Santo Amaro das Brotas
Santo Amaro das Brotas | |
|---|---|
| Município do Brasil | |
![]() Bandeira | |
| Hino | |
| Gentílico | santo-amarense
brotense |
| Localização | |
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![]() Santo Amaro das Brotas |
|
| Mapa de Santo Amaro das Brotas | |
| Coordenadas | 🌍 |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Sergipe |
| Municípios limítrofes | Aracaju, Barra dos Coqueiros, Pirambu, Japaratuba, Carmópolis, General Maynard, Rosário do Catete, Maruim, Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro |
| Distância até a capital | 32 km |
| História | |
| Fundação | 1697 (329 anos) |
| Administração | |
| Prefeito(a) | Paulo César Oliveira Souza[1] (UNIÃO, 2021–2028) |
| Vereadores | 9 |
| Características geográficas | |
| Área total [2] | 236,965 km² |
| População total (est. IBGE/2022[3]) | 11 092 hab. |
| Densidade | 46,8 hab./km² |
| Clima | Tropical de monções (Am) |
| Altitude | 55 m |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| Indicadores | |
| IDH (PNUD/2010[4]) | 0,637 — médio |
| PIB (IBGE/2023[5]) | R$ 227 941,577 |
| PIB per capita (IBGE/2023[5]) | R$ 20 550,09 |
| Sítio | https://www.santoamarodasbrotas.se.gov.br/ (Prefeitura) |
Santo Amaro das Brotas é um município brasileiro do leste de Sergipe, na microrregião do baixo Cotinguiba[6]. É conhecido como a “cidade que brota água”[7]. Atualmente, agropecuária, indústria e serviços são as atividades econômicas com maior influência no PIB municipal. Santo Amaro das Brotas fica a 32 km da capital Aracaju.[8]
História
Antes da colonização portuguesa, o local era habitado por povos indígenas. O registro da história do local se restringe da época colonial em diante.
Santo Amaro de Brotas foi a primeira vila criada na capitania de Sergipe del Rey no século XVIII, em 1720, que cresceu em proximidade do rio Cotinguiba e rio Sergipe. Proprietários de engenho e de terras na vila doaram a capela de Nossa Senhora das Brotas e terras adjacentes, incluindo terreno até a margem do rio Sergipe para líderes religiosos. Dessa forma, nos anos seguintes, os frades construíram seus templos. Com o passar do tempo, a população foi se estabelecendo em volta das igrejas, o que hoje corresponde ao lado oeste do município.
Durante o século XVIII, Santo Amaro se destacou economicamente pela quantidade de engenhos e portos, que propiciavam o fluxo das embarcações comerciais portuguesas. Com a expansão da produção açucareira, tornou-se o maior centro de produção agrícola da capitania, e em 1802, era o município mais populoso, com mais de 8 mil habitantes.
O maior número de escravizados da capitania estava concentrado na região açucareira, incluindo Santo Amaro, cuja população era de maioria negra. No final do séc. XIX, houve deslocamento do eixo comercial para Laranjeiras e Maruim. O desenvolvimento dessas localidades e rixas sócio-políticas[9] contribuíram na diminuição da importância portuária e do desenvolvimento da vila de Santo Amaro.[10]
Em 15 de dezembro de 1938, o município teve sua emancipação política. [9]
Geografia
Santo Amaro das Brotas se localiza a uma latitude 10º47'20" sul e longitude 37º03'16" oeste, com uma altitude de 55 metros e área de 236,965 km².[6] Santo Amaro é cortado pela Rodovia SE-240, que liga a BR-101 (na altura da cidade de Maruim) ao Porto de Sergipe, na Barra dos Coqueiros.
O município se insere nas bacias hidrográficas do rio Sergipe e do rio Japaratuba e apresenta relevo de planície litorânea e tabuleiro costeiro. Os solos são podzólicos. Existem depósitos de turfas nas áreas mais úmidas do município, em decorrência decomposição natural da vegetação combinada com outros fatores ambientais.[8] As turfeiras como as de Santo Amaro das Brotas são os ambientes sumidouros de carbono mais eficientes do planeta.
Clima
O período chuvoso é de março a agosto, com precipitação média anual de 2020.83 mm e temperatura média anual de 25,3 ºC.[9] O clima do município é tropical de monção.[11]

Por conta da proximidade de mananciais como rio Parnamirim, rio Limoeiro e aquífero de Marituba, a área é bastante úmida.[9]
Unidade de Conservação do Parque Estadual do Aquífero de Marituba
Localizada entre os municípios de Santo Amaro das Brotas e Barra dos Coqueiros, a Unidade de Conservação de Marituba foi criada em 2020, a fim de recuperar danos ambientais locais e preservar o que é considerado o principal reservatório subterrâneo de água doce de Sergipe.[12] Esse aquífero oferece água de boa qualidade e pode produzir 200 a 300 mil litros por hora em um único poço tubular, volume suficiente para atender uma população de 25 mil pessoas.[13]
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Biodiversidade
Vegetação
A maior parte da vegetação no município se encontra em estágio de regeneração da supressão da mata pelas atividades de pecuária e produção de cana-de-açúcar.[14] A vegetação é em maior parte secundária, de espécies pioneiras que ocorrem na Mata Atlântica e na Caatinga. [8] Em Santo Amaro das Brotas restam apenas 26,98% de Mata Atlântica original.[14]
Espécies animais
Existem mais de novecentos registros de ocorrências de animais em Santo Amaro das brotas. Entre eles, artrópodes e vertebrados.
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Registros de animais em Santo Amaro das Brotas. Da esquerda para a direita e de cima para baixo:
- Cobra-Cega-das-Dunas (Amerotyphlops amoipira);
- Sagui (Callithrix jacchus);
- Lagartixa-de-Restinga (Tropidurus hygomi);
- Chorozinho-de-papo-preto (Herpsilochmus pectoralis);
- Tarântula-nordestina (Tmesiphantes nordestinus);
- Libélula (Zenithoptera lanei);
- Borboleta-brancão (Ascia monuste)
- Libélula (Eritrodiplax umbrata)
A maioria dos registros de animais encontrados são de aves.[18]
Registros fósseis

As duas coleções fósseis de Santo Amaro das Brotas datam de 93,5 a 89,3 milhões de anos (Cretáceo Superior) e apresentam litologia de calcário.
- Coleção Ilhas 2 (Localização: -10,8164, -37,0536):
Fóssil encontrado: do molusco bivalve do gênero Didymotis sp.[19][20]
- Coleção Sapucari 1 (Localização: -10,8153, -37,0439):
Fósseis encontrados: de peixe ósseo não identificado (Osteichthyes); equinodermo do gênero Mecaster sp.; molusco bivalve do gênero Didymotis sp.; molusco amonoide do gênero Subprionocyclus sp[21].[22]
Demografia e cultura
| População Histórica | ||
|---|---|---|
| Ano | Pop. | ±% |
| 1940 | 5 162 | — |
| 1950 | 5 091 | −1.4% |
| 1960 | 5 909 | +16.1% |
| 1970 | 5 415 | −8.4% |
| 1980 | 7 947 | +46.8% |
| 1991 | 10 624 | +33.7% |
| 2000 | 10 670 | +0.4% |
| 2010 | 11 410 | +6.9% |
| 2022 | 11 092 | −2.8% |
| Censo demográfico brasileiro[23] | ||
A população no município é estimada em 11.289 habitantes, com densidade demográfica de 46,81 hab./km². A escolarização de 6 a 14 anos é de 97,4%[6]
Possui atualmente 23 povoados (entre os quais estão Aldeia, Sapé, Areias, Plantas, Flexeiras, Urubas, Boa Fé, Curral do Meio, Tabuleiro, Angelim e outros), tendo, em um deles, Flexeiras, um carnaval que relembra as manifestações culturais, como, por exemplo, o rasgadinho, na quarta feira de cinzas.
Há uma vista panorâmica da cidade a partir do mirante situado no alto de uma colina. Outra vista apreciada é da foz do Rio Sergipe, rio que é atravessado pela Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros.
Referências
- ↑ Prefeito e vereadores de Santo Amaro das Brotas tomam posse Portal G1 - acessado em 2 de janeiro de 2021
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2024). «Cidades e estados». Portal Cidades. Consultado em 4 de fevereiro de 2026
- ↑ «Estimativa Populacional de 2020». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 24 de setembro de 2020
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 26 de agosto de 2013
- ↑ a b «Produto Interno Bruto dos Municípios». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 3 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c «Santo Amaro das Brotas (SE) | Cidades e Estados | IBGE». www.ibge.gov.br. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ Moisés Gomes e Victória Valverde. Santo Amaro das Brotas: cidade-mãe do Vale do Cotinguiba. 06 de janeiro 2026. Acesso em 03 de fevereiro de 2026. Portal A8SE <https://a8se.com/noticias/sergipe/santo-amaro-das-brotas-cidade-mae-do-vale-do-cotinguiba/>
- ↑ a b c Agência Sergipe de Desenvolvimento. Relatório de Insumos para a Elaboração de Planos Regionais de Saneamento Básico (PRSB) Município de Santo Amaro das brotas. Desenvolve.SE. Janeiro de 2014. Acesso em 03 de fevereiro de 2026. <https://desenvolve.se.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/SANTO-AMARO-DAS-BROTAS-Apendice-65.pdf>
- ↑ a b c d Asplan Emdagro. Município de Santo Amaro das Brotas. Disponível em: https://www.emdagro.se.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Santo-Amaro-das-Brotas.pdf Postado: Emdagro, 2019. Acesso em 03 de fevereiro de 2026.
- ↑ VILELA, Nathalia Assis Pereira. Bens Tombados, Novos Contextos Sociais e a Qualificação dos Entornos: um estudo de Santo Amaro das Brotas em Sergipe. 2018. Dissertação – Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2018. Acesso em 03 de fevereiro de 2026. Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20Nathalia%20Assis.pdf>
- ↑ Alvares, Clayton Alcarde; Stape, José Luiz; Sentelhas, Paulo Cesar; de Moraes Gonçalves, José Leonardo; Sparovek, Gerd (1 de dezembro de 2013). «Köppen's climate classification map for Brazil». Meteorologische Zeitschrift (em inglês) (6): 711–728. ISSN 0941-2948. doi:10.1127/0941-2948/2013/0507. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ Ascom (27 de janeiro de 2020). «Governo do Estado cria o "Parque Estadual do Aquífero Marituba" para preservação do ecossistema costeiro sergipano». SEDURBI - Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ Ascom (29 de janeiro de 2020). «Parque Estadual Marituba é marco histórico para preservação da reserva de água doce do estado». SEDURBI - Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ a b SOS Mata Atlântica. Aqui tem mata. Acesso em 03 de fevereiro de 2026. <https://www.aquitemmata.org.br/#/busca/se/Sergipe/Santo%20Amaro%20das%20Brotas>
- ↑ Marco de Sena e BioDiversity4All. Postado 05 de fevereiro de 2022. https://inaturalist-open-data.s3.amazonaws.com/photos/178311876/original.jpeg. Acesso: 03 de fevereiro de 2026.
- ↑ Observation.org (2025). Observation.org, Nature data from around the World. Occurrence dataset https://doi.org/10.15468/5nilie accessed via GBIF.org on 2026-02-03. https://www.gbif.org/occurrence/4885454512
- ↑ Colaboradores do iNaturalist, iNaturalist (2026). Observações de nível de pesquisa do iNaturalist. iNaturalist.org. Conjunto de dados de ocorrências https://doi.org/10.15468/ab3s5x acessado via GBIF.org em 03/02/2026. [https://www.gbif.org/occurrence/5938507413 https://www.gbif.org/occurrence/4405165476 https://www.gbif.org/occurrence/3712462727 https://www.gbif.org/occurrence/3712488003 https://www.gbif.org/occurrence/4925969754 https://www.gbif.org/occurrence/3712734057 https://www.gbif.org/occurrence/4518943465]
- ↑ «GBIF». www.gbif.org (em inglês). Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ Seeling J., Bengtson P. (2003) O bivalve do Cretáceo Superior Didymotis Gerhardt, 1987 de Sergipe Brasil, Paläontologische Zeitschrift 77 1, 153-160
- ↑ «Mindat.org». www.mindat.org. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ Andrade EJ (2005) Inoceramídeos turonianos e bioestratigrafia da Bacia de Sergipe, nordeste do Brasil: um estudo integrado das pedreiras de Votorantim e Nassau, 1-155
- ↑ «Mindat.org». www.mindat.org. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- ↑ «IBGE, censos demográficos e população 1872-2022»


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