Rami bar Hamá
Rami bar Hamá (em hebraico: רמי בר חמא; romaniz.: Rami bar Ḥami) foi uma amora babilônica de terceira geração.
Vida
Rami bar Hamá nasceu em data incerta ao longo do século III. Era discípulo de Hisdá e colega de estudos de Rabá, que era um pouco mais jovem do que ele. Dirigia com frequência perguntas a Hisdá. Certa vez, Hisdá lhe propôs uma questão à qual Rami encontrou resposta em uma mixná; em retribuição, Hisdá prestou-lhe um serviço pessoal. Também manteve relações com Nacmã bar Jacó, a quem frequentemente procurava refutar. Casou-se com a filha de seu mestre Hisdá; quando morreu, ainda jovem, seu colega Rabá desposou a viúva. Rabá declarou que a morte prematura de Rami fora um castigo por ele ter afrontado Manassés bar Talifa, um estudioso da Lei, tratando-o como ignorante. A filha de Rami casou-se com Axi.[1]
Rami bar Hamá possuía rara acuidade intelectual, mas Rabá afirmava que essa agudeza incomum o levava a tirar conclusões com excessiva rapidez. Tentava decidir as questões de modo independente e nem sempre buscava uma mixná ou uma baraita que sustentasse sua opinião. Por isso, seu discípulo Isaque bar Judá afastou-se dele para estudar com Xexete, dizendo que, embora uma decisão possa parecer fundada em raciocínio correto, deve ser rejeitada se houver uma mixná ou baraita que a contradiga; ao passo que uma decisão proferida de acordo com uma mixná ou baraita não se invalida, mesmo quando outra mixná ou baraita possa ser citada em oposição.[1]
Referências
- ↑ a b Bacher & Lauterbach 1906, p. 314.
Bibliografia
- Bacher, Wilhelm; Lauterbach, Jacob Zallel (1906). «Ram b. Ḥama». Jewish Encyclopedia. Nova Iorque: Funk & Wagnalls