Shaun Sutton
| Shaun Sutton | |
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| Nascimento | 14 de outubro de 1919 Londres |
| Morte | 14 de maio de 2004 Norfolk |
| Cidadania | Reino Unido, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda |
| Alma mater |
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| Ocupação | diretor de televisão, roteirista, produtor de televisão, produtor |
| Distinções |
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| Empregador(a) | BBC |
Shaun Alfred Graham Sutton (Londres, 14 de outubro de 1919 – Norfolk, 14 de maio de 2004) foi um roteirista, diretor, produtor e executivo de televisão britânico, com quase quarenta anos de carreira, dos anos 1950 aos 1990. Tornou-se especialmente conhecido por seu trabalho como chefe do departamento de drama da BBC Television, cargo que ocupou de meados dos anos 1960 até 1981 — por mais tempo que qualquer outro.[1]
Biografia
Filho de Graham Sutton, crítico teatral, romancista e professor, e de uma atriz, Shaun estudou na Latymer Upper School e, inspirado pela mãe, iniciou-se na carreira artística. A Segunda Guerra Mundial interrompeu seus planos, e ele serviu na Marinha Real, atuando no Mediterrâneo e chegando ao posto de tenente. Após o conflito, retornou ao teatro, mas passou a se dedicar à escrita e à produção, seguindo o conselho da mãe, que ele acreditava ter-lhe poupado de ser “um ator medíocre envelhecido”. Casou-se em 1948 com a atriz Barbara Leslie, com quem teve quatro filhos.
Em 1952, Sutton ingressou na BBC, onde começou a escrever e dirigir séries infantis, como Queen’s Champion (1958) e Bonehead (1960). Recusou o convite para ser o primeiro produtor de Doctor Who em 1963, pois já se destacava em dramas adultos, como Z-Cars. Em 1966, tornou-se chefe de séries e, no ano seguinte, supervisionou a célebre adaptação de The Forsyte Saga. Após a saída de Sydney Newman, foi nomeado chefe geral de drama em 1969, posição que manteve até 1981.
Durante seu comando, a BBC viveu o auge de sua “era dourada” de dramas televisivos, com produções marcantes como The Six Wives of Henry VIII (1970), I, Claudius (1976) e Pennies From Heaven (1978), além de séries de sucesso contínuo como Doctor Who e Z-Cars.[2] Também enfrentou fracassos, como Churchill’s People (1974), e polêmicas, como a censura de Brimstone and Treacle (1976) e Scum (1978).[3]
Após deixar o cargo em 1981, Sutton voltou à produção direta, assumindo o projeto The Complete Dramatic Works of William Shakespeare, no qual produziu 13 peças entre 1982 e 1986. Continuou ativo até o início dos anos 1990, encerrando sua carreira com a adaptação de The Crystal Cave (1991), antes de se aposentar em sua casa de campo em Norfolk.
Em 1979, foi condecorado como Oficial da Ordem do Império Britânico (OBE) pelos serviços prestados à televisão e, em 1982, publicou o livro The Largest Theatre in the World, sobre sua experiência na BBC. Morreu em maio de 2004, após breve enfermidade.[4]
Referências
- ↑ «Obituary: Shaun Sutton». The Guardian. Consultado em 26 de julho de 2017
- ↑ Doctor Who Classic Episode Guide - Season 4. BBC. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ Shaun Sutton. The Telegraph. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ «Shaun Sutton». The Times. 18 de abril de 2004. Consultado em 29 de julho de 2017
Ligações externas
- Shaun Sutton (em Inglês) no BFI Screenonline