Robinho Pinga
| Robinho Pinga | |
|---|---|
| Nascimento | 19 de abril de 1974 |
| Morte | 31 de dezembro de 2007 (33 anos) |
| Nacionalidade(s) | brasileiro |
| Crime(s) | tráfico de drogas, formação de quadrilha e homicídio |
Robson André da Silva (Cabo Frio, 19 de abril de 1974 – Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2007), mais conhecido como Robinho Pinga, foi um criminoso brasileiro que agia no tráfico de drogas do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Terceiro Comando Puro (TCP), uma dissidência do Terceiro Comando.[1]
História
Iniciou sua trajetória criminosa como assaltante. Durante a década de 1990, tornou-se homem de confiança do traficante Jorge Roberto da Silva, o Robertinho de Parada de Lucas, passando a administrar pontos de tráfico em comunidades do bairro de Senador Camará, onde foi criado, e adjacências, tendo controlado o tráfico nas favelas da Coreia, Taquaral, Rebu, Viegas e Batam.[1][2]
Com o passar dos anos, Pinga se estabeleceu como "matuto" do Terceiro Comando, um traficante especializado em conseguir novas rotas e negociar diretamente com fornecedores de cocaína e maconha na América Latina. Ele passou a importar as drogas e distribuí-las para traficantes da facção, consolidando sua posição no comércio atacadista. Sua atuação se expandiu para além do Rio de Janeiro, alcançando outros estados, como São Paulo e Espírito Santo.[1][2]
Em 2002, foi preso em São Paulo, onde residia havia cerca de três anos em uma mansão, durante uma operação policial que tinha como alvo principal Paulo César Silva dos Santos, o Linho, padrinho de seu filho. Pouco mais de um mês depois, obteve liberdade por meio de habeas corpus. Nesse mesmo ano, após desavenças com Linho, fundou o Terceiro Comando Puro (TCP).[2]
Em 2004, a polícia apreendeu na favela da Coreia um arsenal avaliado em aproximadamente 500 mil reais, incluindo armas, munições e oito minas terrestres. Pinga foi novamente detido em dezembro de 2005, na cidade de Sorocaba. Na ocasião, foi apresentado à imprensa portando uma bíblia e negou envolvimento com atividades criminosas.[3]
Em janeiro de 2007, juntamente com outros líderes de facções, foi enviado à Catanduvas, depois que a cidade do Rio de Janeiro foi alvo de uma série de atentados no final de 2006.[2][4]
Com um tumor no cérebro, Robinho foi transferido de Catanduva para o Rio de Janeiro no final de 2007. Após uma semana, morreu no Hospital Municipal Souza Aguiar, onde estava em coma profundo.[2][4]
Referências
- ↑ a b c Marcelo Auler (25 de abril de 2004). «TCP quer entrar na Rocinha». Gazeta Digital. Consultado em 19 de novembro de 2016
- ↑ a b c d e Jornalista Externo (6 de janeiro de 2007). «Presos mais perigosos do Rio chegam a Catanduvas». Tribuna. Consultado em 19 de novembro de 2016
- ↑ Folha Online (24 de dezembro de 2005). «Robinho Pinga disse ser religioso e negou mortes, diz polícia». Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de novembro de 2016
- ↑ a b «Secretaria confirma morte do traficante Robinho Pinga». G1. 31 de dezembro de 2007. Consultado em 13 de dezembro de 2025