Serra de Monchique
Serra de Monchique
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| Coordenadas | 🌍 |
| Altitude | 902 m (2.959 pés) |
| Proeminência | 739 m |
| Isolamento | 172.69 km |
| Localização | Monchique, |
| Cordilheira | - |
| Rota mais fácil | estrada até ao cume (Fóia) |
A Serra de Monchique é uma montanha do oeste do Algarve, cujo ponto mais elevado – a Fóia, com 902 m de altitude – é o mais alto do Algarve e um dos pontos mais proeminentes de Portugal (739 m), com 172,69 km de isolamento topográfico.[1]
Devido ao facto de estar próxima do mar possui um clima subtropical húmido, com precipitações médias anuais entres os 1000 e os 2000 mm, que associadas a temperaturas amenas permite a existência de uma vegetação rica e variada, onde se inclui o carvalho-de-Monchique e a adelfeira, bem como espécies raras no sul, tais como o castanheiro, o carvalho-cerquinho ou o carvalho-roble.
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Nesta serra existe um importante complexo termal, Caldas de Monchique, rodeado por um parque de vegetação onde existe a maior magnólia da Europa. É ainda de salientar a fertilidade dos seus solos, devido não só à humidade, mas também ao facto da sua rocha, a foíte, ser de origem magmática.
Vários ribeiros e ribeiras têm origem na Serra de Monchique, entre as quais a Ribeira de Seixe, a Ribeira de Aljezur (ou da Cerca), a Ribeira de Odiáxere, a Ribeira de Monchique e a Ribeira de Boina.
Incêndios

O incêndio de Monchique de 2018 foi um incêndio florestal ocorrido na serra de Monchique, O incêndio resultou em 41 feridos[2] e consumiu uma área florestal de 26.885 hectares dos concelhos de Silves, Odemira, Portimão e Monchique, bem como 62 casas de primeira habitação, 49 de segunda habitação.[3]
Entre as causas apontadas pelos especialistas para a dimensão e incontrolabilidade do incêndio estão o excesso e descontrolo da plantação de eucaliptos, o número insuficiente de faixas de descontinuidade, a temperatura extrema e as dificuldades de acesso.[4][5][6] Mais de 72% da serra de Monchique é ocupada por eucalipto.[7] Os especialistas são unânimes em criticar a falta de ordenamento do território que tem permitido a expansão descontrolada de eucaliptais, que rapidamente dominam a paisagem. O eucalipto projeta partículas incandescentes capazes de provocar novos focos de incêndio a vários quilómetros de distância, provocando novos focos de incêndio que dispersam os meios de combate e diminuem a sua eficácia.[4][5]
O incêndio de 2018 foi precedido por vários incêndios de grande dimensão que ocorreram na mesma região em anos anteriores. Em 2003 ocorreram dois grandes incêndios que queimaram 90% do território de Monchique e 41 000 hectares de floresta. O primeiro esteve ativo entre os dias 8 e 18 de agosto e o segundo entre 11 e 19 de setembro, tendo-se propagado para os concelhos de Portimão, Aljezur e Lagos.[2][8]
Trilhos
Galeria de imagens
Ver também
Referências
- ↑ Peakbagger.com. «Foia, Portugal». Consultado em 18 de abril de 2018
- ↑ a b «Incêndio em Monchique Está Dominado, Arderam 27000 Hectares». Diário de Notícias. 10 de agosto de 2018. Consultado em 10 de agosto de 2018
- ↑ «Contacto de cabo elétrico com eucalipto causou fogo de Monchique em 2018»
- ↑ a b «As Razões Porque Está Incontrolável o Incêndio em Monchique». Diário de Notícias. 7 de agosto de 2018. Consultado em 9 de agosto de 2018
- ↑ a b «Quercus Diz Que Perigosidade do Fogo de Monchique se Deve Sobretudo a Eucaliptos». Jornal de Notícias. 7 de agosto de 2018. Consultado em 9 de agosto de 2018
- ↑ «Incêndio na Serra de Monchique». Quercus. 7 de agosto de 2018. Consultado em 9 de agosto de 2018
- ↑ «Mais de 72% da Serra de Monchique Ocupada Por Eucalipto». Revista Sábado. 7 de agosto de 2018. Consultado em 9 de agosto de 2018
- ↑ Flora Ferreira-Leite, António Bento-Gonçalves, Luciano Lourenço (2011). «Grandes incêndios florestais em Portugal Continental.» (PDF). Da história recente à atualidade. Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Cadernos de Geografia (30/31): 81-86
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