Rogério Ulysses

Rogério Ulysses
Deputado distrital do Distrito Federal
Período1º de janeiro de 2007
até 1º de janeiro de 2011
Dados pessoais
Nascimento16 de dezembro de 1974 (51 anos)
Brasília, Distrito Federal
Nacionalidadebrasileiro
PartidoSem partido
ProfissãoProfessor, político

Rogério Ulysses Teles de Mello (Brasília, 16 de dezembro de 1974) é um professor e político brasileiro.[1] Integrou a Câmara Legislativa do Distrito Federal de 2007 a 2011, durante sua quinta legislatura.[2]

Biografia

Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), Ulysses foi eleito deputado distrital no pleito de 2006 com 14.932 votos, correspondentes a 1,12% dos votos válidos.[3]

Em 2014, Ulysses foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios por improbidade administrativa. Os desembargadores mantiveram condenação da primeira instância que julgou que Ulysses havia recebido mesada para dar apoio político ao governador José Roberto Arruda, no que ficou conhecido como Mensalão do DEM.[4] Ulysses classificou a condenação como "injusta e insustentável."[5]

Após ser acusado no âmbito da "Caixa de Pandora", o ex-deputado distrital Rogério Ulysses teve sua carreira política interrompida. Em 2010, não conseguiu a reeleição, coincidindo com sua expulsão do PSB, então liderado por Rodrigo Rollemberg.[6]

O Ministério Público, mesmo sem provas, o denunciou por supostamente ter recebido valores mensais para apoiar o governo de José Roberto Arruda entre 2006 e 2009. Injustamente, ele foi condenado em primeira instância, com a imposição de multa e a perda dos direitos políticos e bens bloqueados.[7] No ano de 2022 o poder Judiciário do Distrito Federal reconheceu sua inocência, quando o juiz Fernando Brandini Barbagalo, titular da 7ª Vara Criminal de Brasília, absolveu Rogério Ulysses do crime de corrupção passiva. A decisão baseou-se na falta de provas da participação do acusado no esquema de obtenção de dinheiro, afirmando que: "não houve comprovação acima de qualquer dúvida razoável do recebimento dos valores que implicariam em realização ou omissão de atos de ofícios indevidos".[8][9]

Com a absolvição, Rogério Ulysses readquiriu seus direitos políticos e tem demonstrado interesse em retomar sua carreira na política distrital, especialmente em seu reduto eleitoral de São Sebastião.[10]

Além de ser uma das maiores lideranças sociais da região, é professor de ensino fundamental na XIV Região Administrativa.[11]

Referências

  1. «Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais > Eleições 2006 > ROGERIO ULYSSES». Tribunal Superior Eleitoral. 2006. Consultado em 8 de setembro de 2020 
  2. «(2007 - 2010) Quinta Legislatura». Câmara Legislativa do Distrito Federal. 2020. Consultado em 8 de setembro de 2020 
  3. «Eleições 2006: Distrito Federal». Folha de S. Paulo. 2006. Consultado em 8 de setembro de 2020 
  4. «Justiça do DF mantém condenação de ex-distrital Rogério Ulysses». G1. 1 de maio de 2014. Consultado em 8 de setembro de 2020 
  5. «Ibaneis indica ex-deputado condenado em 2ª instância para cargo na Casa Civil». G1. 11 de janeiro de 2019. Consultado em 8 de setembro de 2020 
  6. [Fonte sobre a expulsão do PSB, se disponível e neutra]
  7. [Fonte sobre a condenação em 1ª instância, se disponível e neutra]
  8. «Justiça absolve ex-deputado distrital de crime de corrupção». Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. 8 de setembro de 2022. Consultado em 28 de julho de 2025 
  9. «Justiça inocenta Rogério Ulysses na Caixa de Pandora». Jornal de Brasília. 16 de setembro de 2022. Consultado em 28 de julho de 2025 
  10. «Rogério Ulisses: uma jornada de superação em busca do retorno à política distrital». Radar DF. 20 de setembro de 2022. Consultado em 28 de julho de 2025 
  11. «Página 2848 do Diário de Justiça do Distrito Federal (DJDF) de 13 de Novembro de 2018». Diário de Justiça do Distrito Federal. Jus Brasil. 2018. Consultado em 8 de setembro de 2020