Pseudocolus

Pseudocolus
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Phallales
Família: Phallaceae
Género: Pseudocolus
Lloyd (1907)
Espécie-tipo
Pseudocolus fusiformis
Lloyd (1909)
Espécies
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Pseudocolus é um gênero de fungos da família Phallaceae dos fungos fedorentos (stinkhorn). Os basidiomas apresentam três ou quatro braços simples que inicialmente se unem na ponta, mas frequentemente se separam. As extremidades dos braços são cobertas por uma gleba viscosa e de odor fétido, que atrai insetos responsáveis pela dispersão dos esporos. Em janeiro de 2026, o gênero continha quatro espécies: a espécie-tipo Pseudocolus fusiformis, Pseudocolus garciae, semelhante em aparência à espécie-tipo, mas com coloração rosada a vermelha em vez de laranja, Pseudocolus grandis, encontrada na Índia e Pseudocolus jaczewskii.

Taxonomia

A primeira aparição na literatura da espécie-tipo, Pseudocolus fusiformis, ocorreu em 1890 sob o nome Colus fusiformis, quando Eduard Fischer elaborou uma descrição baseada em uma pintura encontrada no Museu de História Natural da França.[1] Em sua monografia de 1944 sobre os Gasteromycetes da Austrália e Nova Zelândia, Gordon Herriot Cunningham considerou essa nomeação um nomen nudum — não publicada com descrição adequada.[2] No entanto, era válida segundo as regras do Código Internacional de Nomenclatura Botânica. Em 1899, Penzig descreveu a espécie Colus javanicus com base em um único espécime encontrado em Java, Indonésia,[3] e um ano depois Fischer alterou o nome de sua Colus fusiformis original para Colus javanicus, pois não estava satisfeito com a qualidade da descrição inicial.[4] Apesar de suas dúvidas quanto à validade da descrição original, a nomeação inicial é legítima e tem prioridade sobre C. javanicus.[5]

Em 1907, Curtis Gates Lloyd descreveu o novo gênero Pseudocolus e reduziu várias espécies a sinônimos de Pseudocolus fusiformis.[6]

Descrição

O basidioma consiste em um estipe curto e alargado na base com colunas superiores não ramificadas que sustentam a gleba e normalmente se unem no ápice, ocasionalmente se tornando livres. O tecido do receptáculo apresenta estrutura tubular.[7]

Espécies

Várias espécies descritas como Pseudocolus foram reduzidas a sinônimos de P. fusiformis, enquanto outras são pouco conhecidas e raramente relatadas na literatura desde suas descrições originais. Segundo os bancos de dados taxonômicos Index Fungorum e Mycobank, em janeiro de 2026 o gênero compreendia quatro espécies:

Pseudocolus fusiformis (E.Fisch.) Lloyd (1909)

Originalmente Colus fusiformis E.Fisch.[1]
Agrupou como seus sinônimos os nomes Pseudocolus javanicus (Penz.) Lloyd (1907), Pseudocolus rothae (Lloyd) Yasuda (1916), Pseudocolus rothae Lloyd (1907), Pseudocolus schellenbergiae (Sumst.) Johnson (1929)

Pseudocolus garciae (Möller) Lloyd (1907)

Pseudocolus grandis J.A. Sáenz, Rawla & R. Sharma (1982)[8]

Pseudocolus jaczewskii Woronow (1918)

Descrita em 1918 a partir de espécimes coletados por Voronoc no sul da Cólquida.[9]


Uma espécie originalmente descrita em 1860 por Miles Joseph Berkeley como Lysurus archeri, e posteriormente chamada de Pseudocolus archeri (Berk.) Lloyd (1913), é um dos muitos sinônimos atualmente agrupados sob Clathrus archeri (Berk.) Dring (1980).[10]

Distribuição

Pseudocolus fusiformis é conhecida no leste da Ásia e Indonésia, Austrália e Nova Zelândia, e sul da África, e foi introduzida nos Estados Unidos.[11] P. garciae ocorre na América do Norte e América do Sul.[7] P. grandis é encontrada tanto no norte quanto no sul da Índia.[12]

Referências

  1. a b Fischer E. (1890). «Untersuchungen zur vergleichenden Entwicklungsgeschichte und Systematik der Phalloideen. I». Neue Denkschriften der allgemeinen Schweizerischen Geseallschaft für die gesammten Naturwissenschaften (em alemão). 32: 1–103 
  2. Cunningham GH. (1944). The Gasteromycetes of Australia and New Zealand. Dunedin, New Zealand: [s.n.] 
  3. Penzig O. (1899). «Über javanische Phalloideen». Annales du Jardin Botanique de Buitenzorg (em alemão). 16: 133–73 
  4. Fischer E. (1900). «Untersuchungen zur vergleichenden Entwicklungsgeschichte und Systematik der Phalloideen. III». Neue Denkschriften der allgemeinen Schweizerischen Gesellschaft für die gesammten Naturwissenschaften (em alemão). 36: 1–84 
  5. Blanton RL. (1976). «Pseudocolus fusiformis, new to North Carolina». Mycologia. 68 (6): 1235–9. JSTOR 3758756. doi:10.2307/3758756 
  6. Lloyd CG. (1907). «Concerning the phalloides». Mycological Notes. 2 (28): 349–64 
  7. a b Dring DM. (1980). «Contributions towards a rational arrangement of the Clathraceae». Kew Bulletin. 35 (1): 1–96+ii. Bibcode:1980KewBu..35....1D. JSTOR 4117008. doi:10.2307/4117008 
  8. J.A. Sáenz, Rawla & R. Sharma, 1982, Revista de Biología Tropicale 30(1):102.
  9. Burk WR. (1978). «Pseudocolus fusiformis: synonymy and distributional records». Mycologia. 70 (4): 900–5. JSTOR 3759379. doi:10.2307/3759379 
  10. Hooker JD. (1860). Botany of the Antarctic Voyage. III Flora Tasmaniae. 2. [S.l.: s.n.] p. 264 
  11. Kibby G. (1994). An Illustrated Guide to Mushrooms and Other Fungi of North America. London, UK: Lubrecht & Cramer Ltd. p. 158. ISBN 978-0-681-45384-5 
  12. Kumaresan V, Ganesan T, Rajarajan D (2008). «Pseudocolus grandis from Southern India». Mushroom Research. 17 (2): 69–70. ISSN 0972-4885