Cantiga de roda

Cantigas de roda (também conhecidas como cirandas ou brincadeiras de roda) são brincadeiras infantis,[1][2] também incorporadas por adultos em contextos pedagógicos, religiosos ou em festas típicas.[1] As crianças formam uma roda de mãos dadas e cantam melodias, podendo executar ou não coreografias acerca da letra da música.[2] A prática das coreografias ajuda no desenvolvimento motor das crianças e podem contribuir para o aprendizado.[3][1][2]
De origem lusitana[4][5][6][7], são uma grande expressão folclórica nacional, e acredita-se que pode ter origem em músicas modificadas de um autor popular.[1][2] São melodias com letras simples, geralmente alegres e divertidas. O compasso mais utilizado é o binário, porém raramente o ternário e o quaternário.[carece de fontes]
Entre as cantigas de roda mais conhecidas estão: Roda pião, Escravos de Jó, Rosa juvenil, Sapo Cururu, O cravo e a rosa, Ciranda-Cirandinha, Atirei o pau no gato, A Dona Aranha, Era um Cavalo, entre outras.[1]
Características das cirandas
Carregam uma melodia de ritmo claro e rápido, repleta de rimas, repetições e trocadilhos, favorecendo a imediata assimilação.[1][2] Estão incluídas nas tradições orais em inúmeras culturas. No Brasil fazem parte do folclore, que incorpora elementos das culturas predominantemente portugueses[1][4][6], seguidos pela espanhola, europeia, africana, indígena e francesa.[carece de fontes]
Dança infantil, de roda, vulgaríssima no Brasil e vinda de Portugal, onde é bailado de adultos. [...] Música e letra são em maior porcentagem, portuguesas, e uma das rondas permanentes, na literatura oral brasileira, atestando a velha observação de que as cantigas infantis são as mais difíceis de renovação por que as crianças permanecem conservadoras, repetindo as fases de cultura peculiares a esse ciclo cronológico (CASCUDO, 2012, p. 208).[carece de fontes]
Sendo cantigas infantis populares, as músicas das cirandas tendem a ser passadas de geração em geração com mudanças pontuais. Algumas cantigas de roda não foram feitas com a intenção de serem músicas infantis mas possuem uma base folclórica comum a crianças e adultos[2] como é o caso de Escravos de Jó, que está no ritmo jongo e possui elementos típicos de danças de negros rurais nas senzalas.[8]
Diferenças com as rodas cantadas
As rodas cantadas são uma manifestação cultural que se diferencia das cirandas, cirandinhas ou cantiga de roda, sendo que estas geralmente são realizadas em rodas, com canções de métrica marcada que permitem o dar as mãos e simplesmente rodar enquanto cantam. Não possuem coreografia ou gestos elaborados. Geralmente, as crianças giram de mãos dadas até o ponto alto da canção, onde realizam um movimento marcante.[carece de fontes]
Ver também
Referências
- ↑ a b c d e f g «Cantigas de Roda». InfoEscola. Consultado em 29 de fevereiro de 2020
- ↑ a b c d e f «Nursery Rhymes - Childhood Studies». Oxford Bibliographies (em inglês). Consultado em 29 de fevereiro de 2020
- ↑ Anibal Lopes Guedes, Carina Taderka da Silva, Valdecir Balbinotti. «Escravos de Jó» (PDF). Congresso Nacional de Educação (6): 3. Consultado em 30 de janeiro de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 15 de julho de 2024
- ↑ a b CASCUDO, Luís da Câmara (2012). Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Editora Global. 156 páginas. ISBN 978-85-260-1507-4
- ↑ DE SOUZA, Ana Síria Carneiro (2012). «Cantigas de roda: em busca de vestígios culturais» (PDF). Universidade Federal do Amazonas. Relatórios finais de Iniciação Científica - Ciências Humanas: 23, 24, 29 e 33. Consultado em 29 de Julho de 2024
- ↑ a b GOMES, Vinicius Ferreira (Outubro de 2022). «Cirandas da Memória: Cantigas de roda e memória coletiva nas aulas de História do Ensino Fundamental II - Escola Municipal Iêda Alves de Oliveira» (PDF). Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia– UESB. Bibliotecária UESB – Campus Vitória da Conquista-BA: 18, 20, 21, 36, 46. Consultado em 29 de Julho de 2024 line feed character character in
|título=at position 33 (ajuda) - ↑ de Araújo, Ana Paula. «Cantigas de Roda». BRASIL ESCOLA. Consultado em 29 de Julho de 2024
- ↑ Silva, Carlos Alberto Silva da (2003). «A negritude através de Maria Maria de Milton Nascimento». Consultado em 30 de janeiro de 2026