Santuário de Santa Maria da Rotonda
| Santuário de Santa Maria da Rotonda | |
|---|---|
![]() A fachada da igreja | |
| Informações gerais | |
| Estilo dominante | Paleocristão Românico |
| Religião | Igreja Católica Romana |
| Diocese | Diocese de Albano |
| Ano de consagração | 7 de dezembro de 1060 8 de setembro de 1316 5 de agosto de 1938 |
| Geografia | |
| País | |
| Localização | Albano Laziale |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
O santuário de Santa Maria da Rotonda é o mais importante local de culto católico da cidade de Albano Laziale, na província de Roma, na área dos Castelli Romani.
O santuário ocupa um antigo edifício circular de construção romana datado do século I, associado à villa de Domiciano em Castel Gandolfo [it], que antigamente foi um ninfeu ou, segundo outras hipóteses, um templo. O edifício foi convertido para uso cristão na época de Constantino ou no período entre o século IX e o século XI.
Provavelmente gerido nos primeiros séculos da sua existência por religiosos de rito bizantino, foi administrado por freiras agostinianas a partir do século XIV até 1444 e, posteriormente, foi atribuído aos religiosos jerônimos da basílica dos Santos Bonifácio e Aleixo, em Roma, que o mantiveram até 1663, ano em que o santuário foi adquirido pela diocese suburbicária de Albano com o objetivo de aí instalar o seminário episcopal. Entre 1708 e 1799, a direção do seminário e do santuário passou para os padres escolápios. Desde então, o santuário pertence à diocese e está agregado à paróquia da basílica catedral de São Pancrácio [it]. Atualmente, está catalogado entre os monumentos arquitetônicos protegidos do Lácio.
História
O uso pagão

A construção do edifício de planta perfeitamente cúbica, no interior do qual está inscrita uma esfera, que mais tarde seria adaptado a santuário, é datada por todos os estudiosos como tendo ocorrido na era imperial, durante o principado de Tito Flávio Domiciano (81–96).[1][2]
No entanto, surgem divergências quanto à função que esta estrutura tão imponente teria no complexo da monumental villa de Domiciano em Castel Gandolfo [it], que abrangia praticamente toda a cratera do Lago Albano e tinha o seu centro residencial na atual Villa Barberini, no complexo extraterritorial das vilas pontifícias de Castel Gandolfo [it]. A tradição sustentava que o edifício fora concebido como templo dedicado à deusa Minerva,[1] pois o imperador Domiciano era muito devoto a essa divindade e é atestado por alguns autores clássicos que no Albanum Domitiani — ou seja, na villa de Domiciano — se celebravam as Quinquatria, solenidades em honra de Minerva:[3]
— Suetónio, De vita XII Caesarum - Vita Domitiani, VIII, 4.
O arqueólogo Giovanni Battista de Rossi defendeu[4] que o edifício era um templo dedicado ao Sol e à Lua —Solis et Lunae—, mas o estudioso Giuseppe Lugli afirma não ter conseguido apurar o motivo que levou De Rossi a fazer essa afirmação,[1] e ainda sustenta que o edifício não tem a planta de um templo romano[5] e também não poderia ser uma instalação termal,[5] mas, procedendo a uma comparação com outros edifícios romanos de planta circular inscrita num quadrado, chega à conclusão de que o santuário da Rotonda, na era de Domiciano, surgiu originalmente como um ninfeu.[5]
A opinião moderna mais comum, à luz das escavações arqueológicas e dos restauros de 1935–1938, é precisamente que a construção foi um ninfeu isolado nas margens da propriedade imperial.[2][6]
Com a fundação dos Castra Albana [it] (os acampamentos fortificados da Legio II Parthica, surgidos por volta de 197 durante o principado do imperador Septímio Severo), o antigo ninfeu foi provavelmente readaptado como local de culto pagão: isso seria testemunhado por um altar de culto em peperino encontrado durante as escavações de 1935–1938 ao nível do pavimento severiano, ligeiramente elevado em relação ao domiciânico.[7] Após a era severiana, com o colapso de alguns edifícios circundantes e o abandono progressivo, o futuro santuário começou a ser progressivamente soterrado. No decurso das escavações dos anos 1930, foi encontrada uma camada de terra misturada com sementes de trigo: isso levaria a crer que o culto pagão sobreviveu até aos últimos séculos do Império[7] e excluiria a possibilidade de a consagração como igreja cristã ter ocorrido imediatamente no tempo de Constantino. Esta última teria ocorrido apenas mais tarde, por obra de religiosos orientais por volta do século VIII.[7]
O uso cristão
Da primeira consagração ao século XIV
Segundo a tradição do povo de Albano, algumas daquelas freiras gregas fugidas refugiaram-se na sua cidade e trouxeram consigo a Imagem de Nossa Senhora, hoje conhecida como "da Rotonda", que foi exposta à veneração pública naquele templo redondo, outrora dedicado a Minerva [...]
— Giovanni Antonio Ricci[8]

É opinião generalizada que o santuário cristão foi fundado por religiosos de rito oriental dedicados à iconodulia fugidos do Império Bizantino numa época em que grassava a iconoclastia.[8][9][10] De fato, a imagem da Madonna da Rotonda é uma obra ocidental datável entre o século VI e o século VIII[10] ou entre o século XI e o século XII;[11] e os primeiros achados de era medieval encontrados durante as escavações arqueológicas no santuário são fragmentos de decoração marmórea entrelaçada referentes ao período entre o século IX e o século X.[10]
A primeira consagração do santuário de que há memória ocorreu, de qualquer modo, em 7 de dezembro de 1060, durante o pontificado do papa Nicolau II: a igreja foi dedicada em grego antigo à Santíssima Mãe de Deus.[12] Durante a consagração, o cardeal-bispo Bonifácio e o arquidiácono Gregório mandaram colocar um fragmento de papel no altar-mor do santuário, em memória da própria consagração, juntamente com numerosas relíquias pertencentes a São Sabino, São Silvestre I e aos santos João e Paulo.[12] O fragmento de papel, juntamente com as relíquias e uma lápide marmórea com uma inscrição em grego antigo, foi encontrado durante a inspeção do altar efetuada antes da segunda consagração do santuário, em 1316.[12]
Contudo, o documento oficial mais antigo em que é mencionado o santuário de Santa Maria da Rotonda é uma carta do papa Celestino III de 16 de dezembro de 1195,[13] na qual se fala de um terreno «positi in territorio Albanensi in Caccabellis» limítrofe de um lado com «S. Maria Rotunda de Albano».[13][14]
A identidade da pessoa que administrava o santuário durante este período não está esclarecida. Galletti hipotetizou com cautela[15] que o santuário pudesse ter pertencido à abadia de Santa Maria de Grottaferrata, que possuía numerosos bens no território de Albano; no entanto, segundo o material de arquivo disponível, é possível que a igreja tenha sido administrada no início do século XIII por um arcipreste dependente da diocese suburbicária de Albano[16] e no início do século XIV por um capelão dependente das freiras agostinianas.[17]
Em 8 de setembro de 1316, o santuário foi novamente consagrado, a pedido da abadessa do convento das freiras agostinianas, irmã Inês.[18][19] A celebração, na qual foi efetuada uma inspeção das relíquias colocadas em 1060 no interior do altar-mor, foi presidida por Nicolau, bispo de Tortiboli.
O santuário, ao longo de todo o século XIV, foi objeto de abundantes doações por parte de gente comum e também de cidadãos romanos, que enriqueceram a comunidade de freiras que o administrava.[20]
Foi assim que em 1369 surgiu uma controvérsia entre a livre comuna de Velletri de um lado, e do outro os monges da igreja de São Paulo e as freiras agostinianas da Rotonda, apoiados ambos pelo cardeal-bispo de Albano, Angelic de Grimoard. Os dois conventos acusavam os habitantes de Velletri de os terem saqueado[21] e exigiam uma compensação.[21] O papa Urbano V, de Avinhão, nomeou o cardeal-bispo de Sabina Guillaume d'Aigrefeuille juiz comissário para investigar o caso. Contudo, não se tem conhecimento sobre o desfecho da controvérsia.[21]
Do século XV ao século XVII

Em março de 1436 — ou 1435 —[22] Albano, juntamente com Castel Gandolfo,[23] Castel Savello e o Borghetto di Grottaferrata — todos feudos da família Savelli — foi destruída pelas milícias pontifícias comandadas pelo cardeal Giovanni Vitelleschi, durante uma das guerras entre o papa Eugénio IV e as famílias baroniais romanas. Posteriormente, em 15 de junho de 1444, as igrejas e conventos destruídos e abandonados foram concedidos pelo mesmo Eugénio IV aos religiosos jerônimos da basílica dos Santos Bonifácio e Aleixo, em Roma: entre eles, consta também o santuário da Rotonda com todos os bens anexos e conexos.[24]
Nos primeiros anos do século XVII, houve grande fervor na realização de embelezamentos e novos altares no santuário.[25] Contudo, já durante a visita apostólica de monsenhor Marco Antonio Tommasi, em 1661, foi constatada uma situação de abandono do santuário,[12] cuja jurisdição pertencia ainda aos monges jerônimos da basílica dos Santos Bonifácio e Aleixo. Assim, o cardeal-bispo da sé suburbicária de Albano Giovanni Battista Pallotta decidiu contestar a constituição apostólica Instaurandae regularis disciplinae promulgada em 1652 pelo papa Inocêncio X — «super soppressione parvorum conventuum, ac prohibitione erigendi novos» (ou seja, «sobre a supressão dos pequenos conventos e a proibição de erigir novos») —:[26] por isso, em 6 de agosto de 1663, a Diocese adquiriu dos jerônimos o convento e algumas habitações circundantes pelo preço de 1250 escudos.[27][28]
Em 1667, o cardeal-bispo Ulderico Carpegna fez transferir a sede do seminário episcopal local para os edifícios adquiridos pela Diocese junto ao santuário da Rotonda, após alguns trabalhos de restauro.[27] Outros trabalhos no interior do santuário foram efetuados com o financiamento do cardeal-bispo Virginio Orsini em 1673,[28] o qual mandou edificar a lanterna sobre o óculo central da cúpula e mandou revestir de chumbo a mesma.[27]
O século XVIII
O papa Clemente XI, com breve apostólico de 19 de junho de 1708, concedeu à congregação religiosa dos Escolápios a gestão do seminário episcopal e do santuário.[28][29]
Por ocasião da visita do papa Bento XIII a Albano, à margem da viagem de regresso de uma visita apostólica a Benevento em 1727,[30] o cardeal Niccolò Maria Lercari mandou edificar junto à sacristia do santuário uma capela dedicada a São Filipe Néri: Bento XIII, quando era arcebispo de Benevento, confiara a este santo a própria salvação durante o terremoto de L'Aquila de 1703 [it].[31]
Em 5 de junho de 1728, monsenhor Ranieri-Simonetti, cónego da basílica de São Pedro, coroou solenemente a imagem da Madonna da Rotonda, na presença das autoridades municipais, do cabido dos cónegos regulares da catedral de São Pancrácio [it] e das autoridades religiosas locais.[32]
Durante as fomes de 1755, 1756 e 1779, a tradição popular conta que muitos recorreram à Madonna da Rotonda: em particular, em 1779, o grande afluxo de fiéis levou ao desarranjo dos degraus do altar.[32]
Após a ocupação francesa de Roma, ocorrida em 9 de fevereiro de 1798, e a consequente proclamação da República Romana em 15 de fevereiro, Frascati, Marino, Albano e Velletri constituíram-se em outras tantas repúblicas autónomas ligadas à romana:[33][34] como em abril de 1798 um comissário governamental se encarregou da recuperação de todos os objetos preciosos do santuário de Santa Maria de Galloro [it] em Arícia,[35] assim ocorreu também no santuário da Rotonda, do qual tinham sido expulsos os religiosos escolápios em virtude da supressão das ordens religiosas.[31]
Século XIX e século XX

Em 1801, a gestão do santuário voltou a ser confiada ao clero diocesano.[31]
Entre 21 de maio e 5 de dezembro de 1829, ocorreram 248 abalos sísmicos na região das Colinas Albanas:[36] os habitantes de Albano, ao verificarem que os danos às pessoas e aos edifícios eram mínimos, atribuíram-nos à intercessão da Madonna da Rotonda,[37] tanto que entre 22 e 30 de agosto daquele ano decorreram celebrações solenes para uma nova coroação da imagem na basílica catedral de São Pancrácio [it].[36] Em 1833, foram efetuados alguns trabalhos de restauro e recuperação do edifício, profundamente modificado em relação ao aspecto romano original, e foi executada, entre outras, uma decoração a guache, renovada posteriormente em 1883, pois tinha sido danificada.[31]
O cardeal-bispo da sé suburbicária de Albano, Lodovico Altieri, na relação da visita ad limina de 15 de dezembro de 1864 ao santuário, afirmou que a Madonna da Rotonda era também conhecida como "Madonna del Suffragio".[37] O povo de Albano recorreu particularmente à intercessão da Madonna da Rotonda no século XIX, nas circunstâncias da cólera de 1837,[36] das secas de 1844 e 1847,[36] do terremoto de 1850,[36] da epidemia criptogâmica de 1855,[36] das chuvas de granizo de 1858 e 1861,[36] e pela devastadora epidemia de cólera de 1867, que ceifou entre as suas vítimas também o supramencionado cardeal-bispo Lodovico Altieri.[36][37]
Em 1878, o cardeal-bispo Gustav Adolf von Hohenlohe-Schillingsfürst mandou construir uma nova fachada para o santuário, de ordem dórica, projetada pelo arquiteto Mariano Salustri: entretanto, no interior do santuário foi refeito o pavimento.[38]
A imagem da Madonna da Rotonda foi solenemente coroada pela terceira vez em 14 de maio de 1905, na presença do cardeal-bispo da sé suburbicária de Albano Antonio Agliardi.[36] A coroa colocada sobre a imagem em 1829, juntamente com outras joias anexas e alguns ex-votos, tinham sido de fato objeto de um furto sacrílego em outubro de 1904.[36] Também na vizinha Marino, a venerada imagem da Madonna del Popolo, conservada na basílica de São Barnabé [it], foi objeto de dois furtos sacrílegos naqueles mesmos anos:[39] por tal crime foram condenados a três anos de reclusão três anarquistas locais, mas não há nenhum elemento comprovado para ligar os dois furtos de Albano e Marino.
Os primeiros restauros em sentido moderno do local de culto — ou seja, não reformas, mas sim obras de recuperação da estrutura romana — datam de 1919, quando foram recuperados os quatro nichos laterais, trazendo à luz atrás de uma divisória setecentista ou de início do século XIX os afrescos do século XIV da História da Vera Cruz.[40] Em 1931, formou-se um comitê cidadão para promover os restauros à cúpula do santuário:[41] a Real Superintendência dos Monumentos do Lácio realizou, assim, os primeiros trabalhos na estrutura, constatando, contudo, problemas notáveis em todo o edifício. Entre 1933 e 1934, foi elaborado um projeto orgânico de recuperação de todo o monumento para o repor no aspecto romano original:[41] os trabalhos, de grande envergadura, prosseguiram de 1935 a 1938.[42] Tratou-se de consolidar a cúpula; de baixar o pavimento, repô-lo 3,30 metros abaixo do plano viário, ao nível romano; de restaurar a cortina de tijolos e de retomar as ogivas em travertino que sustentam a cúpula; de arranjar a abside e os nichos laterais; de trazer à luz os afrescos do século XIV obscurecidos no decurso dos séculos subsequentes.[41]
O altar-mor do santuário renovado foi consagrado em 5 de agosto de 1938:[38] contudo, o santuário só foi oficialmente inaugurado em 25 de julho de 1949 pelo cardeal bispo Giuseppe Pizzardo.[43]
A cidade de Albano sofreu o primeiro e mais massivo bombardeamento aéreo aliado durante a Segunda Guerra Mundial em 1 de fevereiro de 1944, juntamente com Arícia:[44] muitos habitantes de Albano confiaram-se com devoção à Virgem da Rotonda, para que os poupasse às vicissitudes da guerra.[37] Os danos sofridos pela estrutura do santuário foram estimados em 26 de junho de 1944.[45] Uma perícia subsequente sobre o santuário foi efetuada em 20 de julho de 1948 e resultou necessária a cobertura do teto com uma rede metálica e com caixilhos de madeira, para prevenir as infiltrações de água da chuva.[45] Em 28 de junho de 1949, foi realizada uma perícia ao campanário românico, que levou ao início dos trabalhos em outubro de 1951. As intervenções efetuadas conferiram a tal elemento arquitetônico o aspecto que ainda hoje possui.[45]
Em 1960, o santuário foi fechado devido à humidade excessiva — oscilante entre 87% e 95% —,[46] que danificava não só as obras de arte, mas também a saúde dos fiéis. O episódio representou um caso interessante no âmbito da reabilitação sanitária de edifícios:[46] a humidade inicialmente foi atribuída à evaporação da parede perimetral por uma altura de cerca de metro e meio; posteriormente, novas análises atribuíram a causa não só à parede perimetral, mas sobretudo ao pavimento antigo — 200 m² de superfície de condensação —, situado após os restauros de 1935–1938 cerca de 3 metros abaixo do nível da rua. A solução foi, pois, eliminar o antigo pavimento e substituí-lo por um novo dotado de câmara de ar.[45][46]
Em 1979, sob a responsabilidade da Superintendência de Monumentos do Lácio, foram executados os últimos trabalhos de restauro dos ciclos pictóricos do século XIV presentes nos nichos laterais.[45]
Durante os trabalhos por ocasião do Grande Jubileu de 2000, a igreja foi restaurada por obra do arquiteto Marco Silvestri. Os trabalhos consistiram, além dos restauros internos aos nichos e externos às duas fachadas, na realização da grande escada em caracol posta no campanário em substituição da escada "provisória" gasta feita durante os trabalhos de Terenzio. A escada tem a característica única de não assentar no solo, mas de estar completamente suspensa, rampa a rampa, por tirantes de aço. Dessa maneira, evitou-se interferir com possíveis vestígios arqueológicos no subsolo.
Descrição
Assim, temos um pequeno Panteão, que apresenta as mesmas proporções entre planta e elevação, na medida em que a seção é um círculo perfeito e a abóbada é construída em camadas horizontais, sem nervuras nem arcadas. Um furo redondo no meio aumenta a luz, enquanto um poço no centro do pavimento, dotado de um longo túnel, canaliza as águas pluviais para o escoamento.
— Giuseppe Lugli[47]
Evolução
O edifício foi provavelmente construído sob o reinado de Tito Flávio Domiciano (81–96) e pertencia ao complexo da villa de Domiciano em Castel Gandolfo [it], cujas ruínas estão em grande parte incorporadas nas atuais vilas pontifícias de Castel Gandolfo [it]. Dão-nos testemunho disso, segundo o arqueólogo de Albano Giuseppe Lugli,[48] dois tubos aquíferos encontrados no século XVI sob o vizinho Palácio Savelli:
IMP · CAESARIS · DOMITIANI · AVG · GERMANICI
[...] · AVTEIVS · FORTVNATIS · FECIT
Os tubos aquíferos em questão, segundo a reconstrução de Lugli, pertenciam à instalação de escoamento das águas pluviais do atual santuário — na época quase certamente um ninfeu[1] em vez de um templo, como sugerido por alguns arqueólogos —[4] e ligavam-se a alguns estabelecimentos termais situados sob os atuais Palácio Camerale e Palácio Savelli, por sua vez ligados, na época de Severo, às imponentes Termas de Caracala, cujas ruínas ainda podem ser vistas junto à estação ferroviária de Albano.[1]
No momento da sua construção, o edifício apresentava-se no interior com um cilindro inscrito num cubo e coberto por uma semiesfera, tudo construído inteiramente em opus mixtum, à semelhança — em escala reduzida — do Panteão de Roma.[47]
Com a edificação, nas margens da villa de Domiciano em Castel Gandolfo [it], dos subsequentes Castra Albana [it] sob o reinado de Septímio Severo, por volta de 183, diante do edifício original foi edificada uma antecâmara retangular,[42] que permite concluir que a entrada na construção já era a atual. Além disso, em torno da estrutura quadrangular da igreja surgiram novos edifícios, que colapsaram com o abandono dos Castra Albana no século IV e cujas ruínas foram encontradas no decurso das escavações de 1935–1938.[49]
Novos trabalhos foram efetuados num período indeterminado entre o século VIII e o século XI, em consequência da consagração do edifício romano como igreja cristã: o pavimento foi elevado 1,75 metro[49] e uma abside com diâmetro de 4,50 metros foi adicionada à construção, que originalmente não a possuía. Restos do piso em blocos de mármore branco foram encontrados nas escavações realizadas entre 1935 e 1938.[49] Somente no século XII foi edificada a abside atual, como afirma Lugli[9] ao analisar as mísulas de peperino e os tijolos em ponta de diamante que a compõem. Com a readaptação do local para culto cristão, os quatro nichos romanos foram convertidos em capelas; no século XIV, o santuário enriqueceu-se de ciclos pictóricos afrescados, como a História da Vera Cruz[50] e a Sant'Ana.[51]
Após um longo período de declínio,[12] que durou todo o tempo em que o santuário foi administrado pelos monges da basílica dos Santos Bonifácio e Aleixo, em Roma, ou seja, entre 1444[24] e 1663,[28] no século XVII foram introduzidas muitas modificações à estrutura do santuário, com a reforma do edifício segundo o estilo da arquitetura barroca: o ápice dessa intervenção foi a cobertura do óculo central da cúpula por meio de uma lanterna, obra idealizada em 1673 pelo cardeal-bispo Virginio Orsini.[27]
No século XIX, houve um renovado interesse pela arquitetura do santuário: alguns trabalhos foram executados por ocasião da segunda coroação da imagem da Madonna, em 1829,[31] enquanto em 1878 foram refeitos o pavimento e a fachada.[38]
Todas as intervenções que não seguiam a arquitetura romana e bizantina originais foram eliminadas durante os restauros de 1935-1938,[41] que visavam devolver ao edifício sua pureza original. Por isso, a lanterna seiscentista foi retirada, os tijolos das muralhas foram retirados dos estuques setecentistas, os nichos laterais foram reabertos e o piso foi reposicionado no nível domiciânico — ou seja, mais de três metros abaixo do nível da rua.[41] Atualmente, a igreja mantém o aspecto que recebeu nos anos 1930, exceto pela intervenção de restauração feita no pavimento na década de 1960 para conter a umidade no local de culto.[45][46]
Exterior
A fachada

No século XVIII, como mostra uma gravura do pintor Carlo Labruzzi (1748–1817),[52] a fachada era uma parede rebocada com uma porta rodeada por elegantes entablamentos marmóreos romanos; dois deles foram fotografados por Lugli,[53] enquanto atualmente um deles, com as dimensões de 1,70 x 1,00 x 0,50 metros,[38] sustenta a mesa do altar-mor. Em 1878, o cardeal-bispo da sé suburbicária de Albano Gustav Adolf von Hohenlohe-Schillingsfürst contribuiu economicamente, juntamente com a comunidade de Albano e os habitantes abastados,[38] para a construção de uma nova fachada para o santuário, de ordem dórica, projetada pelo arquiteto Mariano Salustri. Esta fachada, com 15 metros de altura e 12 de largura,[38] apresentava no alto a seguinte inscrição:[52]
DEIPARAE A ROTVNDA
Essa fachada também foi demolida durante a restauração de 1935-1938, e em seu lugar foi construído um pórtico retangular de 16,30 x 4,35 metros, no interior do qual, em 1954,[45] foi colocado o pavimento original do edifício romano, com tesselas de mosaico brancas e negras contendo desenhos de monstros marinhos.[42]
A grade na frente do pórtico, feita após os restauros de 1935-1938, foi deslocada para trás por autorização da administração municipal de Albano, em 17 de junho de 1977.[45]
O campanário
O campanário, notável exemplo de arquitetura românica datado do início do século XIV, teve seu aspecto original restaurado após os trabalhos de "modernização" realizados nos séculos XVII e XVIII, quando foi coberto de estuques.[52]
Em 12 de outubro de 1949 e em 2 de julho de 1951, duas perícias técnicas constataram a necessidade de reformas na torre campanária do santuário.[45] No dia 15 de novembro de 1951, foi assinado o contrato com o arquiteto Perenzio e com a empresa Mengoni, e os trabalhos começaram.[45] Procedeu-se à aplicação de alvenaria nos buracos existentes na parte baixa do campanário, à adição das telhas em estilo cosmatesco e ao completamento da cornija. Além disso, a escada interna foi consertada e os beirais, finalizados.[45]
Interior
Quanto ao último restauro, que restituiu completamente o vaso interno da área termal romana e criou, na Rotonda, o templo mais monumental da diocese de Albano, acrescentamos apenas que, na restauração, procurou-se utilizar, ao máximo, o material recuperado na escavação, não hesitando em executar obras em estilo fragmentário para alterar o menos possível o caráter peculiaríssimo do monumento clássico.
— Alberto Galletti[54]
O interior circular, que tinha 15,60 metros de diâmetro antes dos restauros de 1935-1938,[9] mede atualmente 16,10 metros,[42] mantendo a circunferência inalterada em 49,10 metros.[9]
Os nichos laterais
Após os restauros de 1935-1938, compreendeu-se que os quatro nichos laterais, posicionados nas diagonais do edifício, eram originalmente adornados por um jato d'água que caía em quatro fontes com o pavimento em mosaico.[55]
Com o passar dos anos, os quatro nichos, aos poucos soterrados, foram adaptados como altares menores. Após a primeira consagração, em 1060, alguns estudiosos hipotetizaram que esses altares tenham sido dedicados aos santos cujas relíquias foram depositadas no momento da consagração: São Sabino, mártir; São Silvestre I, papa; São Savas; e os santos João e Paulo. Durante as escavações de 1919, foi encontrada, a uma profundidade de cerca de 1,95 metro abaixo do piso da igreja da época, uma fileira de quatro blocos de mármore branco e um de peperino com 60 centímetros de largura, que poderiam fazer parte do limiar de um altar cristão.[55]
Por ocasião da consagração, em 1316, os nichos passaram por novas alterações em sua destinação: o primeiro nicho à direita da entrada foi transformado em uma capela dedicada a Santa Helena, na qual, em 1919, foi encontrado o ciclo pictórico da História da Vera Cruz. O primeiro nicho à esquerda, por sua vez, foi parcialmente murado para sustentar o campanário, e os dois nichos restantes foram murados e transformados em corredor de passagem e sacristia.[56]
No decorrer do século XVII, diversos trabalhos foram realizados nos nichos. Por exemplo, em 1616, o cidadão romano Lelio Santori mandou construir na parede direita do santuário um altar dedicado a São Carlos Borromeu.[56] Os nichos foram restaurados à sua aparência original apenas nos primeiros decênios do século XX, e essa aparência é a que se conserva até hoje.
O ciclo de afrescos da "História da Vera Cruz"

A semicúpula do primeiro nicho à direita da entrada é decorada com um ciclo de cinco afrescos que representam a lenda da descoberta da Vera Cruz por Santa Helena.
Acima dos cinco painéis, há uma pintura a fresco (muito danificada) de Cristo Juiz dentro de uma mandorla, cercado por anjos e santos (é possível reconhecer São Paulo).
Toda a composição foi atribuída a um mestre anônimo da escola romana e datada dos primeiros dois decênios do século XIV.[57]
Os afrescos foram descobertos em 1919 e limpos e consolidados durante a restauração dos anos 1930. Em julho de 1979, a Superintendência os limpou e restaurou novamente.[58]
O afresco da Santa Ana

À direita da entrada, há um afresco que representa Santa Ana segurando Maria com o Menino em um trono de mármore coberto por um pano colorido. Ela é cercada por São João Evangelista e Santo Ambrósio. Abaixo, estão representados dois devotos.
O afresco foi restaurado e removido na década de 1930.[59]
A obra foi relacionada aos trabalhos de Pietro Cavallini e datada entre 1293 e 1295 (afrescos de Santa Cecília, em Trastevere) e 1302 (afrescos de Santa Maria, em Aracoeli). O conjunto de afrescos é uma raridade e pode ser considerado uma invenção original do artista, representando um testemunho importante da pintura medieval romana,[43] independentemente de sua atribuição a um autor conhecido.
A cúpula
A cúpula, com uma circunferência máxima de 49,10 metros,[9] apresenta externamente três níveis de telhado inclinado, que culminam no óculo central.
Em 1673, o buraco foi tapado com uma lanterna, durante os trabalhos financiados pelo cardeal-bispo Virginio Orsini.[60] A lanterna do século XVII foi desmantelada durante os trabalhos de restauro realizados entre 1935 e 1938.
O último trabalho, relativo ao arranjo da cobertura com redes metálicas e caixilhos de madeira, foi realizado após a perícia de 20 de julho de 1948.[45]
O piso

O piso original do edifício romano da época de Domiciano já havia sido coberto na época de Severo, quando, com a nova adaptação do edifício para banhos termais, foi colocado um piso de mosaico — hoje transferido para o pórtico em frente à entrada principal — elevado 12 centímetros acima do anterior.[7] Entre a queda do Império Romano Ocidental e o século XI, quando se tem menção da primeira consagração da igreja, o nível do piso elevou-se cerca de 1,75 metros:[49] no aterro, esvaziado durante as escavações de 1935-1938, foram encontrados um altar romano em pedra de basalto, uma camada de grãos de trigo torrados e até mesmo o túmulo de um legionário romano, o que dá uma ideia da multiplicidade de funções que o edifício assumiu no período da Alta Idade Média.[7]
Ao longo dos séculos, entre a segunda consagração (1316) e as intervenções substanciais do início do século XVII, o nível do piso foi elevado 1,90 metros em relação ao piso da igreja original,[61] ou seja, mais de dois metros acima do piso romano: o aumento do nível da rua circundante levou à tendência de eliminar a diferença de nível entre o piso da igreja e o chão da praça em frente, o que, no entanto, teve como consequência o ocultamento substancial dos nichos laterais.[61]
Por ocasião da segunda coroação da imagem da Madonna della Rotonda em 1829, foi colocado um novo piso de tijolos, situado 25 centímetros acima do anterior, datado do século XVII;[31] este piso foi ocultado por um piso posterior, colocado em 1883 pelo então médico-chefe de Albano, Dr. Pietro Santolamazza.[31] Este piso, desmontado apenas durante as restaurações de 1935-1938, era composto por tijolos de mármore branco e preto dispostos em octógonos.
Como já mencionado, entre 1935 e 1938, o piso da igreja foi restaurado ao seu nível original da época de Domiciano, 3,30 metros abaixo do nível da rua:[41] também foram revelados os mosaicos severianos. No entanto, devido à elevada umidade do ar — que oscilava entre 87% e 95% —,[46] em 1960 a igreja foi fechada ao culto e foram realizadas obras no piso para remediar o inconveniente. No lugar dos mosaicos, que foram transferidos para o pórtico em frente à entrada do santuário,[42] foi construído o piso atual, dotado de câmara de ar.[45][46]
A abside

A área absidal, elemento estranho à estrutura romana original, deve seu aspecto atual às restaurações realizadas entre 1935 e 1938. O presbitério sofreu intervenções no século XVII — com a construção da “máquina” que sustentava a imagem da Madonna della Rotonda — e depois no século XIX. A “máquina” barroca que sustentava a imagem da Madona era constituída por duas colunas torcidas que sustentavam um tímpano quebrado sobre o qual estavam dispostas, deitadas, duas estátuas de estuque representando a Fortaleza e a Justiça. No centro de tudo, numa moldura de madeira dourada sustentada por dois anjos de estuque, estava a venerada imagem mariana.[28] O altar-mor do século XVII era de mármore de Carrara.[28] Em 1833, o cidadão romano Dionisio Baldini financiou a reconstrução da balaustrada e do piso do presbitério, bem como do cibório e dos degraus do altar-mor.[31]
O altar-mor atual, reconsagrado em 5 de agosto de 1938, é sustentado pelo referido fragmento de mármore da moldura da época imperial, que até 1878 servia como entablamento da porta do santuário.[38]
O ambão é composto por uma base de coluna ática encimada por um capitel composto por fragmentos de cornijas bizantinas e românicas, todos encontrados durante as escavações do santuário durante as restaurações.[38] A pia batismal é um tronco de coluna em mármore preto, também encontrado no revestimento do piso moderno.[38]
O mosaico com fundo dourado do arco da abside é uma obra da década de 1930, realizada pela Escola Vaticana de Mosaico sobre cartão do professor Biagio Biagetti,[38] inspirada no mosaico do século XIV de Jacopo Torriti na abside da Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
A sacristia

A sacristia foi acrescentada ao ninfeu na era cristã, provavelmente a partir de um edifício adjacente ao santuário. Já nos primeiros anos do século XIV, foi ampliada com o fechamento de um dos quatro nichos laterais romanos.[56] Em 1727, por iniciativa do cardeal Niccolò Maria Lercari, foi acrescentada à sacristia uma capela dedicada a São Filipe Néri.[31]
Em 15 de setembro de 1965, a administração municipal de Albano propôs um projeto para concluir a reforma da sacristia do santuário: esse projeto foi aprovado em 25 de outubro pela Superintendência.[45] Atualmente, na sacristia, há um pequeno museu de antiguidades,[62] onde estão guardados fragmentos de sarcófagos e inscrições sepulcrais dos soldados da Legio II Parthica[62] e a estela funerária com inscrição em grego antigo do menino Eutyches, que morreu aos dois anos e foi encontrado enterrado perto do santuário.[62]
Festividades
A festa da Nossa Senhora da Rotonda era celebrada provavelmente desde o século XI, ou seja, desde a primeira consagração do santuário como local de culto cristão.[63] No entanto, foi somente após a epidemia de cólera de 1867 que o primeiro domingo de agosto foi estabelecido como feriado dedicado à Nossa Senhora da Rotonda,[63] e assim permanece até hoje.
Festividades especiais ocorreram por ocasião da primeira coroação da imagem, realizada em 5 de junho de 1728,[32] da segunda coroação, em 1829, para a qual foi realizada uma solene novena na basílica catedral de São Pancrácio [it] entre 22 e 30 de agosto daquele ano,[36] e da terceira e última coroação, em 14 de maio de 1905.[36]
Ver também
Referências
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Ligações externas
- «Diocese suburbicária de Albano Laziale». Cópia arquivada em 1 de outubro de 2023
- «Comune di Albano Laziale - Il santuario di Santa Maria della Rotonda». Consultado em 15 de janeiro de 2009. Cópia arquivada em 10 de março de 2009
- «Eloisa Saldari, Santa Maria della Rotonda ad Albano, in Controluce.it, aprile 2008»
- «Omelia del vescovo Marcello Semeraro per la festa della Madonna della Rotonda (agosto 2008)» (PDF). Consultado em 13 de dezembro de 2008. Cópia arquivada (PDF) em 2 de novembro de 2012