Se Essa Rua Fosse Minha
"Se Essa Rua Fosse Minha" é uma canção popular brasileira e portuguesa.[1][2] Esta canção é utilizada tradicionalmente em brincadeiras como cantiga de roda.
História
A canção é registrada pelo menos desde 1884, quando Alfredo do Vale Cabral, da Biblioteca Nacional do Brasil publicou em 20 de março daquele ano na Gazeta Literária, periódico do Rio de Janeiro, um artigo sobre canções populares que recolhera na Bahia no ano de 1880. No texto, ele cita os versos "Si esta rua fosse minha / eu mandava ladriar / de pedrinhas de brilhante / para meu bem passeiar.", ele também registrou dos Açores os versos "Se essa rua fosse minha / eu mandava ladrilhar / de pedrinhas de brilhante / para o meu amor passar".[1]
Algumas fontes consideram esta cantiga como uma canção criada por um autor desconhecido em homenagem a Princesa Isabel no século XIX.[3]
Villa-Lobos registrou a melodia nas Cirandinhas (n. 11) e nas Cirandas (também número 11) para piano, publicadas em 1926 e 1927 respectivamente.[4] Mário Lago e Roberto Martins gravaram a canção em meados dos anos 1930.[5]
Na mídia
A cantiga é referenciada no conto "Que se chama solidão" do livro Invenção e Memória de Lygia Fagundes Telles.[6]
Ver também
Referências
- ↑ a b «Gazeta Litteraria : Publicação Quinzenal (RJ) - 1883 a 1884 - DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ «Cantigas Populares - Domingo». Ouvir Música. Consultado em 17 de junho de 2020
- ↑ Em homenagem a uma princesa gnc.net
- ↑ Catálogo de obras para piano de Villa-Lobos
- ↑ «Reflexões sobre a Cantiga "Se essa rua fosse minha" Paralelos com a Psicanálise – CEP». centropsicanalise.com.br. Consultado em 17 de junho de 2020
- ↑ https://www.recantodasletras.com.br/analise-de-obras/8281610. Consultado em 17 de junho de 2020 Em falta ou vazio
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