Ribeira de Seixe
Ribeira de Seixe
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| Nascente | serra de Monchique |
| Foz | oceano Atlântico |
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A Ribeira de Seixe, também chamada Rio Seixe, é um curso de água do noroeste do Algarve que constitui, no seu percurso final, o limite entre os concelhos de Odemira e Aljezur, ou seja entre o sudoeste do Baixo Alentejo e o noroeste do Algarve, no sul de Portugal.
Descrição
Segundo Adalberto Alves, no seu Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa, a origem do topónimo Seixe é a palavra árabe sayh, «torrente».
O curso de água principal toma inicialmente o nome de Ribeira da Perna Negra. Alimenta-se de vários ribeiros que descem da Serra de Monchique. Depois de um percurso de cerca de 6 km, recebe o Ribeiro do Arroio, na margem esquerda, e logo a seguir a Ribeira do Montinho.
Junto às povoações de Foz da Perna Seca e Bemparece, recebe a Ribeira do Lameiro. A partir daqui é designada por Ribeira de Seixe. Passa então por Vale de Águia, Reguengo e Zambujeira de Baixo, no sentido este - oeste. Toma então o sentido noroeste e passa junto da Aldeia de São Miguel e Baiona até que chega junto à vila de Odeceixe, voltando a tomar o sentido oeste até à foz, na Praia de Odeceixe, no Oceano Atlântico. Esta parte final do percurso está inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
O escritor António Guedes descreveu a ribeira na revista Arquivo Histórico de Portugal, publicada em 1889, sendo então ainda considerada como um rio: «Wadeseixe, Odeseixe ou Odeceixe - Dizem alguns geographos que esta povoação deve o seu nome aos arabes ou ao rio, na margem do qual está situada. Este rio denomina-se Seixe, e os mouros chamavam-lhe Wad-seixe, ou rio de seixe, nome que depois passou á povoação. É muito antiga e parece averiguado que já existia anteriormente á occupação do Algarve pelos arabes e que o seu rio foi navegavel. Em 1755 o terramoto arrazou-a completamente. [...] O rio Seixe, tambem pelo motivo do terramoto, sahiu do seu leito e alagou todas as varzeas por onde foi obrigado a seguir por novo curso.»[1]
Em 15 de Novembro de 2023, o jornal Correio de Lagos noticiou que a Câmara Municipal de Aljezur, depois de várias reuniões com a Agência Portuguesa do Ambiente, tinha alertado o Secretário de Estado do Ambiente sobre a situação em que se encontravam as ribeiras de Odeceixe, Amoreira e Bordeira. De acordo com a autarquia, estes cursos de água estavam em elevado risco de assoreamento ou entupimento, motivo pelo qual pediu que fosse criado de um plano de intervenção.[2]
Ver também
Referências
- ↑ GUEDES, Antonio (Novembro de 1889). «Aljezur». Archivo Historico de Portugal. Série I (16). Lisboa. p. 61-63. Consultado em 27 de Outubro de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa
- ↑ «Câmara Municipal alerta para a necessidade de intervenção nas Ribeiras de Aljezur». Correio de Lagos. Ano XXXII (396). Lagos. 15 de Novembro de 2023. p. 6
