Scaptotrigona xanthotricha
Scaptotrigona xanthotricha
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| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Scaptotrigona xanthotricha Moure, 1950 | |||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||
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| Sinónimos | |||||||||||||||||||
| Scaptotrigona postica xanthotricha | |||||||||||||||||||
Scaptotrigona xanthotricha é uma espécie de abelha sem ferrão da família Apidae, pertencente à tribo Meliponini. No Brasil, é conhecida popularmente como mandaguari-amarela. Trata-se de uma espécie do gênero Scaptotrigona registrada na região Neotropical.[1]
Distribuição geográfica
A espécie ocorre na Mata Atlântica brasileira, com registros desde o estado da Bahia até Santa Catarina. Também está presente nos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.[2]
É considerada endêmica desse bioma, sendo mais frequentemente encontrada em áreas de floresta ombrófila densa e em florestas primárias e secundárias em estágios avançados de regeneração.[3]
Biologia e comportamento
As colônias de Scaptotrigona xanthotricha são eussociais, apresentando divisão de castas entre rainha, operárias e zangões. A população das colmeias pode variar de alguns milhares a mais de 10 000 operárias, de acordo com o tamanho e a idade da colônia.[4]
Os ninhos são construídos, preferencialmente, em cavidades naturais de árvores, embora possam ocupar estruturas artificiais de madeira, também podendo ocupar cavidades em barrancos e em estruturas de concreto. A entrada do ninho apresenta formato tubular ou de funil, construída com cera e resinas vegetais, normalmente de cor branca-amarelada. As operárias defendem ativamente a entrada, formando aglomerações quando o ninho é perturbado.[3]
A espécie utiliza trilhas odoríferas baseadas em feromônios para orientar o forrageamento. As operárias apresentam longevidade média de aproximadamente 94 dias, podendo alcançar até 97 dias em condições observadas, iniciando as atividades externas em estágios mais avançados de vida.[4]
Taxonomia
Scaptotrigona xanthotricha foi descrita por Jesus Santiago Moure em 1950.[1]
Existem discussões taxonômicas acerca de sua relação com Scaptotrigona postica (Latreille). Alguns autores propõem S. xanthotricha como sinônimo júnior de S. postica, embora a maioria dos catálogos taxonômicos reconheça xanthotricha como espécie válida.
O epíteto específico xanthotricha deriva do grego, que significa "pelos amarelos", característica comum em indivíduos da espécie.
Importância
Scaptotrigona xanthotricha é utilizada na meliponicultura no Sudeste e no Sul do Brasil, devido à sua adaptação a caixas racionais e à produção de mel, pólen e própolis.
Referências
- ↑ a b Camargo, J. M. F.; Pedro, S. R. M. (2013). «Meliponini Lepeletier, 1836». Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region. Consultado em 30 de dezembro de 2025
- ↑ Arias, M. C.; et al. (2014). «Genetic Differentiation in the Stingless Bee, Scaptotrigona xanthotricha Moure, 1950 (Hymenoptera: Apidae, Meliponini)». Journal of Heredity. 105 (4). pp. 477–485. doi:10.1093/jhered/esu031
- ↑ a b «Scaptotrigona xanthotricha (Yellow Mandaguari, Apidae)». Wild Nature Images. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Scaptotrigona xanthotricha». A.B.E.L.H.A. Consultado em 20 de janeiro de 2026

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