oliveira", Editora Civilização, Porto, Cap.VI, no.13.
  19. Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs a Plinio Corrêa de Oliveira, 1988, São Paulo: Edições Brasil de Amanhã, parte III, cap.1
  20. «(1976) Una denuncia que conmueve al país y transpone los Andes: LA IGLESIA DEL SILENCIO EN CHILE». www.pliniocorreadeoliveira.info. Consultado em 16 de janeiro de 2026 
  21. Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs a Plinio Corrêa de Oliveira, 1988, São Paulo: Edições Brasil de Amanhã, parte III, cap.2
  22. Power, Margaret (2011), "Transnational, Conservative, Catholic, and Anti-Communist: Tradition, Family, and Property (TFP)", in Durham, Martin; Power, Margaret, New Perspectives on the Transnational Right, New York: Palgrave-MacMillan, pp. 92–93, ISBN 978-0-230-62370-5
  23. Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs a Plinio Corrêa de Oliveira, 1988, São Paulo: Edições Brasil de Amanhã, parte III, cap.3
  24. Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs a Plinio Corrêa de Oliveira, 1988, São Paulo: Edições Brasil de Amanhã, parte III, cap.7
  25. Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propreidade, Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs a Plinio Corrêa de Oliveira, 1988, São Paulo: Edições Brasil de Amanhã, parte III, cap.11
  26. Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs a Plinio Corrêa de Oliveira, 1988, São Paulo: Edições Brasil de Amanhã, parte III, cap.5
  27. Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs a Plinio Corrêa de Oliveira, 1988, São Paulo: Edições Brasil de Amanhã, parte III, cap.9
  28. Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propreidade, Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs a Plinio Corrêa de Oliveira, 1988, São Paulo: Edições Brasil de Amanhã, parte III, cap.13
  29. Imbroglio, Detraction, Delire: Remarques sur un Rapport concernant les TFP (PDF), Asnières, France, Tradition, Famille, Propriété, 1980, p. 6, consultado no dia 17 de fevereiro de 2015
  30. «Pepe Mujica: A esquerda falhou ao implementar o socialismo autogestionário – Agência Boa Imprensa – ABIM». Consultado em 16 de janeiro de 2026 


Ligações externas