Roberto Carlos (álbum de 1994)
| Roberto Carlos | ||||
|---|---|---|---|---|
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| Álbum de estúdio de Roberto Carlos | ||||
| Lançamento | 1994 | |||
| Gravação | 1994 | |||
| Gênero(s) | MPB | |||
| Duração | 43:04 | |||
| Formato(s) | LP/CD/K7 | |||
| Gravadora(s) | Columbia/Amigo | |||
| Produção | Mauro Motta | |||
| Cronologia de Roberto Carlos | ||||
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Roberto Carlos é o trigésimo quarto álbum de estúdio do cantor e compositor Roberto Carlos, lançado em 1994 pela gravadora Columbia, através do selo Amigo Records.[1]
O álbum abre com a faixa romântica "Alô". Outro destaque é "Eu Nunca Amei Alguém Como Eu Te Amei", dos compositores Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle, que posteriormente foi regravada em 2011 pela cantora baiana Ivete Sangalo, exclusivamente para trilha sonora da novela Fina Estampa. Nesse álbum, Roberto regrava a faixa "Custe o Que Custar" de Edson Ribeiro e Hélio Justo, originalmente gravada por ele próprio em 1969 e que foi trilha sonora do filme Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa.
Produção e lançamento
Foi o primeiro álbum de Roberto Carlos em seu selo próprio, após 33 anos vinculado à Sony Music, antiga CBS, que passa a ser a distribuidora – assim, Roberto passa a ter todos os direitos sobre sua obra.[2][3] O disco foi gravado no Rio de Janeiro e em Miami.[4] Chegou oficialmente às lojas no dia 7 de dezembro de 1994, com tiragem inicial de 1,5 milhão de cópias.[2] As músicas também fizeram parte do especial de fim de ano da Globo, gravado no Mineirinho, em Belo Horizonte.[5]
Única regravação do álbum , Custe o Que Custar teve uma pequena alteração no verso final. Em vez de "Será meu Deus, enfim, que eu não tenho paz", Roberto cantou "somente Deus, enfim / que eu encontro paz", representando o estado de espírito do artista, que buscava evitar palavras negativas em suas músicas.[2]
Faixas
Todas as faixas escritas e compostas por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, exceto onde indicado.
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |
|---|---|---|---|---|
| 1. | "Alô" | 5:22 | ||
| 2. | "Quero Lhe Falar do Meu Amor" | 4:42 | ||
| 3. | "O Taxista" | 4:44 | ||
| 4. | "Custe o Que Custar" |
|
3:19 | |
| 5. | "Jesus Salvador" | 5:36 | ||
| 6. | "Meu Coração Ainda Quer Você" | 5:55 | ||
| 7. | "Quando a Gente Ama" | 4:08 | ||
| 8. | "Silêncio" | Beto Surian | 5:08 | |
| 9. | "Eu Nunca Amei Alguém Como Eu Te Amei" |
|
4:28 |
Ficha Técnica[6]
Produção: Mauro Motta
Produção executiva: Charles Nogueira
Gravado nos estúdios Sigla (Rio de Janeiro) e Criteria Recording Studios (Miami)
Engenheiro de gravação: Edu de Oliveira
Engenheiro de mixagem: Edu de Oliveira
Engenheiros adicionais de mixagem: TedStein (faixas 2 e 6) e Steve Robillard (faixa 4)
Assistentes de gravação e mixagem: Claudinho Olibeira, Júlio Carneiro, Steve Robillard e Cris Carroll
Masterização: Discovery Music Network (Miami)
Engenheiro de masterização: Charlie Dye
Fotos: Luis Garrido
Coordenação gráfica: Carlos Nunes
Recepção
Em geral, as críticas foram negativas. Tarik de Souza, do Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, deu avaliação "ruim" para o disco, destacando o aspecto "repetitivo" do disco, que acena para os taxistas - tal qual para os caminhoneiros em trabalhos anteriores - e aos evangélicos, dessa vez na faixa Jesus Salvador.[2]
O Jornal Pioneiro, de Caxias do Sul, repetiu até mesmo o trecho da crítica ao álbum anterior, dizendo que o trabalho "é idêntico ao penúltimo que era igual ao anterior que era igual ao...". A publicação destacou que o disco manteve temas típicos (como as músicas românticas e religiosas), mas salientou que a falta de uma música específica para as mulheres deverá causar uma certa frustração às fãs, tal qual a música Coisa Bonita do disco anterior.[4]
Já o Tribuna da Imprensa, também do Rio de Janeiro, destacou que a capa em tons azulados é a única inovação do álbum. Para o jornal, o disco "não traz absolutamente nada de novo" em relação ao trabalho anterior.[5]
Por outro lado, José Carlos Assumpção, do jornal O Fluminense, de Niterói, elogiou alguns aspectos do álbum. Segundo o jornalista, "ao contrário do que andam dizendo por aí, o repertório não é tão indigente quanto o dos trabalhos anteriores". Assumpção chamou a faixa Alô de "interessante". Para ele, a melhor música do disco é Silêncio, principalmente pela qualidade da letra de Beto Surian. Entretanto, ele classificou a faixa O Taxista como "entediante" e afirmou que Jesus Salvador "não merece frequentar o rádio da beata mais ortodoxa".[3]
Certificações
| País | Certificação | Data | Vendas certificadas | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1995[7] | 1.000.000* | ||||||||||||||
| *número de vendas baseado na certificação | |||||||||||||||
Referências
- ↑ «ROBERTO CARLOS - 1994 - Discos do Brasil». discografia.discosdobrasil.com.br. Consultado em 6 de novembro de 2025
- ↑ a b c d «Requiém para um rei maquiado». Jornal do Brasil. 7 de dezembro de 1994
- ↑ a b ASSUMPÇÃO, José Carlos (15 de dezembro de 1994). «O 'rei' entre altos e baixos». O Fluminense
- ↑ a b «1994 recebe o carimbo do Rei». Pioneiro. 17 de dezembro de 1994
- ↑ a b «Capa é a única inovação do 38º disco de Roberto». Tribuna da Imprensa. 7 de dezembro de 1994
- ↑ «RobertoCarlos29_DiscBox Pra Sempre4-Anos90». edimilsonmendes.com. Consultado em 9 de setembro de 2020
- ↑ a b c «Álbuns certificados de Roberto Carlos». ABPD. Consultado em 4 de março de 2013


