Lista de rainhas consortes da Itália
As rainhas consortes da Itália eram as esposas dos monarcas reinantes, recebendo o título de Rainha da Itália desde a unificação do país entre 1861 e 1872 até a abolição da monarquia em 1946. De facto, desde a queda do Império Romano, outros governantes também se intitulavam reis da Itália, e suas esposas eram consideradas rainhas.[1] No entanto, as rainhas da Itália propriamente ditas, que exerceram seu papel sobre a península italiana unificada, surgiram apenas após a unificação.
Consortes da Itália
Casa de Saboia
| Nome | Retrato | Nascimento | Cônjuge | Morte | Ref |
|---|---|---|---|---|---|
![]() Margarida de Saboia 9 de janeiro de 1878 – 29 de julho de 1900 |
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20 de novembro de 1851 filha de Fernando, Duque de Gênova e Isabel da Saxônia |
Humberto I 21 de abril de 1868 1 filho |
4 de janeiro de 1926 74 anos |
[a] |
![]() Helena de Montenegro 29 de julho de 1900 – 9 de maio de 1946 |
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8 de janeiro de 1873 filha de Nicolau I de Montenegro e Milena Vukotić |
Vítor Emanuel III 24 de outubro de 1896 5 filhos |
28 de novembro de 1952 79 anos |
[b] |
![]() Maria José da Bélgica 9 de maio de 1946 – 12 de junho de 1946 |
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4 de agosto de 1906 filha de Alberto I da Bélgica e Isabel da Baviera |
Humberto II 8 de janeiro 1930 4 filhos |
27 de janeiro de 2001 94 anos |
[c] |
Pretendentes
Desde a abolição da monarquia na Itália, em 1946, descendentes dos antigos reis reivindicam o título de rei, e suas esposas, o de rainha. São elas:
Casa de Saboia
- Marina Ricolfi Doria (1935--), esposa de Vítor Emanuel, Príncipe de Nápoles (1937-2024) (filho de Humberto II), pretendente ao trono sob o nome de Vítor Emanuel IV.[8]
- Clotilde Courau (1969--), esposa de Emanuel Felisberto, Príncipe de Veneza (1972--) (neto de Humberto II), pretendente ao trono sob o nome de Emanuel Felisberto.[9]
Casa de Saboia (Ramo de Aosta)
- Claúdia de Orléans (1943--), primeira esposa de Amadeu, Duque de Aosta (1943–2021) (descendente de Vítor Emanuel II), pretendente ao trono sob o nome de Amadeu.[10]
- Silvia Paternò di Spedalotto (1953--), segunda esposa de Amadeu.[10]
- Olga da Grécia (1971--), esposa de Aimone, Duque de Aosta (1967) (filho de Amadeu, Duque de Aosta), pretendente ao trono sob o nome de Aimone.[11]
Ver também
Notas
- ↑ Foi a primeira rainha da Itália Unificada como consorte do rei e seu primo em primeiro grau Humberto I. Teve apenas um filho e foi muito popular de 1878 até ao assassinato do marido em 1900. Era profundamente religiosa e fervorosa nacionalista. Apoiou a ascensão de Benito Mussolini e do Partido Nacional Fascista. A pizza Margherita recebeu seu nome em sua honra.[2]
- ↑ Filha de um monarca menor e sem parentesco sanguíneo com as casas reais europeias, e educada na Rússia, foi escolhida como esposa do futuro rei Vitor Emanuel III, filho de pais consanguíneos, com o objetivo de melhorar a linhagem da Casa de Saboia. Conhecida como a "rainha da caridade", foi muito popular e compartilhou e influenciou decisões políticas de acordo com suas inclinações humanitárias pessoais. Seu reinado testemunhou mudanças radicais no cenário político mundial, como as duas guerras mundiais e a ascensão do fascismo na Itália. Diferentemente da sogra, a rainha Helena não demonstrou simpatia pelo fascismo. Seu marido abdicou em maio de 1946 em favor de seu filho Humberto, em uma tentativa de salvar a monarquia. Em junho do mesmo ano, a monarquia foi abolida após um referendo. Helena morreu no exílio, na França.[3]
- ↑ Crescida em uma das cortes mais liberais da Europa, frequentada por intelectuais e cientistas como Albert Einstein, recebeu uma educação que desenvolveu seu espírito crítico. Teve o casamento arranjado com o futuro rei Humberto II, com quem teve quatro filhos, apesar das tendências homossexuais do marido.[4][5] Ela teve dificuldade em se adaptar à Itália, com sua corte rígida e sofisticada e seu conservadorismo. Embora Maria José se sentisse alheia ao fascismo, durante muito tempo manteve relações corretas e até cordiais com Mussolini, em grande parte por medo de perder a coroa, o que não se estendia a Adolf Hitler, por quem nutria uma profunda aversão. Posteriormente, todavia, tornou-se adversária do fascismo a até mesmo chegou a negociar com os Aliados uma paz em revelia às Potências do Eixo. Tornou-se rainha em maio de 1946, com a ascensão do marido após a abdicação do sogro, Vítor Emanuel III, numa tentativa de salvar a monarquia. Entretanto, apenas um mês depois, em junho, a monarquia foi abolida, o que lhe valeu o epíteto de a "rainha de maio". Maria José morreu no exílio, na Suíça, em 2001.[6] Apenas um ano depois, a Casa de Saboia foi autorizada a voltar à Itália.[7]
Referências
- ↑ Muratori, Ludovico Antonio; Vincenti, Giuseppe Oggeri (1788). Annali d'Italia, pp. 78–81
- ↑ Adorni, Daniela (2008). «MARGHERITA di Savoia, regina d'Italia». Dizionario Biografico degli Italiani (em italiano). 70. website oficial (www.treccani.it) da Enciclopédia Treccani, nome que se conhece comummente a Enciclopedia Italiana di Scienze, Lettere ed Arti também abreviada Enciclopédia Italiana. Consultado em 3 de janeiro de 2025
- ↑ Gentile, Pierangelo (2018). «SAVOIA, Elena di». Dizionario Biografico degli Italiani (em italiano). 91. website oficial (www.treccani.it) da Enciclopédia Treccani, nome que se conhece comummente a Enciclopedia Italiana di Scienze, Lettere ed Arti também abreviada Enciclopédia Italiana. Consultado em 6 de junho de 2022
- ↑ Dall'Oroto, Giovanni "Umberto II" from Who's Who in Contemporary Gay and Lesbian History, London: Psychology Press, 2002 p. 534
- ↑ Denis Mack Smith, Italy and Its Monarchy, New Haven: Yale University Press p. 325
- ↑ Sircana, Giuseppe (2008). «MARIA JOSé del Belgio, regina d'Italia». Dizionario Biografico degli Italiani (em italiano). 70. website oficial (www.treccani.it) da Enciclopédia Treccani, nome que se conhece comummente a Enciclopedia Italiana di Scienze, Lettere ed Arti também abreviada Enciclopédia Italiana. Consultado em 6 de junho de 2022
- ↑ Willan, Philip (24 de dezembro de 2002). «Exiled Italian royals go home». The Guardian. Consultado em 10 de abril de 2008. Cópia arquivada em 22 de junho de 2020
- ↑ «Marina in San Pietro con tailleur bianco». Corriere della Sera. 19 de maio de 2003. Consultado em 29 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 2 de janeiro de 2014
- ↑ «Italian 'prince' weds actress». BBC News. 25 de setembro de 2003. Consultado em 8 de julho de 2016
- ↑ a b de Montjouvent, Philippe. Le Comte de Paris et sa Descendance (em francês). Charenton, France, Editions du Chaney, 1998. pp. 343–346. ISBN 2-913211-00-3
- ↑ Unione Monarchica Italiana Arquivado em 2009-01-02 no Wayback Machine







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