Steve Witkoff

Steve Witkoff
Witkoff em 2025
Enviado Especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio
Período20 de janeiro de 2025
até a atualidade
PresidenteDonald Trump
Antecessor(a)Cargo criado
Enviado Especial dos Estados Unidos para Missões de Paz
Período3 de julho de 2025
até a atualidade
PresidenteDonald Trump
Dados pessoais
Nascimento15 de março de 1957 (68 anos)
Bronx, Nova Iorque, Estados Unidos
Nacionalidadenorte-americano
Alma materUnion College (incompleto)
Universidade Hofstra (BA, JD)
CônjugeLauren Rappoport (c. 1987–2024)
Filhos(as)3 (incluindo Alex e Zach)
PartidoRepublicano
OcupaçãoEmpresário, investidor e diplomata

Steven Charles Witkoff (Bronx, 15 de março de 1957) é um empresário do mercado imobiliário, investidor e fundador do Witkoff Group. A partir de 2025, Witkoff serviu como enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio e enviado especial para Missões de Paz.[1] Ele começou sua carreira como advogado imobiliário e depois expandiu para grandes empreendimentos imobiliários em Nova York e Miami.

Nascido no Bronx e criado em Long Island, Witkoff formou-se em ciências políticas e fez doutorado em direito pela Universidade Hofstra. Depois de iniciar sua carreira como advogado imobiliário, ele passou e empreender no mercado imobiliário, adquirindo edifícios importantes em Manhattan, incluindo o Daily News Building e o Woolworth Building. Em maio de 2025, a Forbes estimou seu patrimônio líquido em US$ 2 bilhões.[2]

Durante o primeiro governo Trump, Witkoff foi membro do Great American Economic Revival Industry Groups, criado para combater o impacto econômico da pandemia de COVID-19 nos Estados Unidos. Em 2025, durante o segundo mandato de Trump, ele foi nomeado Enviado Especial Para o Oriente Médio. Antes mesmo de assumir o cargo, ele trabalhou com a equipe do presidente Joe Biden, para ajudar nas negociações que levaram a um cessar-fogo e à troca de reféns entre Israel e o Hamas em janeiro de 2025.[3][4] Ele também atuou como enviado de facto ao presidente russo Vladimir Putin.

Primeiros anos e formação

Witkoff, de ascendência judeu-russa, nasceu no Bronx, cidade de Nova Iorque, e foi criado em Baldwin Harbor e Old Westbury, em Long Island.[5][6]

Ele é filho de Martin e Lois Witkoff.[7] Seu pai era presidente de uma empresa de roupas femininas chamada George Simonton Inc., e sua mãe era designer de interiores.[7]

Alguns afirmam que seus avós, por parte de pai e de mãe, emigraram do Império Russo para os Estados Unidos.[8][9][10][11]

Contudo, essa origem é contestada, já que há apenas indícios de baixa qualidade, e o censo de 1940 da mãe de Witkoff afirma que seus pais nasceram nos Estados Unidos.[12]

Witkoff iniciou seus estudos no Union College, em Schenectady, Nova Iorque, mas transferiu-se para a Universidade Hofstra, onde obteve o grau de Bacharel em Ciências Políticas em 1980. Em 1983, formou-se em Direito pela Hofstra Law School.[13]

Carreira no setor privado

Witkoff iniciou sua carreira como advogado especializado em direito imobiliário.[14][15] Em novembro de 2024, o The Wall Street Journal relatou que: “Colegas do setor imobiliário invariavelmente descrevem Witkoff como inteligente, simpático e um negociador talentoso com um toque popular.”[16]

Após se formar em Direito em 1983, Witkoff trabalhou no escritório de advocacia nova-iorquino Dreyer & Traub, especializado em direito imobiliário, onde um de seus clientes era Donald Trump.[5] Posteriormente, desenvolveram uma relação de negócios que, segundo relatos, evoluiu para uma amizade pessoal.[17] Witkoff posteriormente atuou no escritório Rosenman & Colin, também em Nova Iorque, até 1986.[18]

Stellar Management

Em 1985, ele cofundou a empresa Stellar Management, em parceria com o também advogado imobiliário da Dreyer & Traub, Larry Gluck — o nome “Stellar” deriva de Steve e Larry. Ambos deixaram a advocacia para se dedicar à compra e administração de imóveis.[19][5][20] Eles adquiriram prédios residenciais de baixo custo em Washington Heights, Manhattan e no Noroeste do Bronx; em determinado momento, possuíam 85 edifícios com mais de 3.000 apartamentos.[19][20] Em 1995, expandiu seus investimentos para o Baixo Manhattan, adquirindo diversos edifícios comerciais. Em 1996, obteve financiamento do Credit Suisse First Boston para comprar o 33 Maiden Lane, uma torre de 27 andares projetada por Philip Johnson e John Burgee; no ano seguinte, alugou os 13 andares superiores do prédio ao Federal Reserve Bank de Nova Iorque por um período de 25 anos.[21][5] Witkoff adquiriu ainda outras propriedades, incluindo o histórico Daily News Building, no bairro de Midtown Manhattan, projetado pelos arquitetos Raymond Hood e John Mead Howells.[5]

Witkoff Group

Em 1997, Witkoff deixou a Stellar Management e fundou a Witkoff Group, tornando-se seu presidente e diretor-executivo. A empresa, sediada em Nova Iorque, expandiu-se para os setores de construção residencial e recuperação de terrenos.[22] Em 1998, ele e o empresário Rubin Schron compraram o Woolworth Building, em Tribeca, por US$ 138 milhões,[23] e ampliou seu portfólio com aquisições em Chicago, Dallas e Filadélfia.[5] Em outubro de 1998, a Witkoff Group administrava 11 milhões de pés quadrados de imóveis comerciais e de varejo, além de deter participação em 7.500 apartamentos e diversos empreendimentos de hotéis e terrenos.[24] Um IPO de US$ 2 bilhões planejado para a empresa foi cancelado devido ao colapso do mercado imobiliário, e Witkoff e Gluck dissolveram sua parceria — Gluck ficou com os imóveis residenciais, enquanto Witkoff manteve os edifícios comerciais.[5]

Em 2013, Witkoff e Harry Macklowe compraram o Hotel Park Lane, na região de Central Park South, por US$ 660 milhões.[25] No mesmo ano, Witkoff e os Fisher Brothers compraram um terreno em Tribeca por US$ 223 milhões, onde construíram uma torre residencial de 792 pés de altura, o 111 Murray Street.[26]

Ao longo do tempo, Witkoff diversificou seus investimentos para propriedades de maior perfil, incluindo edifícios históricos em Manhattan, como o Daily News Building e o Woolworth Building.[27]

Witkoff com o presidente Donald Trump, em 1º de março de 2018

Em 2019, o Witkoff Group possuía cerca de 50 propriedades nos Estados Unidos e no exterior.[28]

O Witkoff Group adquiriu o projeto de construção do resort e cassino Fontainebleau Las Vegas por US$ 600 milhões.[29][30] O empreendimento seria inaugurado em 2020 como The Drew, em homenagem a seu falecido filho Andrew.[29] No entanto, a construção foi interrompida em março de 2020 devido à pandemia de COVID-19 em Nevada.[29] Em fevereiro de 2021, a Koch Real Estate Investments adquiriu o imóvel, restaurando o nome original. O hotel foi inaugurado em dezembro de 2023.

Ainda em 2023, a Bloomberg informou que Witkoff ajudou a revitalizar o problemático projeto residencial One High Line em Manhattan, completando sua transição para nova propriedade e gestão.[31] Nesse mesmo ano, o Witkoff Group e a Monroe Capital firmaram um empréstimo recorde para a reconstrução do Shore Club Private Collection, em Miami Beach.[32]

Primeira administração Donald Trump

Antes e depois de sua nomeação como enviado para o Oriente Médio na segunda administração Donald Trump, Witkoff manteve extensos laços empresariais na região.[33][34] Durante a primeira administração Donald Trump, o governo do Catar foi uma importante fonte de financiamento para o Witkoff Group.[35] Segundo o New York Times, o governo do Catar buscava conquistar influência junto à administração Trump ao formar relações próximas com confidentes do presidente, como Witkoff.[35] Na época, o Witkoff Group enfrentava dificuldades financeiras, tornando o financiamento catariano particularmente relevante.[35]

Segunda administração Donald Trump

Após sua nomeação em 2025 na segunda administração Trump, Witkoff manteve a propriedade do Witkoff Group. Quando questionado sobre possíveis conflitos de interesse em setembro de 2025, um porta-voz da Casa Branca afirmou que Witkoff estava "finalizando" sua desvinculação da empresa.[35] Em 2025, enquanto Witkoff conduzia negociações de alto nível com governos do Oriente Médio sobre um cessar-fogo no conflito israelo-palestino, seu filho Alex buscava investimentos de bilhões de dólares junto a alguns desses mesmos governos para suas próprias empresas, levantando preocupações sobre potenciais conflitos de interesse.[35]

Carreira política

Em abril de 2020, durante a primeira presidência de Donald Trump, Witkoff foi membro do Grupo de Indústria de Revitalização Econômica da Grande América, criado por Trump para combater o impacto econômico da pandemia de COVID-19 nos Estados Unidos.[36][37]

Em julho de 2024, Witkoff fez um discurso na quarta noite da Convenção Nacional Republicana de 2024.[38]

Witkoff com o presidente francês Emmanuel Macron, o secretário de Estado Marco Rubio e o ministro francês das Relações Exteriores Jean-Noël Barrot, em Paris, 17 de abril de 2025

Em 15 de setembro de 2024, Witkoff jogava golfe com Trump no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida, quando Ryan Wesley Routh supostamente tentou assassinar Trump. Um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos atirou no agressor, que fugiu de carro, mas foi capturado posteriormente.[39]

Em 9 de novembro de 2024, Witkoff foi escolhido como copresidente do Comitê Inaugural Presidencial para a futura segunda presidência de Donald Trump, juntamente com a ex-senadora Kelly Loeffler.[40]

Segunda presidência de Donald Trump

Em 12 de novembro de 2024, o presidente eleito Donald Trump anunciou que havia escolhido Witkoff para ser seu Enviado Especial para o Oriente Médio. Witkoff não tinha experiência diplomática prévia.[41][42]

Durante o exercício do cargo, desempenhou papel importante em negociações geopolíticas, incluindo temas não relacionados ao Oriente Médio, sendo posteriormente nomeado Enviado Especial para Missões de Paz em 3 de julho de 2025.[43]

Oriente Médio

Witkoff desempenhou um papel fundamental na negociação de um cessar-fogo e troca de reféns na guerra de Gaza de janeiro de 2025 entre Israel e o Hamas, em janeiro de 2025, juntamente com Brett McGurk, principal negociador do presidente Joe Biden, que convidou Witkoff a participar das negociações, e o primeiro-ministro do Catar, xeique Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, que ficou encarregado de dialogar com o Hamas.[44][45][46] Seguiu-se um acordo de cessar-fogo de seis semanas, durante o qual haveria a troca de 33 reféns mantidos pelo Hamas — sequestrados nos ataques de 7 de outubro — por aproximadamente 1.000 prisioneiros palestinos, alguns deles cumprindo penas de prisão perpétua por assassinato, além de etapas para novas trocas e o encerramento de uma guerra prolongada de 15 meses.[44][46]

Witkoff com familiares dos reféns israelenses em Tel Aviv, em 13 de maio de 2025

A abordagem de Witkoff diferiu dos métodos diplomáticos tradicionais, pois, com McGurk participando por viva-voz a partir do Catar, ele exerceu pressão sobre o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para concluir o acordo, enfatizando que Trump desejava o encerramento das negociações — alcançando, nas semanas finais, o que vinha sendo discutido havia quase um ano.[47][48] The New York Times escreveu: “Foi um exemplo vívido de cooperação entre dois homens que representavam rivais políticos amargos. Raramente, ou talvez nunca, equipes de presidentes em exercício e recém-eleitos de partidos diferentes trabalharam juntas em um momento de tamanha importância, com o destino de vidas americanas e o futuro de uma guerra devastadora em jogo.”[44]

Em 29 de janeiro de 2025, Witkoff chegou a Israel e fez uma rara entrada, como representante americano, na Faixa de Gaza, para supervisionar pessoalmente o cessar-fogo entre Israel e o Hamas.[49]

Em 2 de março de 2025, o governo israelense interrompeu a entrada de mercadorias e suprimentos na Faixa de Gaza. O gabinete do primeiro-ministro Netanyahu alegou estar agindo com base em uma proposta originalmente apresentada por Witkoff. O novo plano não previa a retirada israelense após a libertação de metade dos reféns na primeira fase do cessar-fogo da guerra de Gaza de janeiro de 2025. A existência de um “Plano Witkoff” não havia sido confirmada por Washington até 3 de março de 2025.[50]

Witkoff e o diretor da CIA, John Ratcliffe, com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em 7 de julho de 2025

Em vez de seguir para a segunda fase do cessar-fogo conforme o acordo original, Israel propôs um novo plano — denominado “Plano Witkoff”, em referência a Steve Witkoff — no qual o Hamas libertaria os cativos israelenses em troca de uma extensão de 50 dias do cessar-fogo, mantendo Israel a opção de retomar a guerra. O Hamas rejeitou a nova proposta, que diferia dos termos acordados em janeiro de 2025.[51][52]

Em 23 de março de 2025, Witkoff culpou o Hamas pela retomada dos ataques israelenses de março de 2025 à Faixa de Gaza,[53] afirmando que “o Hamas teve todas as oportunidades para se desmilitarizar, aceitar a proposta intermediária que nos teria dado um cessar-fogo de 40 ou 50 dias, durante o qual poderíamos discutir a desmilitarização e uma trégua final”.[54]

Em abril de 2025, Witkoff teve uma reunião não anunciada em Paris com dois oficiais israelenses antes das negociações Estados Unidos–Irã de 2025. Ele representou o esforço da administração Trump por uma resolução diplomática.[55]

A primeira rodada de reuniões de alto nível ocorreu em Omã em 12 de abril de 2025, liderada por Witkoff e pelo ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi.[56] Após os ataques israelenses de junho de 2025 ao Irã, as conversas diplomáticas sobre energia nuclear entre EUA e Irã foram suspensas por tempo indeterminado.[57]

Em 1º de junho de 2025, as Forças de Defesa de Israel mataram pelo menos 32 civis e feriram mais de 200 em um centro de distribuição de ajuda em Rafah.[58] Perfis pró-palestinos nas redes sociais apelidaram o incidente de “Massacre Witkoff”, em referência a Witkoff, que havia apoiado o plano israelense de assumir o controle da entrega de ajuda em Gaza.[59] Em 1º de agosto de 2025, Witkoff e o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, visitaram o centro da GHF em Gaza.[60]

Negociações com a Rússia

Witkoff com autoridades dos Estados Unidos, da Arábia Saudita e da Rússia durante reunião em Riade, 18 de fevereiro de 2025
Witkoff com o presidente russo Vladimir Putin no Kremlin de Moscou, 6 de agosto de 2025

O presidente Donald Trump designou Witkoff, que é de ascendência judeu-russa, como seu enviado de facto ao presidente russo Vladimir Putin.[41] Em março de 2025, Witkoff havia se tornado o principal canal de comunicação entre o governo Trump e a presidência russa.[61] Sem formação formal em diplomacia, ele conduziu reuniões-chave de maneira que violaram protocolos diplomáticos padrão, levantando preocupações sobre a precisão, a confiabilidade e a eficácia desses encontros.[62][63]

Em 11 de fevereiro de 2025, Trump enviou Witkoff a Moscou, onde ele se encontrou com o presidente Putin e conduziu as negociações que resultaram em uma troca de prisioneiros e na libertação do cidadão norte-americano Marc Fogel de uma prisão russa, em troca do cidadão russo Alexander Vinnik. Witkoff declarou que Putin e Trump “tinham uma grande amizade, e acho que agora ela vai continuar — o que é algo muito bom para o mundo”.[64][65] Witkoff afirmou que “passou muito tempo com Putin” durante a viagem secreta e que desenvolveu uma “amizade e relação” com o líder russo.[66]

Em 16 de fevereiro, Witkoff rejeitou preocupações de que a Ucrânia e a Europa seriam excluídas de futuras negociações de paz na invasão russa da Ucrânia.[67] Em 18 de fevereiro, delegações dos Estados Unidos e da Rússia, chefiadas respectivamente pelo secretário de Estado Marco Rubio e pelo ministro das Relações Exteriores Serguei Lavrov, reuniram-se em Riade, na Arábia Saudita, para desenvolver um quadro de negociações futuras de paz. Rubio foi acompanhado por Steve Witkoff e pelo ex-assessor de Segurança Nacional Mike Waltz.[68]

Em 21 de março de 2025, em entrevista ao podcast de Tucker Carlson, Witkoff afirmou que o principal impasse nas negociações eram as “chamadas quatro regiões: Donbas, Crimeia, Lugansk... e há duas outras”.[69] A Rússia ocupou e anexou a Crimeia em 2014, e depois ocupou e anexou outras quatro províncias ucranianas durante a invasão de 2022.[69] Ele disse que as populações dessas regiões eram de língua russa e que “houve referendos em que a vasta maioria indicou que queria estar sob domínio russo”.[69] Os referendos foram organizados pela Rússia durante a invasão e condenados como uma “farsa” pelos Estados Unidos, pela Ucrânia e pela maior parte da comunidade internacional.[69]

Witkoff e Rubio com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia Andrii Sybiha, o ministro da Defesa Rustem Umerov e o conselheiro presidencial Andriy Yermak no Palácio do Eliseu, em Paris, 17 de abril de 2025

Na entrevista, Witkoff falou de forma positiva sobre Vladimir Putin. Chamou Putin de “cara ótimo” e “superinteligente”. Disse: “Gostei dele, acho que foi honesto” e “não considero Putin um cara mau”.[69][70][71] Segundo Witkoff, Putin lhe disse que rezava por “seu amigo” Donald Trump após a tentativa de assassinato na Pensilvânia. Ele recordou que “o presidente Putin encomendou um belo retrato do presidente Trump, feito por um dos principais artistas russos, e me pediu para levá-lo de presente a Trump”. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que os ucranianos ficaram “muito perturbados” com as declarações de Witkoff e acreditavam que ele havia sido influenciado por desinformação russa.[72] O deputado democrata Seth Moulton chamou as declarações de Witkoff de “insanas” e o acusou de “negociar para o outro lado” e “ficar do lado do inimigo”.[73] O jornalista Stephen Pollard comentou que Witkoff “pode ter boas intenções, mas está vergonhosamente fora de sua profundidade” ao lidar com Putin.[74]

Em abril de 2025, Witkoff voltou a se reunir com Putin em Moscou. Ele não levou seu próprio intérprete, dependendo de tradutores fornecidos pelo Kremlin.[75] A decisão foi vista como uma quebra de protocolo diplomático, com o ex-embaixador americano Michael McFaul observando que “a linguagem nunca é a mesma quando se usa apenas intérpretes do país anfitrião”.[75]

No início de agosto de 2025, Witkoff viajou novamente a Moscou para outra rodada de conversas com Putin. Durante o encontro, ele aparentemente interpretou mal observações de Putin — entendendo uma sugestão de “retirada pacífica” das forças ucranianas de territórios ocupados como uma oferta de retirada das forças russas de regiões como Kherson e Zaporizhzhia. Essa interpretação equivocada, transmitida a Washington, teria levado o presidente Trump a suspender novas sanções e convidar Putin para uma cúpula no Alasca. Críticos argumentaram que Putin “foi recompensado não com sanções debilitantes, mas com um convite para se reunir”, refletindo a confusão diplomática gerada.[76][77]

A cúpula do Alasca de 2025 ocorreu em 15 de agosto de 2025. A cobertura da reunião destacou que o evento foi marcado mais por simbolismo e encenação — como sobrevoos e sessões de fotos — do que por progresso substantivo, com o papel de Witkoff reforçando o que críticos chamaram de “espetáculo de diplomacia ilusória”.[78][79][80] Comentadores afirmaram ainda que confiar tais responsabilidades a um empresário do setor imobiliário, em vez de diplomatas experientes, não apenas comprometeu as negociações como também estabeleceu um precedente perigoso de marginalização da expertise em política externa.[81][82][83]

Em 17 de agosto de 2025, Witkoff afirmou que, durante a cúpula do Alasca, Putin prometera incluir um compromisso de não agressão na constituição da Rússia. As declarações foram amplamente consideradas ingênuas e perigosamente equivocadas, dado o histórico do Kremlin de usar emendas constitucionais para consolidar poder e justificar expansão territorial, e não para promover a paz.[84]

Posições

Egito

Witkoff, Rubio e Waltz com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, em Riade, Arábia Saudita

Em março de 2025, Witkoff expressou preocupação de que a guerra de Israel em Gaza pudesse desestabilizar países do Oriente Médio, como o Egito e a Arábia Saudita. Ele afirmou que a taxa de desemprego juvenil no Egito é de 45% e que o país está falido,[85] dizendo que “um país não pode existir assim. Eles estão praticamente quebrados. Precisam de muita ajuda.”[86]

Síria

Em março de 2025, Witkoff sugeriu que o novo líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, pode ter mudado desde sua associação com a Al-Qaeda.[85]

Israel e Palestina

Em 2024, Witkoff criticou o governo Biden por sua decisão de interromper o envio de certas bombas para Israel.[87] No entanto, ele também afirmou que os membros do Hamas “não são tão ideologicamente extremistas quanto são retratados” e elogiou o Catar por seus esforços em tentar negociar o fim do conflito em Gaza.[85]

Em março de 2025, Witkoff declarou que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, ao renovar os ataques a Gaza, estava priorizando a destruição do Hamas em detrimento da libertação dos reféns israelenses.[85]

Rússia e Ucrânia

Em 2018, Witkoff se opôs às sanções contra a Rússia por sua ocupação da Crimeia.[41]

Witkoff elogiou o presidente russo Vladimir Putin e pareceu apoiar as alegações do governo russo sobre a guerra contra a Ucrânia.[69][71] Ele disse que a invasão russa da Ucrânia “não foi necessariamente iniciada pela Rússia”, que a OTAN teve um papel significativo em provocar o conflito, e que a maioria dos ucranianos orientais quer viver sob domínio russo.[88]

Witkoff afirmou ter certeza de que Putin não pretende invadir a Europa e que não tem interesse no restante da Ucrânia, além das regiões anexadas no sudeste do país.[89]

Programa nuclear do Irã

Witkoff apoiou os esforços de Trump para alcançar uma solução diplomática para o programa nuclear iraniano.[85] Ele declarou que o Irã deve abandonar seu programa de enriquecimento nuclear como parte de um acordo.[90]

Vida pessoal

Witkoff morou anteriormente no Upper East Side, em Manhattan.[23] Em 1987, ele se casou com Lauren Jill Rappoport, que na época era associada do escritório de advocacia Botein, Hays & Sklar, em Manhattan.[7] O casal teve três filhos.[23] Em 2011, seu filho Andrew, de 22 anos, morreu de uma overdose de OxyContin em uma casa de reabilitação na Sunset Plaza Drive, na Califórnia, que foi posteriormente fechada.[91] Seu filho Zach é cofundador da World Liberty Financial, uma empresa de criptomoedas.[17][92] Seu filho Alexander é co-diretor executivo do Witkoff Group.[93]

Em 2019, Witkoff mudou-se da cidade de Nova York para a Flórida, estabelecendo-se em Miami Beach.[94] Desde pelo menos 2024, Witkoff mantém um relacionamento com Lauren Olaya, que frequentemente o acompanha em eventos públicos.[95][96]

Witkoff faz parte do comitê executivo do Real Estate Board of New York e atua como curador da Fundação Intrepid, além de integrar o conselho de curadores da Universidade Hofstra (desde 2015).[13]

Ativismo

Após a morte de seu filho Andrew, vítima de uma overdose de opioides em 2011, Witkoff tornou-se um defensor da conscientização e do tratamento da dependência química, abordando o tema em seu discurso na Convenção Nacional Republicana de 2024.[97]

Referências

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