Relações entre Israel e Jordânia
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As relações entre Israel e Jordânia são as relações diplomáticas, econômicas e culturais estabelecidas entre o Estado de Israel e a Jordânia. Os dois países compartilham uma fronteira terrestre, que ligam a Cisjordânia à Jordânia. O relacionamento entre os dois países é regulamentado pelo Tratado de Paz Israel-Jordânia de 1994, que formalmente pôs fim ao estado de guerra entre os dois países desde a criação do Estado de Israel em 1948 e forneceu a plataforma para relações diplomáticas e comerciais.[1] Em 8 de outubro de 2020, Israel e Jordânia assinaram um acordo permitindo que voos cruzassem o espaço aéreo um do outro.[2] A Jordânia ajudou a interceptar drones iranianos durante os ataques em Israel em abril de 2024.[3][4]
História
Entre 1948 e 1994, a Jordânia adotou uma política antissionista, mas tomou decisões pragmáticas. Vários fatores são citados para isso, entre eles a proximidade geográfica, a orientação ocidental do Rei Hussein e as modestas aspirações territoriais da Jordânia. Não obstante, um estado de guerra existiu entre os dois países desde 1948 até a assinatura do tratado.
A Jordânia (então Transjordânia) não era membro das Nações Unidas quando a votação sobre o Plano de Partilha da Palestina foi realizada em novembro de 1947, mas após a fundação de Israel em 14 de maio de 1948, foi um dos países da Liga Árabe a invadir o país, assumindo o controle da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.
Na Guerra dos Seis Dias de 1967, a Jordânia aliou-se ao Egito de Nasser, e perdeu o controle da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental para Israel, mas não renunciou à sua reivindicação sobre o território até 1988. A Jordânia reduziu significativamente sua participação militar na Guerra do Yom Kippur de 1973 contra Israel. Jordânia e Israel assinaram o Tratado de Paz Israel-Jordânia em 1994, normalizando as relações entre os dois países.
Em 1987, o Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Shimon Peres, e o Rei Hussein conceberam secretamente um plano de paz no qual Israel cedia a Cisjordânia à Jordânia. Os dois assinaram o "Acordo de Londres Peres-Hussein", definindo um quadro para uma conferência de paz no Oriente Médio.

Em 1994, Israel e Jordânia negociaram um tratado de paz, que foi assinado por Yitzhak Rabin, Rei Hussein e Bill Clinton em Washington, DC, em 25 de julho de 1994. A Declaração de Washington afirma que Israel e Jordânia puseram fim ao estado oficial de inimizade e iniciariam negociações para alcançar um "fim ao derramamento de sangue e à dor" e uma paz justa e duradoura.[5]
Em 26 de outubro de 1994, a Jordânia e Israel assinaram um tratado de paz, formalizando as relações entre os dois países e resolvendo disputas territoriais.[6] Também incluiu uma promessa de que nem a Jordânia nem Israel permitiriam que seus territórios se tornassem bases para ataques militares de um terceiro país. O tratado estava intimamente relacionado aos objetivos para garantir a paz entre Israel e o Estado da Palestina.
Em uma reunião com o Centro para Assuntos Israelenses e Judaicos no Canadá, o rei Abdullah da Jordânia observou que Israel, o qual ele reconhece como um aliado regional, tem sido altamente receptivo aos pedidos de Abdullah para retomar as negociações de paz entre Israel e a Autoridade Palestina.[7]
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Em entrevista à CNN em dezembro de 2022, após a posse do novo governo israelense,[8] o Rei Abdullah alertou Israel para não alterar o status dos locais sagrados muçulmanos e cristãos e afirmou que caso o governo israelense quiser entrar em conflito conosco, estarão bem preparados".[9][10]
Em outubro de 2023, durante a guerra de Gaza, o Rei Abdullah condenou o bloqueio israelense à Faixa de Gaza e a “punição coletiva” dos palestinos em Gaza.[11] Em 1 de novembro de 2023, a Jordânia convocou seu embaixador em Israel, acusando o país de criar uma “catástrofe humanitária sem precedentes” e de “assassinar pessoas inocentes em Gaza”.[12] A Jordânia também declarou que o embaixador de Israel, que havia deixado Amã após o ataque do Hamas, não teria permissão para retornar.[13][14]
Referências
- ↑ snjeim (18 de setembro de 2015). «Al-Aqsa incursions strain Jordan-Israel ties». Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ Israel and Jordan sign historic airspace agreement
- ↑ Al-Khalidi, Suleiman (14 de abril de 2024). «Jordan airforce shoots down Iranian drones flying over to Israel». Reuters. Consultado em 14 de abril de 2024
- ↑ «From foe to ally: Jordanian Air Force downs Iranian drones en route to Israel». The Jerusalem Post (em inglês). 14 de abril de 2024. ISSN 0792-822X. Consultado em 14 de abril de 2024
- ↑ «Jordan: Israeli 'provocations' at Temple Mount will harm ties». The Times of Israel. 14 de outubro de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ «Jordan: Israeli 'provocations' at Temple Mount will harm ties». The Times of Israel. 14 de outubro de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ «Fox News Reporting: Christians find refuge from terror in Jordan | Fox News». Fox News. Consultado em 21 de setembro de 2015. Arquivado do original em 30 de setembro de 2015
- ↑ «Jordan: Israeli 'provocations' at Temple Mount will harm ties». The Times of Israel. 14 de outubro de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ snjeim (18 de setembro de 2015). «Al-Aqsa incursions strain Jordan-Israel ties». Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ Israel and Jordan sign historic airspace agreement
- ↑ «Jordan: Israeli 'provocations' at Temple Mount will harm ties». The Times of Israel. 14 de outubro de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ snjeim (18 de setembro de 2015). «Al-Aqsa incursions strain Jordan-Israel ties». Consultado em 12 de novembro de 2017
- ↑ Over 10,000 Palestinians killed in Gaza, Hamas-run health ministry says; UN calls Gaza a children’s graveyard cnbc.com. Consultado em 8 de novembro de 2023
- ↑ Jordan open to 'all options' as Gaza conflict intensifies reuters.com. Consultado em 8 de novembro de 2023
